terça-feira, 19 de julho de 2016

“Carga desconhecida”


“Avião com proveniência e carga desconhecida aterra em Bissau”, diz presidente do PAIGC
 
Bissau,19 Jul 16(ANG) - Um avião com proveniência e carga desconhecida aterrou numa madrugada da última semana no aeroporto de Bissau, disseram segunda-feira à Lusa diferentes fontes diplomáticas, após uma denúncia feita no sábado pelo ex-primeiro-ministro e líder do PAIGC.

Domingos Simões Pereira alertou para a entrada no país de um "avião fantasma" com carga desconhecida e que foi recebido pelo chefe da casa civil da Presidência guineense.

A denúncia foi feita numa conferência de imprensa do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das eleições legislativas de 2014 na Guiné-Bissau, mas arredado do poder.

"Queremos explicações sobre a real proveniência e carga do avião fantasma que recentemente visitou o nosso país, tendo sido recebido pelo chefe da Casa Civil da Presidência", refere-se num documento distribuído pelo partido aos jornalistas.

Questionado sobre o assunto após a conferência de imprensa, Domingos Simões Pereira insistiu na necessidade de haver esclarecimentos.

"Num Estado de direito, sempre que há a chegada ou saída do território nacional de entidades com patentes e bandeiras de outra nacionalidade, fazem-no sob duas coberturas: ou há um contrato comercial que permite a vinda regular dessa entidade ou tem que haver uma entidade política que se responsabiliza para esse efeito", referiu.

Ou seja, o assunto "não pode ficar no abstrato, sem que ninguém saiba do que se trata", concluiu.

A Lusa tentou obter uma reação por parte da Presidência guineense, que remeteu eventuais esclarecimentos para mais tarde. 

ANG-Lusa

III edição jogos da CPLP



“Ausência da Guiné-Bissau nos jogos prejudica o pais”, diz Secretário-geral do Ministério dos Desportos
 
Bissau,19 Jul 16(ANG) A ausência da Guiné-Bissau dos Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) prejudica o desporto do país, disse hoje à Lusa o Secretário-geral do Ministério da Juventude, Cultura e Desporto, José da Cunha.


"A ausência nos jogos da CPLP tem sempre custos enormes para o nosso desporto", referiu.

Mesmo reduzindo de 94 para 40 o número de pessoas que integrariam a delegação guineense, não foi possível encontrar fundos no Ministério das Finanças, disse o secretário-geral, que lamenta a situação.

Os jogos que arrancaram no domingo e decorrem até dia 24, em Cabo Verde, constituem a terceira edição consecutiva em que a Guiné-Bissau não toma parte: o país não participou nos jogos de Moçambique, em 2012, nem de Angola, em 2014.

Além dos jogos em si, o secretário-geral do Ministério do Desporto guineense lembrou que, à margem dos eventos desportivos, os países lusófonos aproveitam para "afinar estratégias em termos de cooperação" ao abrigo da conferência dos ministros.

O encontro de governantes teve lugar entre sábado e domingo na ilha do Sal e é um momento de assinatura de protocolos multilaterais entre os titulares das pastas do desporto do espaço lusófono, lembrou José da Cunha.

 ANG/Lusa

Justiça

 Politólogo considera frágil a consistência do Acórdão nº 4 do Supremo Tribunal de Justiça
Bissau 19 Jul. 16 (ANG) - O politólogo guineense, Rui Jorge Semedo considerou segunda-feira de frágil a consistência e o argumento do Acórdão nº 4 do Supremo Tribunal de Justiça, sustentando que pode conduzir o país para um risco imprevisível.

Numa análise feita à Radio Sol Mansi, sobre o referido acórdão, Rui  Semedo disse que o país está em risco porque, o posicionamento do Supremo Tribunal de Justiça não levará a Guiné-Bissau à estabilidade parlamentar, nem política governativa, por isso, deve haver diálogo que incluirá o PAIGC como partido vencedor das últimas eleições legislativas.

“Como cidadão nacional, acho que o Presidente da República devia redobrar os esforços, sobretudo, aceitar a proposta de incidência parlamentar apresentada pelo PAIGC em que podia fazer parte o PRS e os 15 deputados que continuariam a fazer parte da bancada dos libertadores. Essa poderia ser a solução mais próxima à estabilidade “ , considerou o politólogo.

 Semedo disse, por outro lado, que o posicionamento do Supremo Tribunal de Justiça  deu garantias ao governo liderado por Baciro Djá para  funcionar na sua plenitude, uma vez que o país vivia momentos de indefinição.

Jorge Semedo considerou de perigo a manipulação do poder judicial por quem quer seja ou a favor de alguém ,“porque  pode criar graves problemas a democracia”.

Falando sobre o programa de governação denominado “Terra Ranka “ que o PAIGC promete defender até as ultimas consequências Rui Jorge Semedo admitiu que é normal, apesar de que no âmbito politico a governação é continuidade e no plano jurídico, será mais uma batalha para os libertadores.

