segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Abertura do Ano Legislativo



Presidente da República lamenta ineficácia das autoridades na resolução dos problemas do país

Bissau,23 Nov 15(ANG) - O Presidente da República afirmou que na Guiné-Bissau tudo é difícil, nada funciona e ninguém é responsabilizado perante várias denuncias de corrupção.

José Mário Vaz que falava hoje perante os deputados da Nação quando presidia a cerimónia da abertura da 1ª Sessão Ordinária do IIº Ano da IX Legislatura da Assembleia Nacional Popular, disse que perante muitos estados de coisas, as autoridades competentes não tem sabido encontrar uma resposta nem atempada e eficaz por forma a atender as legítimas preocupações dos guineenses. 

"O tempo passa e a resposta de quem de direito tarda a chegar gerando assim um sentimento generalizado de falta de confiança nos políticos e nas instituições do Estado", salientou o chefe de Estado.

O Presidente da República disse que importa lembrar que durante o período da campanha eleitoral percorreram o país de norte à sul e visitaram cidades, aldeias e tabancas onde falaram com as pessoas e ouviram as populações e testemunharam várias notícias de desmandos e crimes de varias ordens e que punham em causa a sustentabilidade dos recursos do pais.

O chefe de Estado sublinhou que, com base nas suas promessas eleitorais e que determinaram as suas vitorias eleitorais, os concidadãos guineenses estão justamente convencidos de que daríamos uma resposta atempada e eficaz as referidas denúncias.

"De forma que ninguém podia esperar, as primeiras denúncias do tempo de transição, vieram acrescentar-se às denúncias durante o primeiro ano do nosso mandato", referiu, questionando , porque razão, apesar das nossas comprovadas riquezas haliêuticas e das licenças de pescas emitidas, ainda existe escassez de pescado no mercado nacional.

José Mário Vaz questionou ainda  porque razão e apesar dos contratos celebrados entre as partes existem, as obras públicas em especial de construção e manutençao das estradas, há muito iniciadas,  continuam inacabadas?

"Apesar do consenso nacional nessa matéria. Na moratória determinada pelo executivo com os madeireiros legalmente estabelecidos ainda continuam conflitos no sector", disse.

O chefe de Estado revelou que não deixará de passar essa ocasião para de novo colocar o ênfase no papel e na função do parlamento como órgão máximo do poder legislativo e fiscalizador da acção governativa.

" O parlamento ao exercer o dever de fiscalização permite que se possa acompanhar os níveis de execução das metas governamentais e contribuir para que o executivo tenha maior performance no seu todo e facilita a identificação dos elos mais fracos que possam comprometer os resultados do colectivo", avisou.

O Presidente da República disse sublinhar na ocasião que ANP tenha muitas responsabilidades das quais não poderia demitir-se ou delegar e que poderia ser apoiado em alguns momentos pela Inspecção Geral das Finanças, a Policia Judiciária, o Ministério Público e o Tribunal de Contas.

José Mário Vaz disse que igualmente chamou a atenção  de que o Orçamento Geral de Estado enquanto  lei das finanças não deve ser objecto de despesas extraorçamentais ou de despesas não tituladas e que o seu não acompanhamento poderia por em causa os princípios fundamentais da prestação de contas, de transparência e de justiça social.

Contudo, prosseguiu o chefe de Estado, foram várias vozes, desde um cidadão comum e até algumas figuras da praça que ergueram para denunciar derrapagens na execução orçamental e a multiplicação das despesas não-tituladas bem como actos de corrupção nos sectores económicos.

"Mas em alguns sectores da nossa sociedade estas denúncias não passam de rumores, invenções, calúnias e até de inveja. Todavia e diariamente somos obrigados a conviver impotentes perante claros e evidentes sinais exteriores de riqueza incompatíveis com as conhecidos cortes de rendimentos de algum servidor de Estado em função a bem pouco tempo", criticou. ANG/ÂC/JAM 
  


   




   

 

Abertura da nova sessäo parlamentar



“As nossas diferenças nao devem nos levar à divirgências”, exorta Presidente de ANP

Bissau, 23 Nov 15 ANG- O Presidente de Assembleia Nacional Popular (ANP) Cipriano Cassamá disse hoje que o mais  importante para o desenvolvimento da Guine-Bissau é os politicos nao deixarem que suas diferenças os conduzam a divergências.

