quinta-feira, 30 de julho de 2015


Três de Agosto

UNTG promove limpezas no centro da cidade e em instituições públicas

Bissau, 30 Jul 15 (ANG) – A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), vai assinalar o 56º aniversario do massacre de Pindjiguiti com a realização de limpezas no centro da cidade de Bissau e em algumas instituições no próximo dias 1 e 2 de Agosto próximos.
Secretario Geral da UNTG
A revelação é do Secretário-geral da UNTG, Estêvão Gomes Có em entrevista exclusiva hoje à ANG sobre os preparativos para o efeméride.

Gomes Có disse que a referida acção de limpeza visa combater e prevenir o surto do ébola.
O líder sindical  apela a todos os trabalhadores guineenses assim como a população em geral a saírem as ruas para juntos efectuarem limpezas nas suas ruas e bairros e nas diferentes instituições da capital guineense.

“O local onde habitualmente celebramos todos os anos esta cerimónia, ou seja na Praça Mártires de Pindjiguiti, neste momento se encontra em reabilitação pela Direcção da Câmara Municipal de Bissau (CMB) e garantiram-nos de que as obras serão concluídas antes da data", explicou.

 O Secretario Geral da UNTG disse que no dia 3 de Agosto, as organizações sindicais vão concentrar-se na Praça dos Heróis Nacionais de onde em marcha seguirão para a Praça dos Mártires de Pindjiguiti.

Estêvão Gomes Có revelou ainda que vai ser colocada pela CMB uma placa naquele local histórico com os nomes de mais de sessenta marinheiros que perderam a vida quando reivindicavam os seus direitos.

Solicitado a comentar as declarações do Presidente Mário Vaz segundo as quais os funcionários públicos trabalham pouco, Estevão Gomes  disse que o chefe de Estado não é uma pessoa nova na Função Publica.
" Ele foi há muito tempo activista deste sector, assim como membro de diferentes governos que transitaram no país. Para tal ele conhece bem os problemas dos operários", informou.

A Guiné-Bissau celebra segunda-feira, três de Agosto, mais um aniversário do massacre de marinheiros do Cais de Pindjiguiti, ocorrido em 1959, em Bissau, na sequência de uma reivindicação salarial. ANG/LLA/SG

 

Cultura

Músicos  profissionais oficializam sua organização da classe

Bissau, 30 Jul 15-(ANG)- O Vice-Presidente da Associação de Músicos Profissionais da Guiné-Bissau (AMPGB) disse hoje que a organização recebe sexta-feira os documentos que confirmam a sua legalização junto ao Cartório Notariado do Ministério da Justiça.
Musico Justino Delgado Presidente da AMPGB

Em Conferencia de Imprensa realizada em Bissau, Luís Mendes conhecido pelo nome artístico de Ichi revelou que a legalização da  Associação de Músicos Profissionais da Guiné-Bissau  tem como objectivo lutar, defender e valorizar  os interesses da música  e dos  artistas guineenses  no  contributo para o  desenvolvimento da cultura do país.

Mendes acrescentou que  os elementos da associação vao  concentrar-se logo de manhã no salão  da União Desportiva Internacional da Guiné-Bissau (UDIB) e acompanhados de  grupos  manjuandade, pessoas de boa vontade e a  população em geral dirigir-se-ão  ao Ministério da Justiça a fim de receber os documentos de sua legalização.

Ichi revelou que o governo concedeu um apoio financeiro no valor de milhão de francos cfa e que outros parceiros também apoiaram a organização para a constituição de um fundo de maneio.

A  Associação de Músicos Profissionais da Guiné-Bissau é presidida pelo artista Justino Delgado, recentemente eleito para essa função. ANG/PFC/SG

 

 
 
Parlamento aprova levantamento de imunidade à um deputado do PAIGC

Bissau,30 Jul 15(ANG) - O parlamento da Guiné-Bissau aprovou na noite de quarta-feira com 56 votos  o levantamento da imunidade à um dos deputados indiciados pela justiça, na pessoa de José Miguel Dias vulgo (Zé N’Pu) da Bancada parlamentar do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Sede do parlamento da Guiné-Bissau
Outros 33 deputados votaram contra e três preferiram se abster. Em declarações à plenária, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá disse que o levantamento da imunidade ao deputado não significa o julgamento do parlamento.

