segunda-feira, 24 de abril de 2017

Crise Politica


CEDEAO pede união entre guineenses para ultrapassar a crise política

Bissau, 24 abr. 17 (ANG) – O Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) instou para que haja unidade entre os responsáveis políticos do país, de forma a vislumbrar uma solução para a crise com na base no acordo de Conacri.

A saída do encontro hoje com o Primeiro-ministro, Marcel de Sousa disse que a crise institucional vivida no país contínua a persistir porque veio a converter-se em “problema pessoal entre dois campos”.

“Há um campo do presidente da república que tem como aliado o primeiro-ministro e por um outro lado o líder do PAIGC apoiado pela Assembleia Nacional Popular”, especificou de Souza.

Segundo este responsável, as partes devem caminhar-se de mãos dadas na busca de uma solução fraternal, contando para isso com o apoio da CEDEAO.

Por sua vez o ministro da presidência do Conselho de Ministros, Malal Sane afirmou que o chefe do governo está disposto a negociar a integração dos restantes partidos com assento parlamentar ainda fora do executivo.

“O primeiro-ministro esta de acordo com qualquer iniciativa que faça com que haja uma composição de um governo integrando os partidos que constituem a ANP, para assim viabilizar a abertura do parlamento e o consequente debate do programa do governo”, afirmou.

Antes de terminar a sua visita hoje a missão da CEDEAO tem agendado encontros com o Presidente da República direcções do PAIGC e PRS elementos da sociedade civil e das comunidades religiosas.


ANG/FGS/JAM

Pescas

Comissão sub-regional identifica constrangimentos da fileira de “Djafal” na Guiné-Bissau

Bissau,24 Abr 17(ANG) – A Comissão Sub Regional de Pescas(PCSP), em parceria com o Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas(IBAP) e o Centro de Investigação Pesqueira Aplicada(CIPA), realizaram de 15 à 21 do corrente mês, ateliês de Concertação com Actores de Fileira de Ethmalose(Djafal) na Guiné-Bissau.

Os referidos ateliês que decorreram nos sectores de Cacheu, norte do país, Empada e Cacine  no sul e em Bissau congregou diferentes Associações de pescadores de Djafal bem como os peritos do sector.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné, o consultor internacional da Comissão Sub Regional de Pescas, o mauritano Mika Samba Diop, afirmou que os ateliês visam a identificação de  todos os actores envolvidos na fileira de pesca de Djafal, inteirar-se das suas dificuldades,  bem como encontrar soluções de modo a produzir um plano para a sua gestão durável.

“Pretendemos ainda com os ateliês tentar minimizar todos os efeitos negativos existentes na fileira da pesca de Djafal através de criação de meios de conservação que passa na criação de fábricas de gelo, camiões frigoríficos, estradas favoráveis para transporte de pescado de forma a facilitar o seu escoamento, acessibilidade para os consumidores em melhores condições sanitárias, entre outros”, informou.

Perguntado sobre o que a Comissão Sub-Regional de Pescas espera dos resultados dos ateliês, Mika Diop disse que vão preparar um Plano de Gestão da pesca de Djafal para depois ver a disponibilidade de apoiar os pescadores com meios indispensáveis para exercerem as suas actividades.
ANG/ÂC/SG

Fileira de Djafal

             
                  Associações de Pescadores queixam-se de falta de meios

Bissau,24 Abr 17(ANG) – As diferentes Associações de Pescadores da espécie ethmalose(djafal), queixaram-se de parcos meios meios no exercício das suas actividades.

As preocupações foram manifestadas durante os Ateliês de Concertação com Actores da Fileira de Ethmalose(Djafal), realizadas nos sectores de Cacheu, Empada, Cacine e Bissau nos dias 15 à 21 do corrente mês, pela Comissão Sub Regional de Pescas e parceria com o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas(IBAP) e Centro de Investigação Pesqueira Aplicada(CIPA).

