sexta-feira, 13 de maio de 2016

Fórum Económico


África tem condições para ser celeiro do Mundo

Bissau, 13 Mai 16 (ANG) - O continente africano, com metade das terras do mundo não cultivadas adequadas para a produção de alimentos, e responsável por apenas  dez por cento da produção agrícola global com um quarto das terras aráveis do mundo, pode ser, com mais investimento, o celeiro do planeta.
Esta é a conclusão a que chegaram Chefes de Estado e empresários africanos, e mais 1500 delegados de  instituições globais e regionais que participaram na quarta-feira, em Kigali, Ruanda, no Fórum Económico Mundial sobre África, que decorreu sob o lema “transformação digital”.

Os dados foram divulgados pelo presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento de África (FIDA), Kanayo Nwanze, que acrescentou que a população africana cresce anualmente 2,7 por cento e a procura de alimentos no continente deve duplicar a cada 30 anos.

Para maior e melhor aproveitamento das terras aráveis africanas, Kanayo Nwanze defendeu um trabalho conjunto para aproveitar o potencial do continente e investir nos pequenos agricultores, “a espinha dorsal da agricultura africana”.

Kanayo Nwanze falou em “oportunidades sem precedentes” para o continente, propôs mais investimentos em áreas rurais para atingir as metas de desenvolvimento e reduzir a pobreza, e o que considera “investimentos certos a ocorrerem nos próximos cinco anos” que “podiam duplicar a produtividade agrícola africana”.

Mais investimentos na agricultura podiam poupar 35 mil milhões de dólares anuais em importações e este valor podia acelerar o desenvolvimento económico de África, disse. 

Os investimentos “por si só não vão transformar o continente”, pelo que é necessário que os países africanos “promovam políticas e incentivos para estimular a produção dos pequenos agricultores”, concluiu Kanayo Nwanze.

O Banco Mundial também apresentou quinta-feira um estudo que revela que mais investimentos dos Governos africanos em redes de segurança social, para reduzir a dependência dos recursos naturais e no capital humano e físico podem reduzir a longo prazo os efeitos da seca em África.

O estudo “Confrontando a seca em terras áridas de África: Oportunidades para aumentar a resistência” propõe uma série de medidas para reduzir o impacto do fenómeno em cerca de metade e cujos resultados, anualmente, eram 5 milhões de pessoas fora de perigo nas áreas mais pobres de África.

Apresentado em Dakar, capital do Senegal, o estudo diz que grande parte da população em zonas áridas vai continuar vulnerável ao fenómeno em 2030, razão pela qual recomenda a criação de redes de segurança social e mais investimentos no capital humano e físico “para facilitar a transição gradual para uma sobrevivência menos dependente de recursos naturais”.

O documento foi elaborado com a ajuda de governos africanos, organizações regionais e multilaterais de desenvolvimento, institutos de pesquisa e ONG, que forneceram dados sobre as medidas para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência das populações em áreas áridas de África.

Os estudos do Banco Mundial e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento de África foram divulgados após um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) prever que depois de um período de forte crescimento económico a África Subsaariana vai enfrentar o segundo ano consecutivo de dificuldades.

O relatório do FMI demonstra que no ano passado o crescimento da África Subsaariana caiu para 3,5 por cento, o nível mais baixo dos últimos 15 anos, e prevê para este ano um crescimento de 3 por cento, metade da média de 6 por cento conseguida na última década.

A crise no preço das matérias-primas atingiu fortemente muitos países da África Subsaariana, refere o estudo e acrescenta que apesar da recente recuperação do preço do petróleo, os valores continuam 60 por cento abaixo dos níveis de 2013, algo considerado “sem precedentes” pelo FMI.

O estudo, que salienta que o crescimento de médio prazo na África Subsaariana é favorável devido a melhorias nos negócios e a demografia favorável, recomenda a redefinição de políticas para que esse potencial seja alcançado.

Nos países exportadores de matérias-primas, o FMI recomenda uma resposta imediata para prevenir desordens de ajuste. 

Os países da África Subsaariana, é referido no documento, necessitam conter o défice fiscal e construir uma base de impostos. 

Apesar destas medidas poderem evitar crescimento a curto prazo, o FMI acredita que novas políticas fiscais são necessárias para a região alcançar todo o seu potencial económico. 

