quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Telecomunicações

        PM confirma reabertura das empresas Guinetel e Guiné-Telecom

Bissau, 5 Jan 17 (ANG) – O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau confirmou quarta-feira a reabertura das empresas de telecomunicações públicas Guinétel Guiné-Telecom, que haviam sido anunciados pelo titular do sector.

Em declarações à Rádio Jovem, depois de visita que efectuou as instalações das duas empresas, Umaru Sissoko Embalo disse que apesar das referidas empresas encontrarem tecnicamente em falência, o seu governo decidiu a sua reabertura para permitir o seu normal funcionamento.

Sissoko Embalo afirmou no entanto que o executivo neste sentido irá  esforçar para poder minimizar os problemas financeiros que as duas empresas de telecomunicações pública  enfrentam há muito tempo.

O Presidente do Sindicato da Guinétel e Guiné-Telecom declarou que os funcionários das duas empresas receberam, com muito agrado, a decisao governamental , tendo apelado o  engajamento do executivo na materialização dessa decisão.

David Mingo acrescentou  que os funcionários da Guinétel e Guiné-Telecom  se entregaram aos trabalhos de ensaio dos equipamentos  que se encontravam  paralisados ha muito tempo.

"Como sabem a empresa Guinétel e Guiné-Telecom como entidades públicas, para serem rentáveis , devem ser contempladas no Orçamento Geral do Estado", explicou Mingo.
ANG/ PFC/SG    

     

Gâmbia


                      Regime Jammeh reprime elementos da oposição

Bissau, 05 Jan 17 (ANG) - A agência de notícias africana Panapress denunciou que o Governo gambiano lançou uma repressão massiva contra os membros da oposição, detendo alguns, e encerrou uma estação de rádio independente, a rádio FM Tanraga.

Segundo a fonte, o opositor Daba Muhammed Kuyateh foi detido no domingo, na sua residência em Bakoteh, e está actualmente encerrado na sede da Agência Nacional de Inteligência (NIA).

A repressão segue-se à afixação de cartazes nas ruas de Banjul, a capital, e a impressão em camisolas das palavras “GambiaHasDecided” (A Gâmbia Já Decidiu), por membros da oposição, refere a Panapress e acrescenta que a Agência Nacional de Inteligência ameaçou deter a equipa de campanha #GambiaHasDecided e os seus simpatizantes.
 
A informação foi confirmada por fontes na cidade comercial de Serrekunda, onde testemunhas revelaram que elementos das Forças Armadas retiraram todos os cartazes e perseguiram jovens nas suas casas.

No primeiro dia do ano, o  presidente cessante e candidato derrotado nas últimas presidenciais, Yahya Jammeh, que após reconhecer a derrota, deu o dito pelo não dito e agora recusa entregar o poder, acusou a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de fazer-lhe “uma declaração de guerra” ao  prometer “engajar todos os meios para o afastar do poder”. 

Yahya Jammeh excluiu participar em diálogo da CEDEAO devido ao que considera “parcialidade” desta  organização regional da África Ocidental e reiterou o pedido de anulação das eleições presidenciais realizadas em 1 de Dezembro.

O Presidente cessante e candidato derrotado reclama uma nova votação e já afirmou que continua à governar até o Tribunal Supremo se pronunciar sobre o seu recurso, que deve ser examinado em 10 de Janeiro, nove dias antes de expirar o seu mandato, à luz da Constituição.     

Além da CEDEAO, a União Africana e Nações Unidas têm apelado a Yahya Jammeh para aceitar a derrota e abandonar o poder. 

O enviado da ONU para a África Ocidental apela ao Presidente cessante a “respeitar o veredicto das urnas e garantir a segurança do Presidente eleito, Adama Barrow, e de todos os cidadãos gambianos”.

Yahya Jammeh afirmou que a intervenção de potências estrangeiras não vai mudar a sua decisão e advertiu que não vai tolerar nenhuma manifestação nas ruas e, numa decisão considerada por analistas como uma tentativa de assegurar a lealdade da hierarquia militar, promoveu pelo menos 250 oficiais subalternos e superiores.

