quinta-feira, 13 de abril de 2017

Festival de Bubaque


    “Oitava Edição  vai ser uma realidade”, garante Presidente da Comissão

Bissau, 13 Abr 17 (ANG) – O Presidente da Comissão Organizadora da oitava Edição do Festival de Bubaque, garantiu hoje que o referido evento cultural terá o seu início na data prevista,14 à 16 de Abril, mesmo com a insuficiência de  meios e sem participação de músicos estrangeiros.
 
Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Nicolau Cruz de Almeida vulgo (Nico), apela a todos os amantes da cultura guineense, no sentido de apoiarem o Festival de Bubaque, uma vez que  é um dos pontos referencial da promoção das potencialidades culturais do país no exterior.

De acordo com o Presidente da Comissão Organizadora, o governo guineense apoiou a realização do evento com um montante de “dois milhões e quinhentos mil francos CFA, e o Primeiro-ministro  Umaro Sissoco Embaló, a título particular, deu por sua vez dois milhões para apoiar a mesma Comissão.

“Agradeço o gesto, mas considero que as referidas verbas não compensam ainda as despesas previstas”, disse.

Aquele responsável alertou ao governo de que deve investir sempre no que qualifica de uma das maiores actividades culturais do país, a par do “Carnaval”, que é o Festival de Bubaque.

Realçou que, também graças a compreensão dos músicos nacionais  se tornou possível a realização do Festival de Bubaque, explicando que, com poucos meios de  que a Comissão Organizadora dispõe decidiram abraçar a iniciativa  sem exigir nada em contrapartida.

O presidente da Comissão Organizadora do referido evento cultural, disse ter inofrmações da Sociedade de Transportes Marítimos (SOTROMAR), que dão conta de que, pelo menos até  sexta-feira, um barco estará  disponível para o transporte das pessoas para Bubaque.
ANG/LLA/ÂC/SG   

Telecomunicações


MTN e Orange Bissau discordam com atribuição do controlo do tráfico aéreo à empresa MGI

Bissau,13 Abri 17 (ANG) – As empresas de telecomunicações que operam no País, nomeadamente a MTN e Orange Bissau discordaram com o diploma, aprovado recentemente pelo Governo e que atribui a Empresa MGI a responsabilidade de controlar o tráfico aéreo das comunicações.
 
Em declarações à imprensa, a saída do encontro com o Primeiro-ministro, o porta-voz do grupo Leonildo Fontes disse que a reunião analisou o diploma do controlo de tráfico aéreo  e constatou-se a MGI pretende igualmente responsabilizar-se pela encaminhamento das chamadas internacionais.

Fontes disse não estar claro essas atribuições uma vez as duas empresas, MTN e Orange Bissau, têm, no âmbito das suas licenças, a liberdade de estabelecer acordos comerciais com outras empresas para o transporte das chamadas.

“Encaminhamento das chamadas internacionais é um monopólio que MGI vai ter, e todas as chamadas provenientes do exterior passarão pelo sistema desta empresa”, explicou Leonildo Fontes que pede o cumprimento dos contratos já assinados assim como o decreto relativo ao controlo das chamadas.  
ANG/LPG/SG

Campanha de Caju 2017


Ministério do Comércio inicia colocação no terreno de Brigadas Móveis de fiscalização

Bissau,13 Abr 17(ANG) – O Ministério do Comércio e Promoção Empresarial procedeu quarta-feira o empossamento e colocação no terreno dos elementos que compõe as 24 Brigadas Móveis de fiscalização da campanha de comercialização da castanha de cajú.

No acto, o ministro do Comércio e Promoção Empresarial deu orientações aos brigadistas.

“Queremos deixar bem claro uma mensagem a todos os membros das Brigadas. Primeiro, a disciplina total na gestão das viaturas. Segundo, cumprimento das suas missões. Terceiro, temos plena consciência de que os três meses da campanha são de enormes dificuldades, contudo deve ser de espírito de sacrífício para todos vós”, aconselhou.

O governante prometeu aos membros das Brigadas um incentivo adicional, se tudo correr bem.

“O trabalho é trabalho para o bem do país e não só porque cada elemento das Brigadas vai para o terreno para procurar algo para o sustento das suas famílias. As pessoas devem trabalhar afincadamente e não deve haver horas de descanso”, avisou.