ANG/JA

Economia


“Accões de microfinanças aumentam na Guiné-Bissau”, diz Presidente da APSFD-GB

Bissau, 13 Mai 16 (ANG) - O Presidente da Associação Profissional de Sistema Financeiro Decentralizado afirmou que nos últimos 10 anos as actividades de microfinanças conheceram avanços consideráveis nas coberturas das populações que, por várias razões, não têm acesso aos serviços do sitema financeiro tradicional.

Ivo Baldé  proferiu estas declarações durante o atelié temático de dois dias, no quadro dos 10 anos das microfinanças na Guiné-Bissau, que esta sexta-feira termina .

Este responsável a
firmou que o referido evento  visa fomentar a emergência das sociedades financeiras descentralizadas, capazes de satisfazer as necessidades financeiras da população pobre ou de baixa renda.

Em nome da organização americana “Fairness Initiative”, uma das entidades financiadoras deste seminário,  Aua Embaló salientou que o principal objectivo desta organização é ajudar a camada mais desfavorecida da população, nomeadamente os camponeses e as mulheres.

Durante dois dias, os participantes vao abordar temas como, a situação das microfinanças na Guiné-Bissau, o papel do Estado no Desenvolvimento do Sistema Financeiro Descentralizado e o estado das microfinanças na zona da UEMOA.

Nos últimos anos várias Organizações Não Governamentais na Guiné-Bissau actuam no sector das microfinanças, concedendo créditos, sobretudo às mulheres e jovens ligados as pequenas actividades económicas. 

ANG/QC/JAM/SG

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Política



Presidente da República exonera governo de Carlos Correia

Bissau,12 Mai 16(ANG) - O Presidente da República demitiu hoje o Governo liderado por Carlos Correia, através de um  Decreto Presidencial evocando a Alínea B, do número um do artigo 69º  conjugado com o número dois do artigo 104º e 70º da Constituição da República.

Segundo a RDN, o Presidente da República evocou entre outras razões para a demissão do governo, o reconhecimento da existência da imperiosa e inegável interesse de preservar a unidade e autoridade do Estado, garantir o respeito pela Constituição, repor e assegurar o normal funcionamento das instituições da República.

O chefe de Estado afirmou no Decreto ter constatado que o Governo empossado há mais de sete meses ainda não  entrou em plenitude de funções mas tem vindo a contrair dívidas , realizar despesas, emitir títulos de tesouro e a praticar actos que extravasam os limites da gestão corrente dos assuntos do Estado.

O Presidente da República alegou ainda que o governo de Carlos Correia não dispõe de um Programa aprovado pela Assembleia Nacional Popular, e que consagra uma estratégia que lhe possibilite ultrapassar a constatada incapacidade em assegurar a governabilidade mínima do país, com estabilidade e firmar compromissos com os parceiros sociais que, entre outros, permitem estancar a proliferação de greves e prevenir o risco que as mesmas representam para a paz social e superiores interesses da nação.

José Mário Vaz disse através do  Decreto que constatou  que o governo de Caros Correia tem obstruído de forma reiterada e censurável o cumprimento das decisões judiciais bem como as promoções de magistraturas do Ministério Público pondo  em  riscos a administração da justiça, autonomia e a independência judiciário.

Disse ainda que constatou-se que o governo de Carlos Correia não dispõe do apoio maioritário dos deputados da nação eleitos pelo povo e sendo expressão e emanação da vontade do parlamento e não pode substituir contra essa vontade na medida em responde politicamente perante o hemiciclo.

Disse ainda acreditar haver condições para que no quadro da configuração parlamentar resultante das últimas eleições legislativas e os deputados eleitos pelo povo se estabelecer compromissos políticos sem exclusão que permitem criar a estabilidade governativa até ao fim da presente legislatura.

É o segundo executivo constitucional do PAIGC a ser derrubado pelo Presidente da República depois do de Domingos Simões Pereira demitido à 12 de Agosto de 2015. 

ANG/ÂC/SG     

Caju


Presidente da ANAG satisfeito com preços praticados na campanha 

Bissau, 12 Mai 2016 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), considerou hoje de encorajadores, os preços praticados na compra de castanha de caju em diferentes regiões e sectores do país.

Em declarações á imprensa, Jaime Boles Gomes disse que, segundo   informações recolhidas pelos técnicos da ANAG nas regiões de Biombo, Oio e Cacheu, a castanha atingiu os 600 francos FCA por quilo, tal como no sector de Buba, sul do país. 

Acrescentou que  na zona Leste, concretamente em Bafatá, o quilo da castanha já é vendido à  650 francos.

