terça-feira, 28 de julho de 2015


Política

Hélder Vaz abandona liderança da RGB - Movimento Bá-Fata

Bissau, 28 Jul 15(ANG) - O líder do partido Resistência da Guiné-Bissau (RGB - Movimento Bá-Fata), Hélder Vaz Lopes, anunciou segunda-Feira a sua demissão  da liderança desta formação política.

Hélder Vaz que falava numa conferência de imprensa, no âmbito das celebrações do 29º aniversário da criação da RGB - Movimento Bá-Fata disse que deixará o partido para outros seus dirigentes continuarem com a caminhada dentro do quadro legal e da construção de um diálogo político.

Hélder Vaz Lopes disse no encontro com a imprensa que o seu partido é uma força com vontade “profunda e tremenda” para transformar a Guiné-Bissau num país novo.

Acrescentou ainda que o país novo só se constrói com homens novos.

"A RGB - Movimento Bá-Fata representava uma ameaça para interesses instalados na Guiné-Bissau, sobretudo para os que comem tudo e deixam o povo sem nada. É neste particular que o partido constituía ameaça para os que praticam a injustiça de uma forma institucionalizada", vincou.

Hélder Vaz acrescentou igualmente que a Resistência da Guiné-Bissau era ameaça para aqueles que tiraram a escola ao povo guineense e  para os que desfraldaram o futuro dos jovens.

"Era uma ameaça para os que colocam os seus parentes em tratamento nos exteriores e colocam a maioria dos guineenses a morrer nos hospitais do país como se fosse num matadouro de animais sem qualidade”, disse.

O líder do Movimento Ba-Fatá disse que os quarenta anos da governação do país acabaram com os valores morais da sociedade guineense.

Em relação ao desempenho do actua executivo chefiado por  Domingos Simões Pereira, Hélder Vaz frisou que  a carência de consistência técnica e política faz com que a governação conduza o país para o actual momento político que se regista.

"A actual situação política do país se parece com a caixa de pandora que no fundo é uma caixa vazia, uma caixa de sonhos e de ilusões”, disse.

O político afirmou que os guineenses não querem na política os vendedores de “banha de cobra”, mas sim gentes com visão, com mais estratégia e que sejam capazes de criar um quadro lógico para o desenvolvimento do país de uma forma coerente e sustentável.

"Hoje mais de que nunca vemos que a profissão de vendedor de sonhos é uma profissão de sucesso na Guiné-Bissau”, revelou o político.

O partido Resistência da Guiné-Bissau - Movimento Bá-Fata foi criado em 27 de Julho de 1986, em Lisboa (Portugal). Ocupou a posição da segunda força política mais votada do país nas eleições gerais de 1999, nas quais obteve 29 deputados no parlamento. Nas primeiras eleições multipartidárias  de 1994, elegeu 21 deputados.

Nas últimas eleições gerais de 2014, sob a liderança de Hélder Vaz Lopes, a RGB - Movimento Bá-Fata não conseguiu eleger nenhum deputado . ANG/ÂC/SG

 

Telecomunicações

Governo pretende transformar Guiné-Telecom na empresa gestora de infraestruturas do sector

Bissau, 28 Jul 15 (ANG) - O Governo da Guiné-Bissau pretende transformar a empresa Guiné-Telecom numa empresa gestora das infraestruturas de telecomunicações do país com a finalidade de lhe tornar mais rentável.
Secretario de Estado das Comunicaçoes

A informação foi avançada segunda-feira pelo Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações que falava perante deputados na Assembleia Nacional Popular no âmbito de uma interpelação parlamentar de que foi alvo.

João Bernardo Vieira explicou que o assunto vai ser levado ao Conselho de Ministros e que prevê-se a separação das empresas Guiné Telecom(rede fixa) da Guinetel (rede móvel), visando uma melhor rentabilização das mesmas.

 “No que diz respeito a Guinetel vamos procurar um investidor estrangeiro para negociar as acções da empresa com finalidade de fazer-lhe entrar e competir no mercado com as outras operadoras de rede móvel”, explicou João Vieira.

