segunda-feira, 16 de maio de 2016

Luta contra pobreza


“Microcrédito beneficia 100 mil pessoas na Guiné-Bissau”, diz Presidente da APSFD-GB

Bissau, 16 Mai. 16 (ANG) – O Presidente da Associação Profissional dos Sistemas Financeiros Descentralizados da Guiné-Bissau (APSFD-GB) afirmou que  cerca de 100 mil pessoas já beneficiaram dos créditos, durante  dez anos das microfinanças no país.

Ivo Balde que falava  sexta-feira em Bissau, no encerramento do atelie de reflexão sobre os 10 anos de  microfinanças no país, acrescentou que o objectivo é atingir, em qualidade e quantidade, a performance dos países da zona monetária oeste africana(UEMOA) em matéria de microfinanças.

Em relação as conclusões e recomendações deste encontro de dois dias, este responsável não governamental informou que os participantes recomendaram, entre outros,  a criação de um fundo, por parte do Estado, para apoiar as microfinanças.

De acordo com Ivo Baldé, também os semi
naristas recomendaram a criacao de  um espaço de consertação entre todos os actores do sector, nomeadamente o Estado, as Organizações Não Governamentais e as instituições financiadoras.

Por sua vez, o representante do governo no acto realçou a importãncia das microfinanças na redução da pobre e acrescentou que é um sistema que mais atinge as pessoas, em relação ao crédito tradicional dos bancos comerciais.

Aniza Esteves revelou  que o governo agora  demitido, previa no Orçamento Geral do Estado deste ano, um fundo de 500 milhões de Francos CFA para apoiar as instituições de microfinanças da Guiné-Bissau.

Durante o atelier, os participantes abordaram  temas como: o Estado das Microfinanças nos países da UEMOA  e o Papel do Estado no Desenvolvimento do Sistema Financeiro Descentralizado na Guiné-Bissau. 

ANG/QC/SG

Brasil


Amnistia Internacional teme retrocesso nos direitos

Bissau, 16 Mai 16 (ANG) - A falta de diversidade no Governo brasileiro do Presidente interino, Michel Temer, é “um indício” de riscos para os direitos humanos no Brasil. 

O alerta foi dado pela Amnistia Internacional ao reagir, na sexta-feira, à composição do novo Executivo do Brasil.

“A falta de diversidade na composição do Governo, que não tem nenhuma integrante  mulher ou afro - descendente, e a extinção do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e Direitos Humanos (...) são mais um indício dos riscos de fragilização do marco institucional responsável pela garantia dos direitos humanos”, alertou.

Num texto publicado na sua página de Internet, a organização de defesa de direitos humanos “insta as autoridades brasileiras a reafirmarem o seu compromisso com os direitos humanos consagrados na Constituição de 1988”.

No texto, a Amnistia pediu ainda ao Executivo interino liderado por Michel Temer para cumprir “plenamente as suas obrigações internacionais adquiridas em virtude dos tratados de direitos humanos dos quais o Brasil faz parte”.

A Amnistia Internacional lembrou que já tinha manifestado “a sua preocupação com os riscos de graves retrocessos na agenda de direitos humanos presentes particularmente na agenda legislativa”, sobretudo os que afectam “grupos historicamente marginalizados, incluindo as mulheres, afro - descendentes, povos indígenas e comunidades tradicionais”. 

ANG/JA

Crise política


APU-PDGB acusa o Presidente da República de criar divisão no PAIGC 

Bissau, 16 Mai 16 (ANG) – O Presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) acusou o Presidente da República de criar divisão no seio PAIGC e patrocinar o aparecimento do grupo dos 15 deputados para melhor controlar a actuação do Governo.

Em mega comício realizado este fim-de-semana, dia 14 de Maio, em Bissau, Nuno Gomes Na Bian acrescenta que José Mário Vaz quer ainda controlar a Assembleia Nacional Popular para se “enraizar o regime de tirania durante o seu mandato para ficar mais confortado no poder”. 