Cassamá lembrou aos deputados de que são eleitos pelo povo e em consequência têm a responsabilidade de representar o mesmo povo de uma forma exemplar respeitando as leis.
“Na vida há sempre a primeira vez. Existem dúvidas, medo, perguntas e mobilizações. Mas permitam-me dizer que o levantamento da imunidade do parlamento não significa o julgamento e nem estamos a dizer que o deputado A ou B é culpado. Estamos sim a dizer que a justiça tem a autorização do parlamento para julgar o deputado”, explica.

O Presidente da ANP sublinhou que a medida é para que o referido deputado possa defender o seu bom nome, da sua família, sua dignidade, honra e a conduta perante a justiça,” .
Cipriano Cassama afirmou ainda que levantar a imunidade não tira ao parlamento o estatuto de um órgão soberano do país.

O Procurador-Geral da República, Hermenegildo Pereira deslocou-se pessoalmente ao parlamento na semana passada para pedir o levantamento da imunidade de dois deputados indiciados pela justiça.

O deputado José Miguel Dias é suspeita do envolvimento num  caso ligado aos salários dos pensionistas e reformados.
0 parlamento ficou para debater ainda esta semana o pedido de levantamento da imunidade ao  deputado Gabriel Lopes Só, também da bancada do PAIGC.

De lembrar que a vara crime do Tribunal Regional de Bissau, julgou e condenou Gabriel Lopes Só a oito anos de prisão efectiva, por crimes de administração danosa e abuso de confiança, na qualidade de gerente da empresa Nova Gráfica.
Ainda foi condenado pelo tribunal a restituir à empresa Nova Gráfica, a importância de 194.204.224 (Cento noventa e quatro milhões, duzentos e quatro mil, duzentos e vinte e quatro), francos CFA, bem como a pagar igualmente uma indemnização a favor da empresa no valor de 17 milhões de Francos CFA.
O deputado Gabriel fora condenado igualmente num outro processo pelo Tribunal do Comércio a restituir a empresa  “GETRAN-GB”,  uma soma de cerca de 400 milhões de Francos CFA. ANG/Jornal O Democrata

 

 

 
 
Segurança

Autoridades guineenses colocam agentes da Ordem Pública na residência de Zamora Induta

Bissau,30 Jul 15(ANG) - O Conselho Nacional de Segurança, reunido em Sessão Especial na Quarta-Feira, anunciou em comunicado  que vai colocar agentes de Segurança na residência do Contra Almirante, José Zamora Induta para garantir a sua integridade física.

O comunicado produzido no final de uma reunião  presidida pelo Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira refere que o regresso do ex. Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, foi um acto da sua livre iniciativa e pode ser visto como a plena reposição da normalidade politico constitucional e ao respeito pelos direitos dos cidadãos que o país regista actualmente.

A medida, segundo este órgão  de consulta e coordenação em matéria de informação e segurança, visa evitar que “este e outros factos perturbem a tranquilidade de outras entidades e dos cidadãos em geral.

O Conselho Nacional de Segurança exortou a todos os órgãos de soberania' às instituições de Segurança e Ordem Pública e a sociedade em geral' no sentido de contribuírem para a consolidação da imagem positiva que o país está a construir .

Assegurou a comunidade nacional e internacional de que não existe nenhum sobressalto interno 'nem ameaças à segurança do Estado e que as autoridades reafirmam sua determinação  em consolidar em definitivo a tranquilidade na Guiné-Bissau.

Induta regressou no passado dia 21 deste mês ao país oriundo de Portugal, onde se encontrava a residir na sequência do golpe de Estado militar de 2012, em Bissau.

O ex-chefe de Estado-maior general das forças armadas foi afastada das suas funções em Abril de 2010 pelo  então vice-chefe de estado-maior general das forças armadas, António Injai com base em alegadas ma orientação das estruturas militares, nomeadamente a concentração em si de varias funções executivas nas estruturas militares.

O documento tornado publico após o afastamento de Zamora Induta contem 23 acusações, entre os quais de desvio de fundos de alimentação, detenção de vários oficiais superiores,  tentativa de assassínio do próprio António Injai que lhe depôs e apropriação de uma certa quantidade de armamento  guardados em sua residência, entre outras.