Victor Mandinga aconselhou aos membros das Brigadas para não terem o hábito de ir pernoitar as 22 horas e acordar ás 08 da manhã, porque os malfeitores aproveitam horas de repouso dos fiscalizadores para praticarem suas acções.

“Devem criar serviços de vigilâncias nocturnas que trabalharão em turnos semanais e substituindo-se um aos outros em termos rotativos”, avisou.

Cada região do país será dotado de duas Brigadas Móveis com respectivas viaturas.
ANG/ÂC/SG

Cooperação

                   Visita do presidente do Senegal adiada para maio

Bissau,13 Abr 17(ANG) - A visita do Presidente senegalês, Macky Sall, à Guiné-Bissau já não se realiza este mês, tendo sido adiada para maio, disseram à Lusa fontes da Presidência e do governo guineense em Bissau.

Macky Sall devia visitar a Guiné-Bissau de 20 a 23 deste mês, mas devido às agendas dos dois chefes de Estado, a visita ficou adiada para «os primeiros dias do mês de maio», indicaram as mesmas fontes.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, deverá assistir a uma feira agrícola no Brasil em finais de abril e na mesma altura Macky Sall deverá estar numa visita ao estrangeiro, pelo que os dois dirigentes concordaram em adiar a deslocação de Sall à Bissau.

Um movimento de cidadãos inconformados com a crise política na Guiné-Bissau projetou realizar manifestações de rua no período  em que o presidente senegalês devia visitar a Guiné-Bissau.

Para o movimento, constituído na sua maioria por jovens, Macky Sall «é quem instiga a persistência da crise» política na Guiné-Bissau por, acusa aquela organização, apoiar uma das partes em conflito.

O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, apelou aos inconformados para que não fizessem as manifestações nos dias em que o líder senegalês estivesse de visita a Bissau, mas o pedido foi recusado.
ANG/Lusa

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Naufrágio em Canhabaque


          “Número de vítimas sobe para 11” diz Capitão dos Portos

Bissau, 12 Abr 17 (ANG)-  São agora 11as vítimas mortais do naufrágio de uma canoa ocorrido no dia 09,  na ilha de Canhabaque, no Arquipélago de Bijagos.
 
As primeiras informações davam conta da morte de cinco pessoas e 10 desaparecidos.
A confirmação das 11 mortes foi feita hoje à imprensa, pelo Capitão dos Portos, Siga Baptista, que disse que seis corpos foram encontrados e que 35 pessoas sobreviveram do acidente.

 “Os 35 sobreviventes foram socorridos pelos pescadores que estavam na referida zona assim como os corpos também foram encontrados por eles», explicou Siga Baptista.

Acrescentou que um sobrevivente que acabou por morrer depois do naufrágio era uma senhora que perdeu dois filhos.”Não resistiu e  morreu por desespero”, informou.

Segundo Siga, a canoa seguia de Canhabaque para uma ilha não habitada.

Siga Baptista afirmou que viajar de canoa é bastante ariscado mas  que infelizmente não podem proibir as pessoas de a fazer devido a falta de alternativa mais segura.

Enquanto persisitir essa situação Siga aconselha a população e os proprietarios das pirogas  a seguirem medidas de segurança, usando coletes salva-vida, e fazer inspecção regular das canoas.

“No acidente verificado do dia 9 nenhuma pessoa estava com colectes salva-vidas, o que obviamente podia evitar o pior. Por  isso, recomendo sempre o seu uso e sobretudo neste periodo da quadra festiva de Pâscoa em que  há sempre aglomeraçoes de pessoas com destino as ílhas”, referiu.  
ANG/AALS/ÂC/SG

Política


Grupo Parlamentar do Partido da Renovação Social nega tomar parte  na reunião da Mesa da ANP agendada para hoje

Bissau, 12 Abr 17(ANG) – O grupo parlamentar do Partido da Renovação Social(PRS), declinou-se da convocatória feita e assinada pelo director do Gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular para tomar parte na reunião da Mesa do parlamento prevista para hoje.

Em conferência de imprensa realizada hoje, o porta-voz do grupo parlamentar dos renovadores disse que a reunião vai discurtir quatro pontos nomeadamente, análise do relatório do Fundo de Promoção e industrialização de Produtos Agrícolas (FUNPI), apresentação e discussão do relatório da comissão de inquérito criada no âmbito das denúncias de corrupção proferidas pelo Presidente da República.

