quinta-feira, 16 de julho de 2015

Ensino




Governo recebe 15 escolas construídas com fundos do Japão

Bissau, 16 Jul 15 (ANG) - A Ministra da Educação Nacional, Maria Odete Semedo presidiu quarta-feira a cerimónia de entrega de 15 escolas de ensino básico unificado construídas através do financiamento do governo japonês.

São no total 118 salas de aulas, 15 blocos sanitários e 8 gabinetes para directores. 

“O governo vai assumir a vedação, electrificação e canalização das águas nas escolas construídas, porque um ensino de qualidade passa necessariamente pela construção das infra-estruturas de qualidade, com equipamentos adequados”, disse a ministra.

Acrescentou que a acção do Ministério da Educação Nacional em parceria com o governo do Japão permitirá o alargamento da rede escolar a nível nacional.  

Por sua vez, o Director regional de Ensino no Sector Autónomo de Bissau, Causo Mané lançou um apelo aos populares no sentido de contribuírem para a conservação dos edifícios construídos para que os financiadores possam conceder mais ajudas.

Mané disse que ao nível do Sector Autónomo de Bissau vão ser realizadas visitas periódicas à essas escolas com a finalidade de controlar e de tornar pública as escolas que estão a colaborar na conservação das mesmas e as que não estão.

As referidas escolas construídas com financiamento do Japão no valor de quatro mil milhões de francos cfa vão beneficiar mais 10 mil alunos do ensino básico unificado. 

ANG/AALS/JAM

Guinetel e Guine-Telecom




Trabalhadores responsabilizam governo pela inoperacionalidade das duas empresas públicas

Bissau,15 Jul 15 (ANG) - O Presidente do Sindicato de base das empresas pública Guinetel (rede Móvel) e Guiné-Telecom (rede fixa) acusou hoje o governo de estar a agir com má-fé em relação ao processo de restruturação e relançamento das duas empresas.

 David Mingo que falava numa conferência de imprensa disse que durante os 12 meses de mandato, o executivo não se manifestou sobre o futuro dessas empresas, cujos trabalhadores enfrentam sofrimentos enormes.

Mingo referiu que o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira nomeou em Setembro de 2014 uma comissão de gestão e restruturação para finalizar o processo iniciado em 2009, mas que tudo continua na mesma.

O presidente do sindicato de base da GTM/GT disse que têm 18 meses de salários em atraso, e que apesar destas dificuldades os funcionários nunca baixaram os braços, tendo conseguido produzir documentos para o relançamento das duas empresas.

 David Mingo afirmou que as duas empresas estão equipadas de materiais de última geração, desde 2011.

“ Estamos com problemas e precisamos de ajuda, mas o secretário de Estado ao invés de se preocupar com a restruturação da GTM/GT deu prioridade à empresa GUIPORT tendo  já agendado uma reunião do  Conselho de Ministros para a  sua alienação. Isto mostra claramente as intensões de que querem ver a degradação das duas empresas para depois justificar que não tem condições para funcionar, ” disse David Mingo.

Referindo-se ao despedimento de 100 trabalhadores dessas empresas, David Mingo disse que o governo alegou dificuldades económicas para justificar esses despedimentos.

As duas empresas contam agora com menos de 90 funcionários e David Mingo revelou que pretendem organizar uma marcha de protesto, se até a próxima segunda-feira, dia 20, o governo não atender as suas preocupações. 

As duas empresas públicas de telecomunicações estatais chegaram de liderar o mercado.
Com o aparecimento de duas outras empresas da área não aguentaram a concorrência e a situação económica sobretudo das duas empresas piorou gradualmente até ao fecho completo.

ANG/JD/JAM/SG

Autarquias





Presidente da UPG protesta a não extensão do debate à todos os actores políticos

Bissau,16 Jul 15(ANG) - O Presidente do partido União Patriótica Guineense(UPG), contesta a aprovação da lei das autarquias sem que houvesse um debate que envolva todos os actores políticos do pais.

Ao reagir, em entrevista à ANG sobre a recente aprovação pela Assembleia Nacional Popular da Lei das Autarquias, Fernando Vaz  disse que todos os actores políticos do país serão concorrentes as próximas eleições municipais independentemente de terem ou não um assento parlamentar.

"É um direito que nos assiste. Quando se instituiu a democracia na Guiné-Bissau, criou-se a Comissão Multipartidária de Transição e todos os partidos deram o seu contributo para que a nossa democracia fosse hoje uma realidade", recordou o lidar da UPG, acrescentando que  deve-se proceder da mesma forma em relação às autarquias tendo em conta que é uma coisa nova.

Fernando Vaz sublinhou que os partidos sem assento parlamentar foram simplesmente excluídos.

"Os partidos com representações na ANP fizeram um fato às suas medidas. Portanto, começamos mal. Prepararam as autarquias as suas medidas e aquilo que irá servir à eles. Não podemos concordar com isso e naquilo que é a política geral do país à que temos direito", criticou.

