sexta-feira, 21 de abril de 2017

Política


“Movimento Basta Ditadura” pede CEDEAO para exigir cumprimento do acordo de Conacri

Bissau, 21 Abr 17 (ANG) - O Coordenador do Movimento Basta a Ditadura (MBD) entregou  quinta-feira uma carta aberta ao representante da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) em Bissau na qual se pede a organização sub-regional para exigir ao Presidente da República o cumprimento do acordo de Conacri.

Citado pela Rádio Jovem, Amado Tijane Seide disse que a preocupação do movimento é ver a crise política ser ultrapassada de vez, por isso o movimento desencadeia esta iniciativa junto da organização sub-regional.     

Tijane Seide acrescentou que o acordo de Conacri é um documento que foi rubricado e válidado por todas as forças vivas do país, pelo que deve ser respeito e cumprido pelaspartes.

O Movimento ameaça levar a cabo uma vigília frente a sede da CEDEAO em Bissau, caso não houver nenhuma acção por parte desta, em relação a crise política vigente.   

O responsável do Movimento revelou na ocasião ter recebido uma resposta favorável por parte da representação da CEDEAO no pais, tendo informado que irao continuar a desenvolver acções para que haja condições para pôr fim a crise política.   

ANG/PFC/JAM/SG


PAM


Condutores sensibilizados para  se evitar desvios de géneros alimentares

Bissau, 20 Abr 17 (ANG) – O desvio de géneros alimentares destinados as cantinas escolares  e centros de saúde esteve ontem na origem de uma accão de sensibnilização levada a cabo pelo Programa Alimentar Mundial (PAM), em Bissau envolvendo os condutores da mepresa transportadora contratada para o efeito.

  “O desvio dos géneros alimentícios na região de Gabú é que motivou a minha organização a ministrar esta formação para consciencializar as pessoas da importância dos géneros para os beneficiários, crianças e pessoas portadores de VIH/Sida", disse Kiyomi Kawaguchi, reprsentante do PAM em Bissau, em declarações à imprensa.

A quantidade de géneros alimentares desviados não foi entretanto revelada pela PAM.

Por sua vez, o gerente da empresa “Badorra”, Adulai Djaló contratada pelo PAM para transportar os alimentos, admitiu que houve falhas no terreno durante os meses de Outubro e Novembro passado, mas quando os alegados culpados foram ouvidos dissiparam-se as dúvidas.   

Segundo a sua versão,  os erros cometidos se devem a difícil acesso para certas zonas rurais mesmo com motociclos,situação que não fora comunicada ao PAM pelos inspectores .
Djalo pediu à todos para colaborarem com  denúncias das irregularidades com os géneros distribuídos através da linha verde do PAM 3344. 

ANG/JD/SG





Política


Presidente da ANP acusa  primeiro-ministro de usurpação do poder

Bissau, 21 Abr 17 (ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular, (ANP), Cipriano Cassamá acusou  quinta-feira ao primeiro-ministro, Umaro Cissoko de usurpação do poder por liderar um governo inconstitucional e ilegítimo.

Em conferência de imprensa, Cipriano Cassma denunciou o primeiro-ministro por não submeter os membros do seu governo as interpelações do parlamento.

“Este governo incorre, entre outros, em crimes de corrupção, de desobediência, e o mais grave é que coloca-se à margem da Ordem Constitucional prevalecente na Guiné-Bissau”, acusou o líder do parlamento.

Cipriano Cassamá disse que o primeiro-ministro acaba de confirmar a sua situação de líder de um governo inconstitucional.

No entanto, Cassamá disse que o parlamento tem o poder de fiscalizar as actividades do executivo quer tenha ou não o seu programa aprovado pela Assembleia Nacional Popular.

“Um governo em gestão ou com programa por aprovar gere o bem e o interesse público. Este facto, por si só, é fundamento suficiente para ser sujeito ao controlo dos representantes do povo”, afirmou Cipriano Cassamá.


ANG/FGS/JAM/SG

Parceria ONU / União Africana


Anunciada estratégia conjunta sobre paz e segurança

Bissau, 21 Abr 17 (ANG) - ONU e União Africana anunciaram na quarta-feira, na primeira Conferência Anual União Africana-Nações Unidas, o início de uma parceria estratégica sobre paz e segurança.

