terça-feira, 21 de junho de 2016

Segurança/MASA


Sindicato de base da empresa acusa direção de violar normas laborais

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) – O Sindicato de Base da empresa de segurança, MASA acusa a Direção da empresa de incumprimento das normas laborais em vigor no país.

Em declarações feitas hoje à ANG, o porta -voz do sindicato da referida empresa, Domingos Tamba justificou a sua acusação dando exemplo de casos de muitos funcionários que la trabalham, sem que, no entanto, tenham celebrado contrato.

Disse que a empresa MASA Segurança celebra os contratos sem que o interessado tenha acesso prévio ao manual, bem como das informações sobre os deveres e direitos.

O porta-voz do sindicato pediu o cumprimento da lei geral do trabalho, transparência no acto de assinatura de contrato laboral e a inscrição de todos os trabalhadores no Instituto Nacional de Segurança Social.

Afirmou ainda que as informações sobre os seus direitos e deveres só são transmitidas aos interessados durante o período de instrução de forma verbal, o que considera de anormal, porque é através desta forma que a direcção da empresa aplica as suas sanções disciplinares de forma “abusiva”, sem direito a defesa.

“Em 2010 a direção da empresa MASA Segurança deu-os um documento que mostra que alguns funcionários são inscritos no Instituto Nacional de Segurança Social, mas após a criação do sindicato de base, fomos aquela instituição para confirmar a inscrição e sabemos que nenhum funcionário foi inscrito nesta instituição por parte da empresa”, lamentou Domingos Tamba.

Disse que depois da criação e legalização do sindicato de base da MASA Seguranaça, enviamos a direcção uma carta informativa da existência da organização, que a partida defende os direitos dos funcionários, a direcção começou logo com retaliação sobretudo dos membros do sindicato. 

Contudo, Domingos Tamba garante que a luta vai continuar até que a direcção da empresa começa a respeitar as regras laborais, sobretudo em termos de prestação de serviço que ultrapassa oito horas diárias.

 “Os descontos das faltas a que somos sujeitos não correspondem com a nossa massa salarial, porque uma falta contraída por um trabalhador é descontada entre três mil há quatro mil francos CFA, isso é injusto, pois o salário mensal é de 50 mil”, criticou.

Domingos Tamba apelou aos funcionários desta empresa a inscreverem-se no sindicato e aos seus associados a manterem-se firme e confiantes de que vão trabalhar em defesa dos seus direitos.

Entretanto, ANG contactou a direção da empresa MaSa segurança mas este remeteu para mais tarde prestar declarações.

ANG/LPG/AC/JAM
 



segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cultura


Nigga Nbay pede homenagem ao rapper Izy-Boy

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) – O rapper guineense do agrupamento “Baloberos” Adulai Djau vulgo Nigga Nbay, apelou hoje aos colegas músicos da nova geração sobretudo do estilo rapp, para promoverem um concerto musical, em  homenagem ao colega ,Izy Boy,  falecido recentemente.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Nigga Nbay pediu a classe que organizasse um concerto para homenagear o colega, angariando fundo para apoiar a família enlutada. 
De acordo com Nigga Nbay, o seu primeiro contacto com o malogrado, foi em 2001 em Bissau, e nessa altura Izy Boy era mais experiente em termos de fazer a música, porque já vinha de um agrupamento mais maduro. 

“Aprendi bastante com ele, foi o primeiro rapper que me encorajou a escrever minhas primeiras rimas. Participava sempre nos ensaios que eu fazia com os colegas e na altura comecei dando ajuda nas falhas que tínhamos em termos de enquadrar o instrumental”, disse Nigga Nbay.

Por outro lado, o Rapper acrescentou que mais tarde com a ida dos dois colegas para o estrangeiro no mesmo ano 2001, decidiu se juntar ao falecido rapper e formaram RMB Daw Tchau, agrupamento que juntos trabalharam até a ida de Nigga Nbay para Baloberos, em 2008.

“Mas a minha saída para Baloberos nunca afetou a nossa relação, porque Izy para mim é como um irmão. Nós conhecemo-nos bem e conheço quase toda a sua família, assim como ele conhece a minha”, explicou.

Nigga Nbay informou que na altura em que decidiu ir para o agrupamento Baloberos, o falecido Izy Boy percebeu-lhe na sua decisão e continuaram as suas relações porque considerou a decisão um destino da vida”, revelou o rapper.

Para Nbay, o desaparecimento físico de Izy Boy deixou muita falta no seio dos rappers guineense, “porque é um grande combatente deste estilo e muito cedo dedicou a sua vida à esse caminho tendo enfrentado vários obstáculos e, mesmo assim, seguiu a frente até nos últimos dias da sua vida.