No entanto, lamentou a fraca produção do caju este ano, mas relacionou o facto com eventuais poeiras provenientes de deserto de Shara e que provocam secas nas plantações. 

“Para melhor informação, é preciso que os conhecedores desta matéria como o Ministério da Agricultura, se pronunciem sobre o assunto”, disse o Presidente da ANAG.

De acordo com aquele responsável, tudo indica que haverá queda em termos do escoamento da castanha de caju do interior do país para a capital Bissau.

“Não acredito que este ano o escoamento da castanha de caju nesta primeira colheita, atinja os  60 ou 70 por cento, em relação ao ano passado, tendo em conta o flagelo que acima citei, ou seja a fraca produção de caju este ano”, alertou Boles Gomes.

O preço mínimo de  compra junto ao produtor estipulado pelo governo foi de 350 francos cfa, o quilo. 

ANG/LLA/JAM

   
 
   

Crise política


Presidente da República pede ao PAIGC soluçao governativa que reflicta maioria parlamentar 

Bissau,12 Mai 16 (ANG) – O Presidente da República exortou hoje ao PAIGC para a possibilidade da composição de um governo que reflicta os sentimentos maioritários do povo representado no parlamento como mellhor solução para saída da actual crise.

Em mensagem dirigida à nação depois de ter reunido com a Comunidade Internacional, líderes dos partidos políticos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, o chefe de Estado disse que, se Assembleia Nacional Popular se encontra bloqueada,  cabe aos deputados faze-la funcionar, pois para que esta legislatura chegue ao fim, não há alternativa ao diálogo.

Neste contexto, disse que cabe ao partido vencedor das eleições legislativas assumir a responsabilidade de apresentar uma solução governativa capaz de merecer a confiança política da maioria do parlamento. 

José Mário Vaz disse acreditar que ainda existem condições para que, no quadro de configuração parlamentar resultante das recentes eleições legislativas, os deputados  estabelecam compromissos políticos que permitam criar condições de estabilidade governativa até ao fim desta legislatura.

O Presidente da República manifestou-se contra a realizacao de eleicoes antecipadas tendo levantado questoes sobre suas implicações financeiras e a sua dimensão moral. 

"Eleicoes leguislativas não são o meio idóneo para resolver problemas de disciplina e coesão  interna de partidos políticos", vincou.

O chefe de Estado sublinhou que o país não dispõe de recursos financeiros próprios para custear  tal escrutineo, tendo em conta a fragilidade das suas instituições. 

Para Jose Mario Vaz não é sensato sacudir a Guiné-Bi
ssau com eleições no actual estado de crispação e de forte clivagem social.

Disse que esse dinheiro que devia ser aplicado na realização de novas eleições, seria certamente mais merecido e melhor se for investido na educação das crianças, na saúde e melhoria das condições de vida da população em geral .

José Mário Vaz disse ter registado com preocupação algumas movimentações de sectores bem delimitados da sociedade político - civil com intuito de pôr em marcha uma agenda política de caos social, tendo como objectivo a promoção da alteração da ordem constitucional para justificar e provocar as ditas “eleições gerais” antecipadas.

O Presidente da República apelou às deferentes estruturas sindicais a suspenderem as greves em curso no país, tendo em conta o estado de fragilidade e de incapacidade do governo para assumir compromissos, como forma de demonstrarem um gesto de solidariedade nacional para com o povo.

Exortou  aos guineenses em geral para manterem uma postura de serenidade democrática, muita contenção e máxima responsabilidade, abstendo-se  de prática de quaisquer actos que possam pôr em causa a paz e a coesão nacional. 

ANG/LPG/JAM/SG


  

Política


Governo acusa PR de ser mentor da crise no país

Bissau, 12 Mai. 16 (ANG) - O Governo responsabilizou quarta-feira o Presidente da República pelo clima do desentendimento prevalescente na Assembleia nacional Popular, devido ao "seu posicionamento em defesa do 15 deputados expulsos do PAIGC".

Em comunicado emitido no final duma reunião extraordinária do Conselho de Ministros na qual se analisou a actual conjuntura política, o executivo acrescenta que José Mário se tornou parte do problema e não de sua solução.

O executivo responsabiliza ao Presidente da república pelas "imprevisíveis consequências" que poderão advir da sua "tentativa de demitir" o actual executivo.

