quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Política



Primeiro-ministro promete respeitar acordo da CEDEAO

Bissau,05 Out 16 (ANG) - O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau prometeu hoje, a saída do encontro com Presidente da Republica, respeitar o acordo da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEOA) que propõe a formação de um governo inclusivo.

Baciro Djá esteve na presidência da república no âmbito das auscultações das partes assinantes de acordo iniciada pelo Presidente Republica para implementação do acordo.

Apelou igualmente aos partidos políticos à respeitarem o acordo assinado em Setembro.

Interrogado sobre a sua continuidade na liderança do futuro governo disse que o acordo esta clara e até porque quando foi nomeado para chefiar o actual elenco governamental tinha esta ideia de inclusividade, por isso, convidou à todos os partidos com assento parlamentar, e o PAIGC recusou.

Perguntado se o seu governo é inclusivo porquê que assinou o acordo, o chefe de governo relacionou o facto com a responsabilidade política, paz, estabilidade e bem do país, tendo declarado que está aberto à todas as “questões que possam reunir os guineenses”.

A perspetiva do PAIGC é de que ganhou as eleições  deve formar o governo. Eu penso que está demostrado que este governo tem uma maioria,” afirmou, referindo que qualquer governo que venha a ser formado tem que ter uma base parlamentar para suportar as suas políticas.

Segundo Baciro Dja ainda existe um bloqueio institucional política da parte Assembleia Nacional Popular.

Baciro Djá,por outro lado, elogiou a iniciativa do PAIGC de convidar o grupo dos 15 para um encontro de negociação e naturalmente uma eventual reconciliação interna no seio desta formação política.  ANG/LPG/JAM/SG

Mercado



Consumidores apelam intervenção do governo para redução dos preços dos produtos

Bissau, 05 Set 16 (ANG) – Os consumidores guineenses, apelam ao governo para intervir no sentido que por cobro a especulação de preços de produtos da primeira necessidade nos mercados do país.

Numa auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), a estudante Artemisa Dias classificou de “exagerada” a atitude dos comerciantes que nos últimos tempos tem adoptado “ preços absurdos” para os produtos.


Por exemplo, um quilograma do peixe que anteriormente custava mil francos CFA, sofreu um aumento de quinhentos FCA e passa, assim a custar 1.500 fcfa.

De acordo com Artemisa, para além do disparo do preço de peixe, é notado também a falta de outros produtos, entre os quais, limão que neste preciso momento constitui a maior preocupação dos comerciantes, assim como de consumidores.

Artemisa Dias acrescentou que o governo deve evidenciar esforços para regularizar a situação, com a finalidade de fazer com que sejam praticados preços razoáveis.

Por sua vez, Carla Maria Cabral do Rosário, funcionaria público inconformada com a situação, considera que atualmente no país, as pessoas sem posse alimentam-se mal.

“As espécies de pescado como “bagre”, tido como de segunda qualidade, que  antes custavam até 750fcfa, agora atingiram os 1000 fcfa”, disse Carla Rosário.

Segundo esta funcionária, os guineenses não dispõem de condições financeiras para alimentar-se de peixe de primeira qualidade a não ser das peças de frangos congelados.

Uma das vendedeiras de peixe, Beti Ié, justificou que o aumento do preço no mercado se deve  ao aumento do preço  junto de  pescadores.

“Antes adquiríamos o peixe por mil francos o quilograma, mas agora o preço subiu para 1750 fcfa”, disse, acrescentando que esse preço somado ao pagamento de transporte, taxas do mercado, entre outras despesas fazem aumentar o preço final no mercado.

Nosolino Quintino Gomes, vendedor de carne no Mercado Central, disse que a falta de carne no mercado, tem a ver com as dificuldades de aquisição de gado bovino no mercado.

“Durante o período da campanha da castanha de caju   regista-se   fraca comercialização de gados, o que motiva o aumento de carne no mercado. Actualmente compramos a carne ao preço elevado por isso, para ganharmos alguma coisa, somos obrigados a vender ao preço que praticamos”, justificou o comerciante.ANG/LLA/JD/JAM/SG

Acordo da CEDEAO

Signatários vão reunir-se na Guiné-Conacri

Bissau, 05 Out 16 (ANG) O Presidente da Assembleia Nacional anunciou hoje que os actores políticos que assinaram o acordo mediado pela CEDEAO, em Setembro último, em Bissau, terão “brevemente” um encontro na República de Guiné-Conacri, para se ultrapassar o actual impasse na governação do país.

A saída do encontro com o Presidente da República, Cipriano Cassamá afirmou que o mesmo foi convocado por José Mário Vaz, com o objectivo de se “inteirar da interpretação que cada um dos signatários faz do acordo”.

Sem revelar o formato de um governo inclusivo pretendido nem o nome do futuro Primeiro-ministro, o Presidente da ANP disse que entregou uma proposta ao Chefe de Estado, com vista a “tirar o país, com urgência, da situação vergonhosa” em que se encontra.

Cipriano Cassamá que defende a implementação do referido acordo “pelos próprios guineenses”, revelou que convidou ao Presidente da República para presidir a abertura da IVª Conferência dos Órgãos Reguladores da Comunicação dos Países e Territórios da Língua Portuguesa.

No dia 10 de Setembro último, os actores políticos assinaram um acordo, sob proposta e mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que, nomeadamente prevê a criação de um “governo inclusivo e de consenso”, no sentido de ultrapassa a crise política no país, que dura há mais de um ano.

Desconhece-se a data de realização desse encontro de Conacry, hoje anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional Popular. ANG/QC/SG