sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Polémica sobre figura de PM

       UM afirma que “se chegou ao consenso sobre um nome” em Conacri

Bissau, 21 Out 16 (ANG) O Partido “União para a Mudança” defende que “se chegou à um consenso sobre um nome”, entre os propostos pelo Presidente José Mário Vaz, para desempenhar o cargo do Primeiro-ministro do futuro governo inclusivo e de consenso.

Agnelo Augusto Regala
Durante uma conferência de imprensa convocada hoje para o efeito, o seu Presidente, Agnelo Regala, disse que o referido “consenso” não constou no Acordo, nem no Comunicado Final do encontro de Conacri, “por uma questão de soberania”.

“O referido nome deveria ser apresentado, em primeiro lugar, ao Presidente da República da Guiné-Bissau, que por sua vez, procederia a sua divulgação” declara o político.

Como fundamento, o Presidente da União para a Mudança afirma que o mediador da crise política no país indigitado pela CEDEAO, o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, terá declarado na plenária em que foi assinado o “Acordo de Conacri”, que “tinha sido alcançado um consenso sobre o nome do novo Primeiro-ministro”.

Segundo Agnelo Regala, Alpha Condé “ deveria transmitir esse nome de consenso, em primeira mão, ao Presidente da República da Guiné-Bissau, a margem da Cimeira da União Africana”, que se realizou na semana passada em Togo, para que José Mário Vaz, por sua vez, pudesse o divulgar em seguida.

Perante aquilo que este líder político chama de “aprofundamento da crise política, cuja repercussão se faz sentir a nível social, com a degradação constante das condições de vida das populações”, a União para a Mudança  convida aos actores políticos e sociais a assumirem as suas rresponsabilidades na procura de uma solução em prol do país.

Por fim, o Presidente da União para a Mudança (UM), Agnelo Regala agradeceu à Comunidade Internacional e ao mediador da CEDEAO, o Presidente Alpha Condé, pelo “papel desempenhado em prol da paz e da estabilidade na Guiné-Bissau”.

Uma delegação da União Para a Mudança chefiada pelo seu líder Agnelo Regala tomou parte na reunião de Conacry, promovida por Alpha Condé.  
ANG/QC/

Residentes gambianos



       Secretário-geral da Comunidade pede obdiência às leis da Guiné-Bissau

 Bissau, 21 Out 16(ANG) – O Secretário-geral da Comunidade Gambiana na Guiné-Bissau exortou aos seus conterâneos a respeitarem as leis do país como forma de salvaguardarem a integração na sociedade guineense.

Ansumane Mané, em entrevista exclusiva à ANG disse que actualmente existem no país cerca de quatro mil cidadãos gambianos cujA maioria trabalha na área dE comércio.

Afirmou que uma das maiores dificuldades com que se deparam  tem a ver com as exigências de pagamento de diversos impostos por parte das autoridades nas linhas fronteiriças quando entram com as suas mercadorias.

Perguntado sobre se os cidadãos gambianos no país estão todos documentados e legalizados, Ansumane Mané disse que neste sentido não houve queixa, acrescentando que todos estão bem seguros com respectivos cartão de estrangeiro.

Questionado sobre como é que tem reagido cada vez que  seus conterâneos praticam actos ilícitos no país, Ansumane Mané respondeu que comunicam de imediato a sua representação diplomática e que esta deligencia junto das autoridades competentes a fim de solucionar o problema.
ANG/ÂC/SG

França




Bissau, 21 Out 16 (ANG)O presidente de França, François Hollande está a ser criticada por toda a gente, da extrema-direita à esquerda, dos magistrados aos futebolistas, pelas confidências que revela num livro polémico. 
 
A obra que deveria “salvar” a face de Hollande parece estar a “enterrá-lo” num mar de críticas.

Un président ne devrait pas dire ça” (Um presidente não deveria dizer isso…), livro escrito por dois jornalistas do Le Monde, Gérard Davet e Fabrice Lhomme, com base em conversas com Hollande, coloca o chefe de Estado de França no centro das críticas de todos os quadrantes políticos, da esquerda à direita.

As “balas” contra Hollande chegam até do ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Marc Ayrault, considerado próximo de Hollande ou não tivesse sido seu primeiro-ministro entre 2012 e 2014.

“Um presidente não devia dizer isto… A resposta está no título, é a única coisa interessante do livro”, salienta Ayrault, citado pelo 20minutes.fr.

Este azedume todo justificar-se-á também porque Hollande fala de Ayrault no livro como alguém “tão leal que é inaudível” e que “faz o seu trabalho sem entusiasmo excessivo”.

O livro deveria ser uma espécie de “operação de resgate” do presidente francês, conforme aponta o jornal Le Figaro, nas vésperas das eleições presidenciais em que Hollande espera ser eleito para um segundo mandato.

O objectivo seria a “reconciliação” com a esquerda, mas as “confissões do chefe de Estado não param de provocar reacções hostis”, sustenta o diário francês.

Entre as revelações mais surpreendentes do livro, François Hollande revela ter “decidido, pelo menos, quatro assassinatos selectivos“, pretensamente de terroristas jihadistas, destaca o Le Figaro, realçando que terão sido feitos ao abrigo das chamadas “Operações Homo” (sendo “homo” de homicidas).

A direita critica a revelação de um segredo militar e o líder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon, fala em actos passíveis de serem julgados no Tribunal Penal Internacional, de acordo com o 20minutes.fr.

E ninguém considera válida a defesa de Hollande que diz que “outros presidentes fizeram o mesmo” – talvez por nunca o terem assumido num livro.

Os incómodos com a obra estendem-se à Frente Nacional de Marine Le Pen e especialmente pela ideia de Hollande de que “a mulher com véu de hoje em dia, será a Marianne de amanhã”.