Joaquim Batista Correia sublinhou que a Mesa da ANP vai ainda analisar o Drecreto que regulamenta a presente campanha de caju e a discussão sobre o incidente ocorrido durante a vigília entre as forças policiais e elementos do Movimento de Cidadãos Conscientes e Incorformados.

“O presidente da ANP considera a Ordem do Dia que pretende ver debatida na sala de reunião da Mesa do hemiciclo  mais importante do que o Programa do Governo ou do resgate da dívida mal parada e reconhecidamente ilegal e altamente lesivo para o país”, questionou Joaquim Batista Correia.

Perguntou ainda ao presidente da ANP se os quatro pontos a ser discutidos na reunião da Mesa deste órgão são  mais importantes do que as denúncias do alegado aliciamento de juízes do Supremo Tribunal de Justiça feita por ele.

“O Presidente da ANP deve reflectir profundamente sobre o seu estatuto e missão no quadro constitucional e legal deixando de desprestigiar o parlamento e envergonhar os guineenses com actitudes que tem assumido publicamente”, criticou.

O porta voz do grupo parlamentar do PRS afirmou que Cipriano Cassamá não tem autoridade moral para relatar sitiações de flagrante atropelos dos direitos fundamentais, se não dá exemplo de escrupuloso cumprimento das leis da República.

Joaquim Batista Correia sublinhou que o grupo parlamentar do PRS está ciente dos objectivos que o Presidente da ANP propõe alcançar com manobras que tem promovido, razão pela o partido decidiu  “abster-se de novelas políticas” que em nada servem aos interesses do povo. 

ANG/ÂC/SG


Economia


Direcção-geral das Alfândegas capacita técnicos em matéria de aplicação da  Tarifa Exterior Comum da CEDEAO

Bissau 12 Abr 17 (ANG) – Os técnicos das Alfândegas estão reunidos de 12 à 19 do corrente mês num seminário sobre a Tarifa Exterior Comum dos países da Comunidade Económica  dos Estados  da África Ocidental (CEDEAO) e a  Divulgação do Plano Estratégico da Reforma e Modernização daquela instituição.

Ao presidir a abertura do acto, o Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais agradeceu a Comissão da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), entidade financiadora do seminário pelo apoio dado na realização do evento.

José Adelino Vieira disse que o seminário visa sensibilizar e esclarecer os técnicos das alfândegas sobre o funcionamento da Tarifa Exterior Comum da CEDEAO, que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2015, explicando que na Guiné-Bissau por causas das questões técnicas só vigorou em Outubro de 2016.

“Por isso essas sessões de informações e sensibilização são indispensáveis para que todos possam estar no mesmo nível de compreensão, permitindo-lhes conhecer os modos de funcionamento , bem como as regras aplicadas na Tarifa Exterior Comum da CEDEAO.

O governante lembrou que um dos objectivos principais da comunidade é de promover a integração económica da região com a criação de um mercado comum, acrescentado que a  CEDEAO é uma ferramenta para a  promoção da cooperação  e integração na prespectiva de uma união aduaneira , com vista a implementação de uma politica comercial comum em relação aos países terceiros.

José Adelino Vieira reconheceu que, com isso, as relações comerciais entre os Estados membros permitem ainda o estabelecimento de medidas para reduzir as formalidades administrativas e burocracias  nas fronteiras.

Por seu turno, o Director dos serviços de Reforma e Modernização da Administração Aduaneira da Guiné-Bissau,Aristino João da Costa frisou que o encontro se enquadra na política daquela instituição de reforço de capacidade dos  recursos humanos.

Aristino  Costa destacou que a Tarifa Exterior Comum da zona UEMOA  visa essencialmente promover a integração económica dos Estados da África Ocidental.

“ E visa também estabelecer uma única tarifa para os produtos importados dos países terceiros para os países da CEDEAO. Nesta perspectiva, convém dominar o manejo dos diferentes regimes provenientes da aplicação dessa tarifa2, disse.

Durante  cinco dias os técnicos das instituições ligadas a área aduaneira  vão discutir, entre outros, a Noção de Base de Gestão Aduaneira , Tarifa  e Nomenclatura Estatística da CEDEAO. 


ANG/MSC/ÂC/SG






ONU



               Fome ameaça milhões de vidas no Corno de África 

Bissau, 12 Abr 17 (ANG) - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou ontem para o risco de mortos “em massa” devido à fome no Corno de África, na Nigéria e no Iémen.
 
