quarta-feira, 15 de março de 2017

Crise política


      Organizações internacionais preocupadas com situação da Guiné-Bissau

Bisssau, 15 Mar 17 (ANG) – As cinco Organizações Internacionais, parceiras do processo de consolidação da paz na Guiné-Bissau, chamadas de « P5 », afirmam estar « preocupadas com a evolução da situação política no país ».
 
A preocupação foi manifestada através de uma Declaração Conjunta do grupo enviada hoje à  ANG.

« O clima político na Guiné-Bissau é cada vez mais caracterizado por um aumento de tensões políticas e sociais, bem como uma escalada verbal, por meios interpostos, pelos actores políticos, num contexto de acusações e contra-acusações mútuas », lê-se no documento.

Como exemplos, os « P5 » falam em manifestações de rua de 9 e 11 de Março de 2017 patrocinadas por forças políticas rivais e algumas declarações recentes de políticos proeminentes membros da Assembleia Nacional Popular ou do Governo ».

 Neste contexto, acrescenta o documento,  é « imperativo parar esta espiral de tensão antes que se transforme em excessos violentos ».

Por isso, a ONU, a UA, a CEDEAO, a CPLP e UE  convidam o Presidente da República, na sua qualidade de garante das instituições da República e da Constituição, a usar  a sua autoridade moral para garantir o respeito pelas instituições e o Estado de Direito e assegurar a resolução dos diferendos por meio do diálogo, canais legais e espírito de consenso.

 «O P5 convida igualmente o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP-Parlamento), bem como aos líderes de partidos políticos representados na ANP para mostrarem responsabilidade e darem a sua contribuição para evitar agravamento da tensão e para a restauração efectiva do diálogo e de paz no exercício da política na Guiné-Bissau ».

Ainda,  o «  P5 recorda que o Conselho de Segurança da ONU, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana e a Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO consideram os acordos de Conacri como a estrutura preferida para resolver a crise na Guiné-Bissau, liderado pelo mediador da CEDEAO, Alpha Condé, Presidente da República da Guiné-Conacri e   da União Africana ».

 Por isso, a comunidade internacional promete « continuar a trabalhar para o envio, no menor tempo possível, da missão de monitoramento de alto nível da CEDEAO, tal como previsto pelos acordos de Conacri,  em conformidade com as recomendações do Conselho de Segurança da ONU e Conselho de Paz e Segurança da União Africana ».

Finalmente, a CEDEAO, a UA, a ONU, a CPLP e a UE reiteram a sua determinação em continuar a trabalhar ao lado do povo da Guiné-Bissau, principal vítima desta crise, contribuir para a estabilidade política e social, condição sine qua non para a paz, a democracia e o desenvolvimento socioeconómico sustentável ».  
ANG/QC/SG

Cooperação


Guiné-Bissau e Nigéria assinam acordo no domínio da formação de quadros

Bissau, 15 Mar 17 (ANG) - A Guiné-Bissau e  Nigéria assinaram um acordo no domínio de formação de quadros e apoio logístico, disse hoje a imprensa o  Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo.
 
 Embalo fez essas revelações à chegada ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, depois de uma visita à Nigéria , onde disse ter abordado com o chefe de estado interino desse país  várias situações do país , inclusive a crise política vigente na Guiné-Bissau.

O chefe do governo guineense disse ter convidado ao presidente da Nigéria a visitar a Guiné-Bissau para fazer a avaliação da situação politica.

Perguntado   sobre a reunião do Conselho de Estado agendado para hoje a tarde pelo Presidente da República, para analisar a proposta feita pelo Líder da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, respondeu que se trata de  uma  *proposta falhada* para o cumprimento  do acordo de Conacri.    
  
Cipriano Cassamá propõe a nomeação de Augusto Olivais, do PAIGC, no lugar de primeiro-ministro e a formação de um governo inclusivo integrado por partidos com assento parlamentar, nas proporções de 17 pastas para o PAIGC, 12 para o PRS e uma pasta cada aos restantes três formaçoes com representação parlamentar.