Cipriano Cassamá que falava no acto da 1a sessao do segundo ano legislativo da nona legislatura, sublinhou que a promocao do dialogo é  o melhor caminho a seguir com vista ao desenvolvimento do pais

“A comunidade internacional está em alerta com as situações do governo da Guiné-Bissau. Avalia se o país merece ou não as suas confiança”, alertou o Presidente de ANP.

O Chefe do parlamento guineense acrescentou que tendo em conta essa situacäo   cabe os políticos guineenses mostrarem que merecem a credibilidade  internacional.

“Muitas das vezes acabamos por não nos entender no parlamento nas horas de discussões, mais  como  a discussão  é a lei da democrácia  e é  diferente da confusão  voltamos sempre a normalidade”,disse Cipriano Cassamá.

O presidente da ANP pediu  desculpas ao povo guineense pelos erros cometidos muitas  vezes no país, sublinahndo que o povo não merece os acontcmentos que abalam a sociedade guineense nalgumas circunstâncias.

Cipriano Cassamá prometeu que o parlamento guineense irá apresentar as suas contas ao longo do segundo ano da nona legislatura,e acrescentou que quando exige dos outros  o parlamento deve ser o primeiro a dar exemplo.

O Presidente da ANP esclareceu que as viagens que tem efectuado ultimamente  trazem simplesmente benefícios para a instituição que dirige e para o povo guineense em geral.

A Guiné-Bissau acolhe a 67ª sessão do Comité Executivo da União Parlamentar Africana(UPA) que decorre entre 02e 06 de Dezembro próximo e a 38ª Conferência dos Presidentes de Assembleias Parlamentares Nacionais da União Parlamentar Africana (PAPNUPA) que decorrerá de 05 à 06 do mesmo mês.

Segundo Cassamá estes encontros sao  resultados das suas deslocacoes ao exterior, acrescidas ainda com a retoma da cooparação,  ao nível ,parlamentar, com a república de Timor-Leste, depois deste pais ter suspendido a sua cooperação com o povo da Guiné-Bissau depois da queda do governo liderado por Domingos Simões Pereira em Agosto último.

 ANG/AALS/JAM/SG

Segurança alimentar


Técnicos do Ministério de Agricultura analisam indicadores de subsistema de informação do ECOAGRIS 

Bissau,23 Nov 15 (ANG)- Os técnicos do Ministério da Agricultura e  Desenvolvimento Rural   iniciaram hoje em Bissau um seminário para analisar e  validar os Indicadores de Subsistemas de Informação do Sector Agrícola da Comunidade Económica dos Estados de Oeste Africana (ECOAGRIS).

Ao presidir a cerimónia de abertura, o Presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Agraria(INPA) explicou que o ECOAGRIS é um sistema de informação integrada,a partir   de análise cruzada de dados acessíveis capazes de responder as necessidades gerais e  específicos dos diferentes actores implicados na segurança alimentar na Guiné-Bissau e nos países da sub-região.

“A validação da fase piloto do projecto, mostrou que  indicadores do sistema  desenvolvido foram elaborados sem que houvesse consenso junto dos serviços técnicos e que não refletem a especificidade agro climática», criticou Simão Gomes.

Gomes disse que a primeira etapa  do processo de analise será a revisão exaustiva  da fase piloto e a identificação  de outros relativos aos novo sistema de informação.

Para o Secretario Nacional do Comité Interministerial de Luta Contra a Seca no Shael(CILSS  o projecto é importante para o país, na medida  em que se vai criar uma instituição nacional encarregue de fornecer informações agrícolas que depois serão partilhadas entre os Estados membros da CEDEAO.

Ansu Camará sustenta que o programa irá servir de uma fonte de informação para as instituições que trabalham para garantir a segurança alimentar no país e na sub-região.

Por seu lado  o chefe do Departamento de Apoio Técnico do CILSS, Mamadou Samake disse que objectivo principal do programa é contribuir para responder eficazmente a crise alimentar e reforçar resiliência numa perpectiva de  sobrevivência alimentar regional durável .

