segunda-feira, 20 de julho de 2015

Meio ambiente




“Parque Natural de Lagoas de Cufada ameaçado pela população da zona”, diz  o seu Director

Buba, 20 Jul 15 (ANG)- O Director do Parque Natural das Lagoas de Cufada, na região de Quinara (Sul) afirmou  que esta reserva da biosfera  está a ser ameaçada pelo crescimento rápido da população daquela localidade.

“Este local ecológico e de reserva da biosfera está a ser ameaçada, devido ao crescimento da população da zona e o acesso fácil  ao parque  por parte das pessoas do interior e das localidades vizinhas”, disse Joãozinho Mané, em entrevista à ANG. 

 Joãozinho Mané referiu que para fazer face a esta ameaça que considera  de “natural ”, os habitantes em causa, apesar de precisarem de, por exemplo de mais terras para lavrar, são orientados para não porem em causa, aquilo que é o “essencial” para a sua manutenção.

Segundo Mané, as populações vizinhas à esta área protegida (sobretudo as da cidade de Buba)  “constituem a maior ameaça ao mesmo”.

Outro problema, segundo este perito, se deve a valorização económica de Buba, que disse ser uma “cidade com boas perspectivas de desenvolvimento no futuro”, facto que está a provocar um grande fluxo migratório de pessoas de outras localidades do país e do estrangeiro, como Guiné-Conacri para esta cidade.

E este fenómeno, conforme as suas palavras, levam as pessoas habitantes do parque a, por exemplo, “venderem” os espaços desta área protegida à terceiros que passam a ter pontas e hortas no seu interior do parque.

De acordo com Joãozinho Mané, as ameaças agravam-se com os anunciados projectos de construção do chamado “Porto de Águas Profundas de Buba” e de via-férrea entre esta cidade e o sector de Boé para o transporte dos jazigos de bauxite que, de acordo com os estudos especializados, existe nesta localidade leste do país.

“Se há parques ameaçados na Guiné-Bissau, este é um deles, dada as suas características geográficas de não ser um parque marinho como o de João Vieira e Poilão nas Ilhas de Bijagós. É um parque que se encontra na zona continental, e de rápido e fácil acesso ”, reforçou.

Este responsável explicou que, diferentemente de outros países, na sua política de conservação, a Guiné-Bissau se optou pelo chamado “Parque-População”, em que  as populações se habitam no parque.

 Em vez de serem desalojadas são sensibilizadas à não destruírem o ecossistema para o “seu próprio bem”, pautando assim, pela exploração racional dos recursos naturais”. Por exemplo, um habitante do parque pode cortar cibe para a sua casa, mas não para comercializar em Bissau ou noutra localidade fora da zona”, explicou.

Para equilibrar a conservação e a exploração racional dos recursos, informou que se criou a chamada “tipologia do Parque”, que o dividiu em três zonas, ou seja, a de desenvolvimento de actividade tradicional de  população, onde, nomeadamente, é admitida a lavoura de culturas como  mancara , milho e  caju, e ainda actividades de caça.

Joãozinho Mané queixou que   as populações locais, nas suas práticas agrícolas, vão para além, atingindo inclusive, as chamadas “zona de conservação integral”.

Segundo Mané, estas situações acontecem quando se fazem as chamadas culturas de arroz de Npampam , normalmente antecedida de desmatação e incêndio da zona a ser lavrada. 

Face a tudo isto e para manter aquilo que muitos chamam de um dos “pulmões” da Guiné-Bissau em termos ecológicos, Joãozinho Mané assegurou que está em curso o processo da nova definição e ampliação do Parque Natural de Lagoas de Cufada. 

O Parque Natural de Lagoas de Cufada é uma área protegida continental que se encontra localizada no sul da Guiné-Bissau, entre o ecossistema de Rio Corubal e o Rio Grande de Buba. Abrange, em termos administrativos, os sectores de Buba e Fulacunda e tem uma superfície total de oitenta e nove mil hectares, com 5118 habitantes distribuídos em 33 tabancas.

