segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ensino Público/liceus de Bissau


Mais de 9195 alunos aprovados neste ano lectivo2014/2015 nos Liceus da capital
 
Bissau, 7 Set 15-(ANG)- Nos Liceus públicos da capital nomeadamente, “ Kwame Nkrumah “,“ Agostinho Neto”, “ Rui Barcelos da Cunha” e ‟Samora Moisés Machel” ficaram aprovados   9.195 alunos de diferentes níveis  durante o ano lectivo 2014/2015,revelaram à ANG responsáveis dos referidos liceus.

Dados fornecidos pelos responsáveis destes liceus revelam que apesar de a maioria dos alunos ficar aprovada a taxa de reprovações continua alta, e corresponde a 6.678 alunos.

Segundo o  Subdirector do liceu  “ Kwame Nkrumah “, Carlitos Na Lama ficaram aprovados neste liceu  um total de  2209 alunos de diferentes níveis de escolaridade, e  reprovados 1707, havendo a registar   334 desistentes.

Na Lama revelou que apesar das dificuldades de falta de matérias informático, o ano lectivo 2014/2015 foi positivo tendo em conta  o funcionamento normal das aulas   sem  sobressaltos de greve.

O Director do Liceu “Agostinho Neto” destacou  que o ano lectivo 2014/2015 decorreu  bem tendo em conta o numero de alunos  transitados que correspondem a  2.273,contra  1650 reprovados e  655 não avaliados.

Samuel Fernando Mango disse que comparativamente ao  ano passado, o ano lectivo ora findo registou  melhorias em termos de aprendizagem, porque o Liceu conseguiu funcionar sem interrupção. 

 Mango admitiu que alguns  dos obstáculos enfrentados nesta instituição  escolar foi a  falta de materiais pedagógicos para os Professores.

 Por sua vez, o Presidente do Conselho Técnico Pedagógico do Liceu “ Rui Barcelos da Cunha”  manifestou-se satisfeito pelos resultados do ano lectivo findo que considera de  satisfatório. 

Anastácio da Silva disse que Rui Barcelos da Cunha registou 2.119 aprovações contra  1.693 reprovações e 548 desistências.
Anastácio da Silva  explicou que  este liceu se   depara coma  falta de materiais e  equipamentos  escolares entre os  falta de carteiras, portas e janelas para algumas  salas de aulas.  

Adiantou que   para  solucionar essas carências a Direcção do Liceu decidiu criar um fundo social   para os  trabalhos de reabilitação  das salas.
No Samora Moises Machel o director considera de grande sucesso o  ano lectivo 2014/ 2015 comparativamente aos anos passados.

Mamadu jalo disse que os resultados escolares foram satisfatórios  e revelou 2594 alunos de diferentes níveis transitaram de classe, tendo 1628 reprovado.
No” Samora Moisés Machel” cerca de 300 alunos abandonaram as aulas no decurso do ano.

Mamudo Jalo confessou que, não obstante o ano lectivo findo ter sido um sucesso, verificaram-se  muitas dificuldades  em termos de ensino de Português e Matemática , disciplinas em que mais reprovações se registaram. 

Para o presente ano lectivo, Jalo promete tudo fazer para se diminuir essas dificuldades de aprendizagem do Português e da matemática, e por outro lado, reduzir o índice de abandono escolar. 

ANG/PFC

Crise política

Primeiro-ministro e o Partido da Renovação Social assinam acordo de Incidência Parlamentar

Bissau, 07 Set 15 (ANG) – O Primeiro-Ministro, Baciro Djá e o Partido da Renovação Social (PRS) assinaram hoje um protocolo de acordo de Incidência Parlamentar visando tirar o país do “ impasse político” em que se encontra.
Acto da assinatura do acordo

 No acto de assinatura do acordo,  Baciro Djá destacou que em busca da solução para tirar o país da actual situação política achou que era necessário chegar a um entendimento com o maior partido da oposição, que é o PRS.

De acordo com Baciro Djá, os dirigentes e militantes do PRS e do PAIGC são provenientes da mesma base sociológica e ideológicas de apoio.