O governo sauda e felicita as forças de Defesa e Segurança pela sua “equidistância e espírito repúblicano” nesta crise "alimentada pelo Presidente da República desde Agosto de 2015 até a presente data".

Por outro lado, o Conselho de Ministros apelou as chamadas “forças vivas da nação”, no sentido de se manterem atentas e vigilantes, face a "pretensão de José Mário Vaz e seus aliados", de efectuar um “golpe de Estado institucional contra o Estado de Direito Democrático".

Finalmente, o Governo garante que está determinado em continuar à exercer a sua função de órgão administrativo supremo do país, na legalidade e  defesa dos interesses superiores do povo. 

ANG/QC/JAM/SG

Segurança interna



Governo coloca efectivos de Ordem Pública nas instituições

Bissau, 12 Mai 16 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau reforçou desde quarta-feira a segurança nalguns ministérios e instituições públicas, com elementos da Policia de Ordem Publica e da Guarda Nacional.
Desconhece-se os motivos que sustentam essa medida de colocar agentes da ordem armados em serviço permanente nessas instituicoes do estado.

Uma fonte do Ministério da Administração Interna disse  hoje à ANG que a decisão foi do executivo e visa precaver contra eventuais actos de desordens perante insistentes informações  que dão  conta de uma eventual queda do governo.

O reforço policial è mais visível nos Ministérios da Justiça e da Função Pública. 

ANG/MSC/JAM

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Nigéria



Amnistia Internacional denuncia mortes na prisão
 
Bissau,, 11 Mai 16 (ANG)- A Amnistia Internacional apelou hoje às autoridades da Nigéria para fecharem um centro de detenção para suspeitos de pertencerem ao grupo extremista Boko Haram, depois de pelo menos 149 pessoas terem ali morridodesde o início do ano.

A organização de defesa dos direitos humanos já havia denunciado anteriormente o tratamento "desumano" a que são sujeitos os detidos no centro de Giwa, no nordeste da Nigéria.

Num novo relatório publicado hoje, a Amnistia Internacional (AI) denuncia a morte, desde Janeiro, de pelo menos 149 pessoas neste centro de detenção, incluindo 12 crianças, uma delas com cinco meses.

A AI considera que a morte de crianças em "condições atrozes", quando estavam dentro de "um centro de detenção militar", é simultaneamente "comovente e horrenda".
O centro de Giwa deve "fechar imediatamente" e todos os detidos devem ser libertados ou entregues a autoridades civis, defende a AI.

O relatório da AI, feito com base em relatos de antigos detidos e de outras testemunhas, denuncia que as vítimas morrem de fome, doenças, desidratação ou ferimentos.

Em Março, estavam detidas em Giwa 1.200 pessoas, incluindo 120 crianças. O centro está sobrelotado e as condições de detenção têm vindo a piorar, resultado, em boa parte, da ofensiva militar em curso contra o Boko Harem, que levou a detenções em massa.

Os militares nigerianos nunca negaram que detêm também crianças.

A AI denuncia que todas estas pessoas são detidas e permanecem neste centro sem serem sujeitas a qualquer processo e sem terem acesso a um advogado . ANG/Lusa

Futebol/primeira liga



Sporting anuncia abandono do campeonato Nacional   

Bissau, 11 Mai 16 (ANG) – A Direcção do Sporting Clube da Guiné-Bissau, anunciou hoje que não vai participar na prova maior do futebol guineense mesmo se esse voltar a ser retomada depois de dois meses de paragem.

Em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné - ANG, o Responsável de Património da formação Leonina, Augusto Midana Sambu, disse que o Presidente do clube que liderou o campeonato até a data da sua interrupção, Hussein Fharat, decidiu que a equipa dos leões da capital vão ficar fora do campeonato porque acredita que as condições para a sua continuidade já  não são favoráveis.

“O nosso Presidente reuniu com a Direcção do clube  e com os jogadores e pediu-nos que abdiquemos  da prova e que aguardássemos a próxima época.

Segundo Midana Sambu as razoes desta decisão prendem-se ao facto de se estar já na época das chuvas e com muitas jornadas ainda por disputar.

De acordo com o responsável pelo património do Sporting, apesar de serem os mais lesados com a paragem definitiva da prova, vão prosseguir com os seus trabalhos com a finalidade de manter o ritmo do plantel para a próxima época.

Para Augusto Midana, os Leões vão participar brevemente num torneio que será organizado na Região de Cacheu, numa data por indicar,  para que os atletas não ficassem parados. 

