quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

GTAPE

1.2 biliões CFA necessários para actualizar Cadernos Eleitorais  

Bissau, 17 Dez 14 (ANG) – O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) necessita de 1.2 biliões de Francos CFA para levar a cabo os trabalhos da actualização de Cadernos Eleitorais.

A revelação foi feita hoje pelo Director-Geral do GTAPE, em entrevista exclusiva à ANG.
Segundo Alain Sanka, os técnicos do GTAPE procederam já ao trabalho de reverificação dos materiais e, apenas, aguardam do governo o desbloqueio dos fundos para que possam arrancar.

"Se os fundos forem disponibilizados pelo governo, os trabalhos irão iniciar imediatamente ", prometeu o DG do GTAPE.

 No quadro do processo de actualização do caderno eleitoral, de acordo com aquele responsável, já foram enviadas cartas de solicitação de levantamento de Registos Criminais e Certidões de óbitos nos Ministérios da Justiça e da Saúde como documentos comprovativos de eventuais casos de detenção ou morte de alguns eleitores.

Quanto a situação dos subsidios em atraso, aquele responsável explicou que não há nada de anormal, apesar da suspensão dos salários do pessoal efectivo a espera da entrega dos relatórios finais do último processo eleitoral.

“Não se trata das dívidas, mas sim critério imposto pelos doadores”, justificou o director-geral.

ANG/AALS/FGS/JAM



  

Cimeira de CEDEAO


ECOMIB permanece mais 6 meses na Guiné-Bissau

Bissau, 17 Nov 2014 ANG A Cimeira dos Chefes de Estado da Comunidade Económica dos estados da África Ocidental, CEDEAO, desta segunda-feira em Abuja, Nigéria, prorrogou por mais seis meses, a sua missão de manutenção da paz no país (ECOMIB).

O anúncio foi feito a imprensa pelo Presidente da república, José Mário Vaz, ao regressar terça-feira a Bissau.

José Mário Vaz admitiu ainda a possibilidade desta força vir a continuar no país até a implementação da reforma nos sectores de defesa e segurança.

“Tudo dependerá da disponibilidade financeira da CEDEAO”, condicionou o chefe de Estado guineense.

A ECOMIB encontra-se na Guiné-Bissau desde 2012, na sequência do golpe de Estado contra o poder instituído e é constituída por 770 homens militares e paramilitares.


ANG/QC/JAM

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

PMA


“Sector dos serviços praticamente estagnado ”, refere relatório da UNTAD

Bissau, 16 Dez 14 (ANG) O Relatório da Organização das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, UNTAD, sobre os Países Menos Avançados (PMAs) referente ao ano em curso indica que a produtividade do trabalho nos países como a Guiné-Bissau e Malawi, caiu para uma taxa anual de 0.8 por cento.

Segundo este documento apresentado hoje em Bissau pelo Escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, a produtividade do trabalho no sector de serviços “praticamente estagnou nos Países Menos Desenvolvidos, desde o início da década de noventa, ao passo que noutros Países em Desenvolvimento, (OPD), ela aumenta 1.8% ao ano.

Relativamente a produtividade industrial, este informe da UNTAD avança que “continuou em trajectória ascendente, apesar da crise de 2008-2009 nos PMAs exportadores de manufacturados, mas caiu abruptamente nos PMAs, exportadores de combustíveis como o Chade, Iémen e Guiné Equatorial, evidenciando a vulnerabilidade destes aos ciclos internacionais “commodities”.

 Sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, ODM, de acordo com os dois técnicos seniores do PNUD que apresentaram este informe anual da UNTAD, os PMAs do continente asiático reduziram a pobreza de 64 para 36 por cento entre 1990 e 2010, em conformidade com a meta de reduzir para metade, a pobreza extrema até 2015.

Em relação aos Países Menos Avançados de África e República de Haiti, o relatório indica uma redução de pobreza moderada de 65 para 51 por cento.

Este documento intitulado “Crescimento com Transformações Estruturais: Uma Agenda de Desenvolvimento Pós-2015” , refere que o desempenho económico dos PMAs em geral, alcançou uma taxa média de crescimento real do Produto Interno Bruto, (PIB), de 5,6 por cento no ano passado, mais alta do que a taxa de crescimento dos países Desenvolvidos que se situa no 1.2 por cento.