Marianne é a figura simbólica da República Francesa e o partido de extrema-direita não gostou da comparação e nem a contextualização feita pelo presidente no livro alivia o desconforto.

“De uma certa maneira, se lhe oferecermos as condições para o seu florescimento, ela libertar-se-á do seu véu e tornar-se-á uma francesa, continuando a ser religiosa se o quiser ser”, afiança Hollande na obra onde assume ainda que o Islão da França é “um problema” por “exigir locais, reconhecimentos”.

Outra das confidências do presidente francês que está a causar desconforto, mas mais à esquerda, é a ideia de que há demasiados imigrantes, princípio contrário àquilo que o presidente socialista tem defendido publicamente.

“Há demasiadas chegadas, imigração que não devia acontecer”, aponta Hollande que fala ainda da necessidade de “um acto de liquidação”, de um “hara-kiri” para o Partido Socialista.

Ele diz que gostaria de acabar com o partido que já dirigiu para criar um novo partido progressista, um dado que deixou a actual direcção socialista em fúria.

Mas as revelações de Hollande também incomodam na Grécia, já que revela no livro que o governo de Alexis Tsipras terá pedido a Vladimir Putin para “imprimir dracmas na Rússia porque eles já não tinham impressoras para o fazerem”, referindo-se à moeda grega antes da passagem ao Euro.

Das 61 conversas que os dois jornalistas autores da obra tiveram com Hollande, conforme adianta o 20minutes.fr, saltam ainda as críticas aos magistrados, acusados por Hollande de “cobardia” e de fazerem “o jogo das virtudes”.

O Conselho Superior da Magistratura de França já reagiu com desagrado, considerando que são declarações “perigosas e injustas”, conforme cita o Le Figaro, e Hollande foi forçado a escrever um pedido de desculpas.

O presidente também dispara contra os futebolistas “sem referências, sem valores” que passaram de “rapazes mal educados a vedetas riquíssimas” e diz que a Federação Francesa deveria organizar “formações” tipo “musculação do cérebro” para os jogadores.
Diz o Le Figaro que as palavras até tiraram do sério o pacato Zinédine Zidane!

Ninguém sabe como reagiu Nicolas Sarkozy, o antecessor de Hollande na presidência de França e possível rival na corrida ao próximo mandato no Eliseu, que é descrito como “um coelho Duracell, sempre em vias de se agitar”, obcecado pelo dinheiro. dominado pelo “cinismo”.

A política francesa está assim, em polvorosa com estas “declarações surpreendentes”, “revelações incríveis” e “segredos bolorentos”, como refere a editora do livro no seu site, realçando que “nunca um Presidente da República tinha sido empurrado a entregar-se a este ponto”.
ANG/SV/ZAP

Função pública



 CGSI considera de “grave” o pagamento parcial de salários na função pública

Bissau, 21 Out 16 (ANG) - O Secretário-geral da Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB), Filomeno Cabral considerou hoje de “grave” o não pagamento do salário  de Setembro à parte de funcionários públicos que recebem no banco Orabank.

Filomeno Cabral
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné, Filomeno Cabral disse que a referida situação merece uma explicação por parte dos governantes.

“A situação de salários em atraso será uma novidade para os guineenses uma vez que os trabalhadores já estão desabituados dessa questão. Assim sendo não iremos compactuar com a injustiça porque todos merecem gozar dos seus direitos”, refere Cabral.

Aquele líder sindical acrescentou que os sindicatos vão decidir em conjunto o que vão fazer para solucionar a situação, sublinhando que não é possível que governantes que se  depararem com problemas de pagamento de  salários aos seus servidores  estarem a viajar constantemente.

Afirmou que o sindicato vai  exigir que o governo convoque a reunião do Conselho Permanente de Concertação Social de modo a poderem discutir muitos problemas que afectam a vida dos funcionários públicos.

Filomeno Cabral disse que o povo guineense merece viver em paz por isso é necessário que os governantes pensem no bem comum deixando de lado os benefícios pessoais.

Parte de funcionários públicos, os que recebem por via do Orabank ainda não receberam os seus ordenados de Setembro.
ANG/AALS/SG

Ranking da FIFA


                 Guiné-Bissau é o mais bem posicionado dos PALOP

Bissau, 21 Out 16(ANG) - A Federação Internacional de Futebol (FIFA) divulgou quinta-feira o ranking de seleções referente ao último mês no qual a seleção nacional da Guiné-Bissau superou todos os países africanos falantes da Língua Portuguesa.

Segundo a Rádio Jovem, os Djurtus que na última actualização estava na posição número 73 depois da seleção Cabo-verdiana, agora superou os tubarões azuis que há muito tempo figurava como melhor seleção africana falante da língua Portuguesa e numa ocasião melhor da África (actualização de Março de 2016).

A seleção de todos nós subiu de lugar número 73 para 69 no ranking mundial superando todos os países dos PALOP. Ao nível do continente africano ela é a 17ª melhor, sempre aparecendo acima dos Tubarões Azuis.

A seleção nacional da Guiné-Bissau sob comando do mister Candé continua a fazer a história e desta vez subiu no ranking mesmo vendo o seu jogo de preparação contra o Canadá adiado para o dia 11 de Novembro.

Confira o posicionamento dos países dos Palop no Ranking de Fifa actualizado segunda-feira.

  1. Guiné-Bissau - 69
  2. Cabo-Verde- 71 lugar
  3. Guiné-Equatorial - 92º lugar
  4. Moçambique -95º lugar
  5. Angola - 134º lugar
  6. São Tomé- 153º lugar
ANG/Rádio Jovem