segunda-feira, 9 de maio de 2016

Política


PAIGC recorre à decisão judicial que invalida expulsão do Baciro Djá do partido 
 
Bissau, 09 mai 16 (ANG) – O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou recentemente  que a sua formação política já recorreu à decisão judicial do Tribunal Regional de Bissau (TRB) que invalida a expulsão do Baciro Djá, ordenada pelo Conselho Nacional de Jurisdição do partido.

Em conferência de imprensa, realizada na semana passada, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira afirmou que o colectivo dos advogados do partido já avançaram com um recurso que exige a suspensão da decisão do Tribunal Regional de Bissau.

O presidente do PAIGC disse que a decisão do TRB não surpreendeu minimamente ao partido porque tem o único propósito de desviar a atenção do partido daquilo que é o essencial no actual momento político do país.

O anúncio da decisão do Tribunal Regional de Bissau que anulou a decisão do Conselho Nacional do PAIGC de expulsar Baciro Djá do Partido foi tornado público na passada quinta-feira por Baciro Dja, em conferência de imprensa.

Segundo a sentença, produzida pelo juiz, Lassana Camará, os estatutos do PAIGC declaram que compete exclusivamente ao conselho Nacional de Jurisdição instruir, julgar os processos disciplinares relacionados com os membros ou titulares dos órgãos nacionais ou regionais do partido.
“O Conselho Nacional de Jurisdição, com base no encorajamento feito pelo Bureau Político, instruiu e julgou processo disciplinar que culminou com a expulsão do autor, quando na realidade tinha apenas competências para instruir e julgar os processos disciplinares pelas infracções cometidas pelos seus militantes”, explicou.

O Tribunal afirmou também  que os procedimentos do Conselho Nacional de Jurisdição do partido não respeitou as garantias de ampla defesa do autor, pela violação das normas estatutárias legais, o que culminou na pena de expulsão do autor.

No entanto, o tribunal Regional referiu que a competência disciplinar, os efeitos das penas, o processo e as infracções disciplinares são definidas por regulamento disciplinar a aprovar pelo Comité Central, sob proposta do Bureau Político.

“Aquele regulamento disciplinar, não existe e nunca foi proposto pelo Bureau Político e, nem naturalmente foi aprovado pelo Comité Central, como confesso e reafirmou o réu na sua douta contestação de que tais normas resultam de costume”, salientou o despacho.

Por sua vez, Baciro Djá criticou a decisão do Conselho Nacional de Jurisdição do PAIGC dizendo tratar-se de uma encomenda do líder do partido, Domingos Simões Pereira, que tem revelado uma postura antidemocrática e ditatorial.

“O que está a acontecer no partido nunca tinha acontecido antes, mesmo quando da liderança do nosso saudoso líder imortal Amílcar Cabral, que fundou o PAIGC, nunca se sentiu assim proprietário do partido”, acusou.

Este político afirmou que com este acto de justiça que acaba de ser feito pelo tribunal demonstra claramente que o presidente do PAIGC está a conduzir o partido para a sua destruição.

Porém, Baciro Djá exortou ao presidente do partido à reconciliar a família do PAIGC adotando as características de um líder partidário, ou caso contrário é o próprio partido quem vai pagar a factura.

No entanto, Baciro Djá afirmou que doravante, com esta decisão do Tribunal Regional de Bissau, irá retomar as suas funções enquanto 3º vice-presidente do PAIGC.

Indagado sobre uma possível reconciliação no seio dos libertadores, Baciro Djá disse que um líder que não é capaz de reconciliar os membros duma formação política não pode liderar um partido como o PAIGC.

“Convido ao Domingos Simões Pereira a tirar as ilações da actual crise no PAIGC, portanto em vez de pedir as eleições gerais no país pensar de uma forma humilde e ter a cultura de pôr o seu cargo partidário a disposição”, afirmou. ANG/FGS/JAM

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Brasil



Justiça decide suspender Eduardo Cunha
 
Bissau, 06 Mai 16 (ANG) - O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Teori Zavascki, suspendeu quinta-feira o mandato e a presidência da Câmara dos Deputados de Eduardo Cunha, cérebro do “impeachment” contra a Presidente Dilma Rousseff, por obstrução das investigações que o ligam ao escândalo de corrupção na Petrobras.

A sentença é uma medida cautelar e atende a um pedido feito em Dezembro pela Procuradoria-Geral da República, segundo a qual Cunha usava o cargo e a presidência da Câmara “em interesse próprio e ilícito, qual seja, evitar que as investigações contra si tenham curso e cheguem a bom termo, bem como reiterar as práticas delitivas, com o intuito de obter vantagens indevidas”.

“Não há a menor dúvida de que o investigado não tem condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de réu no Inquérito 3.983 em curso neste Supremo Tribunal Federal”, destaca o magistrado na decisão. 

A decisão não tira a Cunha a protecção por foro privilegiado, que só permite que seja julgado pelo Supremo. Cunha, de 57 anos, é o segundo na sucessão presidencial e, se Dilma for suspensa pelo Senado para iniciar um processo de destituição no próximo dia 11 de Maio, ficará em primeiro lugar, atrás do vice-presidente Michel Temer, também considerado “golpista” pela Presidente, com um plano para a derrubar, e que assim a substituiria. 

A Procuradoria detalhou 11 acções em que Cunha, deputado conservador e dono de 150 domínios na Internet com a palavra “Jesus”, actuou de forma ilícita. ANG/Público

Media



PAIGC condecora Editor do Blog “Ditaduradoconsenso" com Diploma de Mérito
 
Bissau,06 Mai 16(ANG) - O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC), procedeu hoje a entrega de um Diploma de Mérito ao jornalista e editor do Blog "Ditaduradoconsenso" pela sua contribuição   na promoção de uma Guiné-Bissau de paz e de desenvolvimento.

Durante o seu improviso, Domingos Simões Pereira afirmou que a sugestão para a criação do Diploma do Mérito veio da parte do Secretariado Permanente do PAIGC como forma de reconhecer as contribuições válidas que não só são coincidentes com os princípios e valores que os libertadores defendem, mas que vai em linha de promoção de uma Guiné-Bissau de Paz e Desenvolvimento.

"O facto de  este primeiro reconhecimento coincidir com a  figura de António Ali Silva, torna-lhe ainda mais especial", salientou o líder do PAIGC.

Afirmou que qualificou a distinção de Ali Silva de especial porque ele é indiscutivelmente um símbolo de coragem, determinação e de perseverança.

"Podemos discordar com ele em vários aspectos, como ele pode igualmente discordar connosco em muitos aspectos e momentos. Penso que é justo reconhecer a sua liberdade de pensamento, a objectividade e são esses valores que nós admiramos e devemos ser capazes de continuar a admirar em todos os cidadãos", elogiou.

Por sua vez, o Editor do blog Ditaduradoconsenso disse que é um orgulho receber a distinção das mãos do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

"Acho que o PAIGC tem sorte de ter um líder como Simões Pereira. Se notarem nunca uma crise demorou tanto no país sem que houve intervenção dos tropas", disse, afirmando que isso demonstra que existe uma vontade de incutir na cabeça dos mentores da crise de que o país precisa tudo menos essa situação.

António Ali Silva disse que a Guiné-Bissau só tem a ganhar com Domingos Simões Pereira. "Já lhe informei que no ano em curso vou completar os 50 anos e vou filiar no PAIGC como militante", prometeu a concluir. ANG/ÂC/SG