segunda-feira, 10 de agosto de 2015




Classe Castrense

CEMGFA garante que os militares vao continuar afastados da política

Bissau 10 Ago. 15 (ANG) - O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, garantiu que os militares guineenses vão continuar isentos e afastados da actual situação política do país, respeitando a Constituição da República.

CEMGFA Biaguê Na Ntan
As garantias de Biaguê Na Ntan foram dadas na sequência de uma reunião do Conselho Superior Militar, realizada no dia 7 de Agosto em Bissau, para analisar a actual crise política vigente no país.

O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas assegurou ainda que, para além do afastamento de militares dos assuntos políticos, vão igualmente equidistar-se de qualquer situação que possa pôr em causa a estabilidade do país.

Acrescentou neste particular que, a classe castrense vai respeitar a Constituição da República e demais leis do país.

De acordo com Biaguê Na Ntan a sua aposta passa pela formação de jovens quadros militares, tendo lamentado o facto de, ao longo de vários anos, os militares terem sido apontados como “golpistas e criadores de instabilidades cíclicas ”.

Por seu turno, a ministra da Defesa Nacional, Cadi Seidi, que presidiu a reunião fez a restituição do teor da mensagem do Primeiro-Ministro às chefias miliares.

A titular da pasta da Defesa Nacional, apelou aos chefes militares a continuarem isentos e afastados da política por forma a garantir a estabilidade e o bem-estar do povo.

A reunião do Conselho Superior Militar contou com as presenças de ministra da Defesa Nacional, chefias militares, do Inspetor-geral das Forças Armadas e de Diretores-gerais do Ministério da Defesa Nacional.
ANG/ Jornal O Democrata




Crise Politica

PAIGC responsabiliza Presidente da República por falta de diálogo institucional

Bissau, 10 Ago 15 (ANG) - O Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) responsabilizou esta fim de -semana o Presidente da Republica pelas consequências que possam advir do eventual bloqueio institucional decorrente da falta do diálogo.
Sede do PAIGC em Bissau

A decisao vem expressa num comunicado da III Reunião Extraordinária do referido orgao, reunido nos dias 7 e 8 do corrente mês, sob a presidência do lider partido Domingos Simões Pereira.
No documento, lido pelo porta-voz do PAIGC Joao Bernardo Vieira, o Bureau Político condena com veemencia as repetidas actitudes do Presidente da República de desrespeito pelos símbolos nacionais e da República e das datas históricas e retirada definitiva da confiança política ao chefe do Governo.

De acordo com o comunicado o Bureau político apela igualmente o restabelecimento imediato do diálogo institucional entre os titulares dos órgãos de soberania, particularmente, por parte do Presidente da República.

 Exorta os titulares dos órgãos de soberania a observarem escrupulosamente os preceitos constitucionais no exercício das suas funções, pressuposto fundamental para a garantia da paz e estabilidade política e social do país.

No comunicado o Bureau político manifesta a necessidade de convocação antecipada de novas eleições gerais (Presidenciais e Legislativas), como forma de restituir o poder ao povo e de legitimar os órgãos do Estado guineense.

 “Congratulamos com o espírito de tolerância e disponibilidade sempre patenteados pelo Presidente do partido e reiterar a confiança política no Governo de inclusão que chefia, assegurando o apoio firme e inequívoco do partido libertador”, refere o comunicado.

O Bureau Político agradece a Comunidade Internacional e aos parceiros de cooperação e de desenvolvimento pela redobrada atenção com que tem acompanhado a situação política e social do país.

Agradece igualmente a mobilização e apoio de todos os partidos políticos organizações da Sociedade Civil e dos cidadãos na diáspora e apela aos simpatizantes, militantes e dirigentes do partido, assim como a população em geral a se manterem firmes e irredutíveis na defesa das conquistas revolucionárias deste povo, assegurando a preservação dos valores da liberdade e da democracia.
 
“O actual quadro de funcionamento das instituições do Estado, resultantes das últimas eleições gerais realizadas em Abril e Maio de 2014, mereceu uma aturada e profunda análise pelo Bureau Político”, confirma o documento.

O Bureau Politico considerou ainda que os principais titulares dos órgãos de soberania do país, designadamente, o Presidente da República, o Presidente da Assembleia Nacional Popular e o Primeiro-Ministro, resultam do apoio eleitoral do PAIGC e para o efeito têm de assumir a co-responsabilidade político-constitucional pelo funcionamento normal das instituições da República.

A referida reunião teve entre outros como Ordem do Dia,  o acidente ocorrido em Canchungo, o análise da situação político nacional, circunstancias e implicações do regresso de Contra Almirante José Zamora Induta e remodelação governamental.
ANG/AALS/ÂC












Crise politica

Presidência da República considera “calunioso e ofensivo” o comunicado do chefe do governo à nação

Bissau 10 Ago 15 (ANG) – O Gabinete de Comunicação da Presidência da República considerou, no passado dia 07 do corrente mês de “descortês, calunioso e ofensivo” para o chefe de Estado. o teor do comunicado, à nação, do Primeiro-Ministro.

Chefe de Estado José Mario Vaz
O documento a que ANG teve acesso, assinado pelo Porta-Voz do Presidente da República Fernando Mendonça afirma que, isso demonstra a existência de uma grave crise política e vem agravar ainda mais o já por si “frágil clima” de relacionamento entre os dois órgãos de soberania.

A Presidência da República disse na nota que tomou conhecimento, com surpresa e estupefacção, da comunicação do senhor Primeiro-Ministro à nação, difundida no dia 06 do mês em curso, pelos órgãos da comunicação social, numa altura em que o Presidente da República procedia a uma auscultação aos actores sociopolíticos sobre a actual situação política do país.

A nota lamenta profundamente que, numa altura em que o momento exige maior serenidade e ponderação na busca de soluções que melhor acautelem a imperiosa necessidade de preservação do clima de paz social, tenham surgindo vozes e posicionamentos no sentido de criar ruído e perturbar ainda mais este processo de extrema delicadeza.

“ A Presidência da República abstém-se, por ora, de comentar as declarações do Presidente da Assembleia Nacional Popular, na medida em que, nos termos dos estatutos dos deputados, ele é responsável pelas suas palavras no exercício das suas funções”, afirma a carta.

O documento afirma que José Mário Vaz enquanto primeiro Magistrado da Nação, garante a todos os guineenses e a comunidade internacional de que está empenhado na procura de soluções, dentro de quadro e no limite das suas competências constitucionais, que melhor se adaptem à situação atual, no intuito de salvaguardar os superiores interesses das instituições da República.

Por fim a Presidência da República apela a todos os cidadãos a manterem a calma e a serenidade até estarem na posse de todas as informações para melhor poderem ajuizar.

ANG/FGS