“O CILSS é uma instituição comum para desenvolver sistemas de informação que permite assegurar uma alerta antecipada para prevenção da crise alimentar e identificação  atempada  das populações vulneráveis nas zonas de risco”,explicou Mamadou Smake.

A existência dos dispositivos ECOAGRIS  nos 17 países do Shael e de Africa  Ocidental esta inscrito no âmbito do programa regional  do 10/o FED( reserva regional de segurança alimentar) e é financiado pela União Europeia num montante de 56 milhões de Euros.   

ANG/LPG/SG

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Carne verde



“Vários impostos  fazem aumentar preço ao consumidor”, diz presidente dos magarefes
Por Queba Coma, da ANG

Bissau, 20 Nov 15 (ANG) - O Presidente da Associação de Magarefes de Bissau afirmou  que a acumulaçäo de impostos pagos no transporte de gado até à capital é que provocou o recente aumento do preço da carne, de 2500 para 3500 francos CFA, o quilo.

Em declarações ao Jornal UE/PAANE/Cenjor, no âmbito da capacitação dos jornalistas, António Bubacar Camara disse que, por exemplo, quem transporta o gado de Bruntuma (no leste) para Bissau é tributado no posto de controlo desta secção, num  valor que varia  entre 7000 e 9000 Francos cfa na polícia de Gabú, depois no Comité de Estado da zona, nos serviços de veterinária e nos diferentes postos de controlo da polícia durante o trajecto.

“No Senegal, a realidade já é outra, ou seja, um magarefe que compra o gado no interior, apenas paga aos Serviços da Direcção-Geral Veterinária no transporte dos animais até a capital, Dakar”, comparou Camara.

Como solução, este responsável magarefe desde a era colonial, defende a intervenção das autoridades para, nomeadamente, se“acabar com muitos impostos, para depois se falar na descida do preço da carne no mercado”.

Opinião contrária tem um funcionário do matadouro ouvido pelo UE PAANE/Cenjor, que disse que a subida do preço de carne tem que ver “essencialmente com a escassez” de gado no país.

“Como é possível termos um país como a Guiné-Bissau, que tem muita chuva, estar a dar-se ao luxo de importar  gado das localidades longínquas das Repúblicas de Mali e Guiné Conacri”, questionou.

Para inverter a situação, aquele funcionário  aconselha  ao governo a elaborar uma política agrária de criação de gado que incentive os criadores. 

E como solução para baixar o preço de carne, a mesma fonte afirmou que “é a lei do mercado que acabara  por resolver estas questões”.

Ou seja, segundo disse, “se houver mais gado  no país a ser comercializado, a tendência é para a descida dos preços e, caso contrário, o preço da venda do produto e derivados dispara.

No mercado de Bandim, o maior do país,  dois vendedores de carne bovina  se queixaram do “preço exorbitante” de, por exemplo, uma vaca, que vai até aos 500.000 franços cfa, contra as cifras anteriores que não ascendiam a 200.000fcfa.

 Tito Samanancó afirmou que são   os vendedores que aumentam o preço de venda aos consumidores. Comprando por 2800 Francos   vendem a 3000 (ou um pouco mais)por cada quilograma.

Samananco de 27 anos, frequenta  no período da noite  o curso de Turismo, e dedica-se a venda de carne durante o dia.

Visivelmente triste e estando de pé junto de uma mesa com alguns quilogramas de carne, Samanancó também é da opinião de que o Estado deve intervir com vista a adoptar uma política que baixe o preço de carne.

Quem partilha o mesmo ponto de vista é Dionísio Saqui, vendedor de carne há dez anos, que fala “em vida difícil nesta altura de crise económica no país, em que se vende pouco”.

 Para Juvánia Rodrigues Vaz, consumidora de carne no mercado de Bandim, actualmente o preço deste “produto alimentar é insuportável”.

“Hoje em dia, quem normalmente comprava dois quilos de carne, acaba por adquirir apenas um quilograma devido ao seu elevado valor”, desabafou.