Para o Presidente da Associação dos Pescadores da região de Cacheu, Augusto Djata, as maiores dificuldades com que se deparam têm a ver com a falta de materiais de pesca, tendo exortado as autoridades nacionais e estrangeiras no sentido de lhes apoiar nesse sentido mesmo sendo em termos de créditos para depois amortizar.

“Só assim podemos desenvolver as nossas actividades. A título de exemplo existem enormes diferenças entre um pescador nacional e os da sub-região no que tange aos meios de trabalho”, informou.

Aquele responsável pesqueiro sublinhou que enfrentam ainda o problema da  falta de meios de conservação de peixes, salientando que existem fábrica de gelo instalados naquela localidade graças aos projecto Rias do Sul, mas que no entanto não cobre todas as suas necessidades.

“A evacuação dos nossos produtos para os diferentes mercados,  constituem outros constrangimentos porque não existem viaturas apropriadas para o efeito a não ser os transportes colectivos de passageiros”, lamentou.

Questionado sobre os mercados onde vendem os seus peixes, Augusto Djata respondeu que normalmente alguns levam os produtos para as cidades de Canchungo, Bissau, Bafatá  e Gabú.

O Secretário Executivo da Associação dos Pescadores do sector de Empada afirmou que uma  das carências enfrentadas pelos seus associados tem a ver com a falta de pirogas e redes de pesca.

Lamine Coté salientou que a maioria dos pescadores locais pratica a faina com canoas a remo porque não dispõe de motores que lhes permitem alcançar mais longevidade e conseguir maior captura.

Segundo ele, outras dificuldades com que os seus associados se deparam na actividade pesqueira se devem  a falta de meios de conservação do pescado, acrescentando que em muitas ocasiões os seus produtos deterioram-se devido a falta de condições de conservação.

“O sector de Empada está a necessitar nessa altura de pelo menos um fábrica de gelo para permitir a conservação dos pescados”, recomendou, frisando que os principais mercados de escoamento dos seus peixes são as localidades de Buba, Bafatá, Gabú e Bambadinca.

Lamine Coté disse que as péssimas condições das estradas constituem outros estrangulamentos dos pescadores do sector de Empada bem como a falta de materiais.
“Pedimos, em várias ocasiões, as autoridades competentes a criação de lojas de vendas de materiais de pesca no sector de Empada, podendo a sua aquisição ser feita através de créditos”, recomendou.

Disse que existem actualmente no sector cerca de 100 pescadores de diferentes espécies.
O Presidente da Associação dos Pescadores Artesanais da Guiné-Bissau Augusto Djú, afirmou que o atelier chegou no momento oportuno.

“Até que enfim  se conseguiu fazer um estudo sobre esta espécie de peixe denominado de ethmalose(djafal), que nos últimos tempos está a ser muito procurado para o consumo devido ao seu baixo custo tendo em conta o fraco poder de compra das populações”, salientou.

Aquele responsável disse que de igual modo os próprios pescadores optam por pescar o djafal devidos as dificuldades em encontrar as outras espécies de melhores qualidades para justificar as despesas da faina.

“Isso significa que se menosprezarmos a situação desse espécie, daqui aos próximos tempos vai diminuir a sua quantidade como aconteceu com a espécie denominada de taínha”, informou.

Augusto Djú nos anos 80 nenhum pescador procurava o djafal a não ser a taínha que abundavam as águas do país, salientando que hoje em dia essa espécie está a dominuir em detrimento de djafal.
“Não devemos esquecer que os recursos marinhos estão a diminuir porque os consumidores estão a aumentar e o poder de captura torna-se cada vez fraco devido a falta de meios dos pescadores”, explicou.
Afirmou que, de facto o país ainda possui grandes reservas de espécie djafal, contudo aconselhou que deve existir um plano para a sua gestão durável ou seja instituir períodos específicos para a captura.

