quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Aviação


Jovens guineenses contratados para trabalhar na compania aérea marroquina 

Bissau,23 Dez 15(ANG) – Vinte cinco jovens guineenses foram recrutados para trabalharem como assistentes de bordo na companhia aérea maroquina Royal Air Maroc (RAM).

Segundo  um comunicado à imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicaçoes a que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso,o recrutamento dos referidos jovens foi feito no quadro “das boas relações existentes entre o Governo da Guiné-Bissau, através da Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicação e a Royal Air Maroc”.

De acordo com o documento, o grupo deve deixar o país com destino a Casablanca no incio de 2016 para serem afectados aos diferentes aparelhos da companhia marroquina.

A nota explica que o Secretário de Estado dos Transportes vai despedir-se deste grupo no próximo dia 28 de Dezembro, numa cerimónia a decorrer num dos hoteis em Bissau.

A  cerimónia de despedida contará com presenças de altos dirigentes do país e ainda do Director de Operação para a Àfrica da Royal Air Maroc, alem de membros da Delegação da RAM em Bissau.
A Air Marocos estabelece ligaçöes diarias entre Bissau e Lisboa via Casablanca excepto as terças-feiras. 

ANG/LPG/JAM/SG


Quadra festiva


Primeira-dama oferece lanche e presentes à crianças

Bissau, 23 Dez 15 (ANG) – A Primeira-dama, Maria Rosa Vaz ofereceu  terça-feira, um lanche  e alguns presentes de Natal às crianças vindas de diferentes Bairros da Capital Bissau, assim como aos filhos dos funcionários da Presidência da República.

 Na ocasião, Rosa Vaz fez votos de feliz Natal à todos os presentes e aos meninos da Guiné-Bissau em geral, particularmente os que se encontram doentes e internados nos hospitais. 

"O voto é extensivo àqueles que por diversas razões não podem comemorar esta festa com alegria que merecem e que têm direito", disse tendo exprimido os seus agradecimentos à todos  que de uma forma ou outra contribuíram para que possamos "oferecer esta alegria à estas crianças”.

Segundo Maria Rosa ,patrocinaram a iniciativa a Embaixada da Republica Popular da China,  a companhia de seguros "NSIA Seguradora", a Empresa Orange Bissau e o Hotel Uaque, na regiao de Oio.

“Os lanches e brinquedos aqui partilhados não devem ser apreciados pelo seu valor material, porque o aniversariante Jesus Cristo não dava grandes valores ao material,  valorizava mais o bem espiritual", destacou.

O acto contou com a presença do Presidente da República, José Mário Vaz e o Embaixador da República Popular da China, Wang Hua. 

ANG/LLA/JAM/SG



   

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

ONU


Revisão de sanções à golpistas

Bissau, 22 Dez 15 (ANG)- A situação dos “11 penalizados pelo golpe de Estado de Abril de 2012” na Guiné-Bissau tem de ser revista, disse no domingo, em Nova Iorque, a presidente da comissão de acompanhamento dessas sanções .

A também embaixadora da Nigéria junto da ONU afirmou, no Conselho de Segurança, que “a intenção é determinar” se as medidas que lhes foram aplicadas continuam actuais e pediu “a revisão periódica do regime de sanções para apurar a sua eficácia”.

A resolução proíbe dez oficiais das Forças Armadas, um dos quais o seu chefe de Estado-Maior General, e um inspector-geral envolvidos no grupo que intentou o golpe militar, de se deslocarem ao estrangeiro.

A diplomata referiu que comissão concluiu que, “apesar do alcance limitado”, as medidas permitiram “uma solução política duradoura na Guiné-Bissau”.

A comissão também entende que continuem a ser “controladas as restrições de forma a avaliar com precisão o caminho para a estabilidade e o desenvolvimento” do país.

A embaixadora salientou as vantagens de manter o regime de sanções por ser uma forma de garantir aos guineenses”  que “os perturbadores, sem excepção, são responsabilizados pelas suas acções”.

A diplomata disse que deve ser criado “um painel de peritos para apoiar o trabalho da comissão, reforçar a sua eficácia, seguir os padrões e
stabelecidos e facilitar a supervisão das ameaças à estabilidade e reconciliação”.

Entre as razões para o levantamento das sanções, a diplomata mencionou a desmobilização dos militares, o controlo civil sobre os militares, o fim do processo de reconciliação e a existência de um sistema judicial eficaz.

