sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Saúde Pública



     Inaugurada primeira Casa de Acolhimento de crianças doentes de Noma

Bissau,21 Out 16(ANG) - A organização não-governamental alemã, Hilfsaktion “Noma, inaugurou quinta-feira, em Bissau, a primeira casa de acolhimento das crianças que padecem da doenca de  Noma no país.

Na ocasião, o ministro da Saúde Pública, Domingos Malú disse que no caso da Guiné-Bissau, cinco regiões são as mais afetadas pela doença e que devem merecer maior atenção por parte das autoridades do país. 

O governante agradeceu o apoio da organização alemã e garante total colaboração do Estado para o bom uso da casa.

Para o Administrador da Antena da ONG alemã no país, Mamadú Mané, o mais importante é a sensibilização junto das comunidades sobre a prevenção da Noma para a mudança de mentalidade das populações.

A doença ainda desconhecida pela maioria da população guineense é causada, em parte, por falta de higiene bucal e atinge, em particular, crianças debilitadas e malnutridas, especialmente em regiões onde a pobreza é acentuada. 

A “Noma” é uma doença também conhecida por “Estomatite Gangrenosa” e afecta principalmente crianças entre os 02 e os 06 anos. Deve-se a má nutrição e falta de higiene e está presente em países pobres de África e da América Latina.

A prevenção desta doença infantil é feita através da melhoria da higiene oral e da nutrição. Com o apoio da organização não-governamental alemã Hilfsaktion Noma, as autoridades sanitárias da Guiné-Bissau pretendem erradicar a “Noma” em todo o país.

A casa inaugurada vai funcionar como um centro de acolhimento, tratamento e de prevenção de Noma.

 A organização alemã está há mais de sete anos na Guiné-Bissau empenhada, na luta pela erradicação da doença e quando iniciou o trabalho a “Noma” era praticamente uma doença desconhecida pela maioria das populações.

Em 2012, a ONG HILFSAKTION, construiu um centro aqui em Bissau, em frente ao hospital militar que tem a capacidade para 15 pacientes e o tratamento, as operações e os medicamentos são gratuitos.
ANG/Rádio Jovem

Ensino público

                   Conaeguib pede desconvocação da greve no sector

Bissau, 21 Out 16 (ANG) – O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (Conaeguib), pediu esta quinta-feira ponderação aos dois sindicatos do sector educativo em relação a greve em curso no sector. 

Imagem de estudantes
Em entrevista exclusiva à ANG, Fidélis Biombo Cá disse que os dois sindicatos da educação nomeadamente o Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof) e o Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof), podem até ter a razão nas suas exigências, mas que devem levar em conta a situação crítica que o país enfrenta actualmente.

Aquele responsável estudantil sublinhou que o país está a viver a maior crise política e social da sua história. 

“Digo isso porque a instabilidade politica tem reflexos directos ao nível económico e quando há precariedade financeira o Estado perde a capacidade de responder às exigências sociais e é isso justamente o que está a acontecer na Guiné-Bissau”, explicou.

Para Biombo Cá  a ponderação e o diálogo franco entre as partes envolvidas será a principal arma para a resolução de qualquer diferendo, tendo frisado que as reivindicações dos professores, mais cedo ou mais tarde serão atendidas, mas os dias lectivos são irrecuperáveis.

O líder da maior organização estudantil do país disse ainda que aquando da abertura do novo ano lectivo, em Setembro, aplaudiram a iniciativa do  governo apesar de reticentes em relação ao seu sucesso.

“A nossa satisfação tinha a ver com os dias lectivos dos meses de Setembro e Outubro do ano em curso que podiam servir para colmatar as lacunas deixadas no ano transato, porque como podem testemunhar, o ano passado terminou com um enorme fracasso”, disse.

Declarou que se tudo decorresse normalmente em Novembro seria possível contar com as programações e a execução dos conteúdos do ano lectivo 2016/17.

Fidélis Biombo Cá disse que a espectativa da sua organização foi por água baixa, porque já perderam 10 dias e provavelmente vão perder mais 15 , totalizando  25 dias lectivos.

O líder do Conaeguib disse que não vão baixar os braços na procura de soluções através de contactos com os sindicatos e o Governo, salientando que não são os terceiros que vão resolver os problemas dos irmãos guineenses.

