sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cerimônias fúnebres


Restos mortais do empresário e político Abel Incada foi sepultado no Cemitério Municipal de Bissau

Bissau,14 Out 16(ANG) - Os restos mortais do empresário e político guineense, Abel Iamede Incada foram quinta-feira dia 13 enterrar no Cemitério Municipal de Bissau.

A cerimónia fúnebre começou na sua residência no Bairro de Flefé em Bissau e seguiu-se à sede nacional do Partido da Renovação Social (PRS), na qual foi candidato desta formação política nas eleições presidenciais de 2014.

Posteriomente, o cortejo fúnebre caminhou-se à sua empresa Belinca e à sede da Câmara do Comercio Indústria, Agricultura e Servições (CCIAS) na qual o empresário foi vice-presidente dessa organização empresarial, onde foi rendida homenagem pela classe empresarial, membros do Governo, amigos, familiares e militantes do PRS.

Abel Incada, faleceu no dia 04 de Outubro de 2016 em Portugal, vítima de doença.

O malogrado era casado e pai de seis filhos.

ANG/ÂC

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Crise política


 Sociedade Civil ameaça levar a cabo acções de protestos caso encontro de Conacri não surtir efeitos esperados

Bissau, 13 Out. 16 (ANG) - O porta-voz do Movimento Nacional da Sociedade Civil disse que vão levar a cabo várias acções de protestos incluindo manifestações cívicas se o encontro de Conacri não surtir efeitos desejados.


Em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG, Mamadu Queita informou que apesar de tudo estão muito esperançados  que o encontro de Conacri, traga um resultado positivo.

“Mas na eventualidade de não chegarem a um acordo para formação de governo inclusivo e fazer funcionar o país a Sociedade Civil vai exigir aos políticos que cheguem a um consenso para desbloquear o país com reivindicações ” informou.

Questionado sobre as opiniões  segundo as quais  a Sociedade Civil está um ´pouco pacífica em relação a crise vigente, aquele responsável explicou que isso deve-se as acções  de diálogo proactivos com as partes em litígio com o objectivo de  encontrar uma solução.

Mamadu Queita disse que apesar disso a crise persiste, salientando que agora já chegou o limite porque o povo está cansado.

Pediu a população que continue a ter coragem e esperança porque os melhores dias estão para vir, acrescentando que devem contudo estar atvfg5.jpgentos fazendo exigências aos governantes no sentido de assumirem as suas responsabilidades de governar porque foi por isso que foram eleitos.

“Confiante no grau de maturidade politica e no espírito patriótico dos participantes na negociação de Conacri, as Organizações da Sociedade Civil esperam aplaudir os resultados positivos alcançados através de uma recepção calorosa da comitiva “, prometeu.

Mamadú Queita disse que o Movimento manifesta igualmente o reconhecimento da comunidade internacional, em especial do Presidente da Guiné-Conacri Alpha Conde mediador da CEDEAO para a crise guineense, pelo esforço e o papel desempenhado na procura de solução.

ANG/MSC/ÂC/SG

Crise Política

“A actual crise  é uma vergonha nacional”, diz Fernando Delfim da Silva

Bissau, 13 Out 16 8ANG) – O analista político guineense Fernando Delfim da Silva considerou esta quinta-feira de “vergonha nacional” a atual crise política do país.

Delfim da Silva que falava à Rádio Sol Mansi na cerimónia de abertura do ano pastoral reafirmou que actual sustentou que uma vergonha nacional porque desde 1999 que os mediadores estão a procurar soluções para estabilização do país e até ao momento não aconteceu.

Questionado sobre o que pode acontecer se o encontro de Conacri fracassar, Delfim da Silva respondeu que o povo está cansado e a paciência de todos chegou ao seu limite.

Aquele político disse que é normal que a Sociedade Civil manifeste o seu descontentamento sobre a crise vigente no país, mas não tem capacidade estratégica para mudar nada com manifestações.

Afirmou que quem tem estratégica de mudar algo neste momento é a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) porque tem um mandato  do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o efeito.

Disse que igualmente as Forças Armadas tem a capacidade de mudar o cenário esclarecendo contudo que não está a pedir a intervenção destas no processo.  

Fernando Delfim da Silva almeja que o encontro dos atores políticos em Guiné-Conacri corra bem e tira a Guiné-Bissau no marasmo em que se encontra.

