segunda-feira, 7 de dezembro de 2015



UPA

Parlamentares exortam Estados membros a recusarem mudanças anticonstitucionais de Governo

Bissau,07 Dez 15 (ANG) - A União Parlamentar Africana(UPA), que reuniu a sua 38ª Conferência e 67ª Sessão de 5 à 6 de Dezembro em Bissau, recomendou  aos Estados membros da organização a recusarem as mudanças anti constitucionais do Governo.


No texto de resolução da primeira Comissão sobre a promoção da democracia, do Estado do Direito com vista a garantir a paz e o desenvolvimento nos países africanos, os representantes dos parlamentos africanos recomendaram ainda a promoção da boa governação e das normas democráticas e de alternância pacifica do poder.

Exortaram os Estados membros a tomarem as medidas necessárias e adequadas a fim de que a ordem constitucional seja respeitada, em particular no que tange à transferência do poder.

A UPA convidou aos Estados africanos a criarem condições que permitam a seus cidadãos a determinar livremente o seu destino colectivo e garantir o respeito das liberdades fundamentais como elementos essenciais para a emergência de sociedades pluralistas e de governos representativos.

Recomendam  aos parlamentos dos países africanos o reforço do  poder legislativo e do seu sistema de controlo e de contrapeso que permitem a plena realização da democracia e do Estado de direito.

Exortam aos parlamentos a inscreverem nas suas prioridades a valorização do ensino e da formação técnica para o acesso à conhecimentos com vista a satisfação  das  necessidades da economia e do comercio, possibilitando o estabelecimento de parcerias, a competitividade.

A UPA apelou aos governos para criarem, reforçarem e desenvolverem mecanismos que possam reduzir a pobreza tendo em conta a utilização racional dos recursos.

Convidou ainda aos Estados africanos a recorrerem às virtudes do diálogo e a solução pacifica dos litígios a fim de preservar e reforçar o Estado de direito e as conquistas democráticas a níveis nacional, regional e internacional.

Apelou o reforço da cooperação internacional a fim de lutar contra o tráfico de droga, o branqueamento de capitais,  tráfico de seres humanos, de armas e contra todas as acções criminosas que comprometem o desenvolvimento sustentável e que vão contra o Estado de direito.

A UPA convidou aos Estados africanos a trabalharem com vista a participação das mulheres nas tomadas de decisão e velar pelo equilíbrio entre os homens e mulheres na representação a todos o níveis.  
ANG/ÂC/SG


Futebol

"Saída de Paulo Torres é irreversível - diz Presidente da Federação Nacional de Futebol

Bissau,07 Dez 15(ANG) - O Presidente da Federação Nacional de  Futebol da Guiné-Bissau, Manuel Irénio Nascimento Lopes,(Manelinho) considerou irreversível a demissão do selecionador nacional de futebol, Paulo Torres.
Presidente da Federação de Futebol

Em entrevista à Rádio Bombolom, Manuel Irénio Lopes disse que já escreveu uma carta à Secretaria do Estado dos Desportos para que esta demita  Paulo Torres das funções por maus resultados conseguidos à frente da equipa nacional e por ser “incompetente”.
 
”Ele não sabe nada de futebol”. “Nunca sou a favor dele”, disse.
 
Em directo no jornal das 14h00 da Bombolom FM, Manelinho dirigiu graves acusações contra o técnico, que acusa de ser "incompetente" e "muito mesquinho".
 
O Presidente da Federação disse ainda que nunca apoiou a contratação do português para orientar a selecção de futebol guineense.
 
“Não sei como ele chegou aqui. Veio como do nada. Fez lóbis com as autoridades de transição em 2012 para ser seleccionador, sabendo que o país precisava com uma certa urgência de competir. Tem que sair. Ou ele ou eu” disse Manelinho.
 
O contrato de Paulo Torres deve terminar em Novembro do próximo ano.
 