Izy Boy nasceu no dia 05 de Abril de 1988, foi um dos fundadores de Agrupamento RMB Daw Tcau em 2001, gravou vários maquetes em CD no agrupamento assim como ao solo, tendo falecido no passado dia 15 do corrente mês.  

ANG/LLA/AC/SG
Ban Ki-moon foi a Lesbos criticar a estratégia europeia para os refugiados: “A detenção não é a resposta”

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) -Secretário-geral da ONU alinhou com as organizações humanitárias que condenam o acordo com a Turquia. "O mundo tem a riqueza, a capacidade e o dever de estar à altura do desafio”, disse.

O secretário-geral das Nações Unidas criticou o pac
to europeu para a contenção do fluxo de refugiados durante uma visita este sábado à ilha de Lesbos, na Grécia, onde centenas de milhares de pessoas desembarcaram nos últimos dois anos para procurar asilo nos países do Norte da Europa, mas onde hoje, graças ao acordo com a Turquia, os recém-chegados são automaticamente enviados para centros de detenção sobrelotados.

“A detenção não é a resposta: deve acabar imediatamente”, disse Ban Ki-moon, recordando que, em média, todos os meses morrem 450 pessoas no Mediterrâneo — “o equivalente a dois aviões intercontinentais cheios”, sublinhou. “Vamos trabalhar em conjunto para acolhermos mais pessoas, atribuir vias legais e integrar melhor os refugiados. Reconheço as dificuldades. Mas o mundo tem a riqueza, a capacidade e o dever de estar à altura do desafio”, disse.

Durante a manhã, em Atenas, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro grego, o secretário-geral deixou um alerta à comunidade internacional, dizendo que é preciso fazer mais para ajudar a Grécia a lidar com o fluxo de pessoas e cuidar dos quase 50 mil requerentes de asilo no país, muitos deles retidos pelo fecho da fronteira com a Macedónia e em graves condições humanitárias. Quase 8500 estão em limbo legal, combatendo uma possível deportação para a Turquia.

“A Grécia não deve ser deixada para enfrentar a sós este desafio”, afirmou, ao lado de Alexis Tsipras, que lhe ofereceu um colete salva-vidas. “Devemos trabalhar em conjunto de maneira a proteger as pessoas e lidar com as causas da sua deslocação. Insisto em pedir uma melhor repartição das responsabilidades na Europa e até no mundo."

A visita do secretário-geral das Nações Unidas a Lesbos dá-se apenas um dia depois de a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras ter anunciado que vai recusar dezenas de milhões de euros em fundos europeus como protesto contra o acordo de devolução de refugiados à Turquia. “Mais uma vez, o principal objectivo da Europa não é o de dar a melhor protecção possível às pessoas, mas sim o método mais eficiente de as manter longe”, argumentou o secretário-geral dos Médicos Sem Fronteiras, Jerome Oberreit.

O acordo entre a União Europeia e a Turquia pretende devolver praticamente todos os imigrantes ilegais, requerentes de asilo e refugiados sírios chegados à Grécia depois do dia 20 de Março, sinalizando o fecho da rota pelo Egeu e desencorajando novas viagens para a Europa. A estratégia implica que todas as pessoas que desembarquem nas ilhas gregas sejam enviadas para centros de detenção, hoje sobrelotados, sem condições humanitárias e onde já vários requerentes de asilo se tentaram suicidar.

Todos têm o direito de pedir asilo na Grécia, mas a esperança de Bruxelas é que os tribunais recusem protecção pelo menos a cidadãos sírios, a única nacionalidade não europeia a quem a Turquia se dispõe a dar um estatuto equivalente ao de um refugiado. Isto apesar de todos os relatos de decisões de asilo ilegais, maus-tratos, tortura e expulsões da Turquia, e até de homicídios de soldados turcos na fronteira com a Síria.

“Os líderes europeus deviam olhar para o chão em vergonha só pelo facto de ser precisa uma visita de Ban [Ki-moon à Grécia]”, escrevia a Amnistia Internacional na quinta-feira, antecipando a viagem do secretário-geral da ONU: “Isto diz muito dos defeitos trágicos do acordo de migração da UE e Turquia, assinado com grande pompa há três meses.”

Os líderes europeus regozijam-se com a queda abrupta no número de novas chegadas à Grécia — antes do fecho da rota do Egeu, desembarcavam quase 1500 pessoas por dia em ilhas gregas como Lesbos; hoje, o número não ultrapassa os 50. Mas a redução de travessias deve-se também ao encerramento da fronteira com a Macedónia e a uma grande operação de combate ao tráfico humano do lado turco.