Nuno Na Biam disse que o Presidente Mário Vaz acusou os magistrados de corrupção, esquecendo se da sua proveniência controversa. “Forçando uma maioria parlamentar de 41 mais 15, lançando a gasolina ateando o fogo e depois esconder as mãos para depois derrubar tudo e todos”. 

Disse que teria dito à José Mário Vaz que após ter assumido o cargo do Primeiro Magistrado da Nação, que num espaço de um ano, iria derrubar o Governo apoiado pelo seu próprio partido, o que acabou por se confirmar com a demissão dos  Governos de Domingos Simões Pereira e  Carlos Correia. 

Segundo o líder do APU-PDGB, o PAIGC já demonstrou que não pode governar em Democracia, por ser um partido caracterizado de “traição, calunias e invejas”. 

Nabian atacou por outro lado que,  “Um partido na posição não pode pedir pastas de governação que produzem receitas em dinheiro para se sobreviver. “Esta acção não dignifica uma formação política”, lamentou o líder APU-PDGB.

Por isso, Nuno Na Bian prometeu mobilizar os seus militantes, simpatizantes e o povo em geral para uma manifestacao de  rua até que a crise seja contida. 

Juliano Fernandes e Baptista Té, dirigentes da APU-PDGB acusam igualmente o Presidente da República de ser o motor da actual crise política porque deixou ser utilizado como uma alavanca para criar instabilidade no país. 

ANG/LPG/SG

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Financiamento



UE apoia desenvolvimento económico criativo em 22 bairros de Bissau
 
Bissau, 13 Mai 16 (ANG) - A ADPP,, a Cátedra da UNESCO de Politicas Culturais e Cooperação da Universidade de Girona, o grupo cultural Netos de Bandim e a Associação Cultural Ussoforal, com apoio financeiro da União Europeia (UE), lançam hoje em Bissau o projecto”Promoção do desenvolvimento da Economia criativa” em 22 bairros de Bissau, como vector de crescimento económico inclusivo e sustentável.

Em comunicado enviado  à ANG, a UE indica que o referido projecto, de quatro anos, visa contribuir para o desenvolvimento da Governação, politicas e praticas do sector cultural, e promover a economia  Criativa como vector  de inclusão social e económica  dos jovens da cidade.

Entre as actividades previstas, destacam-se  a formação em gestão e politicas culturais para o desenvolvimento, criatividade e inovação social, para quadros técnicos e políticos.

O projecto  prevê ainda cursos de cultura e desenvolvimento, economia criativa, artesanato, teatro, dança, pintura, historia oral e culinária tradicional, entre outras.  

ANG/AALS/JAM/SG

Política


"Presidente da República promete devolver poder ao PAIGC", afirma Domingos Simões Pereira

Bissau 13 Mai 16 (ANG) – O Presidente do Partido Africano Para a Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), afirmou que o chefe de Estado prometeu convidar os libertadores a formar o novo governo na qualidade da formacao que venceu as últimas eleições legislativas.

Domingos Simões Pereira  falava hoje à saída do encontro de auscultação dos partidos políticos com assento parlamentar promovida pelo Presidente da República.

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde adiant
ou  que pediram a intervenção do chefe de Estado no sentido de esclarecer a situação de alguns membros do Governo que estariam a ser impedidos de entrar nos seus gabinetes de trabalho.

“Lembramos ao Chefe de Estado que a governação é continuidade e que a partir da demissão o Governo os seus titulares entram imediatamente  em gestão e a não observância deste pressuposto constitucional estaríamos perante um atentado ao Estado de direito democrático", criticou.

Segundo ele, o Presidente da República prometeu informar-se melhor sobre o sucedido para depois tomar as medidas necessárias .

Por seu turno, o porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS) disse que os renovadores como formação política responsável e democrático se encontra disponível para explorar com o partido vencedor das legislativas todas as possibilidades  para a saída da crise.

Victor Pereira adiantou que esperam um governo que seja escolhido pelo PAIGC, salientando que quem tem a "faca e o queijo" na mão é o partido que ganhou as eleições, acrescentando que isso ficou claro no último discurso do Presidente José Mário Vaz e não cabe ao PRS essa iniciativa.

