segunda-feira, 15 de junho de 2015


Madeiras

Mais cortes ocorreram em Bafatà e Oio, diz comissão de gestão de madeiras apreendidas
Bissau, 15 Jun 15 (ANG)- As regiões de Oio e Bafatá são as que mais sofreram cortes abusivos de arvores no grupo de cinco regiões já visitadas pela comissão de gestão das madeiras apreendidas.

Madeiras agrupadas nos arredores de Gabù
Em declarações à ANG, no último fim-de-semana em Gabu, o presidente do Comité Técnico de Gestão das Madeiras Apreendidas, Sadjo Baio disse que a região de Gabu foi uma das regiões que menos exploração desenfreada de madeiras sofreram devido, a existência de algumas zonas protegidas pelo Instituto da Biodiversidade das Áreas Protegidas (IBAP).
  
Sadjó Baio explicou que o IBAP proíbe cortes de madeiras nalguns sectores da região de Gabu nos quais tem os seus agentes que, em colaboração com os populares locais vigiam as florestas da área.

Na sua opinião, foi isso que faltou nas regiões de Bafatà e Oio, e que tem contribuído para a acentuada degradação florestal registada nas duas zonas acima referenciadas.
Baio acusou a população das duas regiões de não acatar as orientações dos técnicos do IBAP.

A referida comissão   iniciou os trabalhos de gestão das madeiras apreendidas em Maio último na sequência de uma decisão governamental.

A comissão já esteve nas regiões de Bafatà, Oio, Quinara e Tombali no mesmo quadro.  ANG/AALS/JAM/SG


Madeira/Leste




 "Corte abusivo de madeiras tem reflexos negativos no ambiente ", diz Administrador de Gabú

Bissau,15 Jun 15 (ANG) - O administrador do sector de Gabú, leste da Guiné-Bissau afirmou que o corte abusivo de madeiras que nos últimos anos se registou no país tem provocado efeitos negativos no ambiente naquela localidade.

Adulai Bobo Sissé, em entrevista exclusiva à ANG disse que em toda a província leste, particularmente na região de Gabú tem-se notado o aumento da temperatura, escassez de água, causando mortes de gados em certas localidades nomeadamente no sector de Pitche.

Acrescentou que, outrora no mesmo período muitas plantações semeadas, são os casos de milho, mancara e a até arroz, a esta altura já se encontravam muito avançadas.

"Mas hoje em dia, até o actual momento nada se nota em termos da lavoura não obstante estamos na época chuvoso. Estamos perante não propriamente a seca, mas sim de atrasos gritantes da chuva", lamentou.

Enquanto autoridades regionais, pensamos que a decisão do Governo no que diz respeito a proibição de cortes de madeiras por um determinado tempo deve ser vinculativo", disse.

Aquele responsável acrescentou que vão convocar as autoridades tradicionais da região, como seus colaboradores nomeadamente os régulos no sentido de assumirem as suas responsabilidades na implementação das decisões do Governo.

"Mas tudo isso, não descarta a possibilidade de efectuarmos campanhas de sensibilização junto das populações nas suas aldeias e residências no sentido de lhes incutir as noções e responsabilidades no controlo das matas de forma a disciplinar certas práticas que achamos incorrectas", informou.

Bobo Sissé frisou que nos últimos tempos tem notado movimentações de pessoas provenientes da Sub-região e que invadem as florestas do país efectuando cortes desenfreados de madeiras.

O administrador do sector de Gabu considera que se os chefes tradicionais assumirem as suas responsabilidades essa prática pode reduzir drasticamente.

ANG/ÂC/SG

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Livre circulação



São-Domingos acolhe reunião de deputados da Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal

Bissau, 12 Jun 15 (ANG) - Uma Comissão de deputados da Guiné-Bissau, Senegal e Gâmbia vão discutir este sábado, em São Domingos, Norte da Guiné-Bissau, a problemática de livre circulação de pessoas e bens em zonas fronteiriças, objecto de muitas contestações por parte de cidadãos guineenses.