No que tange a “Transformação Estrutural” o documento que analisa nomeadamente, o grau do cumprimento das metas dos ODM nos Estados Menos Avançados, frisa que as suas agriculturas continuam a representar a maior parte dos empregos, na ordem dos 65 por cento.

 No entanto, esta cifra, conforme o relatório, diminuiu em nove pontos percentuais desde 1991, indicando uma transformação estrutural mais lenta em relação a Outros Países em Desenvolvimento, OPD, cuja proporção de emprego agrícola diminuiu em 19 pontos percentuais.

Em representação do Secretário de Estado do Plano e Integração Regional no acto, o antigo Ministro da Economia, José Biai realçou a importância da apresentação pública deste relatório e afirmou que servirá de um elemento de informação e de trabalho para as autoridades da Guiné-Bissau.

Para o Director-geral do Comércio e Concorrência, Jaimantino Có, a Guiné-Bissau que outrora exportava os produtos como arroz, amendoim e coconote, deve repensar a sua política económica, devendo o sistema financeiro jogar um papel importante, através de doação de créditos de longa duração, aos operadores económicos.

 Este relatório de UNTAD também recorda o fim da conhecida “metas dos ODM até 2015” e dos novos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, até 2030”.Visão esta que pretende, fundamentalmente, um crescimento económico que tenha em conta o desenvolvimento humano e a utilização racional dos recursos naturais.

 Para além dos técnicos seniores do PNUD, estiveram presentes no acto, os representantes das diferentes instituições públicas e dos organismos internacionais sedeados na Guiné-Bissau.


ANG/QC/SG

Recursos haliêuticos


Navio científico da Mauritânia avalia stock na ZEE da Guiné-Bissau

Bissau, 16 Dez 14 (ANG) – Um navio científico da Mauritânia procede desde a semana passado ao levantamento dos recursos haliêuticos na Zona Económica Exclusiva (ZEE) da Guiné-Bissau, revelou à ANG, o Secretário de Estado das Pescas, IIdefonso Barros.

 Segundo explicações do Secretário de Estado das Pescas, trata-se de uma campanha de avaliação dos recursos demersais na ZEE, cujos resultados o governo espera que permitam conhecer as potencialidades concretas do pais nesse domínio, com vista a sua melhor gestão.

Ildefonso de Barros afirmou que este trabalho vai permitir ao governo conhecer bem e melhor a quantidade dos recursos haliêuticos e ter uma ferramenta para definir com facilidade o plano anual de gestão dos recursos, assim como controlar a emissão de licenças de pescas.

“A campanha visa essencialmente fazer avaliação dos principais stocks dos recursos demersais não só pelo valor mas também do ponto de vista de sua gestão.

O Secretário de Estado das Pescas informou que o barco foi contactado no âmbito da cooperação bilateral entre a Guiné-Bissau e Mauritânia, adiantando que os trabalhos são feitos em conjunto com os técnicos nacionais.

A equipa é formada por três técnicos nacionais ligados ao sector da pesca, um consultor espanhol recrutado pelo projecto regional de pesca na África ocidental PRAO-GB e um investigador da Mauritânia.

Ildefonso de Barros pediu aos técnicos nacionais a não pouparem os seus esforços porque o governo pretende prepará-los e capacitá-los para que, um dia sozinhos, possam fazer este trabalho, com o apoio de técnicos da Mauritânia e outros.


ANG/JAM/LPG/SG

Defesa e Segurança


Iniciada 1ª Conferência Nacional da Produção das FAs

Bissau, 16 Dez 14 (ANG) – A primeira Conferência Nacional da Produção das Forças Armadas (FAs), sob o tema “Produção Agro-pecuária

, Âncora da Paz e Alavanca do Desenvolvimento da Guiné-Bissau”, teve inicio hoje em Bissau.

A realização deste evento, segundo O Director-geral da Modernização e Produção das Farças Armadas, Manuel da Costa, marca o ponto culminante da mudança da “mente belicista” para “mente trabalhista” no seio das FAs guineenses.

“Uma nova maneira dos efectivos pensarem patrioticamente a nossa terra e trabalharem como cidadãos para o desenvolvimento sócio-econômico almejado”, descreve o DG da MPFA.
De acordo com o Director-geral da Modernização e Produção das FAs  tal desiderato responde aos objectivos pelos quais a componente produção foi criada no seio dos militares, ou seja,  produzir bens de consumo para si para  assim reduzir o “pesado fardo” que constitui no Orçamento Geral do Estado, entre outros.

