segunda-feira, 25 de maio de 2015

Cooperacao


Rei de Marrocos  visita  Guiné-Bissau

Bissau,25 Mai 15(ANG) - O Rei de Marrocos, Mohamed VI inicia Quarta-feira, 27 de Maio uma visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau à convite do Presidente da República José Mário Vaz.

Segundo uma nota do Gabinete de imprensa da Presidência da República da Guiné-Bissau,  durante a visita ao país do soberano marroquino, mais de 20 acordos deverão ser assinados entre as autoridades dos dois países.

"As autoridades guineenses criaram grandes expectativas a volta desta visita real, pois, além do seu simbolismo da conquista política e diplomática que representa para o Presidente da República da Guiné-Bissau, pode proporcionar importantes ganhos económicos", lê-se no documento.

Para além de ser a primeira visita de um soberano marroquino é também a primeira de um monarca ao país.

A nota refere que a visita do Rei Mohamed VI constitui “um sinal de confiança da Comunidade Internacional de que a Guiné-Bissau está a trilhar irreversivelmente os caminhos de estabilidade, paz e desenvolvimento”.

A visita de Mohamed VI, segundo a nota, vai contribuir para manter ou acelerar o ritmo de transformações que a Guiné-Bissau está a protagonizar.

"É por todos sabido que as obras de requalificações do Palácio da República e da Praça dos Heróis Nacionais foram financiadas pelo Reino Xerifiana", explicou, acrescentado que, a família Real marroquina é denominada de Xerifiana por ser descendente do profeta Maomé.

ANG/AC/JAM/SG


 

Cooperação



Dados biográficos do Rei Mohamed VI e historial de Marrocos

Bissau,25 Mai 15 (ANG) - O actual monarca de Marrocos, Sidi Mohamed Ben El Hussein Ben Mohamed Ben Hussuf Alahui tem 51 anos e nasceu em Marrocos e é filho primogénito e herdeiro do falecido Rei Hassan II.

Assumiu as rédeas do país em Julho de 1999 com o nome de Mohamed VI em homenagem ao seu avó paterno Mohamed V.

Mohamed VI, décimo oitavo Rei da dinastia Alauita é um modernizador que tem assegurado a legalidade de uma monarquia constitucional, um sistema político que tem vigorado em Marrocos desde a Constituiçao de 1972.

O Rei de Marrocos além de ser o chefe de Estado e Comandante em Chefe das Formas Armadas, usa igualmente o titulo constitucional de Amiral Mumiede, líderes dos fieis e defensor do islamismo, o que reforça a sua legitimidade e prestígio junto das populações.

Logo após a sua coroação e no seu discurso de trono Mohamed VI insistiu no seu interesse pela sorte das camadas mais pobres da população e afirmou que impulsionaria medidas a favor dos excluídos.

Reafirmou a sua adesão ao regime de Monarquia Constitucional, ao Pluralismo Político, ao liberalismo económico assim  como aos direitos humanos, individuais e colectivos.

Mencionou igualmente a sua particular preocupação com a necessidade de melhorar e expandir o ensino público, factor primordial para a redução do desemprego.

Em 1996, realizou-se um referendo para a reformulação institucional do país tendo por objectivo, a criação de um ordenamento político mais representativo e da descentralização do poder.

Ao proceder estas mudanças, o Governo adoptou ao Estado marroquino de uma estrutura do poder mais moderna menos centrada na figura do Monarca e mais democrática.

A política externa de Marrocos beneficiou directamente a Guiné-Bissau. O país concedeu importantes apoios nomeadamente militares e diplomáticos ao PAIGC no processo de luta para a independência da Guiné-Bissau e Cabo-Verde.

As primeiras armas de fogo usadas pelo PAIGC foram fornecidas pelo Marrocos que  disponibilizou igualmente uma casa para os dirigentes do partido.

A política externa de Marrocos pode ser qualificada de ecuménica permitindo manter relações com praticamente todos os países do mundo.

Além disso, Marrocos vem ampliando aos poucos a sua actuaçao diplomática mediante a intensificação das relaçoes com a América Latina e o Extremo Oriente especialmente com a República Popular da China e Correia do Sul.

Mohamed VI está pessoalmente empenhado em diversificar e intensificar a presença marroquina no cenário internacional.

No plano militar as Forças Armadas marroquinas são uma das maiores e mais bem armadas da região do Magreb.

O Rei é o seu Comandante em Chefe e delega as tarefas administrativas ao seu ministro de Defesa.

Actualmente as Forças Armadas marroquinas contam com 195 mil soldados.
Marrocos é um país do norte de África cuja capital Rabat, é suplantada em tamanho e importância económica por uma outra cidade do país que é a Casablanca.

Marrocos conquistou formalmente a sua independência da França há 02 de Março de 1956 sob a liderança do Sultao Mohamed V, do Partido Independentista Estecularte.