“Tínhamos somente uma diferença que é de olhar e governar o país. Mas com este acordo assinado hoje, juntos vamos minimizar essa diferença para o bem do nosso povo assim como o do Combatente da Liberdade da Pátria”, disse Baciro Djá.

Por seu turno, o Presidente do PRS, Alberto Nambeia ,disse que o seu partido foi obrigado a aceitar esta proposta do Primeiro-ministro, para tirar o país do estado que se encontra.

Aberto Nambeia exortou ao  Primeiro-ministro que de hoje para frente tem um trabalho difícil para tirar o país da situação em que se encontra, frisando contudo que “nada é difícil se quisermos trabalhar”.

“Se de facto queres trabalhar para o bem da Nação podes contar com o nosso total apoio. Mas, caso contrario não vamos pactuar com nada que não vai servir os interesses  da Nação", afirmou Alberto Nambeia.

O Presidente de PRS prometeu a sociedade guineense de que numa ocasião mais propícia tornará público  o papel do seu partido durante o desenrolar da crise  politica  vivida no país.

O teor do acordo rubricado  entre o Primeiro-ministro e os renovadores não foram revelados à imprensa mas segundo a RDP-Africa, o acordo dá ao PRS o direito de  indigitar cinco ministros e igual número de secretários de estado para além de duas  direcções gerais. ANG/LLA/SG          

    

Crise de refugiados

Alemanha recebe milhares de refugiados

Bissau, 07 Set 15(ANG)- Milhares de refugiados começaram a chegar à Alemanha, país que muitos veem como a terra prometida após fugirem da Síria e ficarem vários dias na Hungria, onde não se sentiram bem acolhidos pelas autoridades.
Refugiados

“Vim para cá, porque aqui tenho a certeza, eu fugi da guerra. A Alemanha quer ajudar-nos!, disse o jovem sírio Mustafa em entrevista à emissora alemã “ARD”. Outro jovem disse que foi para a Alemanha para encontrar a “mãe”, em referência à chanceler Ângela Merkel.

Cerca de seis mil refugiados já estão nas diversas cidades alemãs. Os primeiros comboios especiais chegaram sábado a Munique, onde os refugiados foram recebidos pelas autoridades e por muitos cidadãos com cartazes de boas-vindas.

“Em situações de urgência é preciso ajudar, por isso ajudamos. Mas todos os países têm que cumprir as suas obrigações. A Alemanha acolheu muitos refugiados e continua a acolher, a cultura de boas-vindas é grande entre nós. Mas precisamos que os outros países europeus também assumam compromissos”, disse o ministro alemão, Peter Altmeier.

Com base na situação crítica que ocorria na Hungria, a Alemanha e a Áustria decidiram permitir a entrada dos refugiados nos seus territórios.

A maior parte deles chegavam à Áustria apenas como um lugar de passagem, poucos pediram asilo no país e continuaram em direcção ao território alemão.

 A Alemanha vai distribuir os refugiados que chegaram sábado de acordo com o sistema de quotas estabelecido na chamada “Fórmula de Konigstein”, que tem em conta tanto a população como o rendimento nos 16 Estados federados.

 De acordo com esse sistema, actualmente o Estado federado que mais refugiados vai receber é a Renânia do Norte-Vestfália, seguida pela Baviera.

 O sistema foi criado originalmente em 1949, para estabelecer as contribuições para o financiamento de instituições de pesquisa fora das universidades, mas posteriormente foi aplicado a outras questões para a quais é preciso dividir as cargas entre os Estados federados.  ANG/Jornal de Angola

Sociedade

“Falta de diálogo franco inter-guineense constitui principal causa de conflitos no país”, diz presidente da AJURES

Bissau, 07 Ago 15 (ANG) - O Presidente da Associação Juvenil de Apoio a Reinserção Social (AJURES) considerou  que a “falta de diálogo franco inter-guineense constitui a principal causa de conflitos no país.
Participantes na Conferencia

Em declarações à ANG a margem da “Vª Conferência sobre o Diálogo”, organizada este fim-de-semana por esta organização sócio-religiosa, Infali Coté defende uma cultura de “diálogo permanente e franco no seio das famílias, da sociedade e entre os titulares das instuições públicas que dirigem  o país”.