 Costa sublinhou que ao longo dos dois dias os participantes vão debater problemas relacionados à produção militar e apontar soluções exequíveis para o seu relançamento, reorganização funcional, modernização e desenvolvimento.

Por isso, disse esperar dos presentes contributos para encontrar propostas concretas que ajudem o governo a resolver, de uma vez para sempre, a questão da alimentação dos efectivos das FA,s.

O encontro  de dois dias tem como objectivo sensibilizar a opinião pública geral sobre a exploração e aproveitamento de varias potencialidades produtivas existentes nas FAs.

Com isso, o Ministério da Defesa Nacional pretende angariar financiamentos e estabelecer parcerias para a implementação dos demais projectos “eleitos”, para os quais a Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional procura financiamento junto dos parceiros de desenvolvimento e instituições financeiras.

A representante da delegação da União Europeia no pais salientou que um projecto enfocado na produção, preocupado com a qualidade e apostado em dar valor aos produtos da terra merece toda a atenção da União Europeia.

Madaleine Onclin elogiou as  potencialidades de que o pais é detentora e lembrou que as FAs podem jogar um papel no desenvolvimento das mesmas através da participação nas actividades agrícolas e produção agro-pecuária.

O Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Produção das FAs, Vantagem da Produção e Consumo de Alimentos Vegetal e Animal para o Desenvolvimento Físico e Intelectual do Homem e a importância da mecanização agrícola, além do Papel das Forças de Defesa na Agricultura para o Combate à Pobreza, e a Segurança Alimentar na Guiné-Bissau, são sub-temas a debater no encontro.

A conferência cujo acto de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria, e testemunhado pelo vice-Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Mamadu Nkruma, conta com mais de 5 dezenas de participantes.

ANG/JAM/SG


Diáspora


Governo pretende reactivar  projecto de retorno de quadros guineenses

Bissau, 16 Dez 14 (ANG) – O Governo através da Direcção Geral das Comunidades vai reactivar, no próximo ano, o projecto de retorno de quadros guineense no exterior denominado (top team).   

A intenção foi manifestada em exclusivo à Agencia de Noticias da Guiné- ANG, pelo Director -geral das Comunidades, Luís Domingos  Barros, após um encontro que manteve com os emigrantes guineenses em férias no país.



 Luís Barros explicou que o projecto pretende que os quadros guineenses viessem trocar experiências e capacitar os seus colegas residentes no pais, em deferentes sectores sociais, tais como a saúde, educação, agricultura,  entre outras.


O Director-geral das Comunidades recorda que o projecto  foi acordado entre a então Secretaria-geral das Comunidades e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) e que continua a ser uma das prioridades da actual direcção para melhoria do seu relacionamento com a diáspora guineense.


Em relação às dificuldades que os emigrantes enfrentam em termos de aquisição de documentos, Luís Barros respondeu que a emigração é dirigida em duas formas distintas, tendo exemplificando que se uma pessoa estrangeira quer imigrar para o país, à partida, ele deve ter um contrato de trabalho caso contrário é uma mera aventura. 


E para evitar essas situações o Director-geral das Comunidades exorta os guineenses a se informarem sobre as regras do país para o qual  pretendem emigrar como forma de evitar obstáculos semelhantes.    

 Barros informou que encontro com emigrantes guineense em férias no  pais tem como objectivo informar os emigrados sobre a ideia da Direcção Geral das Comunidades de organizar um encontro de fraternidade no próximo dia 20 deste mês. 


Segundo Luís Barros, os emigrantes vão ter a oportunidade de saborear a gastronomia guineense, e conviver com membros do governo, deputados e o próprio ministro dos Negócios Estrangeiro, Mário Lopes da Rosa.



Por sua vez, o representante da Associação dos emigrantes guineenses no país, José Amara Queita disse que aproveitaram a ocasião para apresentar as dificuldades que enfrentam em termos de aquisição de documentos e do acesso aos serviços de saúde na diáspora.


José Queita revelou que mais de 25 por cento dos emigrantes guineenses, não só na Europa,  já manifestaram o interesse de regressar ao país, mas precisam de apoio do governo.

