quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Crise Política

Signatários do acordo de CEDEAO prosseguem esta quarta-feira as negociações em Conacri
Bissau,12 Out 16(ANG) - As negociações entre as partes desavindas na crise política que assola o país, com a participação de mediadores internacionais, nomeadamente a ONU e a CEDEAO iniciadas na terça-feira em Conacri, vão prosseguir hoje quarta-feira. 
 
Fontes presentes no encontro disseram a Rádio Jovem que o principal ponto de discórdia das conversações, interrompidas por volta da uma da madrugada desta terça-feira, continua a ser a formação do Governo Inclusivo e de Consenso, sobretudo quem o vai liderar.

O regresso ao partido dos quinze deputados expulsos do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), também travou discussões acesas entre as partes.
ANG/Rádio Jovem

Justiça



 Procuradoria-Geral revoga decisão de prender ex-Director Executivo do Fundo Rodoviário

Bissau,12 Out 16(ANG) - O Ministério Público da Guiné-Bissau revogou terça-feira a sua decisão de mandar prender o ex-director executivo do Fundo de Conservação Rodoviária, Marciano Mendes, na sequência de um requerimento interposto pelo advogado de defesa.

Marciano Mendes
Segundo a Rádio Jovem, Halen Napoco pediu, através de um requerimento, ao Ministério Público para suspender imediatamente o mandado de detenção emitido no sábado contra Marciano Mendes, que denunciou publicamente alegados crimes cometidos pelo ministro das Obras Públicas, Malam Banjai.

De acordo com Napoco, o mandado de detenção emitido pelo Ministério Público não respeitou as leis do país. Por isso, pediu que fosse aberta uma investigação para apurar a veracidade dos factos. 

Halen insiste que o seu constituinte está na posse de provas de práticas de crime público cometido por Malam Banjai.

A Rádio Jovem apurou que já foi criada uma comissão de inquérito no Ministério Público para investigar a denúncia pública feita em conferência de imprensa.

De acordo com Napoco, agentes da polícia compareceram na casa de Marciano, alegando estar na posse de um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público. Documento que não apresentaram nem aos familiares nem ao advogado de defesa. 

“É uma atitude de má fé e revestida de total ilegalidade por parte do Ministério Público que fez tudo ao contrário do que está previsto na lei. Deveria abrir um inquérito e chamar Marciano a apresentar provas da sua acusação pública em vez de mandar prendê-lo num sábado, sem que tivesse sido ouvido uma única vez”, disse Halen.

O advogado encara o acto como uma clara tentativa de silenciar uma pessoa que diz estar na posse de provas de práticas de crime público cometido por um ministro em exercício e afastado das funções, disse, acusado de forma ilegal e injusta pelo ministro Bacar Banjai de ter cometido “graves irregularidades e de desobediência à tutela”.

Marciano Mendes denunciou na semana passada que o atual ministro das Obras Públicas assinou contratos sem adjudicação por via de concurso público e autorizou o levantamento de somas avultadas junto do Fundo Rodoviário (perto de 400 milhões de francos CFA). 

“Marciano proferiu uma denúncia fundada e totalmente revestida de provas que disse na conferência de imprensa ter. Agora cabe ao Ministério Público chamar Marciano para que apresente esses factos. Fez tudo ao contrário.

No despacho datado de 3 de Outubro a Rádio Jovem tem acesso, o ministro Malam Banjai apenas nomeou interinamente um novo director executivo do Fundo de Conservação Rodoviária, sem, contudo, exonerar Marciano Mendes. 

O advogado de defesa entrou com um processo no tribunal pedindo a anulação do despacho que considera vago e viola os dispositivos legais.

Napoco ressalva que o Fundo é uma instituição com autonomia administrativa e financeira, cujo diretor executivo é recrutado através de concurso público. 

Marciano Mendes tem um contrato renovado pelo conselho de administração válido até 2018.
ANG/Rádio Jovem

Ensino público

Sindicatos do sector educativo arrancam segunda fase de greve com duração de 14 dias

Bissau,12 Out 16(ANG) - Os dois sindicatos de professores da Guiné-Bissau deram segunda-feira início a uma segunda fase de greve no ensino público, que se deverá prolongar por 14 dias, anunciou fonte sindical à Lusa.
 
Os professores reivindicam do Governo a aprovação do estatuto da carreira docente e o pagamento de salários em atraso, entre outras medidas.

Uma primeira fase de greve promovida pelo Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) e pelo Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) decorreu desde 26 de setembro até à última semana, sem que tenha havido acordo com a tutela.

À semelhança de anos anteriores, as paralisações estão a inviabilizar o início do ano letivo em diversos estabelecimentos de ensino público da Guiné-Bissau, num setor que sofre de problemas crónicos, como falta de instalações e outras necessidades básicas.

Os docentes avançam para a segunda fase de greve numa altura em que os dirigentes políticos do país se encontram reunidos na capital da vizinha Guiné-Conacri para tentar chegar a acordo quanto à formação de um Governo de inclusão que desbloqueie a crise política guineense.
ANG/Lusa

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Media



                    Empossado novo Diretor-geral do Jornal Nô Pintcha

Bissau, 11 Out 16 (ANG) – O novo Diretor-geral do Jornal Nô Pintcha, Simão Domingos Abina foi hoje empossado pelo secretário-geral da Comunicação Social.
Simão Abina

Em declarações à imprensa, Simão Abina prometeu tudo fazer para aumentar o número de páginas do jornal estatal 12 para 16 páginas incluindo os suplementos.

Disse também que pretende introduzir uma nova rúbrica desportiva e inquérito públicos que há muito não constava no jornal.

Afirmou que o seu antecessor fez muita coisa para o jornal, mas dada aos planos do governo há sempre lacunas a preencher, tendo prometido que, com a sua nomeação vai melhorar ainda mais a produção.

Trata-se da terceira vez que Simão Abina ocupa a função de diretor-geral do Jornal Nô Pintcha.

Abina, jornalista de profissão substitui nas funções, o também  jornalista, Bacar Baldé. ANG/JD/SG