O Chefe de Estado cessante da Gâmbia impediu a aterragem, no aeroporto de Banjul, de um avião que transportava uma delegação da CEDEAO. A organização integrada por 15 Estados africanos enviou em 13 de Dezembro à capital gambiana, Banjul, uma missão de Chefes de Estado integrada pela liberiana Ellen Johnson Sirleaf e o nigeriano Muhammadu Buhari, presidente em exercício da organização, para convencer, sem sucesso, Yahya Jammeh a ceder o poder.  

Após o fracasso da mediação regional, a CEDEAO admite, caso falhe a “diplomacia preventiva”, tomar “decisões mais drásticas”, entre as quais a opção militar para a “possível solução” da crise.  
ANG/JA

Política


“França apoia decisão da CEDEAO sobre a crise na Guiné-Bissau”,diz embaixador

Bissau,05 Dez 17(ANG) - O novo embaixador da França em Bissau, Jean Louis Joel, que quarta-feira apresentou cartas credenciais, disse que Paris apoia e se revê na decisão de líderes da Africa Ocidental para acabar com a crise política na Guiné-Bissau.
 
Em declarações aos jornalistas à saída da audiência com o Presidente José Mário Vaz, o diplomata afirmou que o seu país se revê na posição da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e particularmente a do Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, para a saída da crise na Guiné-Bissau.

Na qualidade de mediador da CEDEAO na crise política que divide os líderes guineenses há cerca de dois anos, Alpha Condé negociou um acordo segundo o qual o primeiro-ministro teria que ser uma figura de consenso e de confiança do chefe do Estado, José Mário Vaz.

Quatro dos cinco partidos com representação parlamentar não integram o Governo, entretanto, investido pelo Presidente guineense, por não concordarem com o nome de Umaro Sissoco Embaló, proposto para o cargo.

Na sua última cimeira de chefes de Estado e de Governos, realizada na Nigéria, a 18 de dezembro, a CEDEAO recomendou ao Presidente guineense o cumprimento do Acordo de Conacri, que a organização diz ser o instrumento capaz de fazer a Guiné-Bissau sair da crise política.

O embaixador francês afirmou que o seu país apoia a posição da CEDEAO por estar de acordo com a do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da União Africana.

Em relação à cooperação bilateral com a Guiné-Bissau, o embaixador francês prometeu a continuidade dos apoios do seu país nomeadamente no âmbito de projetos de desenvolvimento europeu e do Fundo Mundial de Luta contra SIDA.

O diplomata acrescentou que a França irá manter os programas do ensino e expansão da língua francesa na Guiné-Bissau.

Jean Louis Joel disse ter aproveitado também a audiência com o líder guineense para transmitir a preocupação do seu Governo em relação à situação política na Gâmbia, onde o Presidente cessante, Yahya Jammeh, recusa-se a abandonar o poder  depois de perder as eleições.
ANG/Lusa

Política


PAIGC condena alegada tentativa de silenciar partidos políticos e sociedade civil

Bissau, 05 Dez 17 (ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condena o que considera de tentativa de silenciar os partidos políticos e as organizações da sociedade civil do país por parte do Presidente da Republica.

 Num comunicado à imprensa a que à ANG teve hoje acesso, os libertadores declararam que vão reforçar as suas mobilizações para o combate às alegadas acções ditatoriais

“O PAIGC regista com elevada apreensão a nova onda de intimidação e perseguição lançadas por José Mário Vaz após ameaças difundidas nos órgãos de comunicação social com evocação da competência para o recurso à prisão, tortura e assassinato contra todos os que não se conformem com a política ditatorial a ser implementada no país”, refere o documento.

No comunicado o PAIGC revela que recebeu notas de convocação pelo Ministério Público do seu líder e de outras formações políticas.

“Este comportamento é errático e selectivo do Ministério Público, porquanto fiscal da legalidade democrática e do interesse público e social ao manter no silêncio e impavidez perante as ameaças do Presidente da República”, considerou o comunicado.
ANG/AALS/SG

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Crise migratória



Itália quer acordos com Níger, Tunísia e Líbia para repatriação de migrantes 

Bissau, 04 Jan 17 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália anunciou hoje estar a trabalhar em acordos com o Níger, a Tunísia e a Líbia para acelerar as repatriações de migrantes indocumentados que chegam à costa italiana.