 ANG/Jornal de Angola

Economia



"Os bancos comerciais estão de boa saúde para financiar economia", diz o Director Nacional do BCEAO

Bissau,22 Dez 15(ANG) - O Director Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental(BCEAO), afirmou que os bancos comerciais do país estão de "boa saúde" e em condições de financiar a economia.

João Aladje Mamadú Fadia, em declarações hoje à imprensa, a margem do quarto encontro trimestral entre o BCEAO e os bancos comerciais, disse contudo que deve haver uma relação a ser estabelecida entre as instituições bancárias e os interessados em contrair créditos, ou seja as modalidades, garantias, entre outras.

O Director Nacional do BCEAO afirmou que a reunião visa passar em revista a situação macroeconómica do país e da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), bem como das actividades dos bancos comerciais e da supervisão bancária.

"Igualmente abordamos as questões ligadas a implementação de um Bureau de Informação sobre Crédito e que vai ajudar na recol
ha e tratamento de dados que vão permitir melhor analise dos créditos", informou.
João Aladje Mamadú Fadia disse que falaram igualmente da questão da revisão do Plano de Contas para o Sistema Bancário.

Aquele responsável sublinhou que o BCEAO emana a politica creditícia, mas quem está em contacto directo com a clientela e implementa todas as politicas são os bancos comerciais.

Perguntado sobre que balanço  faz das actividades económicas do país ao longo do ano em curso, o Director Nacional do BCEAO, disse que o objectivo da sua instituição é assegurar a estabilidade do preço ou seja a inflação.

"Neste aspecto, de Janeiro à Novembro do ano em curso, a taxa de inflação registada na Guiné-Bissau é de 1.1 por cento. Portanto abaixo do objectivo que o Banco Central quer, de manter a estabilidade dos preços com uma variação máxima de dois por cento", explicou.

Declarou que em termos de variação de preços o objectivo foi atingido com a politica monetária, acrescentando que uma outra meta que se pretende atingir é a balança de pagamento.

"Tendo em conta o bom resultado da campanha de comercialização da caju, as nossas reservas cambiais situam-se ao nível bastante importante em mais de duzentos mil milhões de francos CFA, o que assegura a cobertura das importações pelo menos onze vezes", frisou o Director Nacional do BCEAO.

ANG/ÂC/SG 







 
 



EAGB


Obras de construção de novo furo na origem da falta de água em alguns bairros de Bissau 

Bissau, 22 Dez 15 (ANG) - A construção de um novo furo de água com uma capacidade de 250 mil litros fez com que muitas zonas de Bissau ficassem mais horas sem água, revelou hoje o Director Adjunto de Águas da Empresa de Electricidade e Aguas da Guiné-Bissau.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné (ANG), António Saraiva explicou que houve uma queda na capacidade de produção do actual furo, que passou dos 100 m3 para 75 m3.

Perante esta situação, António Saraiva informou que adoptaram um plano de racionalização no fornecimento de água aos bairros afectados, nomeadamente Quelelé, Missira, Belém, Cuntum Madina, Alto Bandim até a conclusão das obras de construção do novo furo.

Afirmou que o novo furo vai ajudar na resolução do problema de abastecimento de águas na capital e seus arredores.

O Director Adjunto de Águas pediu compreensão e paciência aos consumidores pelos constrangimentos provocados por esta situação, cuja solução definitiva será em Janeiro de 2016. 

ANG/LPG/JAM/SG

Identificação Civil


Registo à nascença atinge 59 crianças na Maternidade do HNSM

Bissau, 22 Dez.15 (ANG) - O Director-geral da Identificação Civil, dos Registos e Notariado afirmou hoje que num período de menos de um mês já foram registadas 59 crianças nascidas na Maternidade do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM).

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné-ANG, José Alves Té disse que esta primeira fase do projecto de registo logo a nascenca abrange apenas  os hospitais do Sector Autónomo de Bissau nomeadamente o HNSM, Centro Materno Infantil e hospital de Cumura.

Informou que brevemente a campanha será alargada ao Centro de Saúde de Bandim.

O governo, em colaboração com Ministério da Justiça e da Saúde, assinaram um protocolo de acordo para que as crianças guineenses sejam registadas logo após o nascimento. 

“Este procedimento de registar criança existia outrora e era chamado de transcrição hospitalar, onde os dados eram enviados para a identificação, de seguida far-se-ia o registo de nascimento, mas actualmente a criança é registada directamente na maternidade ou no centro materno no momento da recepção da vacina,” explicou José Alves Té.