“Já iniciamos a sensibilização dos nossos associados de forma a abdicarem da prática de capturar as espécies mais pequenos. Mas a espécie mais grandes vivem nas localidades mais longínguas e que para as capturar os pescadores têm que ultrapassar as zonas dos parques naturais protegidas por lei e que em muitas ocasiões são apreendidos”, informou.
Augusto Djú disse que nessa situação os pescadores são obrigados a fazer as suas actividades de faina nas zonas mais próximos como Tchudinhá, Ilha das Galinhas, Pikil, Caravela entre outros e não conseguem capturar os peixes grandes. 
ANG/ÂC/SG

Presidência Aberta/Oio


Presidente da República denúncia plano para o assassinar

Bissau 24 Abr. 17 (ANG) – O Presidente da República denunciou neste fim-de-semana em Farim, Norte do país, alegada existência duma orquestração para o eliminar fisicamente, tendo advertido aos supostos mentores para não falharem no seu intento.

José Mário Vaz que falava num comício popular no sector de Farim, na região de Oio frisou que na senda deste da suposta armação, os seus autores tentaram induzir os militares para dar golpe de Estado, “só por que eu quero mudar o país e tornar-me no melhor Presidente que o país já teve.

“Afirmaram que iriam despedaçar-me tal como aconteceu com o Roberto Ferreira Cacheu”.
Para o chefe de Estado, o país dificilmente sairá da crise em que se encontra,  se não houver  união como aconteceu durante a Luta Armada de Libertação Nacional contra a colonização portuguesa, tendo salientado ser fundamental ultrapassar os problemas que afectam a Guiné-Bissau e unir para tirar o país na situação difícil em que se encontra.

De acordo com JOMAV eh muito triste ver um país que durante quarenta e três anos de independência não consegue resolver os seus problemas elementares, apenas porque o Estado foi colocado “no lamaçal.

 “Depois da luta em vez de continuamos unidos foi dividida porque começou a diferença entre etnias, nível social entre outros ou seja os chamados analfabetos e civilizados’, deplorou.

O chefe de Estado disse que deve se cuidar do país para garantir a autoridade de Estado tendo pedido a paz e estabilidade que segundo ele já está a ser observado uma vez que as forças de defesa e segurança estão a respeitar a constituição.

Por sua vez em nome da população de Farim, o Regulo local pediu ao governo a construção de uma ponte sobre o rio Farim para minimizar o sofrimento da população , bem como um bloco operatório no hospital regional.

Lassana Baio implorou para a construção das estradas que ligam aquela cidade nortenha aos sectores próximos para assim facilitar o escoamento dos produtos e evacuação dos doentes para Mansoa ou Bissau.

“A falta de uma escola de formação superior em Farim motivou o êxodo de jovens estudantes para Bissau onde muitas vezes acabam por abandonar os estudos, devido a falta de condições para sobreviver e custear os materiais escolares”, indicou o Regulo.

ANG/MSC/JAM






Solidariedade


Fundação Maria Rosa Vaz oferece materiais ao Hospital de Farim

Bissau 24 Abr 17 (ANG) – A Fundação Maria Rosa Vaz doou este fim-de-semana um conjunto de materiais de saúde composto por batas, seringas e outros equipamentos ao Hospital Regional de Farim.

No acto da entrega, o director daquela instituição sanitária agradeceu o gesto da Primeira-dama, tendo destacado que a maioria dos hospitais do interior estaria a deparar com muitas dificuldades.

Mário Indolo disse que é de louvar esta iniciativa que, segundo ele, ocorre pela segunda da parte da fundação da Primeira-dama

Falando das dificuldades que o hospital enfrenta, Mário Indolo frisou que são várias, mas elegeu como o mais premente a cobertura do edifício devido a ameaça das chuvas.

Por seu turno, o Chefe de Gabinete da Primeira Dama disse que a Fundação esta apenas a cumprir com os objectivos pelos quais fora criada e anunciou para o mês de Junho a chegada de contentores com materiais sanitários para equipar os hospitais e centros de saúde do pais

“Portanto esperamos que oferta seja usada de forma correcta enquanto iremos tentar colmatar outras dificuldades, nomeadamente a cobertura do hospital de Farim”, vincou.