Esta parceria, definida pelo Secretário-Geral da ONU como um “marco na cooperação” entre a organização mundial e a entidade regional, foi criada porque ambas  “partilham a visão de que paz e segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e boa governança precisam andar juntos”, afirmou António Guterres no encontro realizado na sede da ONU, em Nova Iorque .

O mundo, prosseguiu António Guterres, observa as mudanças no sector de segurança em África que obrigam à revisão das estratégias para se alcançar a paz. 

Como exemplo, mencionou as operações da ONU e da União Africana na Somália, por meio da missão conjunta (Amisom), cujo trabalho “precisa de mais financiamento da comunidade internacional”.

António Guterres voltou a afirmar que “muito mais do que um continente com crises, África é um continente com enorme potencial”, citando pontos de interesse comum entre a ONU e a União Africana, como a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, combate ao terrorismo e ao Boko Haram e as crises na Líbia, Mali, República Centro Africana, Sudão do Sul e Somália.

A nova parceria estratégica ONU-União Africana prevê mais aposta na política de prevenção dos conflitos ao invés de na resposta às crises, e faz parte da “nova abordagem”  destinada a favorecer a mediação de conflitos e a diplomacia pela paz.

Esta “nova abordagem” inaugurada por António Guterres consiste em alterar o paradigma actual, que gasta muito mais tempo e recursos na resposta às crises do que na prevenção, o que faz com que as pessoas paguem um preço alto demais, para um novo, consubstanciado na tomada de atitudes para prevenir a guerra e apoiar a paz.  

ANG/JA





Presidência aberta/Cacheu


Presidente da República pede união de todos para desenvolver o país

Bissau,21 Abri 17  (ANG) – O Presidente da República  pede a união dos guineenses para desenvolver o país e prometeu  trabalhar para a melhoria das condições de vida do povo.

O pedido  do chefe de Estado José Mário Vaz foi feito num comício popular,realizado no sector de Canchungo, na região de Cahceu,no âmbito da  sua presidência aberta iniciada no mês passado.

O presidente  reconheceu a existência das dificuldades apresentadas pela população, referentes as más condições das vias rodoviárias,falta de água potável, de centros de saúde, entre outras.

Sem deixar nenhuma promessa, José Mário Vaz garante que  vai falar com os titulares de cada uma das áreas concernentes para ver  como encontrar soluções para as preocupações levantadas.

José Vaz relacionou esta situação com o alegado esquecimento do povo por muitos dirigentes que ao longo dos 43 anos de independência desempenharam as funções do Estado em  benefício próprio, deixando a maioria das famílias numa situação de pobreza.

Solicitou o  envolvimento de todos para mudar o ruma das coisas, apontando a agricoltura e a pesca como a suloção para  alguns problemas.

“A agricultura e a pesca podem tirar o país da situação em que se encontra,por isso, a presidência e o governo estão empenhados na criação de condições para aumentar a  produção do arroz e garantir a segurança alimentar e maior controlo no mar para acabar com a pesca ilegal,porque diariamente se pesca ilegalmente  cerca de  quatro toneladas de peixes”,disse José Mario Vaz.

Ainda na Região de Cacheu, o Presidente da República garantiu a população de Bigene  que vai usar a sua influência junto do ministro das Obras Públicas para melhorar a estrada daquela sessão,  para faciliatar a circulção de pessoas e bens .

Por outro lado, o Chefe de Estado enalteceu o comportamento dos militares sobre o actual momento politico do país,não abstante as várias tentativas,sem sucesso, de alguns políticos de instrumentalizar a classe castrense para uma violência politico militar.

Enquanto isso,o ministro do Interior Botche Candé prometeu transferir do centro da cidade para a linha de fronteira o posto de controlo, a p+edido dos populares locais..

 A semelhança de Botche Candé,  ministro da saúde publica Carlitos Barai  disse que a presidência aberta permitiu-lhe conhecer melhor a real situção do sector sanitário e garantiu  afectar uma ambulância ao centro de saúde de Ingoré para a evacuação de  doentes,mas prometeu um controlo efectivo da viatura.

Entretanto, a Primeira Dama, Rosa Vaz,aproveitou a ocasião para entregar diversos materiais sanitários ao centro de saúde de Cacheu e ao hospital de São-Domingos.

 O donativo é composto por 100 baldes e materiais de laboratorio.

O acto da entrega foi presidida pela vice-presidente da fundação “Rosa Vaz”, Marcelina Monteiro, na presença de alguns elementos do gabinete da primeira dama.