Sissoco disse, contudo,  que o acordo de Conacri deve ser cumprido para tirar o país da situação em que se encontra.  

Umaro Sissoko Embalo disse ainda que a Guiné-Bissau não têm crise política, mas sim uma liderança agitada e falhada de Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), em  termos de gestão dos militantes do seu partido.   
 ANG/ PFC/SG

Zona marítima comum


                Jorge Malu defende revisão do acordo com Senegal

Bissau, 15 Mar 17 (ANG) – O Ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu hoje a revisão do “Acordo de Gestão e Cooperação” da Zona Marítima Comum, entre Guiné-Bissau e Senegal, satisfazendo os interesses dos dois países.
Jorge Malú

 Jorge Malú proferiu estas declarações, na cerimónia de abertura dos trabalhos da Comissão guineo-senegalesa de Avaliação e Renegociação do Acordo de Gestão e Cooperação do espaço marítimo conjunto entre os dois países.

“Volvidos duas décadas de vigência deste Acordo, a parte guineense entende ter chegado o momento de revisitá-lo, no propósito de sua adaptação a realidade actual e de proceder a sua melhoria”, acrescenta o chefe da diplomacia guineense.

Por fim, pediu as delegações dos dois países a saberem interpretar os sentimentos dos seus povos e dos respectivos Presidentes da República.

Por sua vez, o Embaixador de Senegal de Senegal, em representação do seu governo, assegurou que o encontro visa, sobretudo fazer o balanço de duas décadas de cooperação e melhorar o conteúdo do Acordo em prol dos dois países.

Sheikh Tidiane Thiam realçou o facto de a Guiné-Bissau e Senegal “escolherem a cooperação na gestão dos recursos que têm em comum”.

De acordo com os especialistas, a referida zona é rica em recursos pesqueiros e petrolíferos.

 O Acordo  de Cooperação e Gestão  da Zona Marítima Comum entre as Repúblicas da Guiné-Bissau e do Senegal foi assinado pelos chefes de Estado dos dois países em 1993 e dois anos depois foi criada uma agência para a gestão e exploração de recursos haliêuticos e minerais.   
ANG/QC/JAM/SG
    

Presidência Aberta


Comerciantes da região de Gabu pedem intervenção do Presidente da República para baixar taxa alfandegária

Bissau,15 Mar 17(ANG) – O Presidente da Câmara do Comercio Indústria, Agricultura e Serviços da região de Gabu, afirmou que pretendem que o Presidente da República use a sua influência no sentido de baixar a taxa alfandegária de importação de  produtos.
 
Amadú Cassamá, em declarações à imprensa, à saída de um encontro terça-feira com o Presidente da República, no palácio do governador local, referiu entretanto  que houve subida de preços de mercadorias no mercado mundial, acrescentando que isso está a reflectir nos despachos dos produtos ao nível da sub região.

“Pedimos ao nosso Presidente da República para acionar mecanismos junto ao governo no sentido de baixar a taxa alfandegária, para  provocar a redução dos preços de certos produtos, dentre os quais, o arroz e açucar”, explicou.

Questionado sobre qual foi a resposta do José Mário Vaz, Amadú Cassamá respondeu que o Presidente da República disse que conhece bem a área do comércio, acrescentando que aconselhou a todos os intervenientes no sector para se sentarem a mesma mesa para encontrar uma solução.

No que concerne ao montante fixado recentemente pelo governo para a importação de mercadorias no país no valor de sete milhões de francos CFA, aquele responsável disse que o referido montante é razoável e não causará nenhum estrangulamento nos preços dos produtos nos mercados internos.

O Chefe de estado regressou terça-feira após dois dias de presidência aberta na região de Gabu, Leste da Guiné-Bissau.
ANG/ÂC/SG