segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Data da Independência Nacional



 Presidente do PRS considera 24 de setembro de “património de todos os guineenses”

Bissau, 26 Set 16 (ANG)O Presidente do Partido de Renovação Social considera o dia 24 de setembro de “património de todos os guineenses”, por dar origem a “um país soberano e uma nação livre que respeita os direitos humanos”.

Alberto Nambeia
Na sua mensagem, por ocasião da comemoração este ano, do 43º aniversário da Independência da Guiné-Bissau, Aberto Nambeia afirma entretanto, que a data deve constituir, causa de reflexão “profunda” que permita tirar ilações da história e “inferir ideias novas e energias positivas, no estrito respeito da soberania, Constituição da República e o desenvolvimento”.

 “ Hoje, como há 43 anos, temos de ser dignos da Pátria que os Combatentes da Liberdade criaram e de estarmos a altura dos novos tempos, isto é, de, em democracia, respeitar sempre a lei, promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento, para que a geração vindoura esteja orgulhosa dos nossos actos”, afirma Nambeia. 

Referindo as sucessivas crises políticas que marcaram o país desde a sua independência, este político disse que interpela aos guineenses “a dinâmica da transformação de um “status quo” que teimosamente ainda prevalece, manchando, sobremaneira, o glorioso passado daqueles que sacrificaram as suas vidas, os quais o PRS rende eternamente a sua justa homenagem”.

Por fim, o Presidente do Partido da Renovação Social pede aos militantes e simpatizantes desta formação política e a “todos” os guineenses a estarem orgulhosos daquilo que apelida de “Grande Dia”. 

A Guiné-Bissau, ex-colónia portuguesa situada na costa ocidental do continente africano, declarou a sua independência (unilateralmente) a 24 de setembro de 1973, no sector de Boé, região de Gabú, leste do país.

No entanto, esta primeira colónia portuguesa independente em África, só veio a ser reconhecida a sua independência, por parte de Portugal, um ano mais tarde, ou seja, a 10 de Setembro de 1974.
ANG/QC/SG

Dia da Independência


“Sarar feridas e aprender com o passado”, foi a recomendação unanime de algumas personalidades presentes na cerimónia

Bissau, 26 Set. 16 (ANG) – Algumas personalidades presentes nas comemorações do Dia da Independência afirmam que os guineenses devem sarar as feridas e aprender com lições positivas do passado.

Serifo Nhamadjo
Em auscultações feitas pela ANG, o ex-Presidente da República, Manuel Serifo Nhamadjo afirmou que a construção de uma Nação é um processo com altos e baixos, salientando que o momento que o país está a enfrentar precisa de muita reflexão para que os guineenses possam aprender com os erros do passado na construção do futuro da Guiné -Bissau.

Salientou que cada momento na vida deve ser de um determinado desafio e que requer uma nova estratégia.

Braima Camará
“E este é o momento ideal para pôr na prática as estratégias propostas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e assumidas pelos guineenses para num diálogo franco e sincero para encontrar uma solução na perspectiva de ultrapassar a crise que o país está a viver.

“Mas como frisei, a construção de um país é um processo e haverá sempre avanços e recuos embora não tenhamos razão de estar a queimar as etapas porque podíamos ter aprendido com os erros do ano passado “disse Nhamadjo.

Por seu turno, o conselheiro especial do Presidente da República e um dos 15 deputado dissidentes do PAIGC, Braima Camará disse que 24 de Setembro é uma data histórica, salientando que a mesma deve servir de uma reflexão profunda e que todos os filhos da Guiné-Bissau devem pôr as mãos na consciência e refletirem nos sucessivos problemas que o país passou até hoje.

“Durante todos estes anos desperdiçamos tempos em conflitos. Pergunto o quê que os guineenses ganharam e qual será a melhor estratégia para conseguirmos ter a paz, estabilidade e entendimento entre todos os filhos da Guiné-Bissau “ frisou.

Para Braima Camará, os 43 anos independentes devem ser encarados com muito orgulho, satisfação, aceitando um diálogo sincero entre os políticos.

Acrescentou que sem isso, não se pode dar nenhum passo a frente rumo ao desenvolvimento que todos almejam.

Alberto Nambeia
O Presidente do Partido da Renovação Social (PRS), também presente no acto afirmou que a data deve servir de união entre os guineenses, isto é, deixar o quer passou para trás e tomar um novo rumo.