Aquele responsável máximo dos estudantes do país disse contudo estar esperançado que melhores dias virão para os alunos guineenses, lembrando que o Brasil também passou por está fase, mas quando os dirigentes daquele país se mentalizaram de que sem e educação não há desenvolvimento utilizaram as receitas provenientes dos recursos naturais nos sectores prioritários inclusive na educação e saúde.

Fidélis Biombo Cá não descartou a possibilidade de realizações de reivindicações mais exigentes por parte dos estudantes com vigílias e protestos,  caso as paralisações continuassem nas escolas públicas, afirmando que a meta de uma educação de qualidade até 2020 é uma ilusão perante os passos para trás que o sector está a dar. 
ANG/MSC/SG

Crise política


“Povo da Guiné-Bissau merece "outra elite política", diz Presidente do BAO

Bissau, 21 Out 16(ANG) - O presidente do Banco da África Ocidental, o maior banco na Guiné-Bissau, considerou hoje que o povo guineense "merecia outra elite política", lamentando a frequente instabilidade política, mas elogiando a "absoluta estabilidade social".
 
"O país tem um enorme potencial, tem uma incerteza continuada no contexto político, mas tem uma absoluta estabilidade social", disse Diogo Lacerda, numa intervenção durante a Conferência 'Guiné-Bissau: A Porta de Entrada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental', que decorre  em Lisboa.

"O povo da Guiné-Bissau merecia outra elite política; tem uma capacidade extraordinária de conviver entre si; quem olha para o presente percebe que a instabilidade é estrutural, há um grande risco, mas também há um grande prémio para os empresários que queiram arriscar e explorar um espantoso mundo de oportunidades", acrescentou o antigo secretário de Estado da Justiça português durante o Governo de António Guterres.

"Em circunstância nenhuma o confronto das elites políticas levou a confrontos entre o povo guineense, é um povo que pelo exemplo que dá merecia outra elite política", vincou o banqueiro.

O BAO, criado em 2000, é o maior banco a operar no país, com uma rede de nove balcões.
A conferência que esta tarde decorre em Lisboa pretende analisar as potencialidades do país estar inserido na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, um mercado de 15 países, com 380 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto a rondar os 675 mil milhões de dólares.
ANG/Lusa

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Crise política


Sociedade Civil revela promessa de Alpha Condé de pedir ao José Mário Vaz, para  nomear um Primeiro-ministro indicado pelo PAIGC

Bissau, 20 Out 16 (ANG)O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento disse que o mediador da  crise política  no país, o chefe de Estado da Guiné Conacri, Alpha Condé,   prometeu pedir ao Chefe de Estado José Mário Vaz, no sentido de aceitar o nome indicado pelo PAIGC (dentre os três propostos) para liderar o próximo governo.
Jorge Gomes

 Durante uma conferência de imprensa, na quarta-feira  em Bissau, Jorge Gomes, acrescentou que a escolha duma figura ligada ao PAIGC, no entender de Alpha Condé, pode contribuir para acalmar os ânimos.

Contudo, Gomes afirmou que cabe ao Presidente da República, José Mário Vaz,  anunciar a figura que irá assumir as funções do Primeiro-ministro, como segundo as suas palavras, foi recomendado em Conacri.

 Ainda nessa conferencia de imprensa as organizações da Sociedade Civil e as confissões religiosas  exigiram aos subscritores do acordo político de 14 deste mês em Conacri, o seu “cumprimento integral e a letra”, com vista a formação dum novo governo “inclusivo e de consenso”.

 Porque, acrescenta Jorge Gomes: “o mesmo foi lido na presença de todos” e aos signatários foram “dados a possibilidade de apresentarem dúvidas ou questões que julgarem pertinentes”.

“Na altura, ninguém se opôs, pelo que o momento é extemporâneo e nem é oportuno qualquer interpelação ao acordo pelas partes assinantes”, acrescentou.

Quanto  a polémica entre os partidos PAIGC e o PRS, em relação a quem deve ser o futuro Primeiro-ministro, este responsável da sociedade civil assegurou que não houve em Conakry, a escolha em concreto, de um dos  três nomes propostos para chefiar executivo de “consenso e inclusivo.
  
De referir que,O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento havia advertido  a classe política guineense para que se entendesse sobre  a formação dum governo de unidade nacional, caso contrário, convocará manifestações populares para exigir a estabilização política e governativa da Guiné-Bissau.
ANG/QC /SG




Política



 “Novo Primeiro-ministro vai ser anunciado na próxima semana”, garante Presidente da República

Bissau,20 Out 16(ANG) - O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau vai ser anunciado na próxima semana pelo Presidente da República, declarou hoje o próprio chefe de Estado, José Mário Vaz.
 