Aresponsavel da área sanitária do sector de Cacheu, Antonieta Monteiro e o Director do hospital de São-Domingos fpram unânimes no agradecimento a Primeira Dama pela a oferta, promoteram fazer o uso adequado dos equipamentos recebidos e pediram mais apoio para o centro, que se depara com nomeadamente a falta de água potável e luz eléctrica. 

ANG/LPG/SG







quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ensino público



Sindicatos dos professores ameaçam observar nova paralização das aulas

Bissau, 20 Abr 17 (ANG) – Os Sindicatos Nacional dos Professores (SINAPROF) e o Democrático de Professores (SINDEPROF) ameaçam decretar nova greve no sector de ensino público guineense, caso o Governo “não cumprir” com último Memorando de Entendimento rubricado entre as duas partes.

Foto Arquivo
Em conferência de imprensa conjunta realizada hoje, o Presidente do SINAPROF, Malam Li Baldé sustentou que os professores não podem continuar a ver os seus problemas resolvidos duma forma “pontual”.

Baldé exige a “resolução  total” das suas reivindicações, conforme rege o acordo entre o Estado e os docentes.

“Como é possível termos um sistema de ensino de qualidade, se não melhorarmos as condições nas escolas, se existir a falta de formação contínua aos professores e  se termos os conteúdos lectivos que datam dos anos oitenta”,  questiona o professor.

Por seu lado, o Presidente do Sindicato Democrático dos Professores, Lauriano Pereira,  acusa o governo de empurrar os docentes para a greve, por incumprimento do acordo firmado entre as duas partes.

Entre outros pontos, os dois sindicatos do sector do ensino público do país exigem a implementação da Carreira Docente, o pagamento dos ordenados atrasados aos novos ingressos e  contratados  e a uniformização de letras de vencimentos aos professores com a mesma categoria.
 ANG/QC/SG
        

Agricultura



Empossados membros do Comité Nacional de Gestão de Pesticida na Guiné-Bissau

Bissau, 20 Abr 17 (ANG) – Os membros do recém-criado Comité Nacional de Pesticida na Guiné-Bissau (CNGP) tomaram hoje posse numa cerimónia promovida pelo Ministério da agricultura, Florestas e Pecuária, em colaboração com o Secretariado Permanente do Comité Interministerial de Luta Contra a Seca no Shael (CILSS).

No acto, o chefe do gabinete do ministro da Agricultura, Hipólito Djata, advertiu aos recém-empossados de que terão que trabalhar para melhorar a imunidade do sistema agrícola no país e na sub-região.

Hipólito Djata disse que o Comité terá a responsabilidade de utilizar os elementos da biodiversidade funcional (predadores, parasitas, etc) para prevenir as populações sobre organismos nocivos.

Para o Secretário permanente do CILSS, Mário Benicio Infada, com o empossamento dos membros do referido Comité, o país terá um CNGP funcional a altura de responder as exigências da sub-região e capaz de controlar os pesticidas utilizados no país.

O representante do Comité Saheliano dos Pesticidas, Boubacar Cissé, afirmou que, com a criação do CNGP, a Guiné-Bissau irá ajudar na implementação de actividades do Comité da África do Oeste na homologação dos referidos produtos no espaço da CEDEAO.

O Comité ora criado, segundo um documento lido  no encontro, servirá de ligação ao Comité Saheliano de Pesticidas, por forma a ajudar na implementação de decisões desta organização sub-regional para o controle de pesticidas na África Ocidental.
 ANG/FGS/SG

Relações EUA/Correia do Norte


Pyongyang pode sofrer ataque de grande precisão

Bissau, 20 Abr 17 (ANG) - Uma falha na diplomacia conduzida por Pequim vai dar lugar à guerra na península coreana, onde a tensão está bastante alta e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu já que o ataque está entre as prioridades, mantendo em segredo apenas os meios e homens a envolver.

“Não vou fazer como as administrações anteriores, porque eu sou diferente”, afirmou Trump, quando respondia a pergunta sobre um eventual ataque à Coreia do Norte. “Por enquanto, confio na diplomacia da China, mas... depois as coisas podem ser de outra maneira”, referiu-se nesses termos Donald Trump, deixando transparecer que está preparado para agir militarmente contra a Pyongyang.

A diplomacia da China está a tentar envolver o Japão, que já se mostrou preocupado sobre uma eventual guerra, o que levou o primeiro-ministro Shinzo Abe a pedir a Washington para considerar as possibilidades oferecidas por Pequim.