A ONU lançou o aviso tendo “em conta as secas que afectam igualmente numerosos países vizinhos (do Corno de África e da Nigéria) e a falta de financiamento, que se tornou tão grave que uma crise humanitária que podia ter sido evitada (...) se está a tornar inevitável”, afirmou um porta-voz do ACNUR numa conferência de imprensa em Genebra.
 
Adrian Edwards, o porta-voz da ONU, disse que “o risco de mortos em massa provocados pela fome entre as populações do Corno de África, do Iémen e da Nigéria aumenta” e a ONU teme que a situação possa ser pior que durante a fome de 2011, que matou mais de 260.000 pessoas nesta região.

A situação actual, denunciou, é o resultado de uma multitude de factores: secas, falta de fundos e conflitos, que provocam deslocações em massa. E acrescentou que a Somália, o Sudão do Sul, a Nigéria e o Iémen enfrentam uma seca grave, assim como conflitos armados.

As Nações Unidas pedem à comunidade internacional 4,4 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros) para enfrentar a fome que ameaça aqueles países.
ANG/JA

Segurança interna


Ministério do Interior beneficia de materiais para controlo das fronteiras em "tempo real"

Bissau, 12 Abr 17 (ANG) - O Gabinete Nacional da Interpol doou hoje um lote de materiais aos serviços de Migração e Fronteiras, do Ministério do Interior, destinados ao controlo das fronteiras “em tempo real”.

Trata-se de um conjunto de materiais sofisticados capazes de detectar e identificar criminosos internacionais, descobrir documentos falsos, nomeadamente vistos, viaturas roubadas, bem como de equipamentos de escritórios, motorizadas, painéis solares entre outros, explicou  o Director Geral da Interpol na Guiné-Bissau.

Segundo Martinho Camará, a oferta foi feita no âmbito de um projecto, coordenado por esta organização, e que visa equipar os seis postos fronteiriços aonde operam os serviços de Migração e Fronteiras, instituição que trabalha em colaboração directa com aquela organização na prevenção de crimes transfronteiriças.

"É o primeiro passo neste sentido e que esperemos concluir brevemente visando lutar contra a criminalidade organizada e trafico de drogas", explicou Martinho Camará que aproveitou a ocasião para agradecer a União Africana (UA), na pessoa do seu representante residente, Ovídeo Pequeno, cujas diligências culminaram na obtenção dos equipamentos agora entregues.

Em resposta, o Ministro de Estado e do Interior, depois de agradecer o gesto, destacou os esforços do representante residente da UA para  apetrechar a sua instituição com equipamentos necessários para o  combate à criminalidade.

Botche Candé frisou que a entrega destes materiais constitui a materialização de um sonho, há muito, acalentado pelos responsáveis do seu Ministério para a prossecução das suas actividades. "Agora os nossos agentes estão em condições de descobrir todas as anomalias acima referidas nas fronteiras".

Entretanto, o governante referiu-se ainda a um conjunto de projectos em carteira que a UA pretende executar em prol da sua instituição, nomeadamente a construção de uma esquadra de qualidade, melhoria da prisão da Policia Judiciaria, entre outros.

A concluir, o Ministro de Estado e do Interior advertiu aos responsáveis do serviço de Migração e Fronteiras que irão beneficiar destes materiais para fazerem o bom uso dos mesmos no sentido de maximizar e rentabilizar as suas funcionalidades. 


ANG/JAM/SG
 



Política


“Presidente da República viaja há três meses sem me comunicar e isso é golpe palaciano”, diz Cipriano Cassama

Bissau,12 Abr 17(ANG) - O líder da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, revelou hoje, que há três meses que o Presidente da República, José Mário Vaz viaja ao estrangeiro sem lhe comunicar através do serviço de protocolo, facto que considera de um ‘golpe palaciano’.
 
A revelação do presidente do Parlamento guineense foi feita num encontro mantido com a comunidade muçulmana do Bairro de Quelélé, que se deslocou à ANP para solidarizar-se com Cassamá.

“Foi o Presidente José Mário Vaz que deu instruções ao serviço de protocolo para não me comunicar as suas viagens. Para nós, isso é uma alteração de ordem constitucional, isso é um golpe palaciano. Eu sou a segunda figura do Estado nesta terra e tenho direito de saber tudo o que se passa neste país. Não vamos aceitar este tipo de golpe no nosso país! 