Um semanário nacional, “Donos da Bola”,na sua edição de 22 de Julho, reportou o seu regresso com o titulo “Zamora vai responder por 23 pecados”.ANG/ÂC/SG

 

quarta-feira, 29 de julho de 2015



Internacional/Ghana

Homem condenado a 10 anos de prisão por tentativa de morte do presidente 

Bissau, 29 Jul 15 (ANG)- O homem na posse de uma arma de fogo que foi detido domingo numa igreja, em Accra, frequentada pelo chefe do Estado ghanense, John Dramani, confessou que desejava atentar contra a vida do presidente e foi condenado a uma pena de prisão de 10 anos por um tribunal do Ghana. 

Charles Antwi foi detido na igreja "Ringways Gospel Centre", filial da igreja da Assembleia de Deus, na posse de uma pistola carregada e pronta a ser utilizada.

Tendo em conta os factos, o réu foi acusado de posse ilegal de arma de fogo e confessou ser culpado diante do tribunal.

De 36 anos de idade, o homem declarou diante do tribunal que tinha a intenção de matar o presidente Mahama, que estava ausente da igreja neste dia.

Durante três domingos consecutivos, o homem deslocava-se à igreja na perspectiva de realizar o seu plano. Domingo passado, o seu comportamento agitado na igreja despertou suspeitas antes de ser detido pelos elementos da segurança que acompanhavam a juíza Georgina Wood, que é igualmente fiel desta igreja.

No tribunal, o réu declarou ter obtido a arma por intermédio de um cidadão burkinabe na região de Brong Ahafo para poder executar o seu crime.

ANG/Angop


 
 
 Campanha de caju 2015

“Bom preço” do produto reduz pobreza na vila de Bubatumbo, região
de Quinara

”Por Queba Coma, jornalista da ANG”

Bissau, 29 Jul 15 (ANG) Os Populares da vila de Bubatumbo, Sector de Buba, Sul da Guiné-Bissau consideraram  que a campanha de caju 2015 foi a  “melhor na  história do país” desde a sua independência, em termos de preço de compra ao produtor, e que a mesma contribuiu “grandemente” para a redução da pobreza nessa povoação.


Suleimane Sambu Comité de Tabanca de Bubatumbo
Em declarações ao enviado da ANG àquela tabanca de agricultores, Suleimane Sambu, chefe da vila, não tem dúvidas:   “ A campanha deste ano não tem igual, porque o preço do produto começou em 300Francos/Kg, em menos de três dias aumentou para 350 e já no quarto ou quinto dia, passou para 500Francos cfa, o quilo”.

“ Eu próprio, nunca atingi a quantidade de arroz que este ano consegui obter através da venda da castanha de caju”, enfatizou este responsável local para realçar o resultado “positivo” da colheita da sua “pequena” horta de caju que criou a partir de 1999, depois da  guerra civil de 1998 que abalou o país,  obrigando a maioria da população a deixar Bissau, a capital e o epicentro do conflito, para o interior.

Em termos monetários, Sambu que  também é comerciante retalhista, sem avançar números, assegurou que a sua tonelada e meia de castanha de caju e outros rendimentos  lhe valeram um “bom dinheiro” com os quais , nomeadamente, depois das chuvas vai adquirir zinco para  a cobertura  da sua  casa.

Ainda sobre os efeitos da presente campanha na vida das pessoas, este casado e pai de sete filhos, que  frequentam a escola(contrariamente à muitas  crianças no interior), informou que muitas pessoas, para além de terem comprado o zinco para a cobertura das suas casas, compraram motorizadas, outros  arranjaram bicicletas, colchões (incluindo a sua esposa).

“A campanha na Guiné mexe com todos e se ela for bem sucedida todos ficam bem, incluindo os que não têm  horta. Se o caju for comprado a bom preço os que têm hortas solidarizam-se com os que não têm”, referiu.

Este agricultor de 58 anos, motivado pelo  “bom preço” de caju este ano e com a  esperança de a mesma proeza se repetir em 2016, disse  que já iniciou os trabalhos de   ampliação da sua quinta, tendo já plantado alguns cajueiros no espaço em que habitualmente plantava  o arroz.

Também, com o objectivo de garantir a  segurança alimentar, ou seja, assegurar uma nutrição de qualidade, este camponês promete  diversificar a sua produção com culturas, como o feijão e milho este ano , dado que “a zona tem um solo rico que dispensa a utilização de fertilizantes”.

Durante a conversa com o jornalista da Agência de Noticias da Guiné, e sempre sorridente pelo  impacto positivo da campanha de caju deste ano na sua vida e em “toda a tabanca”, Suleimane Sambú pede ao governo, às organizações não governamentais e aos organismos internacionais parceiros da Guiné-Bissau para disponibilizarem as  tabancas, como a sua,  máquinas agrícolas  para possibilitar o aumento das suas produções .