 ANG/LPG/SG


     

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pescas


Marinheiros exigem aplicação dos critérios de embarque pré-estabelecidos

Bissau,15 Dez.14 (ANG) - O Sindicato Nacional dos Marinheiros (SINAMAR) e Sindicato Democrático dos Marinheiros (SINDEMAR) exigem o cumprimento dos critérios de embarque dos marinheiros, que não estão a ser respeitados.

  “Há bloqueio no recrutamento por causa de interesse pessoal de alguns indivíduos ligado ao processo, por isso os dois sindicatos decidiram manifestar seus descontentamentos através desta conferência, “explicou João Cá, presidente do Sinamar.

 João Cá disse que existem quatro critérios de embarque de marinheiros entre os quais o embarque por escala de cinquenta por cento e de livre escolha, o pagamento de salários conforme categorias profissionais e em franco CFA não em dólar como antes e o desembarque de 75 por cento de marinheiros estrangeiros não afectos ao pavilhão do Navio.

 “ Quando as pessoas que não são marinheiros e sem experiências foram embarcados muitas vezes estes acabam por morrer ou se ferir no alto mar,” sublinhou João Cá em jeito de critica à pedidos de embarque de pessoas que não são marinheiros profissionais.

Este sindicalista referiu que há cerca de 100 navios a pescar nas águas territoriais guineenses e que o número de marinheiros embarcados anualmente é de 200 pessoas quando devia ser no mínimo 1500 pessoas.

“Se todos esses marinheiros são estrangeiros vão enriquecer economia dos seus países não da Guiné-Bissau”, lamentou.

 Segundo João Cá, os dois sindicatos vão negociar com o governo, se não surtir efeito recorrerão à ANP como órgão fiscalizador das leis e de seguida ao Presidente da República.


ANG/JD/SG

Caju



Guiné-Bissau perdeu este ano cerca de 60 milhões de dólares nas exportações clandestinas   

Bissau, 15 Dez 14 (ANG) – A Guiné-Bissau perdeu este ano cerca de 60 milhões de dólares americanos com a exportação clandestina terrestre e marítima da castanha de caju.

A revelação foi feita pelo ministro da Economia e Finanças, Geraldo Martins quando presidia no Sábado, o acto de enceramento de ateliê sobre a “Problemática da Comercialização e Exportação da Castanha de Caju: Reflexão e Perspectivas  para 2015” que decorreu entre os dias 12 e 13 do corrente mês, organizado pelo Ministério de Comércio e Artesanato (MCA).

Na ocasião, o governante prometeu que o governo vai tomar medidas para estancar esta prática.

Geraldo Martins disse que, para a campanha de comercialização de caju de 2015, o governo se compromete  a reforçar os dispositivos de acompanhamento e de controlo das operações de exportação  a partir do Porto de Bissau.

O ministro da Economia e Finanças comprometeu-se em dar uma atenção particular a fiscalização da campanha de caju, de modo a garantir e salvaguardar e satisfação dos legítimos interesses de todos os intervenientes do sector, nomeadamente, produtores, intermediários, exportadores e o Estado.

“O governo se compromete também a criar condições necessárias para garantir a implementação das recomendações saídas deste ateliê,” disse Geraldo Martins.

Apôs os debates dos temas abordados durante os dois dias do Ateliê,  os seminaristas recomendaram ao governo a redução das  taxas e impostos.

Ainda recomendaram a promoção de boas práticas da produção do caju  assim como a identificação  e redução dos postos de controlos,  a aplicação efectiva dos diplomas que regulamentam as actividades do sector e a melhoria das pistas rurais.


A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau, e este ano foram exportadas  136.584,066 toneladas de castanha in natura, que renderam a economia nacional uma receita fiscal na ordem de  137 milhões de dólares americanos.

ANG/LLA/SG

ODM


PNUD lança relatório de 2014 sobre Países Menos Desenvolvidos

Bissau, 15 Dez 14 (ANG) O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lança esta terça-feira em Bissau, o Relatório de 2014 sobre a situação do Países Menos Desenvolvidos do mundo, elaborado pela Conferencia das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

A informação consta num comunicado de imprensa do Departamento da Comunicação da representação desta Agência da ONU no país, enviado hoje à ANG.

De acordo com a nota que cita esse relatório, os “países mais pobres do mundo estão presos num círculo vicioso, que deve ser invertido, caso queiram alcançar os novos objectivos de desenvolvimento”.