“O PRS alinha nas posições da saída da crise desde que estejam dentro das normas de ordem jurídica do país", disse acrescentando que há muito tempo a essa parte que o seu partido quer consenso e sempre pugnou para que a solução da crise fosse através de diálogo e não por via  judicial.

O Presidente da República recebeu igualmente os Partidos da Convergência Democrática (PCD), Nova Democracia (PND) e a União para a Mudança (UM) com o mesmo objectivo. 

ANG/MSC/JAM/SG


 

 


Saúde


Sindicatos suspendem greve e aguardam formação do novo governo

Bissau,13 Mai 16 (ANG) – Os três sindicatos do sector da saúde suspenderam a greve  observada há mais de um mês , disse hoje a ANG, Garcia Batica Sampaio, porta-voz da comissão de greve.

A suspensão foi pedida pelo Presidente da Republica, José Mário Vaz, após demitir o governo de Carlos Correia.

"Depois da composição do novo governo, os sindicatos vão apresentar as mesmas exigências para serem discutidas em conjunto com o patronato", disse Garcia Baticã Sampaio.

O sindicalista justificou que se trata duma decisão unânime dos três sindicatos do sector da saúde, pelo que exortou a   todos os técnicos de saúde a retomarem os seus postos de serviço a partir de hoje, sexta-feira.

O sector da saúde comporta o Sindicato dos Trabalhadores de Saúde(STS), dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins (Sinetsa) e de Quadros Superiores de Saúde (Sinquass).

Os sindicatos do sector de saúde reclamam, entre outros, o pagamento de 15 meses de subsídio de isolamento, 10 meses à novos ingressos e reclassificação dos técnicos promovidos, bem como a inclusão no Orcamento Geral de Estado para o ano em curso, da proposta de aumento salarial apresentada, em Dezembro último. 

ANG/LPG/JAM/SG







Demissão do governo


President do PAIGC diz que respeita decisão do PR, mas lamenta razões invocadas

Bissau, 13 Mai 16 (ANG) – O Presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou quinta-feira a noite que o partido respeita a decisão do Presidente da República em demitir o governo liderado por Carlos Correia.

Domingos Simões Pereira que falava em reação a queda do governo do PAIGC, disse, no entanto,  lamentar as razões invocadas por José Mário Vaz para demitir o executivo.

Em relação a indicação do nome ao cargo do Primeiro-ministro por parte do PAIGC, na qualidade de partido vencedor das últimas eleições legislativas, Simões Pereira garante que o farao brevemente, logo depois da reunião dos seus órgãos.

Entretanto, pediu à todos os actores políticos da Guiné-Bissau a assumirem as suas responsabilidades, com vista a resolução desta crise política.

Por outro lado, o Presidente do PAIGC condenou a alegada ordem da Procuradoria Geral da República, em proibir a partir de quinta-feira, a saida do país, do Primeiro-ministro demitido, Carlos Correia e  oito membros do seu governo.

Por sua vez, o Porta-voz do Partido da Renovação Social assegurou a imprensa que a demissão do governo de Carlos Correia significa o fim da crise política no país.

Victor Pereira acrescentou que cabe agora ao PAIGC, enquanto formação política que ganhou o último escrutínio,  formar novo executivo que garanta a estabilidade governativa.

Questionado se o PRS viabilizaria um novo governo do PAIGC, Victor Pereira afirmou que o seu partido apoia qualquer projecto de governação, desde que respeite as leis e a Constituiçao da República da Guiné-Bissau.

O Decreto Presidencial que demitiu quinta-feira o segundo governo do PAIGC da presente legislature, liderado por Carlos Correia invoca, entre outros motivos, a não aprovação  do Programa do Governo e do Orçamento Geral do Estado, desde que entrou em funções em Outubro de 2015. 

ANG/QC/JAM/SG
 

Corrupção


Nigéria dá réplica ao insulto britânico

Bissau, 13 Mai 16 (ANG) - O Presidente da República Federal da Nigéria, Muhammadu Buhari, disse quinta-feira que não quer desculpas do Primeiro-ministro britânico, David Cameron, que qualificou o seu país de corrupto, mas deseja que devolva os bens dos nigerianos corruptos no Reino Unido.