 Este responsável associativo acrescenta que, “sem um diálogo honesto entre os guineenses, não haverá a paz e, em consequência, o país continuará no subdesenvolvimento”.

Intervindo na referida conferência, o representante do Conselho Nacional Islâmico (CNI), Bá Fodé Camará, disse que o diálogo é “ um pilar da paz e do sucesso”.

Camara acrescenta que, por isso, a sua organização apela aos guineenses a se entenderem, sob pena de não hever o desenvolvimento.

No final da conferência, os 80 participantes recomendaram, nomeadamente, a promoção do diálogo intra e inter-religiosos com vista a uma convivência sã, e a realização, este ano, de um atelier “especificamente” sobre o diálogo nacional.

Em nome dos participantes falou Mussa Buaró que agradeceu a AJURES pela organização do evento num momento, segundo as suas palavras, em que o pais precisa do diálogo para ultrapassar os diferendos sócio- políticos.

Buaro  promete pôr em prática os ensinamentos obtidos atraves dessa conferencia.

Durante os dois dias de trabalho, os imames,  representantes das organizações-não-governamente e  professores das madrassas abordaram os temas como, o Conceito e a Importância do Diálogo, o Apelo a Unificação e o Impacto do diálogo Inter-religioso e a Distinção entre o Diálogo e uma Mera Discussão”.

Criada em Maio de 2007, para, entre outros,  apoiar  a integração social dos jovens, segundo o seu Secretário Executivo, Lamine Sonco, a AJURES já levou a cabo várias actividades no país, com destaque para a assitência alimentar às populações vuneráveis,  acções económicas de reinserção,  construções de poços de água e mesquitas e o apoio às crianças desfavorecidas no país, acolhidas pelo orfanato da organizaçâo criado para o efeito. ANG/QC/SG

 

Política

Líder do MDG aponta revogação do Decreto Presidencial como solução da crise

Bissau,07 Set 15(ANG) - O jurista e líder do partido Movimento Democrático Guineense (MDG), Silvestre Alves, aponta como  solução para a crise vigente no país, a revogação do Decreto Presidencial №. 06/2015, que nomeia Baciro Djá, novo Primeiro-ministro.
Silvestre Alves
Em entrevista concedida ao Jornal "O Democrata", Silvestre Alves afirmou que o Decreto Presidencial que nomeia Baciro Djá novo chefe de Governo, depois de Domingos Simões Pereira ter sido demitido, está ferido de inconstitucionalidade.

Explicou ainda que no concernente à recusa de nome de Domingos Simões Pereira, o Presidente da República está no exercício do seu poder e pode perfeitamente fazê-lo.

Acrescentou que a “Constituição não manda que o Primeiro-Ministro seja nomeado sob a proposta do partido vencedor, não. A constituição manda que o Primeiro-Ministro seja nomeado tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidas as forças representadas no parlamento”.

“Ouvidas as forças políticas representadas no parlamento, o Presidente da República pode entender que dentro das personalidades que representam os partidos que constituem a maioria, como o caso do PAIGC que detém a maioria absoluta, algum deles é elegível. O Presidente pode concluir que há uma figura que desempenharia melhor o cargo numa determinada fase e convidar essa figura para chefiar o governo”, notou o jurista, que entretanto, avançou ainda que o Presidente não é obrigado a esperar pela proposta do PAIGC, neste caso.
O jurista reconheceu nesta entrevista que não obstante os estatutos dos libertadores (PAIGC) reservarem que o presidente do partido é a cabeça da lista e o candidato ao cargo do Primeiro-ministro, contudo esclareceu que isso não vincula o Presidente José Mário Vaz, porquanto a “Constituição da República dá-lhe poderes para indigitar um Primeiro-ministro tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidos os partidos políticos com assento parlamentar”.

Relativamente à nomeação do novo Primeiro-ministro através do decreto presidencial, Silvestre Alves disse que se Chefe de Estado não manteve consultas com as formações políticas com o assento parlamentar, por isso pode falar-se da inconstitucionalidade formal.
“Independentemente da consulta ou não, poderíamos cair numa inconstitucionalidade material. Os estatutos do PAIGC tiram ao Presidente da República a possibilidade de nomear o Primeiro-ministro em conformidade com a constituição, porque os estatutos retiram ao Baciro Djá a capacidade de representação ou de exercício”, precisou.