O referido relatório intitulado, “Crescimento com Transformações Estruturais: Uma Agenda de Desenvolvimento do Pós-2015”, chama atenção a comunidade internacional sobre a necessidade de  «aprender com os erros da maioria dos países em desenvolvimento que falharam em alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), embora registem um crescimento económico “forte”.

Segundo o PNUD, este «paradoxo deve a  falha das economias dos PMDs em atingir as mudanças estruturais não obstante observarem o crescimento, em consequência dos bons resultados dos preços de exportação e do aumento da ajuda pública ao desenvolvimento.

Assim, conforme o comunicado, a UNCTAD recomenda uma mudança considerável nas políticas, com o objectivo de modernizar e diversificar as estruturas económicas destes países menos avançados, priorizando “os produtos de maior valor agregado e mais sofisticados”.

Segundo a nota do PNUD, espera-se que, em  cumprimento do objectivo principal de desenvolvimento do pós-2015, seja erradicada a pobreza até 2030. O que , acrescenta o documento, significa reduzir a «pobreza a zero em todo o lado”, com destaque nos PMDs.

Para isso, o relatório sublinha três prioridades, nas políticas para uma agenda de desenvolvimento pós-2015, ou seja, a mobilização e direccionamento dos recursos para o investimento, a transformações das economias e o estabelecimento de políticas macroeconómicas que promovam o investimento e o crescimento da procura.

Actualmente, 48 países, incluindo a Guiné-Bissau, Senegal, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe,  fazem parte dos PMDs, dos quais 34 são do continente africano.

 ANG/ QC/SG




Bilhete de Identidade biométrico da comunidade vai ser  lançado  em 2016 

Bissau, 15 Dez 14 (ANG) – A CEDEAO lança em 2016 o Bilhete de Identidade da comunidade, segundo a decisão do Conselho de Ministros da organização que terminou quinta-feira a sua 73ª reunião, e, Abuja na Nigéria.

A implementação dessa peça de identidade biométrico da CEDEAO visa garantir a segurança dos migrantes, o reforço da gestão da identidade através duma abordagem coordenada na troca de informação e na gestão de dados no contexto da mobilidade inter-regional protegida.

O surgimento do BI da comunidade implicará a supressão da obrigação de cartões de residência para os migrantes provenientes da CEDEAO nos territórios dos 15 Estados- membros, além das outras regalias enumeradas.

Os chefes da migração da CEDEAO recomendaram que esse BI tenha a mesma cor para todos os Estados-membros.

Eles recomendaram igualmente que circule paralelamente com o BI nacional em cada Estado-membro até que se torne plenamente institucionalizado no quadro do calendário proposto.
O novo BI biométrico vai substituir igualmente o certificado de viagem CEDEAO.

As recomendações, que foram aprovadas pelo Conselho durante os seus três dias de reunião (de 9 a 11 de Dezembro) na sede da CEDEAO, em Abuja, estão ainda sujeitas à aprovação dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO que devem reunir-se, esta segunda-feira, 15, em Abuja,  na capital nigeriana.

ANG/Angop

Quadra Festiva


EAGB promete aumento da produtividade eléctrica para 17 megawots

 Bissau, 15 Dez 14 (Bissau) – O director da Produção da Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), Murido Gomes Lopes, afirmou que a empresa perspectiva aumentar a sua capacidade produtiva de 4.5  para  17 megawots  durante a quadra festiva.

Em entrevista concedida hoje à ANG, Murido Lopes, sublinhou que de momento só funcionam na Central Eléctrica dois grupos energéticos, nomeadamente, um de 2.5 megas e outro de 2 com os quais estão a efectuar “uma distribuição equitativa e satisfatória”.

Enquanto isso, conforme Lopes, nesta quadra festiva estão a aguardar a chegada dentro de dias de mais grupos geradores com capacidade de 10 megas de energias para reforçar os 4.5 megas já em activo.

No que diz respeito ao combustível para o abastecimento dos grupos energéticos da EAGB, aquele responsável disse que já receberam uma descarga de 7 camiões cisternas de combustíveis para alimentação dos respectivos grupos.

Quanto às dificuldades internas com as quais a empresa se depara, aquele responsável revelou que actualmente as dificuldades são mais de ordem técnica ou seja de fazer com que os técnicos se familiarizassem com máquinas novas.

