terça-feira, 27 de setembro de 2016

Economia

                                 FMI saúda anulação do  resgate bancário  

Bissau,27 16 (ANG) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reiteirou a sua posicao contra o resgate bancário de 5,5 por cento do Produto Interno Bruto do país que, segundo a organizaçao, beneficia os “ricos” e prejudicou os “pobres” e o Estado guinense. 

 A posicao foi reafirmada pelo  chefe da missão do FMI, Félix Fisher, que falava em coferência de imprensa realizada segunda-feira em Bissau no fim de mais uma missão ao pais.

A missao saudou a  decisão do actual executivo de anular o referido contrato.
Disse que essa operação bancária, , não resultou em nada, porque o governo  não devia comprar dívidas públicas das pessoas que tinham condições financeiras de as pagar e não o fizeram.

Segundo o chefe da missao do FMI, a situação da segurança permaneceu estável no decurso dos últimos seis meses e  a boa campanha de caju forneceu liquidez à economia, e espera-se  que o rendimento da campanha de caju deste ano possa atingir pelo menos  cinco por cento.

Félix Fisher  considera de positivo  as perspectivas económicas para  curto e médio prazo, acrescentando que a inflação dos preços ao consumidor que estava em média de 1 por cento em 2015 deverá  manter-se baixa. 

“A missão congratula-se com a decisão do Governo de vender parte da Madeira apreendida,que será para o governo uma receita importante para colmatar o fosso orçamental de 2016”, disse.

As projecções para 2017, de acordo com a missão do FMI, contemplam um endurecimento da posição fiscal, que será apoiada por fortes mobilizações de receita e uma despesa criteriosa.

A missao acrescenta u que este facto será acompanhado pelo contínuo reforço da administração tributária e dos procedimentos de gestão de finanças públicas. 

“Devido ao actual impasse político, será fundamental que o  Parlamento aprovasse  o Orçamento Geral do Estado de 2016/2017, alinhado à necessedade de consolidação orçamental a médio prazo, bem como a leiluação  da Dívida Pública”, considerou.

O FMI fez saber que as negociações sobre medidas fiscais necessárias para colmatar o fosso fiscal de 2016, que são necessárias para dar por completa estas avaliações, estão numa fase avançada e continuarão em Outubro em Washington durante as reuniões anuais da organização. 

A missão do FMI visitou a Guiné-Bissau entre 13 e 26 de Setembro tendo levada  a cabo as negociações sobre a primeira e segunda avaliação do programa do abrigo da Facilidade de Crédito Alargada.

 O programa visa à consolidação da posição orçamental através de uma melhor gestão das despesas e de uma maior mobilização de recursos, reformas institucionais aprofundadas e do desenvolvimento do sector privado para apoiar o crescimento e a criação de emprego.
ANG/LPG/ÂC/SG


Crise política



 Embaixador dos EUA apela as partes desavindas o respeito ao acordo proposto pela CEDEAO

Bissau,27 Set 16 (ANG) - O embaixador dos Estados Unidos de América no país disse congratular-se com a assinatura do acordo para a saída da crise patrocinado recentemente pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

James Peter Zumwalt, em conferência de imprensa de balanço de uma semana de visita ao país, pediu as partes assinantes, para fazerem imperar o bom senso no cumprimento das referidas exigências da CEDEAO, através de diálogo inclusivo e cedências com vista a desbloquear o país.

Em relação a avaliação do estado da cooperação entre a Guiné-Bissau e os EUA, disse que o seu país está interessado em apoiar através do relançamento da agrícola em particular o sector de caju.

“Uma das melhores forças de fazer isso é apoiando a transformação agrícola, por ser uma das áreas do desenvolvimento nacional que pode garantir mais emprego jovem”, contou.

James Peter Zumwalt afirmou que foi aprovado recentemente, nos EUA, uma lei que apoia e encoraja aos países africanos a exportarem os seus produtos agrícolas para os Estados Unidos da América com vista a se desenvolverem economicamente.

Este responsável lamentou o facto de a maior parte da castanha de caju do país ser exportada para a Ásia, onde é transformada e depois exportada para os Estados Unidos da América.