 Acrescentou que  mais de metade dos trabalhadores que tinham sido dispensados em 2011 por falta de meios para continuarem a trabalhar na empresa voltaram ao activo em 2013 o que obviamente contribuiu para o aumento das dívidas internas.

Por outro lado, referiu que a Guiné-Bissau é o único país da sub-região que até então não esta ligada ao cabo submarino de telecomunicações , acrescentado que a partir de Setembro será iniciada o trabalho de implementação de um projecto para mudar essa situação.

“Queremos rentabilizar a empresa Guiné-Telecom para passar e gerir todas as infraestruturas de telecomunicações inclusive as fibras ópticas e cabos submarinos”, disse o Secretario de Estado dos Transportes e Comunicações.

As duas empresas se encontram em falência técnica já há vários anos. Os seus trabalhadores apontam a má gestão e falta de vontade do governo como estando na origem da situação de inoperacionalidade em que as duas empresas se encontram.

ANG/AALS/SG

 
 
 
Tombali/Agricultura

 Gafanhotos destroem culturas no Sul

Bissau, 28 Jul 15 (ANG) - As pragas de gafanhotos voltaram a atacar as culturas no sul do país concretamente na região de Tombali nos sectores de Cacine e Bedanda  após dez anos de interregno. 

A Informação foi avançada segunda-Feira à Rádio Sol Mansi por dois  agricultores das referidas zonas, cujos nomes não foram revelados.

De acordo com um  agricultor que disse pertencer ao sector de Bedanda, os gafanhotos atacam e estragam todas as  culturas razão pela qual decidiram suspender a lavoura.

Acrescentou que a situação já é do conhecimento dos Serviços da Protecção Vegetal mas que  até data presente não tomaram nenhuma decisão.

Acrescentou que o próprio ministro de Agricultura já esteve de visita no passado dia 15 do corrente mês nas referidas regiões.

Por sua vez, o outro agricultor do sector de Cacine pede para que a situação seja encarrada com caracter de urgência a fim de se evitar o pior.

A região sul é o celeiro da Guiné-Bissau, zona de maior produção de arroz, alimento base da população guineense.ANG/AALS/SG

 

 
 
Infraestruturas

 “Porto de Bissau não é viável “, diz  João Bernardo Vieira

Vista frontal da APGB
Bissau, 18 Jul 15 (ANG) - O Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações afirmou  que o Porto de Bissau não é viável porque acarreta  mais despesas do que gerar lucros, e corre o risco de ir a bancarrota.

João Bernardo Vieira que falava segunda-feira no parlamento disse que é necessário tornar o Porto de Bissau mais competitivo, acrescentando que é necessário uma parceria público-privada capaz de tornar o Porto mais rentável para se poder fazer a dragagem e outros arranjos indispensáveis.

 Segundo o governante, actualmente a empresa Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) conta com 575 trabalhadores dos quais  300 têm o nível de produção inferior à 50 por cento.

Bernardo Vieira  revelou que a  empresa gasta  203 milhões de francos CFA em salários mensalmente.

O Deputado do PRS, Daniel Suleimane Embaló disse que, a explicação do Secretario de Estado dos Transportes não lhe convence.

Este deputado afirma, sem mais explicações,  que o Porto é rentável, razão pela qual não concorda com a intensão de passar a gerência  do Porto à uma parceria público-privada. ANG/AALS/SG

segunda-feira, 27 de julho de 2015


Sport Bissau e Benfica

 

Presidente encarnado anuncia construção de um estádio de futebol

 

Bissau,27 Jul 15(ANG) - O Presidente do Sport Bissau e Benfica, Sérgio Marques    anunciou hoje em entrevista à  ANG que  têm em carteira um projecto de construção de um estádio próprio para o clube .
Presidente do SB e Benfica

 
Marques  disse que um arquitecto já esta a trabalhar no desenho do referido estádio de futebol e de uma academia para o clube.

"Faz todo o sentido que seja o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira quem vai colocar a primeira pedra para o início das obras do projecto aqui na Guiné-Bissau", informou.