 ANG/LLA/JAM/SG

 
 

Crise política


ANP volta a adiar a sessão para próximo dia 19 corrente mês 

Bissau, 11 Mai 16 (ANG) – A Mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP), adiou para a próxima quinta-feira, dia 19, o inicio dos trabalhos da Sessão Ordinária que deveria ter lugar hoje , sem avançar as razoes  do adiamento.

A propósito, a bancada parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), deu uma conferência de imprensa , e na pessoa de Daniel Suleimane Embalo manifestou a  sua estranheza em relação ao adiamento da sessão.

O vice líder parlamentar dos renovadores explicou  que depois dum concerto da sua bancada decidiram discordar com a decisão da Mesa da ANP, porque segundo ele “a decisão em causa devia ser da plenária”.

“A mesa da ANP, não pode tomar decisões e impô-las as bancadas, porque estas funcionam de acordo com o regimento e de mais leis do hemiciclo o que não foi o caso. Por isso, chamamos a imprensa para mais uma vez mostrar que o PAIGC e o seu governo estão a complicar o país querem paralisar todos os órgãos da soberania, n
omeadamente a Assembleia Nacional Popular “ acusou Daniel Suleimane.

Aquele político, disse ainda que, como deputados, querem que a ANP continue a funcionar de uma forma normal.

Acrescenta  que mesmo com esta decisão unilateral da Mesa, os deputados do PRS vão marcar suas presenças todos os dias no parlamento até a data do término da Sessão.

Daniel Embalo acusou aos libertadores de não quererem respeitar o Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, que anula a declaração de perde de mandatos dos 15 deputados, tendo afirmado que “estão agora a criar outros tribunais para impedir o cumprimento do mesmo”.

A Sessão parlamentar adiada foi aberta a 13 de Abril, mas até ao último adiamento os trabalhos propriamente dito dos deputados não tem podido começar devido divergências entre as bancadas sobre os temas a serem discutidos.

De um lado, o PAIGC e os 15 deputados substitutos, de outro, o PRS e os 15 deputados cuja perda de mandato havia sido declarada pela Comissão Permanente da ANP , decisão que o Supremo Tribunal de Justiça anulou através de um Acórdão.

O PAIGC faz finca pé para que se discuta em plenária  a situação dos 15 deputados alegando não ser permitido , por lei, existência, no parlamento, de deputados independentes. 

O PRS e os 15 defendem a reintegração imediata dos 15 sem demoras. 

ANG/MSC/JAM


   

 

Crise política


Ramos Horta elogia posição da FA,s guineense 

Bissau, 11 Mai 16 (ANG) - O ex-representante do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José  Ramos Horta  elogiou terça-feira as Forças Armadas guineenses pela sua posicao de neutralidade em relaçâo à crise política vigente no pais.

“Durante as situações de crise política que se verifica na Guiné-Bissau os militares estão sempre firmes e serenos nas suas posições, creio que eles continuam com o mesmo procedimento”, disejou Horta segundo a Radio ONU citada pela Sol Mansi.

Horta aconselhou as forças armadas da Guiné-Bissau à não se deixarem levar pelas influências dos políticos, e sublinhou que a crise vigente no país é uma situação que deve ser debatida numa sessão de três a cinco dias entre todos os politicos e "não apenas por algumas horas". 

O ex-representante do Secretário-geral da Nações Unidas para a Guiné-Bissau acrescentou que no referido encontro devem participar tambem os parceiros internaconais de forma a contribuirem com suas ideias no que concerne a solução para saída da crise política.

“A Guiné-Bissau deve pensar na economia do país. Assim sendo, a opção deve ser diologar para encontrar um caminho que possa conduzir a normalidade”, aconselhou Ramos Horta.

Jose Ramos Horta foi nomeado em 2013, representante do Secretário- geral das Naçoes Unidas para Guiné-Bissau, tendo na altura contribuido para ultrapassar as divergência que se verificaram depois do Golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

ANG/AALS/JAM



Justiça


Tribunal da Relação considera legal decisão da Comissão Permanente da ANP

Bissau, 11 Mai 16 (ANG) - O grupo de advogados da Assembleia Nacional Popular (ANP) da Guiné-Bissau divulgou esta terça - feira uma decisão judicial que dizem manter afastados do parlamento os 15 deputados que ameaçavam fazer ruir a maioria que sustenta o Governo. 

