quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Corrupção


Naçoes  Unidas apela ao mundo para  rejeitar prática do fenómeno 

Bissau, 09 Dez 15 (ANG) – O Secretário-geral das Nações Unidas (SG-NU) pediu hoje ao mundo inteiro, que rejeitasse a prática de corrupção, e abraçasse os princípios da transparência, no dia em que se celebra, “o dia Internacional Contra a Corrupção”.

De acordo com o comunicado à imprensa das Naçoes Unidas à que a Agencia de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso,  Ban Ki-moon destacou que a corrupção tem impactos desastrosos sobre o desenvolvimento.

 Salientou que  os fundos que devem ser dedicados às escolas, postos de saúde e outros serviços públicos essenciais, são desviados para as mãos de criminosos ou funcionários desonestos.

 “ A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção constitui uma plataforma abrangente para os governos, organizações não-governamentais, sociedade civil e cidadãos individuais”refere  o comunicado.

Ban Ki-moon considera, por outro lado, que hoje a corrupção é amplamente entendida como acção criminosa e destruidora da nova agenda de 2030 para o desenvolvimento sustentável. ANG/LLA/SG



Combate à corrupção


Inspector Superior lamenta falta de mecanismos e políticas de combate 

Bissau,09 Dez 15 (ANG)-O Inspector Superior de Luta Contra Corrupção (ISLCC) lamentou hoje a falta de mecanismos e de políticas de combate à corrupção na Guiné-Bissau.

Francisco Benante que falava à Agencia Notícias da Guiné- ANG,  por ocasião do dia Mundial de Combate a Corrupção ,disse que  não se pode reduzir a corrupção se ISLCC funciona com insuficiência  de recursos humanos, de meios materiais e financeiros.

Segundo Benante, na Guiné-Bissau a corrupção atingiu os órgãos de poder razão pela qual o seu combate é difícil.

Sublinhou entretanto que a corrupção é uma doença mundial, quer dizer,  que não existe só na Guiné-Bissau, Senegal  França ou nos Estados Unidos de América.

Contudo, afirmou que o combate a corrupção constituiu a prioridade da sua instituição, apesar de parcos  meios materiais e financeiros para o efeito.
Sublinhou por outro lado  que a luta contra a corrupção não se limita à perseguição de pessoas.

“È necessário que todos reflitam sobre a questão  para acabar com  as recomendações  que   alguns familiares fazem  aos dirigentes  no sentido de aproveitarem da função para se enriquecer  o mais rápido possível.

Interrogado sobre as denúncias feitas pelo  Presidente da República sobre índice elevado de corrupção Benante afirmou  que a instituição que dirige não fez nada para apurar a veracidade dos factos porque  no seu entender o Presidente não devia falar daquela  forma ou seja denunciar a existência de actos de corrupção no aparelho de Estado através de órgãos da comunicação social.

Porque, segundo Francisco Benante existem instituições competentes para investigar todos os casos de indícios de corrupção e até com poderes de acção penal, por isso defende que o Presidente deveria fazer essas declarações junto dessas instituições.

“O estado guineense compreende que é necessário combater a corrupção por ser o responsável pela  falta de políticas que não beneficiam a população”, acusou ISLCC.

Francisco Benante justificou a sua afirmação com falta de estruturas da ISLCC  nas regiões “onde os secretários vendem terrenos, sobretudo na Região de Gabu, Bafatá e no sector de São  Domingos”. ANG/LPG  

Literatura


Casa dos Direitos lança livro “DESAFIOS, ORA DI DIRITU”
Bissau, 09 Dez 15-(ANG)- A Casa dos Direitos procedeu terça-feira em Bissau ao lancamento do livro intitulado “DESAFIOS, ORA DI DIRITU”, da autoria de algumas organizações da Sociedade Cívil guineense, nomeadamente a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH ) e a Associação dos Amigos e Crianças (AMIC}.  
Trata-se de  diagnósticos sobre os direitos económicos das mulheres, a violência contra as mulheres, os direitos das crianças, bem como uma análise do quadro legislativo dos direitos humanos no país, elaborados por investigadores guineenses no âmbito do projecto de advocacy “Ora di Diritu”, financiado pela União Europeia e  Cooperação Portuguesa.
A cerimónia de lançamento do livro foi presidida por Geraldo Martins, ministro da Economia e Finanças que na ocasião explicou que o objectivo dos diagnósticos sobre a violencia contra as mulheres e crianças é de  colocar estas recomendações na agenda das políticas públicas do Governo.
Por sua vez, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH ) disse que  o  livro chama  a atenção sobre a  situaçao  que as mulheres enfrentam  na sociedade.
O livro intitulado “DESAFIOS, ORA DI DIRITU” contém 372 páginas e foram produzidos mais de 400 exemplares .
No fim da cerimónia  foi apresentado um filme de autoria de Carlos Narciso que fala da história da primeira prisão instalada na Casa dos Direitos, em Bissau Velho. ANG/PFC/SG


Mon na lama


Presidente da República anuncia que vai dedicar três dias por semana aos trabalhos no campo

Bissau, 09 Dez 15 (ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz passa a dedicar tres dias, sexta, sabado e domingo, semanalmente aos trabalhos no campo, "para resolver o problema de arroz e dar de comer às populações".

O chefe de Estado fez este anúncio à sua chegada à Bissau proveniente de Africa de Sul, onde participara nos trabalhos da Cimeira China-Africa.

"Não é possível que o Senegal pelas condições que tem e estar já a produzir uma quantidade de 1.7 milhões de toneladas de arroz e nós na Guiné-Bissau com melhores condições, estamos ainda com o défice deste cereal base de
alimentação das populações", disse.

José Mário Vaz sublinhou que durante a Cimeira China/África, a Guiné-Bissau apresentou os seus motores de crescimento que são a agricultura, agro-indústria, turismo e infra-estruturas.

Afirmou que a China está disposta a trabalhar não somente com a Guiné-Bissau mas também todos os países do continente africano.

"O importante agora é para que nós aqui internamente e juntamente com o Primeiro-ministro ver a forma de aproveitar essa oportunidade que a China nos deu.

Destacou que só ao nível da ajuda pública ao desenvolvimento a China prometeu desembolsar 63 biliões de dólares para financiar diversos projectos no continente africano.

O Presidente da República revelou que no regresso ao país fez uma breve escala no Marrocos tendo o Rei Mohamed VI prometido  construir um hotel de 110 quartos em Bissau.

"Porque de facto, quando recebemos os hospedes aqui, deparamos com enormes dificuldades, enquanto que quando nos recebem nos seus países não pagamos nenhumas despesas", afirmou, acrescentando que o Rei de Marrocos garantiu-lhe que vai oferecer ao país o referido Hotel.

O Presidente da República esteve duas semanas ausente do país tomando parte na  Cimeira sobre Alterações Climáticas que ainda decorre em Paris, França e mais tarde na cimeira China/África que decorreu na  África de Sul. 

ANG/ÂC/SG