 “Não vou pedir desculpas a ninguém. O que peço é o regresso dos activos”, disse o Presidente Buhari num debate sobre corrupção realizado no Secretariado da Commonwealth em Londres.

Com essa reacção, o Presidente da Nigéria quis recordar o caso de Diepreye Alamieyeseigha, ex-governador do Estado petrolífero nigeriano de Bayelsa, que foi detido em Londres acusado de lavagem de dinheiro em 2005, mas fugiu disfarçado de mulher.

 Alamieyeseigha, que morreu na Nigéria em Outubro, deixou no Reino Unido “a sua conta bancária e bens imóveis que o Reino Unido está preparado para devolver-nos. É o que apenas peço”, disse o Presidente Muhammadu Buhari. 

“O que faria com um pedido de desculpas? Quero algo que seja tangível”, disse o Chefe de Estado.
O Presidente nigeriano participou quinta-feira em Londres numa cimeira anti-corrupção presidida por David Cameron, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, que também conta com a participação do Chefe de Estado do Afeganistão, Ashraf Ghani. 

Na terça-feira, David Cameron declarou diante de uma câmera de televisão, sem se aperceber que estava ligada, enquanto conversava com a rainha Isabel II, que a Nigéria e Afeganistão são países “fantasticamente” corruptos. 

O primeiro-ministro britânico foi apresentado na lista de personalidades que beneficiaram de contas escondidas nas “offshores” para fugirem ao fisco e esconderem dinheiro, no escândalo conhecido por “Panama Papers”. 

ANG/JA

Fórum Económico


África tem condições para ser celeiro do Mundo

Bissau, 13 Mai 16 (ANG) - O continente africano, com metade das terras do mundo não cultivadas adequadas para a produção de alimentos, e responsável por apenas  dez por cento da produção agrícola global com um quarto das terras aráveis do mundo, pode ser, com mais investimento, o celeiro do planeta.
Esta é a conclusão a que chegaram Chefes de Estado e empresários africanos, e mais 1500 delegados de  instituições globais e regionais que participaram na quarta-feira, em Kigali, Ruanda, no Fórum Económico Mundial sobre África, que decorreu sob o lema “transformação digital”.

Os dados foram divulgados pelo presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento de África (FIDA), Kanayo Nwanze, que acrescentou que a população africana cresce anualmente 2,7 por cento e a procura de alimentos no continente deve duplicar a cada 30 anos.

Para maior e melhor aproveitamento das terras aráveis africanas, Kanayo Nwanze defendeu um trabalho conjunto para aproveitar o potencial do continente e investir nos pequenos agricultores, “a espinha dorsal da agricultura africana”.

Kanayo Nwanze falou em “oportunidades sem precedentes” para o continente, propôs mais investimentos em áreas rurais para atingir as metas de desenvolvimento e reduzir a pobreza, e o que considera “investimentos certos a ocorrerem nos próximos cinco anos” que “podiam duplicar a produtividade agrícola africana”.

Mais investimentos na agricultura podiam poupar 35 mil milhões de dólares anuais em importações e este valor podia acelerar o desenvolvimento económico de África, disse. 

Os investimentos “por si só não vão transformar o continente”, pelo que é necessário que os países africanos “promovam políticas e incentivos para estimular a produção dos pequenos agricultores”, concluiu Kanayo Nwanze.

O Banco Mundial também apresentou quinta-feira um estudo que revela que mais investimentos dos Governos africanos em redes de segurança social, para reduzir a dependência dos recursos naturais e no capital humano e físico podem reduzir a longo prazo os efeitos da seca em África.

O estudo “Confrontando a seca em terras áridas de África: Oportunidades para aumentar a resistência” propõe uma série de medidas para reduzir o impacto do fenómeno em cerca de metade e cujos resultados, anualmente, eram 5 milhões de pessoas fora de perigo nas áreas mais pobres de África.