Ninguém vai me comprar, porque não têm dinheiro para me comprar”, denunciou o líder do Parlamento.

Cassamá aproveitou a ocasião para questionar a legalidade do executivo liderado pelo General Umaro Sissoco Embaló e avançou que, se as pessoas quiserem falar sobre isso, poder-se-ia falar e muito bem, porque há muitos segredos nesta terra.

Lembrou ainda que reuniu-se com todos os partidos com assento no Parlamento e convidou inclusive aos renovadores (PRS), que considera de uma força política importante no país, mas recusaram tomar parte no encontro. 

Resolveu reunir-se com formações políticas presentes. Avançou que depois da reunião, submeteu ao Chefe de Estado proposta para a saída da crise, em conformidade com o ‘Acordo de Conacri’.

“Na reunião do Conselho de Estado [José Mário vaz] mobilizou as pessoas para nos insultar, eu e o Domingos Simões Pereira. O Presidente recusou tomar esse documento em consideração. Mas se ele tivesse levado em conta esse documento, se calhar não estaríamos nesta situação de bloqueio”, notou Cassamá.

Cipriano acusou Vaz de dividir os cidadãos, inclusive as forças armadas.
“Qual é a prova que ele tem para chamar os militares de corruptos? Ele próprio foi ao calabouço por causa da corrupção e tem o seu processo em Tribunal. Que moral e autoridade tem para chamar as pessoas de corruptos?”, questiona.

O líder do Parlamento mostrou-se disponível para o diálogo a qualquer momento, de forma a encontrar uma saída para a crise que assola o país há cerca de dois anos.

“Pensamos que é importante neste momento que o nosso Presidente da República cumpra o ‘Acordo de Conacri’. Deve exonerar imediatamente este primeiro-ministro e nomear Augusto Olivais, depois seguir as tramitações de ‘Acordo de Conacri'”, advertiu.

Em representação da comunidade muçulmana do bairro de Quelélé, em Bissau,  Aladje Tcherno Djaló enalteceu os trabalhos de “unir o povo guineense” feito pelo líder do parlamento.

“Viemos por ordem de Imame cumprimentá-lo e solidarizarmo-nos consigo. Vimos  que não podemos ficar só em Quelelé e na mesquita central. Estamos prontos a apoiá-lo para que continue o seu trabalho de unir o povo da Guiné-Bissau”, disse.  
ANG/O Democrata

Itália



                     G7 falha acordo sobre sanções contra Moscovo

Bissau, 12 Abr 17 (ANG) - O grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo (G7) não conseguiu terça-feira chegar a acordo sobre a aplicação de novas sanções económicas a Moscovo, por apoio ao Governo do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Os membros do G7 concordaram no adiamento da aplicação de novas sanções, até que surjam “evidências irrefutáveis” sobre um alegado ataque químico, cuja responsabilidade é atribuída pelo Ocidente às autoridades de Damasco.

A proposta de sanções, colocada em cima da mesa por Boris Johnson, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, incluía a penalização financeira de altas figuras militares da Rússia e Síria. 

Angelino Alfano, ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, confirmou a ausência de um consenso em matéria de sanções ao afirmar que qualquer acção que pudesse penalizar ou isolar ainda mais a Rússia “seria errada”.

Entretanto, o grupo de líderes do G7 concordou que o afastamento do Presidente sírio é um ponto essencial para que seja encontrada uma solução do conflito. 

Citado pela agência Ansa, Alfano sublinhou que a intervenção dos Estados Unidos na semana passada à base aérea de Shayrat, a primeira intervenção directa de Washington em território sírio desde o inicio da guerra civil, em 2011, potenciou uma nova “janela de oportunidade para construir novas condições positivas para o processo político na Síria”.

A intervenção ordenada durante a madrugada de sexta-feira pela Administração Trump surgiu em resposta ao ataque químico na província de Idlib, atribuído pelo G7 ao Governo do Presidente Bashar al-Assad, e que fez mais de 80 mortos. 

O encontro do G7 que decorreu entre segunda e terça-feira em Lucca, na região italiana da Toscânia, previa determinar uma posição conjunta das potências ocidentais antes da viagem do chefe da diplomacia de Donald Trump, Rex Tillerson, à capital russa, realizada ontem.
ANG/JA