Alves alerta que a partir do momento que os estatutos indicam que nenhum militante do partido pode assumir qualquer responsabilidade governativa ou outra contra o disposto no mesmo instrumento, tem de ser o próprio partido a resolver o problema já que o Presidente da República recusou o nome do líder do PAIGC como o candidato a Primeiro-Ministro.
Para Silvestre Alves, uma das possíveis saídas à crise política e institucional que se agudizou mais com a nomeação do novo Primeiro-ministro passa pela revogação do Decreto Presidencial que nomeia Baciro Dja para este cargo.

“Ainda é tempo de revogar o Decreto. Nada obriga, mas nada impede a revogação do decreto. No entanto se politicamente as consequências são muito gravosas, então é aconselhável que o Presidente da República revogue o decreto. É aconselhável, porque estamos neste impasse há mais de duas semanas que o Primeiro-ministro foi nomeado e empossado e não há governo.

E temos vindo a acompanhar que está-se a tentar resolver o problema por via negocial, mas quais serão as consequências disso”, questiona.
Para o político se se basear num jogo objetivo democrático, nada ainda é impossível para convencer os deputados do PAIGC e do PRS da bondade da nomeação de Baciro Djá como Primeiro-ministro.

“Se esses deputados acabarem por votar favoravelmente o Programa ou Orçamento do governo de Baciro Dja, estaremos perante uma deturpação do processo, ou seja, os deputados do PAIGC não estariam a obedecer a disciplina partidária por razões que não têm a ver com a sua consciência de cidadão, mas simplesmente por interesses particulares”, assinalou o político.
O líder do Movimento Democrático Guineense lembra ainda que o Chefe de Estado no seu discurso à nação mostrou claro que não tinha condições de coabitação com o presidente do PAIGC que chefiava o governo.

“O PAIGC tinha que ter a maturidade que não teve nem no 07 de Junho, nem no 12 de Abril. Pelo menos desta vez devia ter essa maturidade para saber que não devia insistir com o nome de Simões Pereira. Neste caso, também o Presidente devia ter a sensatez de voltar a convidar o PAIGC e clareando a sua posição que a convivência com o presidente do partido já não era possível. Caso o partido continuasse a insistir com o mesmo nome e assim, ele poderia nomear alguém da sua escolha”, explicou.
No entender do político, o Presidente José Mário Vaz deveria ter nomeado alguém que pudesse substituir Simões Pereira, ou melhor, alguém com arcaboiço político e maturidade para fazer o trabalho muito melhor.

Em relação ao debate sobre o sistema político adoptado no país que alguns especialistas em matéria do direito constitucional entendem que é a causa do problema, Silvestre Alves nega que a situação da instabilidade política constante tenha a ver com o sistema semipresidencialista adoptado.
Na opinião do político, a Guiné-Bissau é “refém do PAIGC”, mas não do sistema político adoptado.

“Nós temos sidos governados por figuras desonestas. Gente que não tem preparação para assumir cargos políticos, portanto gente que, atrás dos seus discursos, tem simplesmente interesses pessoais. Assim não se constrói um país, porque a Guiné é frágil”, lamenta. ANG/O Democrata

 

Jogos Africanos

 
Guiné-Bissau sem meios para participar na XI edição que decorre no Congo Brazzaville

 Bissau, 07 Ago 15 (ANG) - A Guiné-Bissau fica de fora da XI Edição dos Jogos Africanos que decorre de 04 à 19 do corrente mês, no Congo Brazzaville, por falta de 55 milhões de francos CFA para suportar as despesas de deslocação da caravana desportiva.
Atletas guineenses na China(Arquivo)

 
A informação é do Director técnico de Federação dos Deficientes, Dias Gomes em declarações à imprensa este fim-de-semana.

 
Segundo Dias Gomes a prova abriu-se no sábado último, com o habitual desfile das delegações dos países participantes, mas sem a presença da delegação da Guiné-Bissau, devido a falta de verba para a sua deslocação.

 
“Os campeões africanos Taciana Lima Baldé, na categoria de judo, e Augusto Midana na de  luta livre, estão frustrados com a situação”, explicou Dias Gomes.