“As vezes as máquinas com as quais lidamos são de primeira linha e quando apresentam certas falhas ultrapassam as competências dos nossos técnicos e têm que ser reparadas no exterior e isso leva tempo”, explicou.

ANG/FGS/SG


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Caju


Exportações de 2014 registam aumento de 3,5 por cento em relação ao ano passado

Bissau, 12 Dez 14 (ANG) – O volume das exportações da castanha de Caju registado este ano foi superior em mais de 3.5 por cento que no período de 2013, ou seja, houve um aumento de mais 4 mil toneladas.

Os dados constam no relatório sobre a campanha de comercialização da castanha de caju deste ano, divulgado quinta-feira na abertura do ateliê sob tema “problemática da comercialização e exportação de caju, reflexões e perspectivas para 2015”, promovido pelo Ministério do Comercio e Artesanato.

Segundo o documento, na ultima campanha do “Ouro Guineense” foram exportadas mais 136 mil toneladas, e as previsões eram  de exportação de 200 mil toneladas.

Estima-se que as operações de exportação terá rendido a economia nacional 137 milhões de dólares americanos.

A operação teria tido inicio dia 03 de Junho, um pouco mais tarde do que o ano anterior e viria a terminar em finais de Novembro e registou a participação histórica de 51 empresas, ou seja, um ligeiro acréscimo em relação a 2013.

O preço de base ao produtor foi determinado pelo governo no acto oficial de abertura de campanha no valor de 250 FCFA por quilograma de castanha, mas, de acordo com os relatórios das delegacias regionais, a ruptura de stock de bens alimentares em zonas de difícil acesso fez com que este valor baixasse até 150 fcfa.

“Em termos de preços ao produtor, teve oscilações progressivas entre 150 FCFA/Quilograma em Abril e terminou com 370 nos meados de Setembro/Outubro ”, escreve o relatório.

O relatório informa que essa evolução de preços tem a ver com o bom ambiente de negócios criado no país com estabilidade política, na sequência de eleições pacífica e credível, conforme as declarações de observadores.

Com base nestes dados o Ministério do Comercio estima o preço médio ao produtor na campanha que agora termina de 259 FCFA por kg.

Dados dos serviços de Comercio Interno e das Delegacias Regionais confirmaram o potencial de emprego que esta actividade económica gera no país, bem como a sua contribuição na redução da pobreza.

Em relação a saída clandestina da castanha de Caju, o relatório refere que apesar das dificuldades operacionais, os agentes de fiscalização conseguiram apreender 237 toneladas de caju, 13 meios de transporte dentre os quais Camiões  e viaturas modelo Canter e toca-tocas nas regiões de Bafatá e Cacheu.

Analisando estes dados de apreensão a região de Cacheu parece em primeiro lugar com 199 toneladas da castanha de caju e 12 meios de transporte seguido da região de Bafatá com 36 toneladas e um meio de transporte.

  O relatório revela que a empresa Cheta Guiné foi a que atingiu o maior volume de exportação, com cerca de 12 por cento do total das exportações e a empresa Sonec Trading com menor volume representando 0,04 por cento.

O ateliê sobre a problemática da comercialização da castanha de caju, reflexão e perspectivas para 2015 termina esta tarde os seus trabalhos com a adopçäo de recomendações dos intervenientes do sector.


ANG/LLA/LPG/JAM/SG 

Transportes aéreos


Ligações Cidade da Praia-Bissau serão retomadas em breve

Bissau, 11 Dez 14(ANG)- As ligações aéreas com Cabo Verde  deverão ser retomadas "em breve", indicou, na Cidade da Praia, o ministro dos Negócios Estrangeiros,  da Cooperação Internacional e das Comunidades, Mário Lopes da Rosa, citado nesta quarta-feira pela imprensa cabo-verdiana.

Mário Lopes da Rosa, que se deslocou à Cabo Verde na qualidade de enviado especial do primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, falava aos jornalistas após ter sido recebido quarta-feira em audiência pelo presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca.

O chefe da diplomacia guineense informou que o assunto já foi discutido com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, mas não precisou a data do início dos voos, suspensos há cerca de dois anos.

O encontro foi aproveitado para apresentar uma mensagem de solidariedade de Simões Pereira ao povo cabo-verdiano, ligada às consequências do vulcão do Fogo que assola há 19 dias Chã das Caldeiras, e abordar questões relacionadas com as "grandes expectativas de dinamizar" a normalização das relações bilaterais.