O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a Constitucionalidade da decisão do Presidente de voltar a nomear Baciro Djá, Primeiro-ministro. No Acórdão tornado publico sexta-feira passada o Supremo sustentou a sua decisão com o facto de ter havido mudanças no parlamento em consequência da expulsão de 15 deputados que, em consequência, fez o PAIGC perder a maioria que detinha.
ANG/ MSC/SG

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Acórdão

Supremo Tribunal de Justiça considera Constitucional Decreto que nomeia atual Primeiro-ministro
 
Bissau, 18 Jul 16 (ANG) – O Supremo Tribunal de Justiça de Bissau considerou de constitucional o decreto presidencial número 02/2016, que nomeou Baciro Djá para o cargo de primeiro-ministro. 

A decisão consta de um acórdão datado de  14 do corrente, produzido e aprovado por sete dos 10 juízes conselheiros, e que confirma, a não inconstitucionalidade do Decreto número 02/ 2016 de 26 de maio do ano em curso.  

A declaração da Constitucionalidade da nova nomeação de Baciro Dja é sustentada com o facto de ter havido alterações no quadro parlamentar com a expulsão dos 15 deputados do PAIGC.

“As vicissitudes político-institucionais que abalaram o Estado, com incidência particular na Assembleia Nacional Popular, provocadas pela expulsão dos 15 deputados, vieram, necessariamente, a alterar o “status quo”, potenciando a configuração da possibilidade de um novo quadro parlamentar que se projectou no sentido de obrigar  a que o chefe de estado, na qualidade de garante do funcionamento regular das instituições  da Republica promovesse diligências conducentes a viabilização da estabilidade governativa, no quadro parlamentar”, refere o Acórdão de 28 páginas.

Neste caso, refere o Acórdão, o Presidente da Republica não tem que assegurar-se necessariamente pela existência previa de acordos e ou pactos, ex-ante ou a posteriori, uma vez que o contexto especifico deve optar-se por soluções consideradas pela Constituição da Republica, que se afigura mais adequada para o pais.

Para o Supremo Tribunal de Justiça, …tendo em conta os resultados eleitorais… não significa, necessariamente, o recurso exclusivo ao partido vencedor das eleições, “sendo crucial que este seja  o primeiro a ser convocado para a procura  de solução governativa estável mas nunca esgotando-se nele”.

ANG/JD/JAM/SG

Campanha de caju



Equipas de fiscalização apreendem cerca de 23 toneladas de castanha e 300 bicicletas

Bissau, 18 Jul 16 (ANG) – As equipas de fiscalização da Inspeção-geral do Comercio já apreendeu cerca de 23 toneladas de castanha de caju e 300 bicicletas usadas no transporte do produto para o Senegal, através de vias clandestinas nas zonas do sector de São-Domingos. 

Segundo o Inspetor-geral do Comércio, em entrevista  ao Jornal “Nô Pintcha”, o país já exportou mais de 40 mil toneladas da castanha de caju desde o início do processo em Junho.

O Inspetor-Geral mostrou-se preocupado quanto ao objetivo de alcançar a previsão que apontava para a exportação de 200 mil toneladas anunciada na abertura da presente campanha de comercialização de caju, devido a instabilidade governativa, a fraca produção de caju e ao persistente desvio da castanha nas diferentes vias de controlo das fronteiras.

Apesar destas e outras dificuldades, Carlos Manuel Biaguê garantiu a determinação da actual direcção de  tornar a presente campanha num êxito.

Em caso de impossibilidade de atingir a previsão, o Inspetor- geral do Comércio disse estar esperançado em alcançar pelo menos o volume de exportação da campanha do ano passado, cerca de 180 mil tonelada.

Nesta perspetiva, o Ministério do Comércio reforçou o controlo, atribuindo duas viaturas à equipa de inspeção na região de Oio, cobrindo os sectores de Farim, Ingoré e Bigene, com o propósito de estancar a fuga da castanha para vizinha República do Senegal.

Aquele responsável advertiu que qualquer infração ou violação de normas resulta, simplesmente, na confiscação do produto apreendido a favor do Estado.

Em relação ás dificuldades no âmbito da fiscalização, Carlos Biaguê apontou a falta de colaboração por parte da população que não tem estado a denunciar actos ilegais, e também a insuficiência de meios de transportes para facilitar a deslocação dos agentes de fiscalização para áreas vulneráveis.

ANG/LPG/AC/SG

Uniao Africana


Cimeira de Chefes de Estado inaugura passaporte africano

Bissau, 18 Jul 16 (ANG) - Os primeiros passaportes da União Africana (UA) foram entregues domingo aos Chefes de Estado presentes na 27ª cimeira da organização continental, que decorre em Kigali, Ruanda.