 Por sua vez, o Director-geral dos Desportos, Carlitos Costa, admite que para já, há pouca possibilidade de a caravana se deslocar a Congo, devido a crise que afecta o país.

 
“A caravana guineense nas modalidades de Judo, atletismo, luta livre e pessoas portadoras da deficiência não se deslocou a Congo Brazzaville porque não há garantias financeiras por parte do actual governo”, disse Carlitos Costa. ANG/AALS/SG

CAN 2017

 Guiné-Bissau derrotada em casa por Congo Brazzaville

 Bissau,07 Set 15(ANG) - A Selecção Nacional de Futebol os “Djurtus” foram goleados em casa pela sua congénere de Congo Brazzaville por (2-4), na segunda jornada do Grupo-E da fase de apuramento para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2017), a realizar-se em solo gabonês.
Seleção Nacional da Guiné-Bissau

Os quatro golos da turma visitante foram apontados por intermédio de Férébory Doré, aos 26, 30, 61 e 64 minutos, respectivamente. Os tentos da Guiné-Bissau foram marcados por Zezinho aos 63 minutos e Eridson aos 80 da partida.

A selecção nacional foi surpreendida no seu reduto, o Estádio Nacional “24 de Setembro” perante uma casa cheia cerca de 25 mil, num estádio com capacidade para 15 mil espectadores.

Os congoleses entraram confiante no jogo, criando  uma mão-cheia de oportunidades de golo, mas o domínio do Congo nos minutos iniciais teve o seu momento mais alto com o tento inaugural apontado por  intermédio do carrasco dos “Djurtus”, Férébory Doré (camisola 10) que fez um “pocker” no encontro.

Não obstante o domínio congolês no primeiro tempo do jogo, a selecção nacional melhorou a sua exibição, durante os instantes iniciais da segunda parte do jogo, chegando várias vezes com jogadas de perigo à baliza adversária.

Mas o golo da turma nacional só chegou aos 63 minutos, quando o Congo já ganhava por três bolas sem resposta.

 No final do encontro, o adjunto seleccionador nacional da Guiné-Bissau, o português, Paulo Russo que substituiu no banco o seu conterrâneo Paulo Torres, disse que a turma nacional entrou bem no jogo, justificando que a partir do minuto 20, o Congo não consegue fazer aquilo que queria que é ter mais domínio do esférico, acrescentando que os “Djurtus” conseguiram tornar a partida equilibrada.

“Depois houve erros que se cometem no futebol que é normal. Consentimos dois golos, isso em alta-competição se paga muito caro”, lamentou Paulo Russo.

Acrescentou  que, se os jogadores guineenses tivessem convertidos as ocasiões de golos que tiveram, o resultado poderia ser outro, sublinhando que agora só resta trabalhar para o embate com o Quénia.

O capitão dos “Djurtus”, Bocundji Cá rimou com o Paulo Russo no que respeita aos golos perdidos, pedindo desculpas ao povo guineense e em particular os amantes do desporto-rei.

Prometeu que cada um dos jogadores da selecção regressarão aos respectivos clubes para continuarem a trabalhar com vista a próxima jornada com os quenianos.

De referir que durante o segundo tempo, a turma nacional reclamou algumas decisões da equipa de arbitragem liderada pelo juiz Conacri-guineense, Mário Bangura, que deixou passar duas faltas contestadas pela equipa técnica dos “Djurtus”, assim como pelo público presente no Estádio Nacional “24 de Setembro”.

 Numa outra partida referente ao mesmo Grupo-E, a Zâmbia derrotou o Quénia por duas bolas à uma.

Com este resultado a Guiné-Bissau classifica-se na última posição do grupo-E, com apenas um ponto em duas jornadas.
ANG/ ÂC/SG

Crise política

                         

PRS anuncia entrada no Governo de Baciro Djá

 
Bissau,07 Set 15(ANG) - O Partido da Renovação Social (PRS), segunda maior forca no Parlamento da Guiné-Bissau anunciou na sexta-feira que vai viabilizar o novo Governo do país a ser liderado pelo Primeiro-ministro, Baciro Djá.