ANG/QC/JAM/SG















Buba




Adolescente de 17 anos põe termo à vida 

Buba, 20 Jul 15 (ANG) - O suicídio duma adolescente de 17 anos, de nome Deusa Mendes, esta semana no bairro de “Holanda”, em Buba, “surpreendeu” os habitantes deste sector do sul do país.

Residência da malograda
De acordo com os relatos feitos domingo à ANG por um professor local, Bacar Bassi Djassi , amigo da família da malograda, tudo terá começado através duma discussão desta com o irmão mais novo, tendo os pais criticado  a conduta do irmão mais novo.

Apesar dessa intervenção dos pais a malograda Deusa Mendes disse aos pais que o irmão mais novo “sucessivamente” discutia com ela, por permissão e cumplicidade deles.

“De seguida, foi chamada ao almoço com a família, por volta das 14 horas, ao que respondeu que não ia comer”, explicou Djassi que cita os pais, acrescentando que depois ela foi a dispensa, na zona traseira da casa, onde se enforcou com uma corda amarrada no tecto.

De acordo com vários testemunhos recolhidos pelo enviado da ANG à Buba, a família se encontrava num estado de “choque” sobretudo, a mãe que também fez tentativas para se suicidar. 

O repórter  da ANG que se encontrava naquela cidade ainda apurou junto duma fonte local que a malograda estudava 9ª classe, participou e foi a melhor atleta da região de Quinara nos Jogos Escolares que decorreram recentemente em Bissau, tendo sido premiada com um Certificado de Mérito.

O poço em que a mae ensaiou o suicidio
Segundo uma prima da vítima, a família levou o cadáver para a vila de Canhob, sector de Canchungo (norte), na localidade natal dos pais, onde foi sepultada.

De acordo com um residente em Buba, um caso do género aconteceu há quatro anos neste concelho, onde uma mulher que aparentava ter mais de 40 anos se enforcou, no bairro “Alto”, por razões desconhecidas.

A mulher, segundo esta fonte, era vendedeira de vinho e morava nomeadamente, com um filho que já atingia a maioridade.

O Sector de Buba, capital da região de Quinara e da Província Sul, dada a sua importância económica, está a registar um crescimento populacional “rápido”, contando  actualmente com  pouco mais de vinte e um mil habitantes. 

ANG/QC/JAM/

SG

  

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Visita PM Cabo Verde





"Vim agradecer ao povo pelo contributo dado à independência
de Cabo-Verde", diz José Maria Neves

Bissau,16 Jul 15 (ANG) - O Primeiro-ministro de Cabo-Verde que hoje iniciou uma visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau, disse que se encontra no país para agradecer ao Governo e povo guineense pelo “enorme contributo dado à independência de Cabo-Verde”.

José Maria Neves que falava à imprensa após o primeiro encontro que manteve com o seu homologo guineense, Domingos Simões Pereira, disse que os dois países fizeram uma luta comum pela libertação, sob a condução de Amílcar Cabral e que permitiu que hoje Cabo-Verde esteja livre e independente.

"Esta minha visita visa igualmente manifestar a nossa satisfação e podermos felicitar ao Primeiro-ministro da Guiné-Bissau pelos ganhos que o país tem tido nos últimos meses", enalteceu.

Maria Neves sublinhou que é extremamente importante recuperar a confiança e a credibilidade da Guiné-Bissau no plano internacional, acrescentado que, para o efeito, têm acompanhado os esforços do Governo e das autoridades do país no sentido de resgatar a credibilidade do povo guineense e dar um forte contributo para o seu desenvolvimento.

"Queremos ainda felicitar ao Primeiro-ministro pela realização da Mesa Redonda de Bruxelas e os resultados que foram obtidos e que mostram que a Guiné-Bissau está no bom caminho no sentido do seu desenvolvimento", explicou.

José Maria Neves reafirmou o comprometimento do Governo de Cabo Verde no sentido de reforçar as relações de amizade e cooperação intergovernamental, económica e empresarial entre os dois povos.