O dirigente encarnado sublinhou que já adquiram um espaço na Zona Industrial de Brá e estão a tratar da sua legalização junto da Câmara Municipal de Bissau.

Disse que o novo espaço foi cedido ao Benfica em troca do terreno que está ao lado da sede do clube pelo Ministério das Finanças, na era do Presidente de Transição Serifo Nhamadjo, para a construção do Centro Cultural Português.

"Queríamos começar as obras ainda no ano em curso, mas devido ao período chuvoso apontamos o primeiro semestre de 2016 para o fazer", disse.

Sérgio Marques frisou que o projecto do estádio foi a sua promessa eleitoral para o quarto ano de seu mandato mas que  optou por honra-la agora  porque é extremamente importante, principalmente devido as necessidades de  formação.

"Queremos apostar na formação das camadas mais jovens e por isso temos que ter condições atendendo que neste momento, o Sport Bissau e Benfica, se tem que jogar em casa usa o campo emprestado no sector de Nhacra", explicou.

Perguntado sobre para quando a visita ao país do Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, Sérgio Marques respondeu que, efectivamente,  convidaram ao seu homologo lisboeta para vir a Bissau.

"Era para ele visitar o país no final do campeonato português. Entretanto por motivos de substituição do treinador, da constituição da nova equipa técnica do Sport Lisboa e Benfica e da preparação da pré-época, aconselhei-o para adiar a sua visita, mas  porque também não tínhamos concluída as obras da reabilitação do nosso clube e outras coisas que ele deve inaugurar", informou.

Declarou que neste momento aguardam pela marcação de uma nova data para  a vinda de Luís Filipe Vieira ao país.

"Mas, de certeza absoluta, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica tem todo o interesse em vir a Guiné-Bissau e conhecer a sua congénere guineense", garantiu.

Sobre a Rádio Benfica Sérgio Marques referiu que  estão a aguardar a conclusão das obras da sede do clube para começar a fazer a instalação dos primeiros equipamentos.

"Já estamos a tratar igualmente da frequência para a Rádio Benfica e temos efectivamente um principio de parceria com uma estação emissora da capital para iniciarmos com um programa dedicado ao clube enquanto a nossa não estiver pronta", disse.  ANG/ÂC/SG

  

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

III conferência sobre Cultura

Técnicos recomendam ao governo afectação de mais verbas ao  sector

Bissau, 27 Jul 15 (ANG) - Cerca de duzentas participantes da terceira Conferencia nacional da cultura que decorreu de 23 à 25 de corrente mês em Cacheu, recomendaram ao governo o aumento de verbas para o sector.

A Conferência de Cacheu que decorreu sob lema “Cultura ao serviço do Povo” recomendou ainda ao governo a criação de bibliotecas, editoras, casas de espectáculos, escolas de formação de arte e ofício e criação de mecanismos para a promoção cultural.

Na cerimonia de encerramento, o Chefe do governo, Domingos Simões Pereira, agradeceu a Comissão organizadora e os técnicos do sector, pelas recomendações tiradas durante os três dias da conferência.

Simões Pereira felicitou  aos que tomaram parte na  conferência de Cacheu, por considerar que produziram  algo que pode orientar o sector da cultura.

“ Agora o desafio é nós operacionalizarmos o conjunto das recomendações  de Cacheu, e pô-las em prática. Gostei imenso de registar a ligação estabelecida entre a cultura e a Economia porque é importante pensarmos na indústria da cultura, tê-la como a nossa fonte da economia”, referiu o primeiro Ministro.

Por Sua vez, o Secretario de Estado da Juventude, Cultura e Desporto, Tomas Gomes Barbosa, destacou que acaba de ser produzido elementos para o que será a futura política nacional da cultura. ANG/LLA/SG

 

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Energia elétrica



Chefe de governo visita EAGB e CICER
 
 Bissau 24 Jul 15 (ANG) - O Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira efectuou hoje uma visita às instalações da Empresa de Electridade e Águas(EAGB) e  a Companhia Industrial de Cerveja e Refrigerante(CICER), paralisada há muitos anos.