Direção do PRS
 O anúncio foi hoje feito pelo porta-voz  do PRS à saída de uma reunião da Comissão Política realizada num hotel de Bissau tendo como pano de fundo a entrada ou não dos "renovadores" no novo executivo.

"Depois de variadíssimas negociações com Baciro Djá, Primeiro-ministro indigitado, que nos solicitou que entrássemos, que fizéssemos parte do novo elenco governamental,decidimos de acordo com a nossa agenda," viabilizar o governo, disse o porta-voz dos renovadores, Victor Pereira.

Salientou ser consequente a viabilização do Programa de Governo a ser apresentado por Baciro Djá no Parlamento, onde o PRS conta com 41 dos 102 assentos.

 

Para o porta-voz dos "renovadores", a decisão visa sobretudo promover a estabilidade e a paz na Guiné-Bissau, que são os desígnios da nova direção do partido, liderado por Alberto Nambeia.

Sobre o facto de o PRS não ter a maioria no Parlamento (que pertence ao PAIGC), dai vir a ter dificuldades para viabilizar o Programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado a serem apresentados por Baciro Djá perante os deputados, Vitor Pereira desdramatizou a situação.

"Vamos tentar com aquilo que dispomos, pôr a disposição (do Governo) nos termos do acordo que vai ser assinado" entre o PRS e Baciro Djá, indicou o porta-voz.

O porta-voz do PRS garantiu que o acordo a ser assinado entre o partido e o novo Primeiro-ministro guineense "não trará fraturas" no seio do partido, conhecidas que são as divergências entre os dirigentes sobre a integração no Governo a ser liderado por Baciro Djá.

"Não trará problemas nenhuns ao partido. Por isso é que a decisão levou muito tempo a ser assumida para que pudessem ser acomodadas todas as tendências, as bases e sensibilidades", defendeu.

Fontes do partido indicaram à Lusa que o PRS irá manter os três ministérios que detinha no Governo demitido - Energia, Função Pública e Comércio -, bem como as duas secretarias de Estado, a da Segurança Alimentar e da Administração Hospitalar e ainda receber dois novos Ministérios e mais três secretarias de Estado. ANG/Lusa

sexta-feira, 4 de setembro de 2015


Crise política

Liga dos Direitos Humanos critica Presidente da República    pela “paralisia do país”

Bissau 04 Set 15 (ANG) – O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) acusa o chefe de estado de ser o responsável pela “paralisia do pais”, em consequência da demissão do Governo, no passado dia 12 de Agosto.

Presidente da LGDH
Numa entrevista concedida quinta-feira à Rádio França Internacional (RFI), Augusto Mário da Silva disse que é complicada a situação em o país se encontra, apesar da sua organização ter, no passado, chamado a atenção pela “incerteza” em que se iria mergulhar o país com uma queda do Governo.

“Neste momento estamos, efectivamente, numa situação de incerteza e insegurança total”, afirmou.

Segundo Augusto Mário, o país já se encontra a 21 dias sem governo e completamente paralisado com os preços de produtos da primeira necessidade à dispararem estando já alguns produtos a escassear no mercado.

O líder da LGDH denunciou um clima de desconfiança da parte de alguns operadores  económicos que estão com o receio de importarem produtos para depois não vierem a recuperar os seus investimentos.

 “Esta situação só tem um responsável- o Presidente da República, José Mário Vaz, que mais uma vez conduziu o país para uma situação de incerteza e bloqueio interno”, disse.

Augusto Mario da Silva referiu entretanto  que a esperança do país está mãos dos órgãos judiciais do país, nomeadamente, o Supremo Tribunal de Justiça (SJT) que está neste momento a  apreciar as últimas decisões do chefe de Estado para, num breve prazo, pronunciar-se sobre o caso.

Segundo Augusto Mário ,  o país está literalmente paralisado, “e  mais do que a queda do Governo há um descontrolo total das receitas produzidas pelo país porque neste momento, não há uma autoridade máxima para o controlo das contas públicas”.

“O Primeiro-ministro nomeado tem procurado desdobrar-se em superministério tentando controlar todos os departamentos do Estado. É absolutamente impossível! E neste momento estamos nesta situação de paralisia total do país e com as receitas a pararem em destinos desconhecidos”, afirmou.