"A relação esteve suspensa durante os dois últimos anos, mas estou convencido de que, com a disponibilidade total do Governo de Cabo Verde (que nunca reconheceu as autoridades de transição guineense após o golpe de Estado de Abril de 2012), iremos encontrar novos horizontes e definir uma nova filosofia de cooperação", sublinhou.

Simões Pereira deverá visitar o arquipélago cabo-verdiano em finais de Janeiro de 2015 para o relançamento da cooperação, após o que José Maria Neves se deslocará a Bissau, numa data ainda por definir.

Durante a estada em Cabo Verde, Mário Lopes da Rosa encontrou-se terça-feira com o primeiro-ministro cabo-verdiano, a quem entregou um cheque no valor de 75 mil dólares às autoridades da Cidade da Praia para apoiar as vítimas da erupção vulcânica da ilha do Fogo.


ANG/Angop.

Cultura



Movimento Acção Cidadã homenageia cineasta Flora Gomes

Bissau, 12 Dez. 14 (ANG)-O movimento Acção Cidadã (MAC) agendou para os dias 15 à 20 do mês em curso, um conjunto de actividades e que vão culminar com uma gala para homenagear o cineasta guineense, Flora Gomes.

O evento do MAC enquadra-se num projecto denominado HomegeArte, cuja primeira edição se assinala nos 5 dias acima indicados.

De acordo com os proponentes do certame, a HomenageArte passará a ser levada a cabo anualmente com vista a cultivar referências positivas no espaço social guineense.
“Flora Gomes e os óculos do sonho” é o tema dado a esta primeira edição do HomenageArte.

 “O que pretendemos com esta primeira edição é realçar as obras feitas e não as figuras das pessoas por si só”, esclareceu Miriam Fernandes Gomes Sá, do MAC.

Por outro lado, preconiza-se tornar a HomenageArte num espaço para cultivar referências positivas, criar condições para deixar legados à nova geração, promover e valorizar o trabalho cultural de pessoas e instituições.

Durante o evento serão realizadas acções como Workshops, conferência internacional, uma Gala de homenagem e lançamento de um livro sobre intervenções do cineasta Flora Gomes.

Indagada sobre apoios da parte do governo a organização disse que não solicita e nem aceita qualquer tipo de apoios.

“ Mediante a dimensão deste evento abrimos uma excepção onde convidamos alguns parceiros para se associarem a esse evento. Porém não solicitamos, enquanto parceiro, o apoio do governo e nem recebemos nenhum convite da parte do governo”, disse Miriam Gomes Sá.

Ela  explicou que o projecto,  não só visará obras de personalidades fisicamente presentes mas também os que já não se encontram entre os vivos no sentido de cultivar boas culturas existentes no seio da sociedade guineense.

Ação Cidadã (MAC), é um movimento social de cidadãos livres em pleno exercício da cidadania.


ANG/FGS/SG

UPG


“Este Governo defraudou as expectativas do povo guineense", diz Nando Vaz

 
Bissau,12 Dez 14 (ANG) - O Presidente do Partido União Patriótica Guineense (UPG), criticou hoje o desempenho do governo, que classifica de “estar longe” das expectativas criadas pelo próprio chefe do Governo, Domingos Simões Pereira.
 
Presidente da UPG, Fernando Vaz
Ao ser convidado pela Agência de Noticias da Guiné-ANG – a comentar os 100 dias de graça do executivo saído das urnas, Fernando Vaz disse que era de prever esta situação.
 
“Estamos num quadro em que os dois maiores partidos do pais se encontram juntos na governação sem nenhuma oposição parlamentar”, disse, acrescentando que “neste contexto se assiste a um defraudar completo das expectativas que o povo depositou nesses dois partidos, facto estranho quando este governo tem tranquilidade parlamentar e pelo apoio incondicional do PAIGC e PRS".

Fernando Vaz disse que o povo está farto de discursos ”bonitos nos médias, acrescentando que, o que  o povo pretende são resultados práticos, que não estão acontecer”.
 
"Na prática, não assistimos a nenhuma mudança. Antes pelo contrário, assistimos a um dificultar de vida das populações, que se tornaram mais miseráveis. As actividades económicas desaceleraram-se, ou seja, tornou-se vulgar ouvir hoje em qualquer parte do pais que não há dinheiro", ilustrou.