O líder guineense falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, de partida para Cabo Verde, para assistir à posse do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, e disse que da sua parte tudo tem feito para que o país conheça o novo chefe de Governo.

José Mário Vaz disse ter enviado já convites aos responsáveis dos órgãos de soberania, partidos com e sem assento parlamentar, elementos da comunidade internacional e da sociedade civil, com os quais se irá reunir antes de decidir na próxima semana.

Em relação aos procedimentos para a escolha do primeiro-ministro e a consequente formação de um Governo de consenso, afirmou que não é um processo que dependa apenas do chefe de Estado, mas também das demais forças vivas do país.

"O Presidente tem um papel importante, mas [o processo] não depende só dele, depende de todos os órgãos de soberania e de todas as partes implicadas neste processo.O Presidente está apenas a cumprir com o compromisso assumido entre as partes", defendeu.

O líder guineense disse ser sua vontade que tudo fique esclarecido em relação à escolha de um primeiro-ministro e novo Governo antes da sua partida para a cimeira dos chefes de Estado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que terá lugar em Novembro, em Brasília.

"Gostaria de levar uma posição mais clara sobre o que se passa no país e o que foi feito pelos guineenses", enfatizou Mário Vaz, apelando aos dois principais partidos no Parlamento, PAIGC e PRS, para se entenderem.

O Presidente guineense disse que ainda não iniciou as consultas com as partes porque o primeiro-ministro em exercício, Baciro Djá, se encontrava fora do país, mas uma vez que este já regressou a Bissau o processo vai começar, afirmou.

"Tudo tem o seu tempo. O primeiro-ministro chegou ontem (quarta-feira) e antes de iniciar fosse o que fosse é preciso conversar com ele, informá-lo que estou a iniciar esse processo", declarou José Mário Vaz.
ANG/Lusa

CAN/2017

                               Guiné-Bissau estrea-se frente ao Gabão   
Bissau,20 Out 16(ANG) - A selecção da Guiné-Bissau vai estrear-se com o Gabão, país anfitrião na 31ª edição do Campeonato Africano das Nações CAN-2017 no dia 14 de Janeiro, em Libreville em jogo inaugural do torneio.
Sugundo o sorteio realizado na quarta-feira, os “Djurtus” da Guiné-Bissau, vão integrar o Grupo A, juntamente com as selecções do Gabão, Camarões e Burkina Faso.


Em reacção à Radio Jovem sobre o sorteio, o seleccionador nacional de futebol Baciro Candé disse que a Guiné-Bissau vai encarar, olhos nos olhos, sem receios e com muita determinação, todos os três adversários no grupo A do CAN2017. 

Baciro Cande mostrou-se também confiante "na força do potencial coletivo jovem" da equipa nacional.

Declarou que é uma prenda dada ao país por ser sorteado a abrir o maior evento desportivo das selecções do continente africano.

Sobre o grupo da Guiné-Bissau, o seleccionador nacional afirma que tudo está em aberto e é possível passar a fase seguinte. 

Disse entender que é preciso criar condições para que nos próximos tempos se possa concentrar na preparação da selecção, que participa pela primeira vez nesta fase do CAN.
A selecção guineense irá hospedar num dos hotéis mais luxuosos de Libreville. 

O primeiro vice-presidente da Federação Nacional de Futebol  Celestino Goncalves (Tinex) disse que, com o apoio dos emigrantes guineenses no Gabão, os adeptos que queiram ir apoiar a equipa nacional serão bem acolhidos e orientados.

Gonçalves Tinex garante que em termos de organização tudo estará em ordem antes do início do evento.

O CAN-2017 irá decorrer de 14 de janeiro à 05 de fevereiro do próximo ano, no Gabão.
A Guiné-Bissau é um dos países estreantes nesse torneio de futebol e único representante dos países africanos de expressão portuguesa.

As 16 selecções que irão participar no torneio divididos em quatro grupos vão competir em três cidades gabonesas.O sorteio ditou as selecções do Gabão, Guiné-Bissau, Camarões e Burkina Faso no Grupo A, Argélia, Tunísia, Senegal e Zimbabwe no Grupo B, Costa de Marfim, RD Congo, Marrocos e Togo no Grupo C, Gana, Mali, Egipto e Uganda no Grupo D.
ANG/Rádio Jovem