Apresentado em Dakar, capital do Senegal, o estudo diz que grande parte da população em zonas áridas vai continuar vulnerável ao fenómeno em 2030, razão pela qual recomenda a criação de redes de segurança social e mais investimentos no capital humano e físico “para facilitar a transição gradual para uma sobrevivência menos dependente de recursos naturais”.

O documento foi elaborado com a ajuda de governos africanos, organizações regionais e multilaterais de desenvolvimento, institutos de pesquisa e ONG, que forneceram dados sobre as medidas para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resiliência das populações em áreas áridas de África.

Os estudos do Banco Mundial e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento de África foram divulgados após um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) prever que depois de um período de forte crescimento económico a África Subsaariana vai enfrentar o segundo ano consecutivo de dificuldades.

O relatório do FMI demonstra que no ano passado o crescimento da África Subsaariana caiu para 3,5 por cento, o nível mais baixo dos últimos 15 anos, e prevê para este ano um crescimento de 3 por cento, metade da média de 6 por cento conseguida na última década.

A crise no preço das matérias-primas atingiu fortemente muitos países da África Subsaariana, refere o estudo e acrescenta que apesar da recente recuperação do preço do petróleo, os valores continuam 60 por cento abaixo dos níveis de 2013, algo considerado “sem precedentes” pelo FMI.

O estudo, que salienta que o crescimento de médio prazo na África Subsaariana é favorável devido a melhorias nos negócios e a demografia favorável, recomenda a redefinição de políticas para que esse potencial seja alcançado.

Nos países exportadores de matérias-primas, o FMI recomenda uma resposta imediata para prevenir desordens de ajuste. 

Os países da África Subsaariana, é referido no documento, necessitam conter o défice fiscal e construir uma base de impostos. 

Apesar destas medidas poderem evitar crescimento a curto prazo, o FMI acredita que novas políticas fiscais são necessárias para a região alcançar todo o seu potencial económico. 

ANG/JA

Economia


“Accões de microfinanças aumentam na Guiné-Bissau”, diz Presidente da APSFD-GB

Bissau, 13 Mai 16 (ANG) - O Presidente da Associação Profissional de Sistema Financeiro Decentralizado afirmou que nos últimos 10 anos as actividades de microfinanças conheceram avanços consideráveis nas coberturas das populações que, por várias razões, não têm acesso aos serviços do sitema financeiro tradicional.

Ivo Baldé  proferiu estas declarações durante o atelié temático de dois dias, no quadro dos 10 anos das microfinanças na Guiné-Bissau, que esta sexta-feira termina .

Este responsável a
firmou que o referido evento  visa fomentar a emergência das sociedades financeiras descentralizadas, capazes de satisfazer as necessidades financeiras da população pobre ou de baixa renda.

Em nome da organização americana “Fairness Initiative”, uma das entidades financiadoras deste seminário,  Aua Embaló salientou que o principal objectivo desta organização é ajudar a camada mais desfavorecida da população, nomeadamente os camponeses e as mulheres.

Durante dois dias, os participantes vao abordar temas como, a situação das microfinanças na Guiné-Bissau, o papel do Estado no Desenvolvimento do Sistema Financeiro Descentralizado e o estado das microfinanças na zona da UEMOA.

Nos últimos anos várias Organizações Não Governamentais na Guiné-Bissau actuam no sector das microfinanças, concedendo créditos, sobretudo às mulheres e jovens ligados as pequenas actividades económicas. 

ANG/QC/JAM/SG

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Política



Presidente da República exonera governo de Carlos Correia

Bissau,12 Mai 16(ANG) - O Presidente da República demitiu hoje o Governo liderado por Carlos Correia, através de um  Decreto Presidencial evocando a Alínea B, do número um do artigo 69º  conjugado com o número dois do artigo 104º e 70º da Constituição da República.

Segundo a RDN, o Presidente da República evocou entre outras razões para a demissão do governo, o reconhecimento da existência da imperiosa e inegável interesse de preservar a unidade e autoridade do Estado, garantir o respeito pela Constituição, repor e assegurar o normal funcionamento das instituições da República.