 Vaz referiu que a  maior parte das “nossas receitas” são provenientes das arrecadações feitas pela Direcção-geral das Alfandegas. “Não tenho os dados, mas tudo indica que os níveis de arrecadação de receitas caíram substancialmente", afirmou.
 
O líder da UPG disse que na Guiné-Bissau normalmente quando esses dados caem, quer dizer que há maior evasão fiscal ou seja não se paga os impostos e com isso o Governo terá que endividar para pagar os salários.
 
"Houve ajuda orçamental da União Europeia de 20 milhões de euros, o que daria para pagar quatro meses de salários dos quais 10 Milhões serão desbloqueados ainda este ano, ", frisou.
 
Aquele político sublinhou ainda que, quando o Governo de Transição saiu, deixou a questão de salários dos professores garantido até Dezembro com apoio do Banco Mundial.

Revelou que outro acto que o Governo de Transição fez, foi assegurar o fornecimento de combustíveis à Central Eléctrica de Bissau até Dezembro em curso.

 "Portanto, este Governo apanha uma conjuntura extremamente favorável, tanto política como financeira, criada pelo executivo de transição e está a defraudar as expectativas. Não estamos a ver na prática absolutamente nada e já estamos no sétimo mês de governação e as desculpas de que foi motivada pela transição já chega", referiu o líder da UPG.

 Fernando Vaz disse que é preciso que o governo arregace as mangas e trabalhe de uma forma mais séria e demonstre que, de facto, é capaz.

 Fernando Vaz considerou normal a exoneração de Botche Candé das funções de ministro da Administração Interna.

“Acho que o Presidente da República agiu ao que parece no cumprimento das suas prorrogativas. Quando se põe em causa a soberania do pais, qualquer que seja a pessoa, deve ser chamada a responder", vincou.

Declarou que não faz sentido um ministro na qualidade de representante do Estado da Guiné-Bissau, sentar-se com rebeldes, e vir ao público fazer declarações que não abonam em nada, o pais.

 Nando Vaz disse que, o que aconteceu é um ministro que sai e entrara o outro e o PAIGC continua com uma hegemonia no parlamento e com um Primeiro-Ministro apoiado pelos dois maiores partidos do pais, “o que significa que não se  vislumbra no quadro parlamentar e governativo nenhuma crise.

 O líder da UPG revelou contudo que a sua formação política dará benefício de dúvida ao executivo de Domingos Simões Pereira porque efectivamente o que interessa é o pais, a paz,  estabilidade, onde não se pode mais tolerar para a Guiné-Bissau nenhuma governação que não se centre na resolução dos reais problemas da Nação,  o que o povo verdadeiramente quer.

"Não vamos pegar nesses factos para fazermos guerra. Exortamos ao Presidente da Republica que continue atento na defesa dos interesses do pais e do povo", aconselhou.

 Questionado sobre a posição da UPG sobre a alegada existência de bases militares de uma facção dos rebeldes de Casamance no território guineense, Vaz sublinhou que, o que o seu partido defende são as relações institucionais que o Estado da Guiné-Bissau tem com o Senegal.

"Portanto, nos entendemos que para que haja qualquer contacto e intermediação em que os rebeldes se envolvem, o Estado guineense deve antes de mais falar com as autoridades senegalesas porque são com eles que temos as relações institucionais. A partir do que acertamos com essas autoridades, poderemos pôr hipóteses da mediação desse problema", explicou.

Considerou extremamente complicada essa questão de Casamance que dura desde os anos 60 e que “não diz respeito a Guiné-Bissau mas pelo facto de situar-se na nossa fronteira norte, deve nos preocupar e com tudo o que podemos ajudar e contribuir, na busca de solução para o problema.

 O Presidente da UPG considerou grave e preocupante a falta de uma oposição séria ao governo e disse que existem pessoas interessadas em transformar a democracia num regime de partido único.

"O que entendemos é que os partidos da oposição independentemente de estarem ou não no parlamento devem continuar a fazer os seus trabalhos.

Penso que, com o lançamento do partido, Assembleia dos Partidos Unidos (APU), o pais terá uma oposição clara, responsável, construtiva e que defendera os interesses da nação pais porque um pais sem oposição é adiar o seu desenvolvimento e futuro.
 
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