O Presidente da UPG disse que a questão das autarquias é extremamente complicada e séria. Adiantou que não é um problema apenas  de Cipriano Cassamá e outras pessoas, mas sim de todos os partidos políticos legalizados.

Abordado sobre a situação de alguns  membros do actual executivo que estão à braços com a justiça, Fernando Vaz respondeu que naturalmente num país  onde existe o mínimo de ética, ao existir esta situação o governo já seria demissionário.

"O Governo não  pode refugiar-se na presunção de inocência. Para um político não é preciso que se prove a inocência. Mas sim, apenas que haja suspeição para se demitir e esperar para provar a sua inocência", explicou.
Vaz declarou que, com esta situação, parece que os membros do governo visados estão a entender o contrário e a espera para que houvesse uma sentença do Tribunal.

"É uma vergonha para todos nós o que está a acontecer. Mas quero dizer que pelo menos o poder judicial, já começa a funcionar, coisa que sempre reclamamos. Penso que deve ser assim, quem faltou deve responder", vincou a concluir.

ANG/ÂC/JAM/SG
    










   

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Corte de madeira proibido




Comissäo técnica de gestäo de madeiras apreendidas denuncia incumprimentos no Leste e Sul

Bissau, 15 Jul 15 (ANG) – A Comissão Técnica Interministerial para a Gestão da Madeira apreendida pelo governo denunciou que ainda se faz abates  de àrvores nas zonas Leste e Sul do pais, não obstante a moratoria anti-corte de cinco anos instituida pelo governo.

 A denuncia foi feita por Francisco Sofia da Costa, membro da comissäo e responsavel para a regiao de Oio.

Francisco Costa mostrou-se revoltado com  este acto de alguns madeireiros que considera uma clara afronta à decisão do governo que proibe o abate de arvores para exploraçäo da madeira por um periodo de cinco anos  .

Neste sentido, exortou ao executivo que reavalie as penalizações e adopte medidas mais severas contra os infractores, ao mesmo tempo que aconselhou aos mesmos a porem cobros a essa pratica “desorganizada e criminal”, porque  as consequencias ambientais já se fazem sentir.

“Recentemente, prendemos moto-serras de pessoas que estavam a derrubar arvores na localidade de Gambiel”, no Leste, denunciou Francisco da Costa que defende o agravamento de penas contra os transgressores, nomeadamente a confiscação de todos os materias usados.

Igualmente a comissão, segundo o responsavel para região de Oio, teria descoberto uma empresa no Sul do pais que prosseguia com os cortes e cuja madeira já lhe fora confiscada devendo  seguir em breve para Bissau.

De acordo com Fancisco Sofia da Costa, os implicados foram devidamente identificados e, em breve, deverão ser presentes à justiça para responderem pelos seus actos.

A comissão tecnica interministerial està a imprimir maior dinâmica no carregamento e transporte das madeiras  confiscadas nas matas do interior  para Bissau e aponta o fim do mês em curso como tempo limite para concluir a  operação. 

“A operação decorre simultaneamente em todos os locais em que a madeira foi identificada pela comissão no territorio nacional”, disse a concluir o responsavel da comissão para a região de OIO.


ANG/JAM/SG

Cultura




Governo prepara documento orientador de Política Nacional

Bissau, 15 Jul 15 (ANG) – O Governo através da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura e Desportos promove entre  23 e 25 de corrente mês em Cacheu, a 3ª Conferencia sob o lema “ Cultura ao Serviço da Nação”.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), o Director Geral da Cultura, João Cornélio Gomes Correia, destacou que a conferência tem como  objectivo  a preparação do  documento orientador  da Política Nacional da Cultura.

Aquele responsável informou que, com a inexistência desta política, muitas coisas passam no sector sem orientações precisas.

“ Depois da realização da segunda Conferência Nacional de Cultura organizada em 1997, já passaram 18 anos que os técnicos deste sector não se sentaram a mesma mesa para reflectirem sobre os problemas que afectam o sector”, lamentou.

Disse que alguns objectivos traçados  na 2ª Conferencia da cultura nunca foram implementados devido o eclodir do conflito de Junho de 1998 no país.

João  Correia acrescentou  que durante a referida conferência os participantes irão debater, entre outras,  questões ligadas à Politica Cultural, a Identidade Nacional, o Património Cultural tanto material como imaterial e museologia.

A situação dos arquivos históricos, bibliotecas, literatura, música, artesanato, teatro, gastronomia, economia criativa, relações entre turismo e a cultura e direito de actores merecerão a atenção dos participantes no encontro de Cacheu.

O Director-geral da Cultura espera que os três dias da Conferencia possam trazer os resultados positivos, porque os moderadores convidados são pessoas à altura de transmitirem  os seus conhecimentos aos participantes.

A iniciativa conta com apoio do Instituto Camões e outros parceiros internacionais, entretanto não identificados. 

ANG/LLA/SG