Questionado sobre as dificuldades encontradas durante este processo respondeu que em alguns casos os pais não têm nenhuma peça de identificação para confirmar o registo dos seus filhos.

José Alves Té aconselhou os agentes do registo nos hospitais a aceitarem que os pais registem seus filhos com cartão do eleitor.

O processo de registo da criança na maternidade iniciou no dia 27 de Novembro último. '

ANG/JD/JAM/SG

Debate sobre Programa de Governo


Cidadãos guineenses exortam deputados a pensarem no interesse do povo

Bissau, 22 Dez 15 (ANG) – Vários cidadãos guineense pediram aos deputados para porem de lado os seus interesses pessoais e pensarem nas dificuldades que o povo esta a passar.

Esta posição ficou conhecida hoje durante uma auscultação feita pela ANG à alguns cidadãos nacionais, a propósito do programa do governo que esta em discussão e que eventualmente, poderá ser hoje votado.

O cidadão Alancír da Silva, por exemplo, lembrou que se deve projectar o futuro do país, promovendo o desenvolvimento, a paz e  estabilidade para assim a próxima geração  poder usufruir de uma convivência pacifica.

Já a cidadã Jacira dos Santos referiu ser necessário um consenso entre os deputados para aprovar o programa de governação de modo a evitar os problemas no futuro.

"Para o bem da Guiné-Bissau, o interesse do povo  deve estar acima dos interesses de cada indivíduo", concluiu.

Por sua vez, Fernando Cá,  disse que a aprovação do programa de governação pelos deputados significa pensar no interesse do povo.

"Se o programa da governação não for aprovado, seremos nos a pagar no final de tudo. Então, assim sendo, peço aos nossos representantes para pensarem no povo", apelou Fernando Cá.

Necas da Silva, igualmente questionada, advertiu que a não aprovação do programa será um grande prejuízo para o povo e chamou a atenção dos parlamentares no sentido de promoverem um ambiente de tranquilidade ao povo guineense, através da paz e estabilidade, aspectos essenciais para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Os deputados reunidos na Assembleia Nacional Popular (ANP) cumprem o segundo dia da discussão e eventual aprovação do programa de governação do executivo de Carlos Correia.

Entretanto, o receio da população advém do facto de alguns deputados do próprio partido que sustenta o governo terem declarado que irão votar contra o documento.

Discursando segunda-feira no parlamento, Carlos Correia disse ser o mesmo programa que os mesmos deputados haviam aprovado em 2014, com o então Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira demitido em Agosto último pelo Presidente Mário Vaz. 

ANG/AALS/JAM/SG

ANP


Deputados votam hoje programa do governo  

Bissau, 22 Dez 12 (ANG) – Os deputados  votam  hoje o Programa do segundo governo do PAIGC desta nona legislatura.

Na sessão de segunda-feira, o Presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassama suspendeu os trabalhos, à pedido do PAIGC, que pediu para fazer uma concertação antes da votação deste documento de governação.

Em declarações à imprensa, momentos depois da suspensão, o líder da Bancada Parlamentar do PRS, Certório Biote, qualificou a atitude do Presidente da ANP de “antidemocrática”.

Questionado sobre o sentido de voto desta segunda maior formação política do país, Certório Biote não esclarece, mas disse que se o documento for bom para o país, será aceite pelos renovadores.

A sessão  que foi encerrada as 22H00, ficou marcada pelo desentendimento dos parlamentares do próprio PAIGC, onde militantes como Baciro Djá, Abel da Silva e Braima Camará anunciaram  que iriam votar contra o Programa do governo de Carlos Correia, “porque não foi submetido à aprovação do Comité Central do partido.

Nesta sessão estiveram presentes 96 dos 102 deputados que compõem o parlamento guineense.

ANG/QC/JAM/SG

Reabilitação do Mercado Central


Comerciantes desconhecem para quando reinício dos trabalhos

Bissau, 22 Dez 15-(ANG) - O Presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado Central  da Capital ( ASCOMC) disse segunda-feira que a Câmara Municipal de Bissau näo lhes informou da data de reinício das obras de reabilitação do referido espaco comercial.

Em entrevista exclusiva á ANG, Malam Sanhá referiu que os comerciantes do Mercado Central de Bissau sofreram enormes prejuízos com o incêndio que ali deflagrou  há  mais de dez anos  atras .

Por isso, pede ao governo para que conclua as obras de reabilitaçäo do referido mercado, por forma a que seja minimizado o sofrimento dos utentes daquele mercado, que agora exercem actividades num espaço muito pequeno.

