sexta-feira, 15 de abril de 2016

Desporto/Luta Livre



Augusto Midana regressa qualificado para Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro  

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) - O Atleta guineense de Luta Livre que por três vezes foi Campeão Africano da modalidade, regressou hoje à Bissau, depois de ter tomado parte no Campeonato Africano da modalidade para categoria de 74 quilos, em Argélia.

Midana conquistou a medalha de Ouro e a qualificou-se para os Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro 2016.

À sua chegada ao Aeroporto Osvaldo Vieira, Augusto Midana acompanhado de três Atletas guineenses que também tomaram parte na mesma competição e que conquistaram medalhas de Bronze, foram recebidos pelo Director-geral da Cultura, Cornélio Correia e pelo Presidente da Federação de Luta Livre, Muniro Conté.

Ao longo da Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria os atletas guineenses receberam aplausos das populações que saíram as ruas para os saudar inclusive com tambores até a sede do Comité Olímpico situada no bairro de Chão de Papel/Varela.

Numa conferência de imprensa, o Director-geral dos Desportos, Carlitos Costa mostrou-se satisfeito com as prestações de Augusto Midana e dos colegas, e garantiu que o governo vai cumprir as promessas feitas ao atleta.

“A casa e subsídio prometido ao Midana, governo está com a consciência de cumprir esta obrigação. Já está escrito  no papel, mesmo que este governo não continuasse, o seu substituto dará continuidade ao processo”, garantiu Carlitos Costa.

Por sua vez, o Presidente da Federação da Luta Livre, Muniro Conté, prometeu tudo fazer para que o governo crie melhores condições de trabalho ao Midana, para assim poder encorajar os mais novos que no futuro serão os substitutos de Midana.

O Presidente do Comité Olímpico, Sérgio Mané, manifestou a sua satisfação pela moldura humana que saiu a rua para saudar a chegada do “medalha de ouro guineense”, acto que considera de inédito.

Sérgio Mané mostrou-se confiante de que o Augusto Midana tem tudo para conquistar uma medalha  Olímpica.

“Por isso lanço um desafio à Federação e ao governo para que trabalhem no sentido do atleta manter -se em  forma até aos jogos Olímpicos de Rio de Janeiro”, disse.ANG/LLA/SG
      


Ensino Público



MEN divulga documento orientador da reforma no ensino básico
Bissau 15 Abr 16 (ANG) O Ministério da Educação Nacional (MEN) procedeu hoje a divulgação do documento orientador da Reforma Curricular do Ensino Básico (RECEB), da autoria do Instituto Nacional para Desenvolvimento da Educação (INDE) durante o encontro do Grupo Local da Educação (GLE).
Na abertura da reunião, a ministra da Educação Nacional, disse que os currículos do ensino básico não são actualizados desde os anos 90, mesmo depois da aprovação da lei de base do Ensino em 2011, que determinou os nove anos de escolaridade básica.
“Iniciou-se uma vez, mas depois, com os vários solavancos sociopolíticos, as reformas nunca chegaram a ser concluídas”, lamentou Maria Odete Semedo.
A ministra disse que no quadro desta reforma, o governo rubricou parcerias com a Fundação Caluste Gulbenkian, a Parceria Mundial para a Educação, o UNICEF e a Universidade do Minho.
 “Durante cinco dias num retiro em Canchungo fizemos um trabalho conjunto de balanços, correcções e revisões e neste momento os documentos estão prontos aguardando o despacho da ministra para a sua legalização ao nível de todo o ensino básico”, afirmou Odete Semedo.
Segundo a ministra, está igualmente pronto, o parâmetro curricular do ensino básico de 1 à 9 anos de escolaridade e neste momento está-se a fazer um trabalho de faseamento.
 “ A par disto estamos a trabalhar sobre os manuais escolares com alguns parceiros que nos prometem apoios na formação dos nossos técnicos, no domínio de elaboração de documentos e revistas ”, garantiu a ministra.
As inovações inseridas neste novo projecto curricular têm a ver com questões como a educação para a cidadania, educação ambiental, saúde sexual reprodutiva, as artes e educação musical, entre outras.
O Grupo Local da Educação (GLE) é uma organização que congrega todos os parceiros do sector do ensino. ANG/FGS/SG

Pós-Kadhafi



Líbia necessita de "Plano Marshall" para sua reconstrução

Bissau, 15 Abr 16 (ANG)- A Líbia necessita de um "Plano Marshall" para a sua reconstrução econômica, declarou quinta-feira o vice-presidente do Conselho Presidencial do Governo de União Nacional líbio, Moussa Koni.

Koni falava depois do lançamento, na capital tunisina, de um Fundo de estabilização da Líbia que recebeu uma contribuição de 20 milhões de dólares americanos de países doadores.

O Fundo foi lançado sob iniciativa do Governo de União Nacional, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela comunidade internacional em geral.

Beneficiou de contribuições da Alemanha, que prometeu 10 milhões de euros para dois anos, dos Estados Unidos (dois milhões de dólares para o primeiro ano), da Itália (dois milhões de euros para o primeiro ano), do Reino Unido (um milhão de dólares para o primeiro ano), do Qatar (dois milhões de dólares americanos), da Noruega (um milhão de dólares americanos) e da Suíça (250 mil dólares americanos).

Num tweet na sua conta pessoal, o vice-presidente do Conselho Presidencial indicou que a Líbia necessita dum projecto global que injecte grandes fundos para a sua reconstrução.
Saudou os altos responsáveis pela Iniciativa da reunião na Tunísia com vista ao apoio internacional às prioridades do Governo de União Nacional.

Segundo Koni, este encontro realizou-se num momento crítico da Líbia a níveis político, de segurança e económico, assegurando estar consciente da grande responsabilidade e da natureza dos desafios, sobretudo no que diz respeito ao contexto político e social muito complexo, bem como às condições económicas e financeiras críticas.

O "Plano Marshall" é um projecto económico, que foi lançado para a reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial, desenvolvido pelo general George Marshall, na altura chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas dos Estados Unidos.ANG/Angop

EAGB


ACOBES  insurge contra aumento de tarifas de luz e água

Bissau, 15 Abr 16 (ANG) – O Presidente da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), exigiu ao Governo a suspensão do aumento das tarifas da luz e água, anunciada recentemente pela Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB).

Fodé Caramba Sanhá que falava hoje em conferência de imprensa disse que esse aumento  vai agravar  ainda mais o custo de vida das pessoas, e terá  consequências sociais e económicas  desastrosas.

O Presidente da ACOBES disse que a EAGB teria beneficiado de 6 mil milhões de francos CFA para reestruturação e reforma da rede de transformação de energia eléctrica de forma a minimizar as perdas, mas este montante, segundo Caramba Sanha, foi mal
gerido. "Talvez por isso pretendam repor este dinheiro à custa dos bolsos dos clientes.

“Perante estes factos e mais outros, a direcção da empresa EAGB, não tem moral para, unilateralmente, proceder a qualquer reajuste estrutural  no sector da energia e águas “, disse.

Para o presidente da ACOBES, os preços da água e luz deviam ser reduzidos, “porque o preço por barril do petróleo, a nível do mundo, reduziu-se e esta a  ser comercializado por 60 dólares.

O Presidente da Acobes defende, para a recuperação dos 6 bilhões de FCA mal parados, a criação das condições de importação e conservação avultada de combustível fuel para produção, a baixo custo e o congelamento dos subsídios dos funcionários, aguardando os bons momentos da empresa. 

ANG/MSC/JAM