Falando à imprensa apos a visita, Simões Pereira assegurou que o povo guineense jamais voltara à escuridão. “Por isso é que tomamos a decisão de passar por um período transitório através do sistema de aluguer de grupos de geradores”, disse
Tem havido apagões de algumas horas  nestes dias, em Bissau, depois de um longo período de abastecimento regular diário da energia electrica por quase toda a capital .

“Esse aluguer era para nos dar a oportunidade de pensar numa solução de longo prazo e é isso que estamos a avaliar para saber onde é que estamos com essa solução, como é que estrategicamente o país se posiciona, não só, para consolidar os ganhos registados, mas também criar capacidades de alguma autonomia e autossuficiência desse sector ” explicou o Primeiro-ministro.

Domingos Simões Pereira adiantou que depois de o governo conhecer as necessidades existentes na área da energia, os técnicos do sector vão poder dizer qual a opção a seguir , e em função  dessa escolha conhecendo as vantagens e inconveniências, o executivo irá tomar a decisão que entender ser  melhor e plausível para se ultrapassar a situação actual da energia eléctrica que o país vive.

Falando sobre a empresa CICER, , Simões Pereira disse que a empresa em causa foi uma grande referência do tecido industrial do país, não só pelo contributo que tem na economia da Guiné-Bissau, mais também pelo número de pessoas que emprega e pela forma como representava todos os cidadãos nacionais.

“ É intenção do governo reabrir esse processo. Vamos revisitar todo o processo da privatização porque se me lembro bem, os cadernos de encargos para as privatizações fixava objectivos “referiu o Primeiro-ministro.

O chefe do governo declarou que vão ver todas as documentações para certificar se os objectivos traçados foram compridos e no final a intenção do executivo é de relançar as empresas do sector industrial nomeadamente a CICER. 

Perguntado se o relançamento vai ter a parceria de privados o chefe do executivo guineense respondeu que sim, e que o governo tem que considerar várias opções e uma delas é justamente a parceria público/ privada.

 “O importante é perceber bem a vocação de cada um dos intervenientes, e as suas responsabilidades para depois avançar com o processo”,disse. 

Durante a  visita, o Primeiro-ministro e  sua comitiva percorreram as instalações das duas empresas tendo ouvido  explicações detalhadas dos respectivos técnicos.  


 ANG/MSC/SG

Internacional

Saúde Pública

Aprovada nova vacina experimental contra Paludismo

Bissau, 24 Jul 15(ANG) - A Agência Europeia do Medicamento (EMA), segundo a agência Lusa, aprovou hoje a vacina experimental mais avançada do mundo contra o paludismo, batizada "RTS,S" ou "Mosquirix", do gigante farmacêutico "GlaxoSmithKline" (GSK).

A vacina, destinada às crianças entre as seis semanas e os 17 meses, ultrapassa uma das últimas etapas antes da comercialização, mas será ainda necessário a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) antes de uma eventual difusão, nomeadamente em África.

De acordo com um estudo realizado ao longo de vários anos, publicado em abril, a "RTS,S" tem uma eficácia modesta e baixa ao longo do tempo, mas é atualmente a vacina experimental mais promissora contra o paludismo, que mata, em média e todos os dias, 1.200 crianças na África subsaariana.

A vacina destina-se "a imunizar as crianças com idades entre as seis semanas e os 17 meses contra o paludismo e a hepatite B. Após décadas de investigação sobre a vacinação contra o paludismo, a 'Mosquirix' é a primeira vacina contra a doença a ser avaliada por uma autoridade de regulação", indicou a EMA, com sede em Londres.

"Com base nos resultados do estudo realizado, o CHMP (Comissão dos medicamentos para uso humano da EMA) concluiu que, apesar da eficácia limitada, a relação benefício-risco da 'Mosquirix' é favorável nos dois grupos de idade estudados", acrescentou.

O estudo foi efetuado num grupo de bebés, de seis a 12 semanas, e num outro, de cinco a 17 meses, numa amostra total de perto de 15.500 crianças de sete países africanos (Burkina-Faso, Gabão, Gana, Malaui, Moçambique, Quénia, e Tanzânia).