O responsável da Associação dos Comerciantes do Mercado Central informou que muitos utentes  que ocuparam os seus lugares na chamada “Feira  de Praça” mudaram  deste  espaço  para outros locais devido as más condições higiénicas em que se encontra.

Sanhá acrescentou que  se trata de  uma  situação muito grave que precisa de ser resolvida, porque “apesar desta situaçäo os seus associados e os comerciantes em geral continuam a pagar as taxas cobradas diariamente pela Câmara Municipal de Bissau, e os impostos ao  Ministério da Economia e Finanças.

O mercado Central ficou completamente destruido na sequência de um incêndio ocorrido há já varios anos.

As obras de reabilitaçäo haviam sido começado no exercicio do governo dirigido por Carlos Gomes Junior mas tudo ficou paralisado devido ao golpe militar que depôs  Gomes Junior em Abril de 2012.

ANG/PFC/JAM/SG

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Regiões/Agricultura


Gabú beneficia de infraestruturas e materiais hidráulicas

Bissau, 21 Dez 15 (ANG) – A Organização para o Aproveitamento da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG) procedeu recentemente a entrega de infra-estruturas e materiais hidráulicas as autoridades agrícolas da região de Gabú.  

Ministro da Agricultura
Segundo o jornal Nô Pintcha, as infraestruturas entregues pelo Projecto de Melhoramento  e Gestão dos Recursos Naturais (PMVGRN) da OMGV ao departamento das florestas em Gabu, Pirada e Pitche são edifícios que irão funcionar como farmácia veterinária. 

Igualmente o projecto reabilitou os centros de saúde de Pitche e Dara, na mesma região.  Avaliado em seis mil milhões de francos CFA , o referido projecto foi financiado pelo Banco Islâmico para Desenvolvimento (BID) e o Banco Africano para Desenvolvimento (BAD).

O projecto construiu igualmente bebedores para gados, efectuou furos de água e bombagem que se alimentam de energia solar em Pirada e Pitche e reabilitou as estradas rurais que dão acesso a Pitche e Fulamory.

Presente no acto, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural ,João Aníbal Pereira disse que as infraestruturas irão minimizar as dificuldades enfrentadas pelos técnicos e a população em geral.

O governante pediu ao director da Agricultura da OMVG a inserção das acções que não foram realizadas nesta primeira fase do projecto na segunda etapa dos trabalhos.

Por sua vez, o Director da Agricultura da OMVG, Kabir Silla Sonko explicou que a construção dessas infraestruturas visa preservar os recursos naturais da Guiné-Bissau e o melhoramento de condições da vida do povo guineense.

Kabir Silla Sonko garantiu que vai continuar a apoiar o país, sobretudo ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural no quadro deste projecto. 

ANG/LPG/SG



PM pede aprovação do programa do governo para “proteger interesse nacional”

Bissau, 21 Dez 15 (ANG) – O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau pediu aos deputados para aprovarem o Programa do Governo, em discussão hoje na Assembleia Nacional, com vista a salvaguardar os interesses do país.


Durante o seu discurso que antecedeu o início das discussões do programa, Carlos Correia afirmou que com aprovação deste instrumento, o país conseguirá retomar os apoios e a confiança da comunidade internacional.

Disse ainda que o apoio da Comunidade internacional mantém-se em relação a Guiné-Bissau, mas avisa que tudo dependerá da aprovação deste programa e da estabilidade do país.

O chefe do executivo pediu aos deputados para serem coerentes, uma vez que foi o mesmo programa que haviam aprovado na vigência do anterior governo de Domingos Simões Pereira.

Por seu turno, o Presidente da Assembleia Nacional, Cipriano Cassama pediu aos parlamentares para darem o voto favorável ao programa e voltou a lembra-los que nada alterou do documento anteriormente aprovado.

“O comprometimento com o interesse público e a preocupação de introduzir no cenário político guineense a estabilidade governativa e o esforço de provar que a Guiné-Bissau é possível, defendemos que a legislatura deve chegar ao seu término”, apelou para d,e seguida indicar que, com a aprovação do programa, o ciclo político sairá a ganhar rumo ao bem-estar da sociedade guineense.

Nesta sessão estão presentes 96 dos 100 deputados do parlamento da Guiné-Bissau.

De acordo com a ordem dos trabalhos da ANP, apos a  aprovação do programa do executivo seguir-se- äo a discussão do Projecto do Código da Justiça Militar, da Proposta do Código de Trabalho e o Projecto-lei  sobre os Estatutos dos ex-Titulares dos órgãos de soberania.  