Por isso, James Peter Zumwalt disse que o seu governo defende uma ligação comercial directa entre os dois países e acrescenta que seria “uma mais-valia” para a economia guineense.

O Embaixador dos Estados Unidos da América para a Guiné-Bissau e Senegal com residência na capital senegalesa, anunciou ainda que estão a perspectivar reformas e aumento do pessoal no seu Escritório em Bissau no sentido de reforçar a presença diplomática norte americana no país.

Disse que está-se a fazer grande esforço nesse sentido, de incentivar intercâmbios entre o staff da embaixada dos EUA no Senegal e os do escritório onde funcionam os serviços consulares na Guiné-Bissau.

O chefe da diplomacia norte americana afirmou que três grandes propósitos nortearam a sua visita ao país, nomeadamente, o seminário sobre a relação entre civis e militares, organizado pela embaixada dos EUA e o Instituto Nacional da Defesa e Segurança, participação no encontro da Aliança Africana de Caju e a comemoração de mais um aniversário da independência da Guiné-Bissau.  
ANG/FGS/ÂC/SG


Ensino Público



                        Sindicatos do sector observam greve de 10 dias

Bissau, 27 Set. 16 (ANG) – Os dois sindicatos do sector educativo nomeadamente o Sinaprof e o Sindeprof iniciaram nesta segunda-feira uma paralisação de 10 dias nas escolas públicas do país, e que prolonga até o dia 7 de Outubro, reivindicando, entre outras, a aplicação da Carreira Docente.
 
Em declarações à Rádio Capital FM, o vice-presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof), Eusébio Có confirmou o início da greve no dia 26 do corrente mês, salientando que foram obrigados a paralisar as aulas logo no início do ano lectivo, “porque é o melhor momento para o fazer”.

Eusébio Có sublinhou que não querem iniciar as aulas e no meio parar como tem acontecido nos últimos anos.

“É melhor parar antes mesmo do início das aulas e caso o problema seja ultrapassado, para o bem do sistema e que as aulas funcionem sem interrupções no futuro”, sustentou.

Questionado sobre a aderência no primeiro dia da paralisação, o sindicalista disse que não pode adiantar nada uma vez que as aulas propriamente dita não iniciaram apesar da abertura do no ano lectivo anunciado pelo Governo.

 Declarou que a maioria das escolas está em preparativos, algumas estão a proceder a entrega dos de horários aos docentes, limpeza dos recintos escolares, tendo frisado que as negociações com o patronato não surtiram efeitos.

O vice-presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (Conaiguib), Mutaro da Silva pede  entendimento entre o Governo e os Sindicatos para que as crianças possam ir à escola.

Mutaro  disse que tomaram conhecimento da greve através dos órgãos da comunicação social e pediram informação junto dos sindicatos da razão desta interrupção.

“Temos pedido as partes em desacordo a fazerem de tudo para que num curto espaço de tempo chegassem à um consenso porque os que sofrem são os alunos”, disse.

Aquele dirigente associativo afirmou que no ano passado perdeu-se 55 dias de aulas dos 159 dias programados, pelo que não estão interessados em que a situação se repita esta ano.

 O Presidente da Comissão Negocial, Alfredo Biague afirmou que desde a entrega do caderno reivindicativo ao Ministério da Educação e da Função Pública, no passado dia 28 de Agosto, a tutela não se dignou em chamar os sindicatos para juntos analisarem as reivindicações.

 Segundo Biaguê, só o Ministério da Função Publica, na pessoa do seu diretor-geral administrativo é que reagiu através de um único encontro que veio a ser interrompido por causa do falecimento da esposa do vice-presidente do Sindeprof, em Bafatá.

Biaguê disse que, se preocupação dos sindicatos fossem levados ao sério principalmente pelo Ministério da Educação, talvez a greve poderia ser evitada.

“Podemos dizer que os pontos da reivindicação são as mesmas das outras paralisações principalmente o ponto que tem a ver com a Carreira Docente”, disse.

Os dois sindicatos exigem ainda o reajusto de salários entre os docentes com mesma formação e letra, pagamento de subsídio de diuturnidade e o pagamento dos atrasados salariais. ANG/MSC/SG