Alguns bebés receberam uma injeção de reforço 18 meses após a última dose da vacina inicial, que foi administrada em três doses durante os três primeiros meses de vida.

Nos lactentes cuja vacinação inicial foi seguida por uma dose de reforço, a redução das crises palúdicas foi de 26% nos três anos de monitorização, mas não se registou uma proteção significativa contra os ataques graves de malária.

Nas crianças que receberam uma dose de reforço, o número de episódios clínicos simples de paludismo depois de quatro anos baixou um pouco mais de um terço (36%). Sem dose de reforço, a vacina não demonstrou eficácia significativa contra o paludismo grave neste grupo etário.

"Temos finalmente uma vacina contra o paludismo que funciona, mas não tão bem quanto esperávamos ao princípio", reagiu Nick White, professor de medicina tropical na Universidade Mahidol em Banguecoque e em Oxford (Reino Unido).

Na quarta-feira, o médico Ripley Ballou, responsável pela investigação de vacinas na GSK, considerou ter sido dado "um passo significativo": "Trabalhei 30 anos nesta vacina e é um sonho tornado realidade".

O paludismo, devido ao parasita 'Plasmodium' transmitido pelos mosquitos, matou 584 mil pessoas em todo o mundo em 2013, sobretudo em África, de acordo com a OMS.

As crianças com menos de cinco anos de idade representam pelo menos três quartos destas mortes. 

ANG/Lusa

Investigação Criminal

Movimento da Sociedade Civil encoraja Procuradoria-geral da República a prosseguir trabalhos

Bissau, 24 Jul 15 (ANG)- O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia  Desenvolvimento encoraja  a Procuradoria-geral da República a prosseguir  os seus trabalhos de investigação criminal independentemente de qualquer pressão ou interferência de terceiros , e que seja célere nas suas acçöes para que os indiciados possam provar as suas inocências.

O encorajamento vem expresso num comunicado desta organização da sociedade civil guineense relativo as investigações  em curso no Ministério Publico e que envolvem deputados e alguns membros do governo.

No comunicado assinado pelo presidente desta organização, Jorge Gomes o Movimento pediu  à Procuradoria-geral da República para que responsabilizasse criminalmente  os mentores das pressões ou interferência nos inquéritos .

Esta organização da sociedade civil guineense declarou que é  contra “qualquer acto de tentativa de manipulação ou tráfico de influencia como forma de confundir a opinião publica nacional e internacional”.

Por outro lado, o Movimento da Sociedade Civil exorta aos visados pelas investigações da Procuradoria-geral da República a não temerem pela justiça, e aos órgãos políticos pede para que reconheçam  a independência dos órgãos judiciais.

“Não se pode construir uma sociedade de Direito sem um sistema judicial credível e independente”; lê-se no comunicado de três paginas no qual  o Movimento considera  que “hoje com o PAIGC a frente dos destinos da Nação, mais do que nunca é crucial que haja justiça no pais”.

As investigações em curso no Ministério Público devem envolver cerca de 10 deputados e membros do governo alguns já foram ouvidos.

Ao principio da semana em curso o Ministério Público solicitou o levantamento da imunidade parlamentar à mais dois deputados para serem ouvidos no âmbito de um processo de alegados actos  lesivos aos interesses do estado.

O PAIGC, no poder já se manifestou contra a acçäo judicial do Ministério Público.
Em comunicado o Secretariado do PAIGC considerou que a oportunidade e procedimentos que estão a ser utilizados na instrução dos processos e a sua divulgação pública revelam a existência de “critérios seletivos, tendenciosos e parciais”, razão pela qual condena com veemência a continuação da sua prática, por colocar em causa o regular funcionamento do governo.

Ainda neste quadro, o Secretariado disse ter constatado, com estranheza, que só processos dos membros do PAIGC estão a ser objeto de fugas de informação, revelando uma clara intensão de propiciar a condenação prévia dessas pessoas  na praça pública, sem garantia de um processo isento.

Por seu lado, o Ministério Público regiu dizendo  que faz parte da estratégia do Governo e do partido que o sustenta fragilizar a ação das instâncias judiciais e promover a impunidade no país. 

ANG/SG