"O acórdão 3/2016 “do Supremo Tribunal de Justiça” perde a sua eficácia, porquanto ancorado numa decisão do Tribunal Regional de Bissau cuja incompetência vemos agora declarada", referiu a advogada Ruth Monteiro, em conferência de imprensa. 

Os advogados baseiam-se numa decisão do Tribunal da Relação de Bissau que concluiu na segunda-feira que o Tribunal Regional é "incompetente em razão da matéria e da hierarquia para conhecer matéria administrativa praticada pela comissão permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP) ”. 

Em causa está a decisão da comissão permanente que em Janeiro declarou a perda de mandato de 15 deputados do PAIGC, a pedido do partido, que os expulsou alegando indisciplina partidária - por se aliarem à oposição para derrubar o Governo. 

Por entre recursos das partes envolvidas, o Tribunal Regional de Bissau viria a mandar suspender o afastamento dos deputados, decisão que a Relação transforma agora num "ato nulo que vicia todos os actos decorrentes", sublinham os advogados. 

Segundo referem, nesta sequência, perde eficácia o acórdão 3/2016 do Supremo Tribunal de Justiça, que no início de Abril considerou inconstitucional a perda de mandato dos 15 deputados. 
Assim, concluem, mantém-se válida a decisão da comissão permanente da ANP, segundo a qual aqueles deputados perderam o mandato. 

ANG/Lusa

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ruanda

França realiza segundo julgamento sobre genocídio

Bissau, 10 Mai 16 (ANG) - Dois ex-prefeitos ruandeses começam a ser julgados hoje em Paris por sua suposta participação no genocídio ruandês de 1994 que deixou 800.000 mortos, o segundo julgamento na França pelos massacres no país africano.
Bandeira da França

 Octavien Ngenzi e Tito Barahira, que negam os factos, são acusados de ter participado directamente do massacre de centenas de tutsis refugiados na igreja de Kabarondo, uma localidade do leste de Ruanda, em 13 de Abril de 1994.

Sobre os dois homens, prefeitos sucessivos da cidade, pesam acusações de "crime contra a humanidade", "genocídio" e "prática maciça e sistemática de execuções" para aplicar um "plano com o objectivo de destruir" o grupo étnico tutsi.
  
Este julgamento, que durará oito semanas, é realizado dois anos depois do de Pascal Simbikangwa, um ex-capitão do exército ruandês condenado a 25 anos de reclusão criminal por cumplicidade em crimes de genocídio.


Em Outubro de 2015, o caso do sacerdote Wenceslas Munyeshyaka, o primeiro ruandês alvo de uma denúncia na França, foi arquivado.
       
Por sua vez, o presidente ruandês, Paul Kagame, que acusa a França de ter apoiado os responsáveis pelo genocídio, convidou recentemente Paris a "esclarecer a sua posição".


Actualmente, 26 casos relacionados ao genocídio ruandês de 1994 são instruídos na França por um grupo de investigadores e magistrados especializados em crimes contra a humanidade. Este grupo foi constituído depois de receber múltiplas denúncias contra os massacres, cujos autores se encontram refugiados na França.
             
Diferentemente do primeiro processo, que abordava os assassinatos nos postos de controlo na região natal do presidente hutu Juvenal Habyarimana, cujo assassinato foi o detonador do genocídio, o caso contra os dois ex-prefeitos se concentra na região específica de uma província.


Em Kabarondo, os massacres foram lançados num espaço limitado, entre o estádio de futebol, a prefeitura e a praça do mercado, e em tempo recorde.

Nesta localidade próxima à fronteira com a Tanzânia, os assassinatos terminaram antes do fim de Abril, com a chegada da rebelião tutsi da Frente Patriótica Ruandesa (FPR, actualmente no poder). Em Kigali, a capital, o genocídio acabou em Julho.

No total, os massacres deixaram mais de 800.000 mortos, segundo números da ONU.

"Neste segundo processo, enfrentamos um acto de genocídio muito mais concreto, com vítimas. Temos 50 testemunhas que vivem em Ruanda", declarou à AFP Alain Gauthier, presidente do Colectivo de Demandantes Civis para Ruanda (CPCR), uma associação que promoveu a maioria das investigações ruandesas.
          
Segundo a investigação judicial, Tito Barahira e Octavien Ngenzi, prefeitos de Kabarondo respectivamente em 1977-1986 e 1986-1994, são personagens chave de uma administração que se colocou a serviço dos assassinos. ANG/Angop