Para o activista dos direitos humanos, a administração pública está completamente paralisada porque há acções que devem ser autorizadas pelos ministros, que na ausência do executivo, o Primeiro-ministro, Baciro Djá, “nomeado inconstitucionalmente” é que faz as funções dos ministros.

Silva denunciou a situação de atraso na constituição do Governo, que desde o empossamento de Baciro Djá, tem sido o próprio a andar a despachar de Ministério em Ministério.

“O salário do mês de Agosto foi pago à 25 do mesmo mês com recurso ao crédito bancário, ou seja a ordem de pagamento foi dado pelo Primeiro-ministro, o que não é normal”, lamentou. ANG/FGS/SG

Acidente marítimo

 
Barco de pesca grego naufraga na ZEE guineense e sete pessoas dadas como desaparecidas

 
Foto arquivo
Bissau,04 Set 15(ANG) - Sete pessoas estão dadas como desaparecidas devido ao naufrágio de um navio de pesca grego ocorrido no domingo na Zona Económica Exclusiva da Guiné-Bissau.

Em declarações à RDP-África, o Presidente do Instituto Marítimo Portuário, Carlos Silva, disse que o naufrágio terá acontecido devido ao mau tempo e estão desaparecidos o capitão do navio, um agente de fiscalização e cinco marinheiros.

Revelou que tratam-se de dois guineenses, um cabo-verdiano, um grego, um cidadão da Mauritânia, um da Serra-Leoa e um do Senegal.

Segundo Carlos Silva, havia 19 pessoas a bordo da embarcação entre marinheiros, elementos de fiscalização e tripulantes, das quais 12 foram resgatadas com vida.

"A água terá começado a entrar no navio e os elementos resgatados foram os que conseguiram saltar para um bote acoplado ao pesqueiro, tendo sido depois socorridos por uma piroga de pesca que os transportou até Dacar, no Senegal", explicou.

Carlos Silva sublinhou que o naufrágio terá acontecido quando o capitão tentou fazer "uma manobra brusca" para contrariar a força do vento.


ANG/RDP-África

Poderio militar

“Com a exposição da bomba nuclear mais potente do mundo Rússia, revela sua força militar , diz Director do Jornal “Expresso Bissau”

Bissau, 04 Ago 15 (ANG)O Director do Jornal “Expresso Bissau” considerou  hoje que a exposição quinta-feira pela Rússia, da bomba nuclear mais potente do mundo demonstra a sua “forte” capacidade militar ao nível planetário, apesar do desmoronamento do antigo bloco soviético.

Ouvido pela ANG, numa análise do significado da apresentação pública pela primeira vez, por parte da Rússia, da sua bomba atómica de hidrogénio num edifício histórico em Moscovo, João de Barros disse que actualmente, o mundo vive “uma terceira guerra mundial atípica”, citando o exemplo do conflito na Ucrânia, em que a Europa e os Estados Unidos apoiam o governo de Kiev enquanto  Moscovo apoia os rebeldes independentistas.

Ontem, segundo a AFP, as autoridades da federação russa apresentaram publicamente a "Bomba do Tzar", considerada “a bomba atómica mais potente do mundo” criada por cientistas soviéticos e convertida em símbolo da Guerra Fria com seus oito metros de extensão e 25 toneladas de peso.

Chamada oficialmente de AN602, esta bomba de hidrogénio, que foi testada com êxito em 1961, faz parte (sem sua carga atómica) de uma exposição sobre a história nuclear russa que pode ser vista no Manège de Moscovo, um prédio histórico da capital.

A bomba, de uma potência de 50 megatoneladas, foi criada por uma equipe de cientistas soviéticos (na era da antiga URSS) dirigida por cientista Andrei Sakharov e, em 30 de outubro de 1961, foi testada com sucesso em Nova Zembla, um arquipélago do Oceano Árctico russo.

O referido ensaio, segundo a Agência Francesa de Informação, fazia parte do projecto de pesquisa nuclear lançado por antigo Presidente da Ex-URSS, Stalin em 1945, pouco depois de terminada a II Guerra Mundial, e que tinha como objectivo equiparar à então União Soviética aos Estados Unidos, que já tinham uma bomba atómica.