"Espero que até ao final desta visita que conseguiremos assinar os acordos necessários para que estas relações reforcem e se consolidem", afirmou.

Por sua vez, o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira disse que  a visita do seu homólogo cabo-verdiano representa  sobretudo um momento para  a realização das  oportunidades que se abrem e confirmar vários acções que já tinham sido abordadas e tratadas pelas estruturas dos dois países.

Simões Pereira disse que as comemorações do 05 de Julho, festa de Independência de Cabo Verde, com ganhos concretos faz-lhe pensar que, de facto, as autoridades da Guiné-Bissau estão interessados em inspirar de exemplos positivos de Cabo Verdes para construir um percurso de amizade e cooperação para o desenvolvimento.

ANG/ÂC/JAM/SG

Visita de PM de Cabo Verde




“Melhor forma de homenagear Amílcar Cabral é reforçar a cooperação entre Guiné-Bissau e Cabo-Verde” defende José Maria Neves

Bissau 16 Jul15 (ANG) - O Primeiro-ministro cabo-verdiano defendeu hoje que a melhor forma de homenagear Amílcar Cabral é reforçar os laços de cooperação para o desenvolvimento da Guiné-Bissau e Cabo Verde.

José Maria Neves que falava à imprensa depois de ter depositado coroas de flores junto a campa  de Amílcar Cabbral, fundador das nacionalidades da Guiné e de Cabo-Verde, no Mausoléu da Amura, lembrou que Cabral dizia que a independência é muito mais que ter  umo hino e  uma bandeira. 

“A independência deve significar melhoria da qualidade de vida e sobretudo a dignidade das pessoas.  É  nessa linha que temos de trabalhar reforçando as relações para que Cabo Verde e Guiné-Bissau possam se desenvolver para que os seus cidadãos vivessem com mais nobreza “disse o Primeiro-ministro de Cabo Verde.

José Maria Neves declarou que a sua expectativa em relação a esta visita é muito elevada e, disse que  têm a obrigação de fazer muito mais para o reforço das relações de amizade e  cooperação  entre os dois governos nos mais variados  domínios, desde administração pública, da reforma do estado, governação eletrónica, o domínio da segurança social, agricultura, comercio .

“Dentro das nossas possibilidades, eu e o Primeiro-ministro da Guiné, Domingos Simões Pereira com seu governo e as autoridades da Guiné-Bissau, vamos  tudo fazer para reforçar essas relações. Já temos as ligações aéreas e vamos ver agora as ligações marítimas para reforçar as trocas “ referiu o Chefe do governo cabo-verdiano.

 Neves confirmou o apoio do seu país em relação ao processo de reformas no país, salientando que independente do apoio no quadro da CEDEAO, o seu país disponibilizou um fundo para a reforma das forças armadas e de segurança,e que  também está disponível para apoiar a reforma na administração pública e a reforma do estado, designadamente a segurança social dos funcionários públicos .

“ Estamos disponíveis a receber jovens guineenses nas nossas escolas de formação profissional, nas áreas do turismo,  energias renováveis, de transformações de produtos agrícolas, e isso tudo pode acontecer já no próximo ano escolar ou seja no mês de Outubro próximo” garantiu José Maria Naves. 

O Primeiro-ministro de Cabo-Verde disse que colocar coroas de flores em homenagem a Amílcar Cabral na sua terra natal, é também homenagear o povo da Guiné-Bissau, por tudo que fez pela independência de Cabo-verde.

“Comemoramos este ano os nossos 40anos de independência, e temos uma enorme dívida para com o povo guineense, pelos contributos e sacrifícios consentidos para a nossa liberdade e estamos aqui para agradecer todo esses apoio ,e homenageando Amílcar Cabral estamos também a fazer o mesmo com esta grandiosa luta pela liberdade dos nossos dois países “ vincou José Mária Naves.

José Maria Neves chegou à Bissau esta madrugada para uma visita de quatro dias que o leva à algumas cidades do interior da Guiné-Bissau. 

ANG/MSC/JAM/SG