Questionado sobre o recente acordo rubricado com a CEDEAO Alberto Nambeia lamentou que os guineenses sempre têm dificuldade e reservas em se entender, salientando que já tinham proposto a ideia aquando da vinda do mediador da CEDEAO para Guiné -Bissau Olussegun Obasanjo.

Para ele, os guineenses devem ser capazes de ultrapassar os seus problemas, salientando que a solução está nas nossas mãos internamente.

“Para mim não há nada de novo porque o PRS já tinha proposto a formação de um governo inclusivo, caso ganhe as eleições e liderado por qualquer personalidade independentemente da pessoa ser ou não do partido”, afirmou .ANG/MSC/SG

Dia da independência



   Presidente da República propõe criação de um Governo de Unidade Nacional

Bissau, 26 Set 16(ANG) – O Presidente da República afirmou que uma das prioridades para o país nessa altura deve passar pela criação de um Governo de Unidade Nacional com base no consenso entre o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), o Partido da Renovação Social(PRS) e o grupo dos 15 deputados dessidentes do PAIGC.

José Mário Vaz que discursava nas celebrações dos 43 anos da proclamação da independência da Guiné-Bissau, no pasado dia 24 de Setembro, disse que o Governo de Unidade Nacional terá a missão de fazer face aos grandes desafios do presente e futuro do país.

O primeiro magistrado da nação disse que foi testemunhda recentemente e sob mediação dos chefes de Estado da Guiné-Conacri e da Serra Leoa, a assinatura de um acordo com vista a ultrapassar a presente situação de bloqueio do funcionamento da Assembleia Nacional Popular.

Declarou que o referido acordo que contém seis pontos foi rubricado sem reservas pelo Presiente da Assembleia Nacional Popular, pelo Primeiro Ministro, pelo líder do PAIGC e  do PRS.

José Mário Vaz  exorta aos guineenses a interpelarem aos  subescritores desse acordo para  a implementação do mesmo.

Disse entender que no dia da celebração da festa nacional, que o melhor presente que os guineenses esperam de todos que dignaram a assinar o referido acordo é  que sejam capazes de honrar a palavra assinada.

Disse entretanto que tem a perfeita noção de que a sua implementação não é o “remédio santo” para os males que assolam o país.

“Mas trata-se de um importante passo e plataforma de consenso para o apaziguamento de tensões políticas que   garantem a estabilidade governativa até ao fim da presente legislatura”, referiu.

O chefe de Estado destacou que celebrou-se  mais um aniversário da independência que é o resultado da força da nossa união.

 Salientou  que hoje mais do que nunca os guineenses  necessitam de mais união, solidariedade para que a luta pelo progresso tenha mais força e resultados concretos. 

“Aproveito a ocasião para lançar um apelo à todos os guineenses para perante as dificuldades do presente nos inspirarmos com coerência nos exemplos da luta de libertação nacional, porque só assim seremos capazes de romper com esse cíclo quase inquebrável de crises eleições que nos tem distraídos à todos”, aconselhou.

Afirmou  que enquanto Presidente da República estende as mãos à todos os sectores da  sociedade e convida à todos a trabalharem juntos, com base na verdade e no respeito pelas leis e instituições afim de colocar o país no rumo certo.

José Mário Vaz disse  apelou  uma caminhada conjunta como ramos do mesmo tronco e com os olhos na mesma luz para trabalhar, cada vez mais, colocando as mãos na lama para gerar oportunidades e criar empregos assim como garantir segurança e confiança e acabar com proivilègios para alguns e criar riquezas para todos, fortalecendo e consolidando as liberdades para todos os guineenses.

“Caros compatriotas, para que sejamos bem sucedidos nesta empreitada e novo rumo, precisamos de  combater os vícios que enfermam a nossa sociedade, que nos atropelam a cada passo impedindo-nos de caminhar na senda do progresso”, frisou.

O Presidente da República entende que grande parte dos problemas do país resulta da crise de valores que vem coroenda a sociedade e as instuições, por isso, mais do que responsabilizar apenas a classe política pelo desastre do país, cabe a cada guineense responder a essa questão essencial sobretudo quando estão em causa  interesses de todos.

“O que fazemos no dia-à-dia enquanto sociedade para combatemos males como a impunidade, a corrupção, o favoretismo,  a indisplina, a intriga, inveja, ociosidade e outros vícios contrários aos interesses nacionais e a aspiração de estabilidade e bem estar de todo um povo”, questionou.

O chefe de Estado reconheceu que há liberdade de pensar e de falar, frisando que as instituições estão entranhadas, a educação e a saúde são escassas e de fraca qualidade, a pobreza e desigualdade persistem a nossa volta.