"Temos salvado muitas vidas, mas não podemos aceitar de ninguém violações das regras. Por isso devemos acelerar as expulsões e repatriações: estamos a trabalhar para concluir acordos que diminuam as entradas impedindo as saídas", afirmou Alfano, numa entrevista publicada hoje pelo diário italiano "La Stampa".

O ministro explicou que o país está a trabalhar com o Níger, país com o qual "se está perto de chegar a acordo", e também com a Tunísia e a Líbia.

Para Alfano, a crise migratória é um dos desafios mais importantes que a Europa enfrenta há meses.
"Que ninguém pense que a questão migratória se resolveu com o acordo assinado com a Turquia", disse.

O ministro manifestou solidariedade com a Turquia, após o recente atentado em Istambul, que causou 39 mortos, e defendeu a necessidade de uma maior troca de informação entre a "polícia e os serviços de informação" dos países europeus que permita "garantir a segurança" e prevenir ataques.
"Devemos relançar a ideia de um sistema de defesa comum", disse Alfano.

A União Europeia, acrescentou, deve criar medidas que aumentem a segurança no continente face a possíveis ameaças terroristas e também acordar uma estratégia comum na questão da gestão do drama dos refugiados.

"Devemos enfrentar o problema dos grandes fluxos migratórios desde a raiz: são os conflitos em países como a Síria ou o Iraque as causas dos fluxos de milhões de refugiados", concluiu.  
 ANG/Lusa/Inforpress

Finanças Pública

       Governo e parceiros económicos debatem sobre reformas no sector

Bissau 04 Jan 16 (ANG) – O ministro da Economia e Finanças convidou hoje os parceiros económicos e financeiros do governo nomeadamente a Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Associação Nacional dos Agricultores da Guiné-Bissau, Bancos Comerciais, Despachantes e o Comando da Guarda Nacional para um encontro de troca de impressões sobre as reformas a adotar no sector.
 
Em declarações à imprensa, João Aladje Mamadú Fadia disse que estão em concertação com os diferentes intervenientes no sector, para lhes informar de algumas medidas imediatas que pretende implementar para dinamizar e garantir, no mínimo, o funcionamento da economia nacional.

O governante destacou que as referidas instituições são as bases fundamentais de contribuição, quer para as receitas de Estado, como para  reservas cambias do país, economia familiar guineense e a comercialização da castanha de caju.

“Vamos em conjunto detectar com as referidas organizações as formas de  garantir uma boa campanha de comercialização de caju. Estamos a fazer tudo isso porque estamos numa fase em que a economia do país está a enfrentar momentos boas e menos boas “ disse.

O ministro da Economia e Finanças afirmou que a situação do país, em termos de balança de pagamento, é boa, porque as reservas cambiais permitem garantir mais de 12 à 14 meses de importação, acrescentando que a parte da gestão da moeda encontra-se igualmente de boa saúde e a inflação do ano passado está dentro dos parâmetros ou seja abaixo dos 3 por centos da meta fixada pela UEMOA.

No que toca as finanças públicas, o governante disse que a situação é muito preocupante e deve constituir motivo de preocupação para todos os guineenses, indicando, a título de exemplo, as greves nos sectores da educação, saúde, e as condições de funcionamento dos hospitais, do abastecimento da eletricidade e água e as condições péssimas das infraestruturas.

“Por isso é que estamos a fazer esta concertação porque precisamos de mobilizar as receitas a nível interno e não podemos estar a espera que os outros países venham dar-nos de comer, e assegurar-nos a assistência sanitária e educacional”, disse, frisando que, se houver uma boa utilização das receitas cobradas podemos fazer o mínimo ou o essencial.

Mamadu Fadia informou que em 2014 o Governo tinha de divida perante o Banco central dos Estados da África Ocidental apenas 10 mil milhões de francos cfa, mas que agora o estado deve a esse banco cerca de 50 mil milhões de francos cfa.