A Federação de Futebol chegou a enviar, em Setembro, uma carta ao governo pedindo que o Torres fosse demitido por não cumprir nenhuma das promessas feitas.

Em resposta, a Secretaria de Estado dos Desportos entendeu que a carta carecia de fundamentos e solicitou uma nova versão.
ANG/Bombolom FM



Comunicação social

Ministério Público pede suspensão provisória do programa "Cartas na Mesa" da RDN

Bissau 07 Dez. 15 (ANG) -O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, António Sedja Mam, ordenou a suspensão de um programa de debate na Rádio Difusão Nacional (RDN), alegando “zelo pela ordem,paz, estabilidade e segurança institucional.
Director Geral da RDN Muniro Conté

"É temporariamente suspenso o programa do debate que é realizado aos sábados na RDN sob moderação do senhor Ricardo Semedo", refere o documento a que a ANG teve acesso, assinado pelo PGR e dirigido na sexta-feira ao director da RDN, Francisco Muniro Conté.

Sedja Man justifica a medida com "a situação político-social que se vive no país", sem especificar, e com a necessidade de "salvaguardar" o que classifica como "valores éticos superiores" da "ordem, paz, estabilidade" e "segurança institucional", tanto do "ponto de vista interno" como "externo".

Numa declaração à RDN, Muniro Conté assegurou que o programa em causa vai continuar a ser emitido, por não representar nenhuma violação à lei.

Aliás a ordem de suspensão foi transmitida a direção da RDN na sexta-feira mas o programa foi emitido no sábado.

Jamel Handem, um dos intervenientes do programa manifestou a sua estranheza pela decisão do Procurador-geral da Republica por considerarem que o mesmo não representa nenhuma ameaça à a paz e estabilidade.

“Cartas na Mesa” é um espaço de debate sobre temas de actualidade, com destaque para a política, em que diferentes comentadores exprimem as suas opiniões sobre os acontecimentos da semana.

O painel fixo de comentadores inclui Suleimane Cassamá e Jamel Handem, ambos economistas, tendo deixado o programa há poucas semanas um terceiro comentador, Seco Cassamá, engenheiro ambiental, nomeado pelo Governo para um cargo público.

O PGR, António Sedja Mam, foi nomeado para o cargo há duas semanas pelo Presidente da República, José Mário Vaz. 
ANG/MSC/SG


Saúde Pública

Representante da OMS entrega materiais ao Ministério da Saúde

Bissau, 07 Dez 15-(ANG) - O Representante da Organização Mundial da Saúde na Guiné-Bissau (OMS) entregou recentemente um conjunto de materiais e equipamentos ao Ministério da Saúde Pública, constituído por três viaturas, 15 moto-ambulâncias, 7 motorizadas, 4 computadores de mesa, 1 câmara de frio, entre outros.
Ministra da Saúde Pública

Em declarações á Imprensa no acto da entrega dos referidos materiais, Ayigan  Kossi   disse que os referidos lotes de equipamentos doados pela OMS, servirão para o reforço da  capacidade do Sistema  Nacional de Saúde .

Kossi acrescentou que irão reforçar os seus apoios ao Programa Alargado de Vacinação e de prevenção contra o Ébola e Cólera .
  
Aquele responsável da OMS revelou que este conjunto de materiais e equipamentos foram financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Aliança Global para Iniciativa de Vacinações (GAVI) orçado num valor de 250 mil dólares.

Por sua vez, a ministra da Saúde Pública agradeceu o gesto da OMS e de todos os seus parceiros em especial o BAD e o GAVI por tererm contribuído para colmatar as dificuldades que o Sistema Nacional de Saúde guineense enfrenta neste momento.

Cadi Seidi garantiu ainda que, os materiais e  equipamentos  ora oferecido pela OMS, vão  ser controlados  pelo Governo e os  parceiros, designadamente o  BAD  e o GAVI, para que possam durar mais tempo e servir as “nossas  populações”.  
ANG/PFC/SG