ANG/JD/SG


Telecomunicacoes

Director de Relaçoes Publicas da ARN considera que a Orange Bissau deve recorrer ao Tribunal se descordar da multa aplicada


Bissau,13 Out 16(ANG) – O Director para Relaçoes Públicas e Cooperação da Autoridade Reguladora das Telecomunicações(ARN), considerou que a Direcção da empresa de telecomunicações Orange Bissau deve recorrer ao Tribunal se entender que a multa que lhe foi aplicada é ilegal.

Cesário Ferreira da Silva reagia  hoje numa conferência de imprensa  as declarações da Direcção da Orange Bissau segundo as quais  a multa que lhe foi atribuída pela ARN no valor de 516 milhões de francos CFA pela interrupção parcial das comunicações desta operadora no passado dia 11 e 12 de Agosto findo não tem cabimento legal.

“A ARN enquanto regulador não é o Tribunal e se a empresa Orange Bissau entender que a multa aplicada não é legal pensamos que não é ao nível da comunicação social que deve proceder ao julgamento porque existem instituições vocacionadas que deve recorrer enquanto  lesada”, frisou Cesário Ferreira da Silva.

Cesario Silva disse que a multa que aplicaram a empresa Orange Bissau está na lei e se essa empresa discordar do montante que recorra ao Tribunal e não através de debates públicas na imprensa.

“Primeiro existem factos que as pessoas devem levar em conta. Quando uma empresa vem ao país e pedir licenças para operar e para que seja concedida a referida licença existem vários requisitos que deve cumprir e que são alencados no Caderno de Encargos como condições de licença”, explicou.

Aquele responsável salientou que uma das condições constantes no Caderno de Encargos de que a empresa Orange Bissau dispõe, é de garantir um serviço de telecomunicações durante 24 horas por dia.

“Foi apurado que nos dias 11 e 12 de agosto  houve apagão de serviços de rede da empresa Orange Bissau o que configura a infração plasmada na lei base de tecnologias de informação e comunicação e foi calculado e dao a multa consoante ao que a ARN entende que é a lei”, informou.

Disse que a ARN e a empresa Orange Bissau não estão em guerra e se as partes não chegarem a um entendimento que cada qual recorra a instância que entender própria para reclamar o seu direito. ANG/ÂC/SG

Crise Política

Guineenses apelam entendimento entre actores políticos


Bissau, 13 Out 16 (ANG) – Alguns cidadãos guineenses apelaram ao entendimento no seio da classe política, sobretudo entre aAssembleia Nacional Popular (ANP), o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Partido da Renovação Social (PRS) e os 15 deputados expulsos pelos libertadores, como forma para a saída da crise política no País.

Ouvidos hoje pela Agência de Notícias da Guiné – ANG, os cidadãos Kabi Sanha, Bassinho Djasse, Francisca da Costa e Alimatu Seide foram unânimes em apelar ao entendimento dos actores políticos do país.

O estudante universitário do curso de Direito, Kabi Sanha considerou de crítico o actual momento político que o país vive exortando aos políticos a pensarem no interesse geral e não partidário de forma a encontrar uma solução que permita ao país sair da actual crise política institucional.

“Hoje em dia não existe nada que possa dar garantia de que a situação vai melhorar tendo em conta as opiniões dos signatários sobre o acordo da Comunidade Económica dos Estados África Ocidental (CEDEAO), que temos vindo a ouvir relativamente a  quem deve liderar o governo de consenso.Por isso peço aos políticos para privilegiarem o diálogo como mecanismo de busca de saída desta situação”, indicou o estudante universitário.

Sanha criticou o grupo dos deputados expulsos do PAIGC, por recusar o convite formulado pelo Secretariado Nacional desta formação política, o que considera ser uma oportunidade para estes criticarem todos os aspectos que acharem anormal e que poderia culminar numa reconciliação no seio dos libertadores e acabar com a actual crise que o país enfrenta há mais de um ano.    

“Na minha opinião enquanto guineense, os políticos devem defender o interesse do povo, por isso devem continuar com o diálogo para encontrar uma solução para o fim da legislatura” aconselhou Bassinho Djasse, aluno da 11ª classe do Liceu Rui Barcelos da Cunha.

Enquanto  mulher da atividade económica, Francisca da Costa, saleintou que os deputados são eleitos para defender o interesse do povo,razão pela qual disse não haver  razão para toda esta situação, a que recusa de chamar de crise, mas sim de desacertos de ideias.