ANG/QC/SG 

Internacional


OMC regulamenta ajuda alimentar dos países ricos 

Bissau,21 Dez 15(ANG)- Os ministros do comércio dos países membros da Organização Mundial do Comércio(OMC), reunidos em Nairobi, Quénia, aprovaram uma decisão que enquadra as ajudas alimentares que os países ricos enviam aos países pobres. 

A medida visa atenuar os efeitos sobre os produtores dos países recepcionários.

 A decisão ministerial sobre a concorrência nas exportações, que contém as prescrições sobre a ajuda alimentar internacional, foi adoptada  sábado, 19 de Dezembro de 2015, durante os trabalhos da 10ª Conferência da OMC.

Essa decisão tem como fundamento o facto de que qualquer ajuda alimentar entra em competição com a produção nacional e tem efeitos sobre os preços nos mercados mundial e local.

Adicionalmente, a ajuda alimentar resultante de excedentes criados pelos subsídios agrícolas nos países doadores pode ser considerada como produto entrando no país beneficiário em dumping.

Os países que defenderam a adopção desta Decisão Ministerial, entre os quais países africanos, reconhecem que a ajuda alimentar é  "um mal necessário" quando se trata de fazer face à escassez de alimentos, devido a catástrofes naturais e a desastres provocado pelo homem, entre os quais guerras e conflitos internos.

No entanto, a ajuda alimentar pode ter efeitos negativos comerciais, causando danos à produção nos países beneficiários e em certos países exportadores.

Na OMC, a maior preocupação em torno da ajuda alimentar está relacionada com a possibilidade de que ela possa minar os meios de subsistência dos agricultores pobres, através da criação de desincentivos para os produtores locais, da inundação de produtos no mercado e da baixa consequente dos preços.

Outra preocupação para os membros da OMC está relacionada com a utilização dos excedentes de produção como meio de contornar as regras da organização sobre os subsídios à exportação.

Alguns países têm argumentado que, empiricamente, os fluxos de ajuda alimentar tendem a expandir-se durante os períodos de excedente de produção nos países doadores, e a contrair quando o nível de produção é baixo nestes países, reflectindo as origens destes programas à política agrícola doméstica dos países doadores.

Por fim, a conversão de ajuda alimentar em dinheiro - um processo conhecido como monetização - é um aspecto controverso dos programas.

ANG/Angop

Regiões


Governo promete apoio para reabilitação do Centro de Processamento de Produtos Agrícolas de Fá-Mandinga 

Bissau 21, Dez 15 (ANG) – O chefe de gabinete do Secretário de Estado de Plano e Integração Regional prometeu afirmou que o governo está disposto à apoiar a reabilitação do Centro de Processamento de Produtos Agrícolas de Fá-Mandinga (leste do país).

Augusto Gomes que falava este sábado à margem da cerimónia de início de colheita de arroz nos campos de cultivo das Forças Armadas naquela localidade disse que o governo está interessado em acompanhar esta e outras iniciativas de formação e auto sustentabilidade nas casernas.

“Vamos trabalhar com os parceiros internacionais no sentido de acompanhar o Estado Maior General das Forças Armadas(EMGFA) nesta iniciativa e torna-lo produtivo, na contribuição pela paz e no desenvolvimento do país”, prometeu.

Por sua vez, o chefe da Divisão da logística do Estado Maior General das Forças Armadas  disse que a obra em causa carece ainda de financiamentos para a sua conclusão.

“A República de Timor-Leste, através do seu representante no país, doou recentemente uma soma de cinco milhões de francos CFA para o início dos trabalhos de reabilitação desta infraestrutura, mas não foi  suficiente”, disse Mamadu Saliu Baldé.

O chefe da Divisão de Logística do Estado Maior afirmou que durante a execução das obras de reabilitação do referido Centro, o EMGFA contraiu dividas com os operários civis que realizaram os trabalhos de restauração daquela infraestrutura militar de produtos agrícolas.

Mamadu Saliu Baldé assegurou que o Centro da Produção agrícola militar tem como objetivo  melhorar a vida dos militares nas casernas e formar novos quadros nas áreas da medicina, agricultura, construção civil entre outros.

No entanto, exortou ao governo no sentido de apoiar financeiramente a conclusão das obras de reparação do edifício construído desde a época colonial.  

