segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Fundação WestÁfrica

         Representante em Bissau nega suposta ilegalidade da organização

Bissau,03 Out 16(ANG) - O representante da Fundação WestAfrica na Guiné-Bissau, Califa Soares Cassama, considerou falsa a notícia da DW-ÀFRICA sobre a suposta ilegalidade da Fundação e exige a reposição imediata da verdade .

"Há muita inverdade naquela notícia", considera Soares Cassamá.
 
A emissora alemã noticiou na Terça-feira, 27.09, que a Fundação,apresentanda às autoridades guineenses a 26 de Agosto não foi legalizada e está ligada a pessoas procuradas pela justiça alemã, alegadamente por suspeitas de vários crimes na Alemanha.

Em reacção à notícia, Califa Soares Cassama, apresenta um documento
escrito em alemão em como a organização foi registada a 15 de Setembro na Alemanha, e também os seus estatutos.

De acordo com Cassamá, a notícia “não passa de uma mentira montada para degrinir a imagem de gente séria, honesta e responsável, que quer ajudar o país”.

"Foi tudo menos uma notícia. Não observou as regras básicas para
elaboração de uma notícia e avança com falsos dados que não correspondem à verdade, sem uma investigação prévia. Por exemplo, o cheque entregue publicamente em Bissau não é de 350 mil euros, mas sim 50 mil", disse Cassamá que exigiu que a DW tenha a ousadia de refazer a notícia na base de factos verdadeiros.

Ainda segundo Califa Cassamá, antigo correspondente da RDP-ÁFRICA em
Bissau e ex Director da Rádio Difusão Nacional do país, a Fundação vai
entrar com um processo judicial contra o órgão alemão, na Alemanha,para exigir a reposição da verdade.

Uma fonte da Rádio Internacional de Alemanha disse à Rádio Jovem que o
órgão tem provas bastantes que espera apresentar na Justiça se for caso disso.

A fonte confirma ainda que a DW apenas recebeu uma carta da Fundação WestAfrica na qual pede a Rádio que retirasse a notícia da sua página na Internet. ANG/Rádio Jovem

Ensino


Governo  envia  missão à Portugal para averiguar situação de alunos na Escola Profissional de Beira Aguieira

Bissau,03 Out 16(ANG) - O governo da Guiné-Bissau anunciou que vai enviar "com máxima urgência" para Portugal uma comitiva para averiguar as condições a que estão sujeitos os alunos guineenses da Escola Profissional Beira Aguieira, em Penacova.


"O Conselho de Ministros deliberou enviar com a máxima urgência uma delegação, integrada por elementos da Polícia Judiciária e por técnicos do Ministério da Educação, para ir se inteirar e pôr cobro à situação dos nossos estudantes em Penacova, Portugal", lê-se no comunicado final do Conselho de Ministros do passado dia 29 de Setembro, divulgado na sexta-feira.

Vários estudantes dormiram na rua entre segunda e quarta-feira em protesto contra as condições de alojamento, tendo sido acolhidos numa pensão na noite de quarta, informou a Câmara de Penacova.

"Estes estudantes da Guiné-Bissau, alguns deles menores, estão um bocado entregues a si próprios", disse à Lusa o vice-presidente da autarquia, João Azadinho.

A agência Lusa tentou obter explicações da Escola Profissional Beira Aguieira, mas ainda não houve esclarecimentos.

Em entrevista à Rádio Jovem, Luís Vicente, economista guineense em Portugal, revela que a escola está a obrigar alguns alunos a assinarem uma declaração em como a residência estudantil reúne as condições necessárias para os receber.
ANG/Lusa

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Desporto/futebol



Abertura da próxima época desportiva agendada para Novembro
 
Bissau, 30 Set 16 (ANG) – A abertura do próximo campeonato nacional de Futebol da primeira e segunda liga está agendada para novembro, revelou quinta-feira uma fonte da Federação Nacional de Futebol da Guiné-Bissau, durante o sorteio para o efeito.


Bacar Camará, vogal da Federação de Futebol da Guiné-Bissau disse que uma das medidas a serem implementadas na próxima época desportiva é a exigência de os clubes que, pela primeira vez se afiliam na federação disporem de infraestruturas, um campo, sede e um centro de saúde.

“Deparámos várias vezes com a situação de clubes que partilham o mesmo campo, e no dia do jogo entram na disputa de quem vai apropriar-se do espaço. Isso é uma das razões que nos motivou a tomar esta medida”, disse Camará.