Outro pedido feito por este “homem de campo”, é a concessão de créditos aos jovens das zonas rurais, que, segundo as suas palavras,  se encontram, na sua grande maioria, no desemprego e sem possibilidades de desenvolverem  outras actividades geradoras de rendimentos económicos.

Outro “vencedor” da presente campanha de caju, é um  jovem camponês  de 27 anos de idade, Bacari Cassama de seu nome próprio.

Disse ser, para além do cajueiro do já velho pai,  dono de plantações próprias , numa área  de 100Km2 e que, este ano, lhe renderam fundos com os quais conseguiu comprar o Zinco e fazer a cobertura de sua residência na cidade de Buba, anteriormente coberta de palhas.

 Cassama, que afirmou ter interrompido o seus estudos quando frequentava a 8ª classe “devido a idade avançada dos país e por ser o filho varão mais velho da família”, assegurou que, com a poupança da campanha de caju, mandou comprar uma bicicleta em Bissau, para retomar os estudos no próximo  ano lectivo, numa escola que fica a Sete quilómetros de Bubatumbo.

Quem também falou duma campanha de caju “ímpar” e que aumentou a economia das famílias “em quase toda a Guiné” foi a “dona de casa” Nharó Turé, que disse ter comprado este ano, entre outros, uma colchão espuma, baldes, tigelas e um reservatório capaz de armazenar 100 litros de água, para além de roupas para ela e os seus cinco filhos.

Visivelmente contente, esta mulher que desempenha a dupla função de doméstica e agricultora, informou ainda que, graças a poupança da venda de caju o seu marido irá zincar a  casa onde habita a família depois do término das chuvas.

Vista da tabanca de Bubatumbo
Nharó Turé pede as autoridades e a todos os intervenientes do sector de  caju para trabalharem, com vista a criação de   condições para que a campanha de comercialização da castanha de  caju do próximo ano seja, no mínimo, igual a de 2015.

Bubatumbo, uma vila antiga que viria a dar nome a actual cidade de Buba, a capital da região de Quinara e da Província Sul, dista a sete quilómetros desta.

Divide-se em dois pequenos bairro (Bubatumbo um e dois), e a sua população dedica-se essencialmente à agricultura.

 As autoridades do país prevêm exportar  200 mil toneladas de castanha este ano, contra as 130 mil toneladas do ano passado.

A nível mundial, a Guiné-Bissau é o quarto maior produtor do caju, depois da Índia, Costa do Marfim e Vietname.

No entanto, em termos de qualidade da amêndoa , muitos peritos têm colocado a Guiné-Bissau em primeiro lugar, dado que durante a sua produção nomeadamente no seu tratamento fitossanitário, não leva produtos químicos. ANG/QC/SG
 
 

Regiões/Buba

Chefe da Vila  de Bubatumbo  pede paz e entendimento político aos dirigentes da Guiné-Bissau

Bissau, 29 Jul 15 (ANG)- O Chefe  da vila de Bubatumbo, Suleimane Sambú, na região de Quinara, Sul da Guiné-Bissau, exortou a manutenção da paz e o entendimento entre os actores políticos guineenses.

Falando  à ANG,  Suleimane Sambú considera a  paz de “essencial” para o desenvolvimento do país.

“Sem a paz não se pode falar de progresso das famílias nem do país”, afirmou este responsável local, para destacar  a  necessidade da preservação   da estabilidade, como condição básica ao desenvolvimento económico e social de qualquer Estado.

Como exemplo de virtudes da paz, citou os efeitos positivos da presente campanha de produção e comercialização de castanha de caju, em que se registou  um recorde, em termos de preço de compra junto aos camponeses.

Por isso, pede a compreensão mútua e o entendimento entre o Presidente da República, José Mário Vaz e o Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, na governação do país, sustentando: “ o desentendimento entre os políticos nos atinge aqui na tabanca”.

Aos militares, considerados por muitos, um dos principais responsáveis pelos sucessivos conflitos no país, pede  “a consciencialização  de que a guerra nada resolve”.

“Quando um país se encontrar em situação de guerra, nada de bom consegue fazer e vive em insegurança e sem possibilidades de se desenvolver”, referiu.