O chefe de Estado afirmou no Decreto ter constatado que o Governo empossado há mais de sete meses ainda não  entrou em plenitude de funções mas tem vindo a contrair dívidas , realizar despesas, emitir títulos de tesouro e a praticar actos que extravasam os limites da gestão corrente dos assuntos do Estado.

O Presidente da República alegou ainda que o governo de Carlos Correia não dispõe de um Programa aprovado pela Assembleia Nacional Popular, e que consagra uma estratégia que lhe possibilite ultrapassar a constatada incapacidade em assegurar a governabilidade mínima do país, com estabilidade e firmar compromissos com os parceiros sociais que, entre outros, permitem estancar a proliferação de greves e prevenir o risco que as mesmas representam para a paz social e superiores interesses da nação.

José Mário Vaz disse através do  Decreto que constatou  que o governo de Caros Correia tem obstruído de forma reiterada e censurável o cumprimento das decisões judiciais bem como as promoções de magistraturas do Ministério Público pondo  em  riscos a administração da justiça, autonomia e a independência judiciário.

Disse ainda que constatou-se que o governo de Carlos Correia não dispõe do apoio maioritário dos deputados da nação eleitos pelo povo e sendo expressão e emanação da vontade do parlamento e não pode substituir contra essa vontade na medida em responde politicamente perante o hemiciclo.

Disse ainda acreditar haver condições para que no quadro da configuração parlamentar resultante das últimas eleições legislativas e os deputados eleitos pelo povo se estabelecer compromissos políticos sem exclusão que permitem criar a estabilidade governativa até ao fim da presente legislatura.

É o segundo executivo constitucional do PAIGC a ser derrubado pelo Presidente da República depois do de Domingos Simões Pereira demitido à 12 de Agosto de 2015. 

ANG/ÂC/SG     

Caju


Presidente da ANAG satisfeito com preços praticados na campanha 

Bissau, 12 Mai 2016 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau (ANAG), considerou hoje de encorajadores, os preços praticados na compra de castanha de caju em diferentes regiões e sectores do país.

Em declarações á imprensa, Jaime Boles Gomes disse que, segundo   informações recolhidas pelos técnicos da ANAG nas regiões de Biombo, Oio e Cacheu, a castanha atingiu os 600 francos FCA por quilo, tal como no sector de Buba, sul do país. 

Acrescentou que  na zona Leste, concretamente em Bafatá, o quilo da castanha já é vendido à  650 francos.

No entanto, lamentou a fraca produção do caju este ano, mas relacionou o facto com eventuais poeiras provenientes de deserto de Shara e que provocam secas nas plantações. 

“Para melhor informação, é preciso que os conhecedores desta matéria como o Ministério da Agricultura, se pronunciem sobre o assunto”, disse o Presidente da ANAG.

De acordo com aquele responsável, tudo indica que haverá queda em termos do escoamento da castanha de caju do interior do país para a capital Bissau.

“Não acredito que este ano o escoamento da castanha de caju nesta primeira colheita, atinja os  60 ou 70 por cento, em relação ao ano passado, tendo em conta o flagelo que acima citei, ou seja a fraca produção de caju este ano”, alertou Boles Gomes.

O preço mínimo de  compra junto ao produtor estipulado pelo governo foi de 350 francos cfa, o quilo. 

ANG/LLA/JAM

   
 
   

Crise política


Presidente da República pede ao PAIGC soluçao governativa que reflicta maioria parlamentar 

Bissau,12 Mai 16 (ANG) – O Presidente da República exortou hoje ao PAIGC para a possibilidade da composição de um governo que reflicta os sentimentos maioritários do povo representado no parlamento como mellhor solução para saída da actual crise.

Em mensagem dirigida à nação depois de ter reunido com a Comunidade Internacional, líderes dos partidos políticos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, o chefe de Estado disse que, se Assembleia Nacional Popular se encontra bloqueada,  cabe aos deputados faze-la funcionar, pois para que esta legislatura chegue ao fim, não há alternativa ao diálogo.