Os conselheiros de Trump, citados na imprensa norte-americana, são de opinião que a Administração norte-americana deve preparar as condições para agir com “mão pesada” contra Pyongyang, para resolver a situação, e não deixar “que a mesma se arraste por mais tempo”.

As autoridades chinesas fizeram saber uma guerra nunca vai ser benéfica para a região e aqueles que começarem a guerra vão ter de assumir a responsabilidade histórica. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a deslocação de meios de grande envergadura para a península coreana para reforçar o arsenal das tropas norte-americanas estacionadas em Seul.


O porta-aviões nuclear que Washington desdobrou há dez dias na península coreana, em resposta ao comportamento de Pyongyang, chega à região a próxima semana, segundo uma fonte militar sul-coreana. O USS Carl Vinson e seu grupo de ataque, se dirige à região, proveniente da Austrália onde participou em  manobras conjuntas em águas do Oceano Índico, explicou uma fonte à agência “Yonhap”. 

Seul e Washington estudam a possibilidade de realizar exercícios navais combinados com a participação do navio de propulsão nuclear da classe Nimitz (a maior do mundo em termos militares) entre os dias 25 e 28 de Abril. Mas um porta-voz do Ministério de Defesa sul-coreano disse, ao ser consultado pela Agência Efe, que por enquanto o Governo de Seul é incapaz de confirmar tal informação.

O Comando do Pacífico norte-americano (PACOM) disse no começo de Abril que enviava à península coreana o Carl Vinson - que então estava previsto que participasse em manobras com Austrália.

Segundo fotografias publicadas pela Marinha norte-americana, o porta-aviões não se deslocou ao Mar de Japão (Mar do Leste) e se dirigiu a águas do Índico como estava inicialmente previsto sem que Washington tenha explicado durante as duas semanas seguintes que se manteve o itinerário original.

Nesse tempo, a tensão na península coreana aumentou pelas alusões de Washington a um ataque preventivo contra Pyongyang e por um novo teste de mísseis realizado no domingo pela Coreia do Norte.


Especialistas norte-americanos acreditam que as coisas podem agravar nos próximos dias, porque tudo indica que a Coreia do Norte pode realizar uma nova detonação atómica subterrânea. As fotos captadas por satélite de seu centro de testes nucleares de Punggye-ri (nordeste) mostram que tudo parece pronto. Por isso, os especialistas pedem que se tenha uma abordagem inteligente com as autoridades de Pyongyang.   

A Coreia do Norte “não vai ficar quieta como ficou a Síria”, afirmou Kim Chang-min, integrante do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do país, que também alertou que a actual tensão com os Estados Unidos é “extremamente perigosa”. 


O director-geral de Organizações Internacionais da Coreia do Norte, encarregado de lidar com órgãos como a ONU, culpou os EUA pelo período de tensão e reivindicou que, assim como outros países, o seu tenha o direito de fazer lançamentos de mísseis e realizar testes nucleares.

“Hoje, na península da Coreia, criou-se uma situação extremamente perigosa, na qual ninguém pode prever quando vai ficar fora de controlo e pode derivar numa guerra total”, explicou Kim Chang-min durante uma entrevista em Pyongyang, num momento de alta tensão na região. O Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, garantiu que o país está preparado para enfrentar qualquer desafio como é o caso dos Estados Unidos. 

“A situação actual foi provocada pelos EUA, que estão histéricos e enviaram 300 mil soldados para a Coreia do Sul e um arsenal nuclear suficiente para começar uma guerra”, declarou o alto funcionário através de um intérprete.Os ataques dos Estados Unidos à Síria e ao Afeganistão não representam nada para a Coreia do Norte. 

“Neste sentido, Kim garantiu que “seria um erro esperar que a Coreia do Norte respondesse agir como a Síria, que não tomou nenhuma medida depois que foi atacada pelos EUA”.

“Washington diz que todas as opções estão sobre a mesa. Não apenas eles, mas nós também temos nossas próprias opções”, declarou o alto funcionário. O Vice-Presidente dos Estados Unidos, Maike Pence, tentou de tudo para afastar as ameaças ao Japão e a Coreia do Sul, mas, segundo especialistas militares, “não foi bem sucedido porque tudo continua na mesma”.  