Para mostrar os “ganhos” da estabilidade reinante na Guiné-Bissau com o retorno a ordem constitucional, citou a visita do Rei de Marrocos ao país, a primeira de um monarca na  história da Guiné-Bissau e a do Primeiro-ministro de Cabo Verde, que resultaram em vários acordos sobre diversos sectores de desenvolvimento.  ANG/QC /SG

 

 

Criminalidade

Polícia Judiciária deteve três pessoas com posse de droga

 Bissau, 29 Jul 15 (ANG) - A Polícia Judiciaria (PJ) apreendeu no passado dia 26 do corrente mês, no Aeroporto de Bissau, três pessoas na posse de 72 quilogramas de drogas.
Sede da Policia Judiciaria em Bissau

A detenção foi tornada pública pela Director-geral da PJ, Filomena Mendes Lopes numa conferência de imprensa, terça-feira.

Segundo a Directora-geral da PJ, trata-se de um cidadão guineense, um nigeriano com passaporte falso da Guiné-Bissau e uma cidadã cabo-verdiana, ambos vieram do Brasil.

Filomena Mendes Lopes disse que o cidadão nigeriano e o guineense ingeriam cerca de 72 cápsulas de drogas no estômago enquanto que a cabo-verdiana grávida de quatro meses tinha garrafas de dois litros de cocaína.

A Directora-Geral da PJ prometeu uma luta sem trégua contra os traficantes de drogas.

“Apesar dos esforços da PJ no combate ao narcotráfico, continua-se a verificar os casos de tráficos de drogas na Guiné-Bissau. Assim sendo, peço aos país e encarregados de educação a fazerem o máximo esforço de afastarem os seus filhos das influências para o mundo de consumo de estupefacientes”, apelou Filomena Mendes Lopes.

Aquela responsável apelou igualmente aos jovens estudantes dos países de onde as drogas são provenientes  no sentido de se dedicarem mais aos estudos de forma a evitar as tentações para o caminho de tráfico.

No âmbito docombate ao trafico de drogas as autoridades judiciais inauguraram no passado dia 8 do corrente mês em Bissau um laboratório de análise e identificação das drogas, documentos e notas falsas. ANG/AALS/SG

Poder Local

Projecto “Voz di Paz” lança livro intitulado "Autarquias na Guiné-Bissau a visão dos Cidadãos"

Bissau, 29 Jul 15 (ANG) - O Projecto “Voz di Paz” lançou  terça-feira um livro intitulado "Autarquias na Guiné-Bissau a visão dos cidadãos" com o objectivo de dar a conhecer o conceito do poder local.
Filomena Mascarenhas Tipote

Na cerimónia de lançamento do livro, a Directora interina do Voz di Paz, Filomena Mascarenhas Tipote disse que o livro foi feito na base dos inquéritos junto das populações da Guiné-Bissau sobre as autarquias.

Acrescentou que foi lançado com finalidade de avaliar se é ou não o momento oportuno para a realização das eleições autárquicas uma vez que o parlamento já aprovara  a lei sobre realização das autarquias em 2017.

“Para ter um município, uma localidade tem que ter pelo menos um cemitério, um Centro de Saúde, um Estádio de futebol, Mercado e Agências Bancárias. Por isso questionamos se as nossas regiões têm estas condições”, questionou Filomena Tipote..

Sublinhou que a Guiné-Bissau, tradicionalmente, dispõe de outros poderes tais como os régulos, chefes religiosos, governadores e administradores, acrescentando que com a realização das autarquias como é que os referidos poderes vão intercalar-se.

Filomena Tipote considerou que ainda não estão reunidas as condições para que o estado implemente as autarquias. Acrescenta que o Estado ainda não tem controlo total sobre o propiro pais e que nem garante justiça e estabilidade aos cidadãos.

 “Os cidadãos precisam de conhecer o que está na Lei das Autarquias, porque são eles que vão ter que pagar os impostos. Assim sendo, é necessário uma sensibilização antes da implementação das autarquias com o intuito de evitar as futuras consequências”, disse Filomena Mascarenhas Tipote.

No acto de lançamento do referido livro tomaram parte os deputados da nação, conselheiros dos diferentes instituições do país e membros da sociedade civil.

Os Deputados  aprovaram no passado dia 13 do corrente mês o Projecto-lei sobre a capacidade de realização das eleições autárquicas na Guiné-Bissau prevista para  2017.  ANG/AALS/SG