O processo da independência decorreu pacificamente. Em Agosto de 1957, Mohamed V, avó do actual Monarca transforma Marrocos num Reino, passando a usar o titulo de Rei. A populaçao marroquina ultrapassa os 32 milhões de habitantes e a esperança de vida está a cima dos 70 anos.

Em 2025, a populaçao de Marrocos deve ultrapassar os 32,5 milhões de habitantes.

Os árabes representam cerca de 70 por cento da população e o berbéres 30 por cento e as restantes etnias representam menos de 1 por cento. A religião dominante é a muçulmana sunita com 99 por cento de praticantes. A língua predominante no país é a variante marroquina do Árabe.

No que tange a economia, Marrocos pertence ao grupo de países emergentes com um sistema económico misto. Desde 1993 o Governo segue uma política de privatização das empresas públicas bem como da liberalização de muitos sectores.

A economia do país é uma das melhores de África, graças a Tratado do Comércio e a Exportação que o país fez com os Estados Unidos e a União Europeia.

Marrocos é o maior exportador mundial de fosfato. Possui terras áridas em quase todo o território. O Rei Mohamed VI lançou vários projectos de modernização económica a partir dos quais , o país começou a apresentar um crescimento grande do Produto Interno Bruto(PIB).

O seu PIB subiu 4,4 por cento em 2001 e 7,3 por cento em 2006. O País possui também grandes reservas de petróleo no deserto do Sahara, e  está a esforçar-se para manter um alto índice de Desenvolvimento Humano e estabilidade na economia. Em 2010 o país teve um PIB per capita superior a cinco mil e quinhentos dólares. As principais produções de industrias transformadoras são os produtos alimentares, os têxteis, artigos de couros e os adubos.

O turismo é uma importante fonte de receitas. Os principais parceiros comerciais de Marrocos são Portugal, França, Espanha, Estados Unidos e Alemanha. Na gastronomia o Cuscus Marroquino é um prato típico do país. Aliás o famoso prato Marroquino é bem conhecido pelos guineenses.

ANG/AC/JAM/SG  
     

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Donativo





Espanha oferece Bafómetros ao MAI

Bissau, 22 Mai 15 (ANG) – A Embaixada da Espanha no pais procedeu hoje a entrega de um lote de aparelhos para medir o excesso de álcool nos motoristas, conhecido por Bafómetro, ao Ministério da Administração Interna (MAI).

Na cerimónia de entrega dos referidos materiais, o Ministro da Administração Interna, Octávio Alves, disse que os aparelhos recebidos irão ajudar no aperfeiçoamento da capacidade de actuação dos policiais no exercício das suas actividades.

Acrescentou que, segue-se a essa entrega, a realização duma acção de formação sobre a utilização dos novos materiais, por oficiais mais experientes do MAI. 

Para o Embaixador da Espanha, Armando Andrada, o acto não passa de uma oferta simbólica que o governo do seu país efectuou ao seu parceiro que é a Guiné-Bissau.

Por sua vês, o Comandante de Policia de Trânsito, João Domingos Mango manifestou-se satisfeito com a doação e salientou que os Bafómetros recebidos servirão não só os agentes da Brigada de Polícia de Trânsito, mas também a Guarda Nacional e Policia de Ordem Pública no controlo dos motoristas.

João Mango acrescentou que aqueles que forem apanhados a conduzir em estado de embriaguez serão obrigados a pagar uma multa de 79 mil Francos CFA. 

ANG/LLA/JAM/SG
 

ONG



“Vatos Verde” legalizada junto ao Cartório Notarial

Bissau, 22 Mai 15 (ANG) – A Organização Não Governamental “Vatos Verde”, foi hoje legalizada junto do Cartório Notarial da Guiné-Bissau.

Na ocasião, o Secretário Executivo desta ONG, esclareceu que o nome dado a sua organização significa “congregação do homem novo e esperança num futuro próspero”.

José Nico Djú explicou os motivos que nortearam a criação da ONG  e disse  que reconheceram que o Estado sozinho não pode fazer tudo, por isso irão estabelecer uma parceria com o governo e organizações nacionais e internacionais no domínio de sensibilização das pessoas para o respeito ao bem público.

“Enquanto cidadãos devemos valorizar o que é público através de um controlo efectivo e eficaz, sensibilizando a população para fazer o bom uso do bem comum”, sublinhou Nico Dju.

Informou que antes de tudo irão entabular contactos com o executivo para o informar sobre a existência e os objectivos da Vatos Verde.

O Secretário Executivo desta ONG disse que existem muitas infra-estruturas abandonadas e que precisam da protecção do governo e de todos os guineenses em geral. 

Vatos Verde foi criada em Dezembro de 2014 e visa trabalhar em parceria com governo na preservação e manutenção do património público. 

ANG/LPG/JAM/SG