O anúncio foi feito hoje pelo Vice-Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), António Inácio Gomes Correia durante o período antes de Ordem do Dia, na sessão parlamentar em curso.

Segundo o deputado, no encontro vão ser analisadas as cobranças ilegais de que os guineenses são alvos em cada posto de controlo no território senegalês e da Gâmbia.

Ainda na sessão de hoje os deputados manifestaram as suas preocupações sobre a falta de meios materiais e de recursos humanos na esquadra do sector de Nhacra.

A propósito foi sugerido ao governo, através do Ministério da Administração Interna, a afectação de pelo menos mais 10 agentes e meios materiais àquela esquadra, para fazer face as necessidades de combate aos crimes que ai são praticados.

Entretanto as más condições das estradas do país, sobretudo nas regiões de Oio e de Gabu, a situação do esgoto a céu aberto em frente ao Hospital Militar, a construção desenfreada e sem orientação de entidades camarárias de  anexos nas habitações em Bissau e a ocupação da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria pelos comerciantes no período da tarde merecem igualmente a atenção dos deputados.

Perante essas situações, os deputados solicitam a intervenção do Ministério das Obras Públicas e da Câmara Municipal de Bissau. 

ANG/LPG/JAM/SG

Conselho de Estado




Presidente Mario Vaz renova apelo ao  combate à Corrupçäo

Bissau, 12 Jun 15 (ANG) – O Presidente da Republica, José Mário Vaz(Jomav) reiterou hoje a necessidade de se combater a corrupção, o nepotismo e a impunidade no pais.

Mario Vaz discursava na cerimonia de investidura dos membros do Conselho de Estado, um orgäo de consulta do Chefe de Estado.

“Tem que se combater a corrupção, o nepotismo e a impunidade, em suma tem que se fazer justiça perante os prevaricadores, para que possamos ter instituições fortes e estáveis, independentemente de quem  as dirija”, exortou.

 Presidente da Republica disse que não é aceitável que alguém, ainda que titular de um órgão da soberania, decida pronunciar-se, em nome de todas as autoridades guineenses, dos partidos políticos ou do povo guineense, sem um mandato para o efeito e sem consulta ou articulação prévia com os órgãos normalmente competentes para tal pronuncio ou posicionamento político.

“Não está em causa a assertividade do que se disse mas sim a legitimidade de quem o diz. Há que haver maior responsabilidade, há que haver um esforço de contenção do impulso mediático da vontade de aparecer. Pois, os titulares dos órgãos de soberania, por vezes, podem ser mais úteis à república se conseguirem manter uma dose adequada de reserva e discrição na sua conduta pública”, frisou.

Mário Vaz sustentou que  a Constituição da República impõe ao primeiro magistrado da nação a obrigação de garantir o regular funcionamento do Estado, conferindo-lhe poderes e responsabilidades únicas.
 
“As instituições públicas devem estar ao serviço dos cidadãos, defendendo a legalidade e combatendo firmemente a impunidade. Porque ninguém está acima da lei”, destacou.

O chefe de estado  mencionando que a legitimidade para reclamar as honras e os privilégios, que esta nobre missão proporciona, tem de corresponder a uma cultura de exemplo e de elevados padrões éticos.

Por isso, considerou que este estado de coisas não ajuda aos esforços conjuntos de reabilitação da imagem das instituições do país.



No entanto, afirmou que a confiança dos cidadãos nas instituições da república e nos titulares dos órgãos da soberania depende da eficácia e discrição da actuação do servidor público pautadas pela apresentação de resultados concretos aos cidadãos, pela contenção e por um enorme sentido de Estado.

A estabilidade política e governativa são, segundo Mário Vaz, resultados de instituições perenes porque são consequências de um Estado de direito no qual a justiça constitui um pilar fundamental.

Sobre os recém empossados, realçou a importancia do orgäo constituido de 13 personalidades.

Na lista dos membros do CE figuram  titulares dos órgãos da soberania, representantes dos partidos políticos, Assembleia Nacional Popular e cidadãos de idoneidade reconhecida. 

ANG/FGS/JAM/SG