Neste contexto, disse que cabe ao partido vencedor das eleições legislativas assumir a responsabilidade de apresentar uma solução governativa capaz de merecer a confiança política da maioria do parlamento. 

José Mário Vaz disse acreditar que ainda existem condições para que, no quadro de configuração parlamentar resultante das recentes eleições legislativas, os deputados  estabelecam compromissos políticos que permitam criar condições de estabilidade governativa até ao fim desta legislatura.

O Presidente da República manifestou-se contra a realizacao de eleicoes antecipadas tendo levantado questoes sobre suas implicações financeiras e a sua dimensão moral. 

"Eleicoes leguislativas não são o meio idóneo para resolver problemas de disciplina e coesão  interna de partidos políticos", vincou.

O chefe de Estado sublinhou que o país não dispõe de recursos financeiros próprios para custear  tal escrutineo, tendo em conta a fragilidade das suas instituições. 

Para Jose Mario Vaz não é sensato sacudir a Guiné-Bi
ssau com eleições no actual estado de crispação e de forte clivagem social.

Disse que esse dinheiro que devia ser aplicado na realização de novas eleições, seria certamente mais merecido e melhor se for investido na educação das crianças, na saúde e melhoria das condições de vida da população em geral .

José Mário Vaz disse ter registado com preocupação algumas movimentações de sectores bem delimitados da sociedade político - civil com intuito de pôr em marcha uma agenda política de caos social, tendo como objectivo a promoção da alteração da ordem constitucional para justificar e provocar as ditas “eleições gerais” antecipadas.

O Presidente da República apelou às deferentes estruturas sindicais a suspenderem as greves em curso no país, tendo em conta o estado de fragilidade e de incapacidade do governo para assumir compromissos, como forma de demonstrarem um gesto de solidariedade nacional para com o povo.

Exortou  aos guineenses em geral para manterem uma postura de serenidade democrática, muita contenção e máxima responsabilidade, abstendo-se  de prática de quaisquer actos que possam pôr em causa a paz e a coesão nacional. 

ANG/LPG/JAM/SG


  

Política


Governo acusa PR de ser mentor da crise no país

Bissau, 12 Mai. 16 (ANG) - O Governo responsabilizou quarta-feira o Presidente da República pelo clima do desentendimento prevalescente na Assembleia nacional Popular, devido ao "seu posicionamento em defesa do 15 deputados expulsos do PAIGC".

Em comunicado emitido no final duma reunião extraordinária do Conselho de Ministros na qual se analisou a actual conjuntura política, o executivo acrescenta que José Mário se tornou parte do problema e não de sua solução.

O executivo responsabiliza ao Presidente da república pelas "imprevisíveis consequências" que poderão advir da sua "tentativa de demitir" o actual executivo.

O governo sauda e felicita as forças de Defesa e Segurança pela sua “equidistância e espírito repúblicano” nesta crise "alimentada pelo Presidente da República desde Agosto de 2015 até a presente data".

Por outro lado, o Conselho de Ministros apelou as chamadas “forças vivas da nação”, no sentido de se manterem atentas e vigilantes, face a "pretensão de José Mário Vaz e seus aliados", de efectuar um “golpe de Estado institucional contra o Estado de Direito Democrático".

Finalmente, o Governo garante que está determinado em continuar à exercer a sua função de órgão administrativo supremo do país, na legalidade e  defesa dos interesses superiores do povo. 

ANG/QC/JAM/SG

Segurança interna



Governo coloca efectivos de Ordem Pública nas instituições

Bissau, 12 Mai 16 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau reforçou desde quarta-feira a segurança nalguns ministérios e instituições públicas, com elementos da Policia de Ordem Publica e da Guarda Nacional.
Desconhece-se os motivos que sustentam essa medida de colocar agentes da ordem armados em serviço permanente nessas instituicoes do estado.

Uma fonte do Ministério da Administração Interna disse  hoje à ANG que a decisão foi do executivo e visa precaver contra eventuais actos de desordens perante insistentes informações  que dão  conta de uma eventual queda do governo.

O reforço policial è mais visível nos Ministérios da Justiça e da Função Pública. 

ANG/MSC/JAM