Fadia questiona o paradeiro do acréscimo de 40 mil milhões de francos cfa.
ANG/MSC/ÃC/SG

Política


   Lançado Movimento para Instauração da Disciplina e Ordem no PAIGC  

Bissau, 04 Jan 17 (ANG) - O Movimento para Instauração da Disciplina e Ordem no PAIGC qualificou esta terça-feira de “obscuras e duvidosas” as acções do actual Primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
 
Em conferência de imprensa na qual o grupo anunciou  a criação do movimento, Pedro de Carvalho, criticou que, actualmente no país, as funções de Primeiro-ministro são comercializadas, o que coloca em perigo a democracia guineense.

Acusou o Presidente   José Mário Vaz de ser o promotor da crise política na Guiné-Bissau, por criar e apadrinhar o grupo dos 15 para se aliar com o Partido da Renovação Social(PRS).

Por sua vez, o Presidente do Movimento, Serifo Sane defendeu que a Ordem e a disciplina partidária são instrumentos que guiam os ideais do PAIGC.

Referiu que o Presidente da República demitiu o Governo de Simões Pereira  com alegações de ter governantes indiciados na justiça, mas que deu posse ao governo liderado por Umaro Sissoco Embalo que integra dirigentes com os mesmos problemas.

“A nossa organização não irá compactuar com a tirania.Assim sendo, a nossa tolerância é  zero aos que remam de má-fé contra a vontade popular”, afirmou Sané. 
 ANG/AALS/SG

CAN2017


Djurtus despedem-se dos guineenses amanhã num jogo-treino com a seleção local

Bissau, 04 Jan 17 (ANG) – A Seleção Nacional de Futebol (Djurtus) despede-se quinta-feira dos guineenses, num jogo treino a ser realizado no Estádio Nacional “24 de Setembro” frente a Selecão Local.
 
Segundo informações avançadas à ANG por um dos membros do Comité Executivo da Federação Nacional de Futebol, a deslocação da equipa nacional para Gabão pode acontecer dentro de dias.

Aquele responsável federativo informou que o governo ainda não disponibilizou as verbas orçadas para a participação no Campeonato Africano das Nações.

Acrescentou  que todos os jogadores convocados pelo técnico nacional Baciro Candé, já se encontram no país, a fim de partirem juntos com a comitiva para o Campeonato Africano das Nações (CAN) a realizar-se em Gabão.

Entretanto, os Djurtus estão  a preparar o jogo de amanhã contra a Selecão Local, no Estádio Nacional 24 de Setembro. 
ANG/LLA/SG

Justiça


    Procuradoria Geral da República convoca líder da APU-PDGB para audição

Bissau, 04 Jan 17(ANG) - A Procuradoria-Geral da República convocou o líder do partido Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) para uma audição na quinta-feira, no âmbito de uma denúncia que este fez recentemente.
Nuno Gomes Nabiam

Segundo a agência Lusa que cita uma fonte deste partido,, Nuno Gomes Nabiam deverá comparecer no Ministério Público a partir das 10h00 desse dia.

Nabian será ouvido no âmbito de um processo de inquérito aberto pela Procuradoria para que esclareça as denúncias que fez segundo as quais estaria em marcha um alegado plano para prender e destituir de funções o líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá.

Numa reunião do seu partido, Nuno Nabian afirmou estar na posse de informações que apontavam pela iminência da execução do alegado plano que segundo disse teria como objetivo levar o Parlamento - sem Cipriano Cassamá- a aprovar o programa do Governo de Umaro Sissoco Embaló.

Em reação à denúncia do líder da APU-PDGB, o Parlamento responsabilizou o Presidente guineense, José Mário Vaz, pelo alegado plano e disse estar na posse de "sinais evidentes" que apontam para a execução da iniciativa.

O Parlamento da Guiné-Bissau tem estado bloqueado através de votos maioritários de elementos do PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas mas arredado de governação, em sinal de protesto daquela formação política em relação às decisões do chefe do Estado.

O facto tem impedido a que programas de três governos e propostas de Orçamento Geral do Estado não sejam aprovados desde 2015.

O PAIGC já anunciou a sua intenção de voltar a impedir o funcionamento do Parlamento para que o programa do Governo do primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló não seja aprovado.
ANG/Lusa