José Mário Vaz salientou que o desenvolvimento da Guiné-Bissau pode ser conseguido apenas com o trabalho e honestidade, como em qualquer sociedade decente .

A cerimónia comemorativa  dos 43 anos da proclamação da independência do país foi marcada com a realização da parada militar das três ramos das Forças Armadas, desfiles de todos os Ministérios governamentais, mandjuandades e diferentes federações deportivas do país.

O acto foi marcado com a ausência do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá e do Presidente da PAIGC, Domingos Simões Pereira.  
ANG/ÂC/SG

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Carência de peixe no mercado


ACOBES pede criação da Comissão Ad-Hoc para seguir distribuição e venda

Bissau, 23 Set. 16 (ANG) – O Presidente da Associação do Consumidor de Bens e Serviços (ACOBES) voltou a pedir a instituição de uma Comissão Ad-Hoc para acompanhar a distribuição e venda do pescado, com o objetivo de estancar a especulação de preços.

Fodé Caramba Sanhá, em entrevista exclusiva à ANG, disse que, no passado dia 23 de Agosto, entregaram uma proposta ao Governo mostrando a urgência de criar a referida Comissão “Ad-Hoc” para que seja assegurado o abastecimento dos diferentes mercados do país.

Disse que propuseram para que a Comissão seja integrada por elementos da Acobes, Ministério das Pescas, do Interior, da Administração Territorial, do Comércio, da Justiça, Saúde e Câmara do Comércio.

“É do conhecimento de todos que estava retido na Câmara frigorífica do Projeto de Pesca Industrial de Alto Bandim, uma certa quantidade de pescado. Por culpa de um grupo de indivíduos que só pensam nos seus interesses particulares, parte dos referidos pescados se estragou enquanto que a outra desapareceu ”, disse.

O Presidente da Acobes acusa o grupo de ter desviado peixes e de ter enganado a todos de que estaria a abastecer o mercado com peixes num preço acessível.

Caramba Sanhá sugere que, para fazer face à esta situação de falta de  peixe para consumo nos mercados, sejam instalados contentore
s  de venda de pescado em diferentes artérias da cidade, e inspecionados pelo pessoal das pescas, Acobes, Serviços de Veterinária, Polícia Judiciária e o serviço de Nutrição e Sobrevivência.

 “Foi criada recentemente uma Comissão de Descarga e Venda de pescados, e se havia a vontade podia-se incluir a ACOBES, Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços para acompanharem os trabalhos, o que não foi o caso e cerca de 200 toneladas de peixe desapareceram sem chegar aos mercados.

Aquele responsável acrescentou que aconteceu um outro episódio, em que um barco carregado de peixe atracou no país e o atual ministro das Pescas afirmou que vai distribuir o pescado que tinha o navio aos mercados, para colmatar a carência junto das populações e segundo orientação do Governo, mas que nada disso aconteceu.

O presidente da Acobes critica que as pessoas querem ganhar sem trabalhar, acrescentando que as cadeias intermediárias que dispõe de câmaras frigoríficas para o abastecimento de pescados nos diferentes mercados, são um dos responsáveis pela subida de preço do peixe no mercado.

Avisa que, se a carência de peixe não for ultrapassado, a Acobes não descarta a possibilidade de recorrer as instâncias regionais e internacionais de justiça tendo em conta que é membro da Rede dos Consumidores da CEDEAO e da Plataforma de Comunidade da Língua Oficial Portuguesa, no quadro da defesa dos consumidores. 

ANG/MSC/SG







Mau tempo


Presidente da Republica regressa sem falar à imprensa 

Bissau, 23 Set 16 (ANG) - O Chefe de Estado guineense , José Mário Vaz, regressou às 4h45 da madrugada desta sexta-feira à Bissau, proveniente de Nova Iorque, onde proferiu um discurso na Assembleia Geral da ONU.

Em Bissau, José Mário Vaz não prestou declarações aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira.

Devido ao mau tempo em Bissau, o avião teve que aguardar a aterragem no aeroporto de Banjul, capital de Gâmbia. Durante muito tempo, vento, chuva e má visibilidade na capital guineense condicionaram o movimento no aeroporto da Guiné-Bissau.

A hora da chegada à Bissau estava inicialmente prevista para meia-noite e meia, mas, por razões climatéricas, só foi possível aterragem em Bissau quase quatro da manhã.

José Mário Vaz tinha participado nos trabalhos da 70/a Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, onde discursou, pela primeira vez na qualidade de Presidente da Republica.

ANG/Rádio Jovem