De resto, o próprio acordo enfrenta obstáculos que lhe podem ser fatais, como, por exemplo, o recente impasse diplomático entre Bruxelas e Ancara sobre a lei antiterrorismo da Turquia, que o Presidente Recep Tayyip Erdogan parece pouco disposto a alterar, e que está a impedir que a UE possa liberalizar as viagens para cidadãos turcos no espaço europeu.

Enquanto não avançam as contrapartidas — ou até parte dos 6000 milhões de euros que Bruxelas prometeu em assistência humanitária —, os ferries devem continuar parados. Só 562 pessoas foram até agora transferidas da Grécia para a Turquia depois de 20 de Março, na sua maioria imigrantes paquistaneses. No que diz respeito aos refugiados sírios — a Europa deve receber uma pessoa por cada que reenvie — só 31 fizeram a viagem de regresso à Turquia. 

ANG/Publico

Comercialização de Caju


Ministro do Comércio promete viaturas para  reforço da fiscalização na zona norte

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) - O ministro do Comércio e Artesanato promete por a disposição dos agentes de fiscalizaçãoda comercialização da castanha de caju da zona norte do país  duas viaturas para melhor controlo da fuga da castanha” nas linhas fronteiriças.

Em declarações á imprensa, no último fim de semana durante a visita que efectuou as localidade de Farim, Ingoré, São Domingos e Varela, António Serifo Embalo disse que a sua deslocação visa  acompanhar de perto as dificuldades com que os agentes do Ministério do Comércio se depararam nos seus postos  de controlo nas  zonas fronteiriças do país.

O governante acrescentou que durante a visita constatou enormes dificuldades principalmente no que se relaciona a disparidade na distribuição de subsídios e produtos alimentares aos agentes fiscalizadores, tendo prometido resolver a situação o mais rapidamente possível.

O ministro do Comércio e Artesanato assegurou que serão criadas as condições mínimas para travar o contrabando da castanha de caju nas zonas fronteiriças. 

ANG/PFC/AC/JAM/SG

“Crédito mal parado”


Conselho de ministros rescinde contrato com bancos comerciais

Bissau, 20 Jun 16 (ANG) - O Conselho de ministros rescinde contrato celebrado entre o demitido governo de Carlos Correia e bancos comerciais e que visam a  compra de créditos mal parados contraidos  pelo sector privado.

A decisao foi tomada na ùltima reuniäo do Conselho de Ministros realizada em Bissau.

Segundo o Porta-voz do governo, Aristides Ocante da Silva, ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, a decisao visa salvaguardar as relaçöes economicas estabelecidas com os parceiros economicos internacionais.

Fontes citadas pelo jornal estatal Nô Pintcha, ediçäo de quinta-feira referem que o FMI havia desaconselhado ao governo a compra desses créditos mal parados de entidades privadas no valor de 34 mil milhões de francos cfa.

Como consequência da medida governamental, segundo o jornal, o FMI decide não desbloquear o apoio financeiro no valor de 24 milhöes de dolares que tinha decidido conder à Guiné-Bissau. 

ANG/RTP/Africa

Futebol/Eleições na Federação


Candidato derrotado Bubacar Conté não reconhece derrota

Bissau,20 Jun 16 (ANG) - O candidato derrotado nas eleições na Federação de Futebol da Guiné-Bissau realizada Sábado, afirma não reconhecer o resultado do escrutínio, ganho pelo presidente cessante, Manuel Nascimento Lopes (Manelinho).

Bubacar Condé disse, em declarações a imprensa, que “a suposta vitória do presidente cessante Manuel Nascimento Lopes significa o adiamento para os próximos quatro anos, do futuro do futebol guineense”, 

Bubacar Conté considerou que o grande derrotado é o futebol guineense.

"Entendemos que o futebol guineense precisava de uma grande revolução. Foi por causa disso que engajamos para vermos, se de facto, conseguiriamos mudar o rumo das coisas e anomalias que se verificam no seio do nosso futebol", disse.

Bubacar Conté afirmou que não reconhece o resultado devido as irregularidades verificadas na sede da Federação de Futebol durante o acto da votação.

Para o candidato reeleito para um mandato de quatro anos, Manuel Irénio Nascimento Lopes, não houve vencido  nem vencedor . Disse que  foi a Guiné-Bissau que ganhou.

"Quero felicitar o meu país porque sem ele nem eu na minha pessoa e ninguém conseguiria trabalhar para a concretização do evento que culminou na minha vitória", elogiou.