Num momento em que a Rússia celebra este ano, os setenta anos da criação da sua indústria nuclear assiste-se as relações tensas entre este país e os Estados ocidentais, sobretudo devido ao conflito da Ucrânia. ANG/AFP

Prevenção sanitária

 NADEL e ADPP capacitam supervisores em matéria de vigilância e prevenção de Ébola e Cólera

Bissau,04 Set 15 (ANG) – Os supervisores das Organizações Não Governamentais, Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) e Associação Nacional para Desenvolvimento Local (Nadel) beneficiaram quinta-feira de uma capacitação no domínio do sistema de vigilância e prevenção à contaminação pelo vírus ébola e de cólera.
Supervisores participantes no seminario

Em declarações à imprensa,  o responsável Administrativo e Financeiro da ONG Nadel, Lassana Mané disse que a formação visa igualmente fazer com que os referidos supervisores estejam a altura de poder responder aos eventuais sintomas verificados no terreno

“A referida formação serve para reforçar a capacidade dos supervisores no domínio da vigilância para estarem cada vez mais oreoarados”, disse Lassana Mané.

Acrescentou que os supervisores beneficiários  vão trabalhar nas regiões de Tombali e  Bolama Bijagós, no sul do país estando prevista que as suas acçöes cheguem às  outras regiões do país.

Por sua vez, o responsável da Comunicação de Instituto Nacional de Saúde(INASA), Jean Pierre salientou que o Ministério de Saúde sozinho não é capaz delevar a cabo acçöes de prevençâo contra essas doenças razão pela qual  solicitou a parceria das ONGs que estão no país para juntos lutarem para evitar as consequências negativas.

“A vigilância nas comunidades é feita por  diferentes ONGs do país no quadro de uma parceria solicitada pelo Ministério da Saúde de modo a se prevenir contra o ébola e a cólera que normalmente surge na época das chuvas”, explicou Jean Pierre.

O referido seminário foi financiado pela Organização Internacional para Migrações (OIM) em colaboração com Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos de América (CDC-EUA). ANG/AALS

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Finanças
 
Direcção-geral das Alfandegas prevê  arrecadação de cerca de 40 mil milhões de francos cfa até Dezembro
 
Bissau,03 Set 15(ANG) - O Director-geral das Alfândegas afirmou que a instituição que dirige conta  arrecadar cerca de 38 mil milhões de francos CFA até o final do ano em curso.
 
Francisco Rosa Cá que falava aos jornalistas sobre as informações postas a  circular em algumas rádios, segundo as quais,  as receitas do mês de Agosto do presente ano caíram consideravelmente, negou categoricamente tais notícias.
 
"Naturalmente, no mês de Agosto, como sendo o período de chuvas intensas, o fluxo das importações e exportações sofrem quedas. Mas queremos infirmar que não obstante  esse aspecto, o nosso nível de desempenho na Direcção Geral das Alfândegas mantêm-se na mesma", esclareceu.
 
O Director-geral das Alfândegas revelou que, no mês de Agosto do ano em curso, aquela instituição arrecadou três biliões de Francos CFA, contra os dois biliões guardados no ano passado no mesmo período.
 
"Se em 2015 as Alfândegas arrecadaram mais receitas no mês de Agosto em relação ao período homólogo de 2014, onde é que as receitas caíram", perguntou.
 
Rosa Cá disse que de Janeiro à Agosto do ano em curso, já arrecadaram trinta mil milhões de  francos CFA numa previsão de atingir os trinta e oito biliões, contra os vinte e sete do ano passado.
 
Aquele responsável sublinhou que em termos de arrecadação de receitas, estão de boa saúde contrariamente o que está a ser veiculado nos órgãos de comunicação social.
 
Afirmou que existindo ou não  governo, aquela instituição tem um compromisso moral com o país.
 
"Estamos aqui para a defesa do bom nome dos funcionários das Alfândegas que estão a fazer esforços e para tal não devemos permitir para que as pessoas passem informações contrárias", disse.
Aquele responsável sublinhou que as Alfândegas têm um papel fundamental na arrecadação das receitas, acrescentando que talvez não existe nenhuma outra instituição melhor que eles.  ANG/ÂC/SG