ANG/MSC/JAM


Oceano Pacífico


Exercício militar dos EUA e Japão aumenta a tensão com Pyongyang

Bissau, 24 Abr (ANG) - O Japão e os Estados Unidos iniciaram domingo uma série de manobras navais conjuntas no Oceano Pacífico antes de se dirigirem nos próximos dias para águas próximas da península da Coreia, num momento de alta tensão na região, anunciou o Ministério de Defesa japonês.

Após zarpar na sexta-feira de Sasebo (sudoeste do Japão), os navios de guerra japoneses “Ashigara” e “Samidare” juntaram-se à frota do porta-aviões de propulsão nuclear norte-americano “Carl Vinson” perto do arquipélago das Filipinas.

Os navios americanos e japoneses vão permanecer na região durante vários dias para exercícios conjuntos estratégicos e de comunicação antes de se dirigirem no final de semana para o norte, para se aproximarem da península da Coreia, segundo fontes do Ministério citadas pela televisão estatal “NHK”.

Washington anunciou há duas semanas que tinha ordenado o posicionamento do porta-aviões na península da Coreia, medida que foi interpretada como uma advertência perante o programa de desenvolvimento de armas nucleares de Pyongyang, embora a frota tenha participado primeiro em exercícios com a Austrália e actualmente está a caminho da região.

O anúncio equivocado foi feito pelo Comando do Pacífico e logo depois pelo Presidente Donald Trump, através do Twitter, e até quinta-feira passada a Casa Branca não tinha explicado que se tratava de um mal-entendido. Seul também estuda a possibilidade de participar nas manobras. 

ANG/JA

França/Presidenciais


Segunda volta para a presidência francesa com Emmamnel Macron e Marine Le Pen

Bissau, 24 Abr 17 (ANG) - Emmanuel Macron, candidato independente do centro, e Marine Le Pen da extrema-direita, vão disputar a 7 de maio a segunda volta para presidência
francesa.

Recolhendo cerca de 24 por cento dos votos na primeira volta, que teve lugar este domingo, Emmanuel Macron conseguiu afastar os candidatos dos partidos clássicos da direita e esquerda, em que François Fillon do partido “Os Republicados” (Direita) recolheu 19,91por cento, posicionando-se em terceiro lugar, e o candidato do Partido Socialista (PS), Benoit Hamon que não conseguiu ir além de 6,3por cento.


Jean Luc Melenchon, candidato da extrema-esquerda, que conseguiu cativar uma parte do eleitorado esquerda, e que acreditava passar para a segunda volta, ficou em quarto lugar com 19,6 por cento.

Reconhecendo a derrota, o candidato da direita François Fillon já aconselhou os seus apoiantes a votarem em Emmanuel Macron a 7 maio. Assim como os principais responsáveis do Partido Socialista já anunciaram que vão dar o seu voto ao candidato do centro. Contrariamente a Jean Luc Melenchon que preferiu não orientar os seus apoiantes para qualquer quer um dos candidatos.

A 7 de maio a França poderá reviver o episódio eleitoral que começara a 21 de abril de 2002 quando os dois candidatos vencedores da primeira volta foram Jacques Chirac e Jean Marie Le Pen, pai de Marine Le Pen, que obtiveram 20 e 17 por cento.

 Na segunda volta Jacques Chirac venceu Le Pen com cerca de 81 por cento dos votos, após uma união sagrada de todas forças políticas para travar o avanço da extrema-direita. 

ANG/ e-Global Notícias em Português







Sociedade



Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados organiza protesto  contra crise política

Bissau,24 Abr 17(ANG) – Centenas de  jovens do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados da Guiné-Bissau, mais uma vez, protestaram sábado contra a crise política do país.

“Exigimos a José Mário Vaz que se demita das suas funções. O povo está cansado da pobreza generalizada”, disse Soumaila Djaló, porta-voz do movimento.

No protesto, que teve início na rotunda do aeroporto e terminou junto ao Estádio Lino Correia, em Bissau, pediram igualmente a  demissão do Governo  e a  realização de eleições antecipadas.