Quantidade esta que, segundo Juvánia Vaz, é insignificante para um agregado familiar considerável, como geralmente se verifica na Guiné-Bissau.

A mulher  que comprou nesse dia  apenas um quarto de carne “para fazer sopa”,  também  exorta as autoridades a tomarem medidas  que visam atenuar o preço.

Sobre a questão da subida do preço da carne de gado bovino, o jornal contactou sem sucesso, o Ministério do Comércio para ouvir a versão do governo.

Em relação às condições de higiene e saneamento deste único estabelecimento público de abate de gado da capital, a Inspectora dos Serviços de  Veterinária local falou de  “considerável melhoria” em relação ao passado, nomeadamente na sala de abate.

No entanto, na parte de fora do matadouro, concretamente no espaço entre o seu muro e os bares informais onde se vendem comida, a reportagem do jornal constatou a existência de lama, com mau cheiro, que constituem uma ameaça à saúde pública, nomeadamente devido à mistura das fezes do gado com água estagnada. 

A técnica de saúde acrescentou que actualmente as medidas de controlo são mais fortes e que os donos do gado estão a colaborar no sentido de não pôr no mercado um produto que ameaça a vida das pessoas.

 “Para além de não admitirmos a comercialização de carne de vaca morta fora do matadouro e em condições estranhas, a carne é transportada para a inspecção para ser analisada à vista desarmada”, explicou.

Entretanto, quando há dúvidas, a especialista disse que a carne é levada ao laboratório público de veterinária para uma análise mais aprofundada.

 Acrescentou que em situações excepcionais, a amostra é levada para Dakar, Senegal, para uma análise especializada.

Uma fonte do matadouro disse ao jornal UE PAANE/Cenjor que, até há alguns anos, muitos magarefes para evitarem prejuízos económicos, comercializavam carne de vacas mortas, nomeadamente, por doença.

Facto que, segundo a mesma fonte, levava às sucessivas “troca de mimos” entre os “homens de animais” e os serviços sanitários estatais.  

Sobre a criação em Bissau de um estabelecimento de abate de carne completo, em termos de funcionamento, um funcionáro há 18 anos no matadouro disse que com o financiamento da União Económica e Monetária de África Ocidental (UEMOA) será construído, no próximo ano, um “verdadeiro matadouro” no arredores da capital.

Segundo o entrevistado, o novo matadouro será composto, entre outros, de um curral, uma câmara frigorífica de conservação, salas de abate, serviços de inspecção sanitária e talhos.
O actual matadouro de Bissau foi construído em 1965 e tem apenas uma sala de abate.

Na Guiné-Bissau as regiões de Bafatá e Gabú (leste do país) são as que mais praticam a actividade  pastorícia.

ANG

Cooperação



China oferece equipamentos agrícolas ao Governo da Guiné-Bissau

Bissau, 20 Nov 15 (ANG) - O Governo da Guiné-Bissau recebeu hoje da China um conjunto de equipamentos agrícolas, nomeadamente máquinas e  aparelhos de ar condicionado, orçados em cerca de dois milhões de dólares.

Na ocasião, a Secretária de Estado da Cooperação, Suzi Barbosa disse que o resulta e um  acordo de cooperação técnico e económico assinado entre os dois governos a 04 de Novembro de 2013, em Bissau.

«À pedido do Governo guineense, a China vai ainda enviar 10 técnicos para capacitar os seus homólogos guineenses na área de manutenção dos edifícios  construídos pela China na Guiné-Bissau”, anunciou Suzi Barbosa.

A Secretária de Estado explicou que os técnicos chineses vão formar os técnicos guineenses na Guiné-Bissau e vão lhes fornecer um lote de equipamentos e materiais de reparações.

«Este gesto acontece num momento em que o nosso país se encontra seriamente empenhado no restabelecimento de diálogos e de consulta com os parceiros internacionais, no âmbito do plano estratégico e operacional de desenvolvimento definido para o período 2015/2020»,refere Suzi Barbosa. 

A governante guineense agradeceu o gesto do Governo chinês e manifestou a sua convicção no que concerne a eficácia que há de continuar a marcar as relações de cooperação entre os dois países.  

ANG/AALS/SG