quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Droga


Bubo Na Tchuto condenado a quatro anos de prisão
Bissau, 5 Out 16 (ANG) - O ex-chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau foi condenado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos. Bubo Na Tchuto foi detido em 2013 e que confessou crimes de tráfico de droga em 2014.
Em tribunal e em crioulo, Bubo Na Tchuto antes da leitura da sentença disse não ter nada a acrescentar além de arrependimento: "Não tenho muito para dizer, além de que estou arrependido dos meus actos”.
José Américo Bubo Na Tchuto, antigo Chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, foi condenado por conspirar para importar narcóticos para os Estados Unidos da América.
A sentença foi anunciada ontem ao fim do dia, num Tribunal de Manhattan pela voz do juiz Richard Berman. O almirante foi condenado a quatro anos de prisão depois de ter chegado a um acordo com a justiça norte-americana e de se ter declarado culpado em Maio de 2014.
Uma sentença que tomou em consideração a colaboração de Bubo Na Tchuto com as autoridades americanas bem como ter tido bom comportamento o estabelecimento prisional onde se encontra. De sublinhar que Bubo Na Tchuto, arriscava uma pena que podia ir até prisão perpétua.
O antigo Chefe de Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau foi detido a 4 de Abril de 2013, em águas internacionais ao largo de Cabo Verde, numa operação de combate ao tráfico de droga liderada pelo Departamento Antidroga dos Estados Unidos (DEA).

No final da pena Bubo Na Tchuto será deportado dos Estados Unidos.ANG/RFI

Fórum Macau

Cinco primeiros-ministros presentes na abertura da 5ª conferência
Bissau, 05 Out 16 (ANG) - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, preside à abertura da 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa que se realiza entre 11 e 12 do corrente mês em Macau, anunciou, segunda-feira, a agência de notícias Xinhua.
Logo após o anúncio oficial da visita de três dias de Li Keqiang à Macau, o governo local, através de uma nota oficial, considerou a deslocação como um grande incentivo e uma mostra “do forte apoio e grande atenção do governo central ao território.”
Estarão presentes na cimeira, além do primeiro-ministro da China, quatro outros primeiros-ministros de países de língua portuguesa: José Ulisses Correia e Silva de Cabo Verde, Baciro Djá da Guiné-Bissau, Carlos Agostinho do Rosário de Moçambique e António Costa de Portugal.
Participam ainda na conferência o ministro da Economia de Angola, Abrahão Gourgel, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, e o ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos Económicos e ministro da Agricultura e Pescas de Timor-Leste, Estanislau Aleixo da Silva.
O Fórum de Macau não integra representação de São Tomé e Príncipe por este país manter relações diplomáticas com Taiwan mas, à semelhança da anterior edição do Fórum de Macau, responsáveis do governo daquela nação africana estarão presentes, como observadores, em vários dias de cerimónias da conferência.
A 5.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau será encerrado com o anúncio do Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa para o triénio 2017-2019.
Desde a criação do Fórum de Macau, pelo governo da China, em 2003, foram realizadas quatro Conferências Ministeriais, respectivamente em 2003, 2006, 2010 e 2013.
Sob o tema “Rumo à Consolidação das Relações Económicas e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Unir Esforços para a Cooperação, Construir em Conjunto a Plataforma, Partilhar os Benefícios do Desenvolvimento”, a presente edição do encontro ministerial procurará explorar novas áreas para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, elevando e fortificando o nível de cooperação e, simultaneamente,  dando continuidade ao processo de consolidação do papel de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa.ANG/Macauhub

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ensino

Greve dos professores pode dentro em breve ser suspensa

Bissau,04 Out 16 (ANG) – A greve dos professores está prestes a ser suspensa devido a acordos alcançados na maioria dos pontos constantes no Caderno Reivindicativo, restando apenas a assinatura do Memorando de Entendimento, anunciou hoje o Presidente da Comissão Negocial de greve dos dois sindicatos.

Em declarações à ANG, Alfredo Biaguê disse que apesar do consenso alcançado, ainda existem alguns pontos a serem cumpridos de imediato, nomeadamente a devolução do salário que foi descontado aos docentes na observância de greve decorrido no último ano letivo e o pagamento do ordenado em atraso aos professores contratados e novos ingressos, referentes ao ano transato.

Biaguê explicou que as dívidas de 2012 e 2013 serão pagas aos professores doentes e um mês vencido e atrasado simultaneamente até ao final do ano em curso.

Questionado sobre para quando a aplicação da Carreira Docente aquele responsável respondeu que a parte normativa já foi revisada faltando a parte financeira para ser concluída, e a sua possível aprovação no Orçamento Geral do Estado de 2017.

O sindicalista informou ainda que a educação é pilar de desenvolvimento de qualquer país, frisando que os professores não podem ser trabalhadores dos pais e encarregados de educação como tem estado a acontecer com os novos ingressos em algumas comunidades, em que alguns docentes foram utilizados nos trabalhos de limpeza de hortas para depois serem pagos.

Alfredo Biaguê anunciou ainda que durante a referida negociação foram informados de que brevemente os professores do ensino público passarão a beneficiar do subsídio de “giz”.  

Alfredo Biaguê advertiu aos professores para não voltarem as salas de aulas até quando receberem o aval dos dois sindicatos do sector educativo.

Os professores iniciaram o novo ano lectivo com uma greve de 10 dias, reivindicando a aplicação de Carreira Docente e o pagamento de salários atrasados, entre outras.ANG/JD/SG