“Os jovens voltaram às ruas em protesto
contra o chefe de Estado, José Mário Vaz, porque demonstrou várias vezes a sua incapacidade de exercer o cargo de Presidente da República para unir os guineenses e assumir a dianteira do progresso do país”, disse Sumaila Djalo.

A manifestação foi acompanhada de forte dispositivo de segurança, que cortou várias estradas do centro de Bissau e o acesso à rotunda, onde está localizada a Presidência da República.

No protesto foi ainda pedida a dissolução da Assembleia Nacional Popular.

ANG/Lusa 

Missão da CEDEAO em Bissau para avaliar aplicação do Acordo de Conacri

Bissau,24 Abr 17(ANG) - A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai enviar à Guiné-Bissau, entre este domingo e segunda-feira, uma missão ministerial para avaliar a aplicação do Acordo de Conacri, avançou fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. 

O objetivo da missão é avaliar o cumprimento e a aplicação do acordo com o qual a comunidade da África Ocidental acredita conseguir acabar «com o impasse político».

A CEDEAO patrocinou, em outubro de 2016, o Acordo de Conacri, instrumento político que visa a criação de um Governo de consenso de todos os partidos com assento parlamentar, do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) e do presidente José Mário Vaz.

Além de um Governo de consenso, o acordo prevê, também, que o primeiro-ministro seja uma figura que mereça a aprovação de todas as partes e ainda que seja da confiança do chefe do Estado.

No entanto, quatro dos cinco partidos representados no parlamento acusam o líder guineense de ter nomeado Umaro Sissoco Embaló primeiro-ministro sem o seu apoio, pelo que não reconhecem o Governo e têm pedido a demissão do atual executivo.

Os quatro partidos acusam José Mário Vaz de não cumprir o Acordo de Conacri.

O presidente da comissão da CEDEAO, o beninense Marcel de Souza, que integra a delegação que visita Bissau, já instou, em duas ocasiões, José Mário Vaz a aplicar o Acordo de Conacri sob pena de a organização retirar a sua força de interposição da paz estacionada no país desde 2012.

Em reação ao que considerou «ameaça inaceitável» ao chefe do Estado, o primeiro-ministro do país acusou Marcel de Souza de estar a atuar fora do quadro normal da organização que, sublinhou, «só toma decisões do género em cimeiras dos líderes».

Integram a missão da CEDEAO, além de Marcel de Sousa, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Libéria, Marjon Kamara, o chefe da diplomacia do Togo, Robert Dussey e o ministro de Estado e secretário-geral da presidência da Guiné-Conacri, Nabi Bangoura.

A missão será recebida por José Mário Vaz, líder do Parlamento, Cipriano Cassamá e pelo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló. 
ANG/Lusa 

Saúde Pública



Governo distribui mais de um milhão de redes mosquiteiras conta paludismo

Bissau,24 Abr 17(ANG) - O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau anunciou sexta-feira a distribuição de mais de um milhão de redes mosquiteiras impregnadas de longa duração para prevenir e combater o paludismo.

Segundo o diretor-geral para a Promoção e Prevenção da Saúde, Nicolau Quintino de Almeida, a distribuição das redes mosquiteiras é feita através do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo e vai decorrer durante  três fases.

A primeira fase, a do recenseamento, decorre entre domingo e 30 de abril, e visa fazer um levantamento nacional de todos os agregados familiares do país, bem como a distribuição de senhas para levantamento das redes mosquiteiras, explicou o responsável, em conferência de imprensa.

A segunda fase, que decorre entre 31 de maio e 04 de junho, quando as famílias detentoras de senhas vão levantar as redes mosquiteiras nos 1.500 postos de distribuição espalhados pelo país.

Em 2015, a Guiné-Bissau registou 136.298 casos de paludismo, 11.479 dos quais considerados graves. No mesmo ano, morreram no país devido ao paludismo 450 pessoas.

Os casos de paludismo aumentam com a época das chuvas que tem início em maio e prolonga-se até novembro.