NG/FGS/SG

Quadra Festiva



MAI coloca cerca de mil e quinhentos agentes  nas ruas para manutenção da ordem

Bissau, 21 Dez 15 (ANG) – O Ministério da Administração Interna(MAI) vai colocar um total de 1.310 agentes de segurança em diferentes pontos do país para assegurar a manutenção da ordem durante a quadra festiva do Natal e Novo Ano.

A revelaçäo foi feita hoje pelo Comissário Nacional Adjunto das Operações e Segurança, durante uma conferência de imprensa, na qual assegurou que têm homens suficientes para a cobertura de todos os pontos da capital e do interior do país com vista a garantir a segurança das populações.

Segundo Celso de Carvalho, trata-se de uma força conjunta integrada por elementos da Policia de Ordem Pública, da Guarda Nacional, da Protecção Civil (Bombeiros), das Forças Armadas e das forças da ECOMIB.

Este responsável afirmou que o Ministério da Administraçao Interna já tem identificada  as áreas do território nacional que merecerao maior atençao  durante a quadra festiva e que constitui a tradicional operação de segurança desta época do ano.

Celso de Carvalho alerta às populações no sentido de não se alarmarem durante o momento de lançamento exclusivo de fogos de artifícios num dos lugares públicos da capital.

“Todo o cidadão flagrado sem peça de identificação ou na prática de más acções será conduzido ao posto de controlo mais próximo onde será encarcerado até ao fim das operações”, avisou.

No entanto, prometeu intolerância no que diz respeito à acidentes de trânsito, por isso exorta  aos condutores no sentido de evitarem de comunicar através de telemóvel durante a condução.

As operações de manutenção da segurança iniciadas no dia 20 do corrente mês terminarão no dia 03 de janeiro do próximo ano. 

ANG/FGS/SG

Política


Presidente da UPG defende adopção de  Pacto de Regime para salvar  país 

Bissau,21 Dez 15(ANG) - O Presidente do partido União Patriótica Guineense(UPG), afirmou que se a crise politica e instabilidade governativa prevalecer vão propor no próximo ano a adopção de um  Pacto de Regime para salvar o país.

Em entrevista à ANG, Fernando Vaz disse que  a sua formação política irá elaborar um documento no sentido de propor à todos os actores políticos e a sociedade civil a criação de um Pacto de Regime para se impor os interesses nacionais em cima de tudo e fazer arrancar o país para o desenvolvimento.

Perguntado sobre o que consistirá o referido Pacto de Regime, o líder da UPG explicou que, primeiro é preciso que todos aceitem unir sinergias para que qualquer governo eleito cumpra o mandato até ao fim e em segundo lugar fazer os guineenses cumprirem as leis da República através de uma justiça eficaz.

O Presidente da UPG disse ainda que o Pacto de Regime vai trabalhar no sentido de reconciliação dos guineenses, acrescenta
ndo a título de exemplo que muitos dos actores do golpe de Estado de 2012 continuam sob sansões e para o efeito vão propor a comunidade internacional o seu levantamento.

"Pretendemos com o Pacto de Regime  sarar todas as feridas do passado porque somos todos  guineenses e irmãos e por isso devemos deixar dessas guerras fratricidas para juntarmos as mãos  para construir a Guiné-Bissau", disse.

Instado a dizer sobre que balanço faz dos dois meses do Governo de Carlos Correia, o líder da UPG disse que é uma "banalidade total", acrescentando que um executivo sem programa não pode fazer nada.

"Um Governo só consegue de facto governar com a aprovação pela ANP do seu programa e não pode fazer nada, nem sequer nomear os directores gerais e limita apenas a fazer gestão", referiu.

Declarou que o governo de Carlos Correia está a funcionar na base de ilegalidade e a gastar o dinheiro público sem apresentação de um plano para o efeito.

"Portanto é uma ilegalidade total e o actual executivo tem que ser responsabilizado por tudo aquilo que fez até agora", afirmou. 

O líder da UPG considerou  que o foco da actual crise é o PAIGC,” devido as ambições pessoais dos seus dirigentes que nunca puseram os interesses do país no primeiro plano”.

"O povo tem que estar a pagar as facturas por causa das guerrinhas no seio do PAIGC. Foi assim durante os 42 anos da independência e a tendência é para prevalecer assim enquanto o povo continuar a apostar nesse partido", criticou.

Fernando Vaz frisou que para que o país tenha a paz, estabilidade e desenvolvimento é preciso mudar o rumo das coisas e encontrar alternativas para o poder. 

ANG/ÂC/SG