A Administração norte-americana está a tentar recriar os laços na Ásia, onde perdeu importância nos últimos anos, devido a mudanças tácticas na sua diplomacia. Além do Japão, a Indonésia e Austrália, Mike Pense desloca-se a esses países para debater as armas bélicas e a situação na península coreana. 

“Os Estados Unidos dizem que querem proteger os seus aliados asiáticos, mas isto não é verdade. O que eles escondem é que buscam fazer um ataque preventivo para derrubar o líder Kim Jong-un e acabar com o nosso sistema”, considerou um especialista norte-coreano.

“A estratégia da Coreia do Norte é conseguir o desenvolvimento económico e militar de maneira simultânea. Esses lançamentos e os testes nucleares são o processo normal para cumprir esses dois objectivos ao mesmo tempo”, destacou.

O diplomata criticou duramente as sanções económicas impostas pelo Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte em resposta a seus últimos testes nucleares e lançamentos de mísseis, e as classificou como “ilegais”.

“Nunca vamos aceitar as sanções que nos impuseram. As rejeitamos taxativamente. Se os testes nucleares são uma ameaça para a segurança mundial, os EUA seriam os primeiros a ser punidos”, disse o diplomata. 

Ao ser lembrado que aliados históricos de seu país como Rússia e China apoiaram estas sanções que a comunidade internacional considera graves provocações, Kim disse que, “independentemente de quem as apoie, isto não as torna legais”.

Além disso, o funcionário negou que existam condições para qualquer negociação com a comunidade internacional e para activar o diálogo de seis partes para a desnuclearização da península coreana, do qual participavam EUA, Japão, Rússia, China e as duas Coreias.

“O que se pode conseguir com negociações? Tudo está marcado por padrões dúbios”, lamentou. Kim também defendeu o seu país das continuas denúncias de abusos aos direitos humanos feitas por organizações internacionais e pela própria ONU, que publicou em 2014 um duro relatório. 

ANG/JA




Política


Partido Jovem pede ao Presidente para demitir “governo caducado”

Bissau, 20 Abr 17 (ANG) – O Presidente do Partido Jovem pediu esta quarta-feira ao Chefe de Estado guineense para demitir o governo liderado por Umaro Sissoko Embalo, alegando ser um  executivo fora do prazo legal.

Citado pela Rádio Capital FM, Serifo Baldé fez algumas interrogações sobre o porquê da continuidade de exercício deste executivo o qual, disse, estar a exercer na ilegalidade.

Baldé interrogou se o Primeiro-ministro não teria comprado o lugar ao Presidente da República, José Mário Vaz , e acusa o governo de estar  a cometer muitos erros.


Por outro lado, o Líder do Partido Jovem criticou ainda a prevista visita do Presidente da República do Senegal, Maki Sall  á Guiné-Bissau no próximo mês de Maio, afirmando que ele também é contra essa visita. 

ANG/PFC/JAM/SG

Comunicação Social


Órgãos públicos ameaçam com greve de três dias

Bissau, 20 Abr 17 (ANG) - Os órgãos públicos da comunicação social do país prevêm uma greve de três dias, com inicio a partir de 24 do mês corrente, exigindo, entre outros o pagamento de salários em atraso e cumprimento de diplomas legais do sector.

A revelação foi feita hoje pelo porta-voz da comissão negocial de greve Julciano Baldé, em entrevista exclusiva a Agência de Notícias da Guiné-ANG.

Julciano Baldé assegurou que no pré-aviso quarta-feira entregue ao ministro da Comunicação Social, constam igualmente a necessidade de assinatura de um contrato de prestação de serviço público, elaboração de um estatuto remuneratório para o sector público da Comunicação Social e satisfação dos órgãos estatais em termos de equipamentos.

Questionado sobre a resposta do ministro da área após ter recebido o pré-aviso, o porta-voz respondeu que este prometeu levar a preocupação dos órgãos públicos às “autoridades competentes”.

“Vamos aguardar a resposta do ministro, mas caso nada se resolver iremos a greve”, advertiu Julciano Baldé.

Em nome da comissão negocial, o porta-voz manifestou total disponibilidade de dialogar para se chegar a um consenso com o governo, uma vez que, destacou, o diálogo é a base para resolução de qualquer que seja problema.

O fórum de concertação dos sindicatos de base dos órgãos públicos de comunicação social (ANG, Nô Pintcha, RDN  e TGB) havia entregado no passado 7 de Marco um caderno reivindicativo ao ministro da área.

ANG/AALS/JAM/SG