O reeleito Presidente da Federação da Futebol da Guiné-Bissau felicitou igualmente ao Presidente da República, Governo e todas as pessoas, em particular o povo da Guiné-Bissau bem como todos os presidentes dos clubes que o apoiaram e estiveram ao seu lado nos momentos muito difíceis.

Manuel Irénio Nascimento Lopes obteve 32 votos contra 15 do seu rival Bubacar Conté, actual Presidente da Liga de Clubes, na segunda volta das eleições na Federação de Futebol da Guiné-Bissau. 

ANG/ÂC/SG

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Futebol/Eleições na Federação



Presidente do Sport Bissau e Benfica espera do vencedor a dignificação do futebol guineense

Bissau,17 Jun 16 (ANG) - O Presidente do Sport Bissau e Benfica disse esperar que qualquer candidato que ganhe eleições na Federação de Futebol da Guiné-Bissau traga mudanças para melhor em tudo quanto  diz respeito a organização do futebol nacional.

Sérgio Marques, em entrevista exclusiva à ANG em jeito de antevisão do escrutínio na Federação de Futebol, prevista para este sábado, afirmou que o futuro Presidente da Federação deve zelar para que não haja jamais a paragem do campeonato nacional, que aposte nas infraestruturas desportivas com realce para construção de novos campos de futebol, melhorias de condições de clubes do interior, entre outros.

"Tem que haver uma aposta na formação da camada juvenil através da realização de campeonatos de escalões infantis, juvenis e juniores, de uma forma mais organizada e mais profissional, e fundamentalmente que a Federação apoie os clubes", desejou.

Sérgio Marques ainda disse esperar que o futuro Presidente da Federação seja capaz de organizar o futebol de uma vez por todas para que se possa ter atletas com capacidades de jogarem futebol e dignificar o país.

O Presidente do Sport Bissau e Benfica sublinhou que chegou a hora de se fazer essa mudança atendendo que se está no momento de eleições e de escolha.  

ANG/ÂC/SG

Finanças


Novo ministro das Finanças promete se  empenhar para evitar suspensão de apoios do FMI 
 
Bissau, 17 Jun 16 (ANG) – O novo ministro da Economia e Finanças , Henrique Horta dos Santos promete empenhar-se para   que o Fundo Monetário Internacional (FMI) não suspenda  os seus apoios à Guiné-Bissau.

Segundo o jornal No Pintcjha, Horta dos Santos fez essa promessa em declarações à  imprensa, no âmbito de visitas que fez recentemente às instituições sob sua tutela.

 A promessa do ministro esta relacionada à informações avançadas pelo Nô Pincha citando a agência inglesa Reuters, segundo as quais o FMI decidiu suspender os seus apoios à Guiné-Bissau devido a compra pelo  governo  liderado por Domingos Simões Pereira, de créditos de privados junto aos bancos comerciais .

O jornal refere que a compra dos considerados “créditos mal parados” haviam sido desaconselhada ao governo , que, na pessoa de Domingos Simões Pereira terá justificado que tal medida era necessária para evitar a falência do sector privado. Em causa estão 34 mil  milhões de francos cfa.

Para o FMI, segundo a jornal, a medida apenas beneficiou os empresários mais ricos tanto nacionais como estrangeiros, em detrimento de melhorias da situação das infraestruturas e da redução da pobreza.

As condições do FMI para a retoma de financiamentos  ao país, segundo o jornal, passa pela apresentação, pelas autoridades, de um novo orçamento Geral de Estado para este ano, levando em conta o apoio orçamental perdido.

“Até lá o FMI não vai desembolsar quaisquer parcelas de crédito pendentes, tal como previsto anteriormente, disse Oscar Melhado, representante residente do FMI, citado pelo jornal.

 Em Junho de 2015, O Fundo Monetário Internacional aprovou um empréstimo de 24 milhões de dólares à Guiné-Bissau para ajudar o Estado a sair da crise.

Em reacção à esta notícia, o ex-ministro da Economia e Finanças do governo demissionário, Geraldo Martins considerou de falsas as informações sobre a suspensão dos desembolsos do FMI ao país, alegando que decisões desta natureza só são tomadas pelo Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional.

Martins acrescentou que o FMI reuniu o seu Conselho de Administração a 10 de Junho mas que nada tinha sido referido sobre a Guiné-Bissau.

O ex-governante disse  que o FMI faz um balanco positivo de diferentes programas com a Guiné-Bissau mas que terá chamado a atenção às autoridades de que o resgate aos bancos, efectuado em 2015, colocaria em risco todo o programa.

ANG/FGS/SG