Da Costa recordou que a situação política estava melhor no início da actual legislatura por isso apelou um bom senso no seio dos atores políticos e em particular entre os cinco partidos com assento parlamentar, para o bem da sociedade guineense em geral.

Por sua vez, Alimatu Seidi começou por pedir a reabilitação da estrada do Bairro de Pessak e em relação a actual situação política do país pediu igualmente o entendimento que passa pela cedência das partes durante as negociações. ANG/LPG/ÂC/SG

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Internacional



                               Lula incorre a pena de prisão de 35 anos

Bissau,12 Out 16(ANG) - O antigo Presidente brasileiro Lula da Silva vai responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção passiva devido a negócios em Angola.

A acusação do Ministério Público Federal (MPF) formalizada na segunda-feira, dia 10, diz que “as práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram a atuação de Lula junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e outros órgãos sediados em Brasília com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola".

De acordo com a legislação brasileira, caso o antigo Presidente for condenado o cúmulo jurídico pode chegar a 35 anos de prisão e multas milionárias.

O “pivot” desta acusação é o sobrinho de Lula da Silva, Taiguara Rodrigues dos Santos, dono da empresa Exergia, que terá recebido dinheiro do BNDES para realizar trabalhos em Angola.

O ex-Presidente deve ainda responder por lavagem de dinheiro, crime que "foi praticado 44 vezes e que foi viabilizado, por exemplo, por meio de repasses de valores justificados pela subcontratação da empresa Exergia Brasil, criada em 2009 por Taiguara Rodrigues dos Santos".

Os advogados de Lula da Silva reagiram à notícia dizendo que o MPF não apresentou qualquer prova e também na segunda-feira, 10,apresentaram a defesa do antigo Presidente e da esposa, Marisa Letícia, contra as acusações feitas pela força-tarefa da Operação Lava Jato no mês passado.

Em nota, explicaram que a defesa é feita de quatro peças que que "desmontam a tese" de que "há um conjunto gigantesco de provas, especialmente contra o ex-Presidente.

"O que se evidencia é um processo sensacionalista e espectaculoso, que aniquila a garantia de presunção de inocência e no qual é nítida a violação ao contraditório e à ampla defesa, restando evidente o abuso do poder de persecução estatal", diz o comunicado dos advogados de Lula.

Eles dizem ainda que nas investigações contra o ex-presidente foram usadas as leis e procedimentos jurídicos como "arma de guerra para perseguir e destruir o inimigo", num processo denominado lawfare, e reiteraram que Lula "jamais" participou de esquema de desvio de dinheiro, que não há prova que indique essa acusação e que o ex-Presidente "jamais teve conhecimento" de esquema de corrupção ocorrido na Petrobras e que Lula "não é 'próximo' de qualquer empresa".ANG/VOA

Formação

               Profissionais dos media discutem sustentabilidade do sector

Bissau,12 Out 16(ANG) - O Ministério da Comunicação Social da Guiné-Bissau e o Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), organizam de 12 à 14 de outubro, o Fórum dos Média sobre a sustentabilidade do sector no país.
Aspecto dos participantes

O encontro tem como objectivo fazer um diagnóstico dos media na Guiné-Bissau, identificar os problemas chaves do sector e propor soluções, bem como discutir as fragilidades, os desafios e as oportunidades que o sector dispõe. 

Durante os três dias, os profissionais dos media terão oportunidade de conhecer experiencias de outros países e boas práticas de gestão de empresas média. As recomendações que sairão deste forum poderão dar pistas para o desenho de uma política nacional para o sector.

Apesar do apoio dos parceiros e do esforço dos sucessivos governos, a fragilidade do sector persiste. A insustentabilidade económica dos média e a fraca capacidade de gestão das empresas de média colocam os jornalistas numa posição de extrema vulnerabilidade face às pressões dos poderes político e económico. 

Neste contexto os média Bissau-guineenses estão impedidos de desempenhar a sua função essencial de vigilância da governação e de contribuir para a saúde da democracia.

A realização deste encontro nacional dos profissionais, gestores e proprietários dos média Bissau-guineenses é uma oportunidade para identificar os principais problemas e encontrar soluções para a sustentabilidade e fortalecimento de um sector crucial para a paz, o desenvolvimento e a boa governação.
ANG/Rádio Jovem