 Os documentos foram entregues de forma simbólica aos  presidentes do Rwanda, Paul Kgame e do Tchade, Idris Sabry, pela presidente da Comissão da UA, Dlamini Zuma. Os utentes desses passaportes poderão circular pelos países africanos sem necessidade de visto, cumprindo assim com um dos objectivos da agenda 2063 referente à  integração do continente.

Apelos ao fortalecimento da unidade no continente, ao cumprimento da agenda 2063 e à  aposta na juventude pelos líderes africanos presentes no evento marcaram a cerimónia de abertura da cimeira. 

Discursando na abertura do conclave, o Presidente do Rwanda, Paul Kagame, apelou ao espírito de solidariedade no continente, com vista a alcançarem os objectivos preconizados nos ideais do pan-africanismo.

Paul Kagame pediu aos homólogos africanos para que, na cimeira, se preocupassem mais com as questões prioritárias do continente, ao invés de perderem tempo em assuntos que em nada contribuem para o fortalecimento da organização e de África.  

“Devemos aproveitar as nossas cimeiras para definirmos as nossas prioridades e decidirmos como resolver os nossos problemas, pois África está a levantar-se”, referiu o Chefe de Estado anfitrião.

Na ocasião, a presidente da Comissão da União Africana, Dlamini Zuma, assegurou que estão criadas as condições para que a presidência da organização seja assumida pela República Centro Africana. 

Dlamini Zuma destacou a importância do passaporte da União, o qual considerou um passo fundamental no processo de integração do continente e livre circulação dos cidadãos. 

 Após fazer uma retrospectiva sobre o trabalho realizado durante o seu mandato, a presidente da Comissão da União Africana realçou que ainda existem tarefas por cumprir.  

O presidente em exercício da União Africana, Idris Debry, condenou o retorno das hostilidades no Sudão do Sul, que já causaram a morte de 300 pessoas. Apelou para a necessidade da UA trabalhar com urgência na criação de mecanismos de paz e segurança no continente.  

A presidente da  União Panafricana da Juventude, Franci Muyomba, apelou aos Chefes de Estado para aprovarem a criação de um fundo de apoio aos jovens empreendedores. “É imperioso que os líderes africanos apostem no empreendodorismo, que tem contribuído para a geração de empregos e na melhoria das condições de vida de muitos cidadãos no continente”, reconheceu.  

Ao intervir na cerimónia, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Moahamud Abas, condenou os actos de terrorismo perpetrados em França e manifestou disponibilidade de contribuir para o combate a este fenómeno que ceifa a vida a muitos cidadãos inocentes.

Moahamud Abas advogou, de igual modo, a necessidade de África reforçar a solidariedade com a Palestina, destacando o apoio prestado pelos países africanos à  causa palestiniana.

A Guine-Bissau participa nesta Cimeira com uma delegação chefiada pelo Presidente Jose Mario Vaz.

ANG/JA

Acórdão



Presidente do PAIGC diz que o partido vai aceitar decisão do Supremo Tribunal da Justiça 

Bissau,18 Jul 16 (ANG) - O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo -Verde (PAIGC), afirmou que vão aceitar a decisão do Supremo Tribunal da Justiça da Guiné-Bissau, contudo, acusou aquela instituição de traição à democracia.

Domingos Simões Pereira falava em conferência de imprensa realizada este fim-de-semana na sede dos libertadores, em reação ao acórdão nº 4 do Supremo Tribunal de Justiça, publicado na semana passada e que considerou de constitucional o Decreto Presidencial que nomeou, em Maio deste ano, o Baciro Dja para o cargo de Primeiro- ministro.    

 O líder do PAIGC questionou de como é possível ser o mesmo Tribunal que em cerca de um ano foi contundente e pedagógico na sua deliberação, voltar à trás e desta feita seguir outro caminho, ignorar e até ridicularizar a sua decisão anterior.

Simões Pereira disse que todos os políticos devem respeitar as resoluções judiciais, pelo que o seu partido também irá aceitar o veredito do STJ, mas lamenta a contrariedade assumida pelos juízes na apreciação do assunto.

“Se um acórdão não anula a outra, penso que deve ser a própria justiça que é a Câmara onde se toma a providência de esclarecer como é que as entidades vão respeitar os dois postulados”, questionou Domingos Simões Pereira.

Afirmou que a interpretação feita pelos juízes para fundamentar o acórdão tornado público na sexta-feira ,“trai a democracia”, por se ancorar em tudo menos no direito e na justiça. 
Adiantou que cada parágrafo deste acórdão dá para suspirar e bradar aos Céus com a qualidade de montagem e de destorção da realidade que encerra.

A Primeira nomeação de Baciro Dja, em Setembro de ano passado foi considerada de inconstitucional pelo Supremo Tribunal de Justiça. 

ANG/LPG/AC/SG