De acordo com aquele dirigente desportivo, ficou decidido que seja o Sport Bissau e Benfica e Futebol Clube de Pelundo as equipas que disputarão a jornada inaugural da nova época desportiva, na qualidade de vencedores do Campeonato da primeira e segunda divisão no ano 2014/2015 respetivamente. ANG/LLA/SG
          


ONU



                Carlos Lopes pede mudanças no Conselho de Segurança

Bissau,30 Set 16 (ANG) - O secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Carlos Lopes, apoiou recentemente  a posição de Angola sobre a necessidade do alargamento do número dos membros permanentes e não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Sede da ONU
O alargamento visa tornar este órgão mais representativo e melhor apetrechado na sua capacidade de resposta na solução dos conflitos. 

Na visão de Carlos Lopes, faz todo o sentido a posição apresentada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, na Assembleia Geral das Nações Unidas, se for analisada a geoestratégia e a fraca capacidade do continente africano de fazer ouvir a sua voz, para que todo o sistema de paz e segurança das Nações Unidas tome em consideração as preocupações africanas.

Angola, referiu, tem uma responsabilidade reconhecida em África pelo seu papel em matéria de paz e segurança em vários países do continente e como membro não permanente do Conselho de Segurança, num ano crucial em que se escolhe o novo secretário-geral da ONU.

 Carlos Lopes entende que a longa batalha de África por uma presença permanente no Conselho de Segurança é legítima, porque é o único continente nesta condição. 

Este facto, explicou, faz com que quase todas as missões de paz das Nações Unidas no continente africano, pela forma como são projectadas e desenvolvidas, tenham características completamente diferentes das intervenções realizadas na Ásia, América Latina e no Médio Oriente. 

Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com Carlos Lopes, dificilmente permitem que os seus ­problemas sejam levados ao centro das preocupações deste órgão. 

“Mas quando se trata de questões africanas, vão todas para lá, porque não existe um membro permanente africano que põe travões e faça com que a discussão seja diferente”.

O secretário executivo, que foi em 2013 o único lusófono entre os 100 africanos mais influentes do mundo, disse que as reformas defendidas por Angola e por outros países vão esperar a nova liderança da ONU, uma vez que o actual secretário-geral está no fim do seu mandato. 

As reformas, sublinha, são muito importantes para transformar a maneira como se dialoga e se estabelecem as prioridades no seio das Nações Unidas.

Para o economista guineense o facto de os Estados africanos terem incorporado as posições comuns na Agenda Mundial 2030, antes de qualquer outra região, prova que se prepararam para o efeito e que podem fazer passar as suas prioridades.

 “Penso que África está muito bem posicionada para tirar partido deste documento que foi aprovado depois de quase cinco anos de negociações”, disse.

Relativamente à situação dos refugiados e migrantes debatida na Assembleia Geral da ONU, defendeu a separação da abordagem sobre os dois grupos vulneráveis, por terem motivações diferentes para a deslocação em território alheio. 

Carlos Lopes lembrou que os refugiados são aqueles que buscam proteção em zonas seguras devido a conflitos políticos ou catástrofes naturais nas suas zonas de origem, enquanto os migrantes procuram melhores condições de vida por insatisfação humana.
O número de africanos que saem do continente anualmente é de cerca de dois milhões, correspondente a 0,2 por cento do total de mil milhões de habitantes desta região. 

Este número, referiu Carlos Lopes, é muito reduzido comparado com os cerca de três milhões de chineses que deixam o seu país, em igual período. “Portanto, há um certo exagero quando se diz que a maior parte dos refugiados e migrantes vêm de África”, concluiu.

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, afirmou na Assembleia-Geral das Nações Unidas que a reforma do Conselho de Segurança é “um imperativo que se não for realizado pode levar à incapacidade de actuação da organização mundial e ao contínuo esboroar da sua legitimidade e credibilidade”.

No seu discurso, em representação do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, o Vice-Presidente da República declarou que Angola é a favor do alargamento do número dos membros permanentes e não permanentes do Conselho de Segurança, para tornar este órgão mais representativo e melhor apetrechado na sua capacidade de resposta na solução dos conflitos.

Por essa razão, disse, Angola reitera o direito do continente africano de estar representado entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, conforme o Consenso de Ezulwini. 

Quanto à organização na sua generalidade, o Vice-Presidente afirmou que a ONU deve ser capaz de promover a paz e segurança internacional, de agir com celeridade e eficácia em situações de conflito e de dar resposta aos mais prementes desafios da actualidade, como o terrorismo internacional sem precedentes e as alterações climáticas inauditas. 
ANG/JA