A campanha, denominada `Durma seguro, durma sempre debaixo da tenda´, tem o apoio do Fundo Global, Organização Mundial de Saúde, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Programa da ONU para o Desenvolvimento e de várias organizações não-governamentais nacionais e internacionais.

Na campanha do Ministério da Saúde vão participar cerca de 3.000 agentes de saúde comunitária e voluntários, 234 supervisores de proximidade, bem como 66 supervisores regionais e 33 supervisores nacionais.
ANG/Lusa

Cooperação


Missão militar chinesa avalia necessidades das forças armadas guineenses

Bissau, 24 Abr 17(ANG) - Uma missão de oficiais das forças armadas da China esteve no país entre os dias 21 e 22 do  corrente tendo-se inteirado da real situação das forças armadas da Guiné-Bissau, sobretudo no concernente aos aspectos da formação e no domínio da técnica militar.

A missão dos oficiais militares chineses insere-se no âmbito da cooperação militar existente entre os dois países, como também visa responder o pedido efetuado pelo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas guineense, General Biagué Na N’Tan, aquando da sua recente deslocação àquele país asiático.

Missão dirigida pela Coronel Superior e igualmente Diretora-geral do Gabinete dos Assuntos da Ásia Ocidental e África, do Gabinete da Cooperação Militar Internacional do Ministério da Defesa Nacional da República Popular da China, Ren Ju, e que foi acompanhada pelo Embaixador da China na Guiné-Bissau, reuniram-se  com o Presidente da República e igualmente Comandante em Chefe das Forças Armadas guineense, José Mário Vaz.

Segundo o jornal O Democrata, a missão efetuou um encontro de trabalho com os responsáveis do exército guineense, no qual procederam o levantamento das necessidades das forças armadas, em termos de recursos humanos e no domínio da técnica militar.

Após o encontro com o Presidente da República, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China na Guiné-Bissau, Jin Hong Jun explicou na sua declaração à imprensa que  a vinda da missão militar da China ao país visa reforçar e consolidar os laços da cooperação militar tradicional entre os dois países.

Jin Hong Jun mostrou a disponibilidade da China de apoiar as autoridades guineenses, no quadro das relações bilaterais, na formação dos militares e salvaguarda de direito fundamental, que é a soberania nacional, no espaço aéreo, marítimo e terrestre. 

ANG/O Democrata



sábado, 22 de abril de 2017

Sociedade



Movimento “o Cidadão” entrega queixa-crime contra  presidente da ANP

Bissau, 21 Abr 17 (ANG) – O Movimento denominado “O Cidadão” entregou e quinta-feira, a Procuradoria-geral da República uma queixa-crime contra o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá,acusando a este de  prática de crime de  prevaricação  e coacão contra orgãos constitucionais, incluindo abuso de poderes.

Após a entrega da queixa, o coordenador do referido movimento, Ussumane Grifom Camará ainda acusou o presidente da ANP, bem como outros 8 membros do PAIGC da Comissão Permanente de sequestrar um Órgão de Soberania em claro desrespeito à Constituição da República, impedindo-o de funcionar.

“Este acto constitui uma violação flagrante dos deveres de deputado da nação e constitui fundamento para a perda de mandato, além de constituir crime no âmbito da lei de titulares de cargo politico respetivamente”, afirmou.

O líder do movimento “O Cidadão” disse que o “deliberado bloqueio Institucional” visa precipitar a demissão do Governo e/ou a dissolução da ANP, o que abriria o caminho à implementação de  agendas pessoais.

“Aliás, como referimos, as causas do bloqueio são pessoais e de grupos e não reflectem aos desígnios do Povo por estar contra a Constituição da República e às demais leis”, lê-se no referido documento.

Este movimento afirma ainda que tendo em conta que aprovacao do Programa do Governo é da competência da ANP, O Presidente deste órgão omite flagrantemente as suas obrigações regimentais, visto que viola os dispostos nas leis.

“O Presidente da ANP confunde o seu estatuto de mero representante deste órgão de soberania com o próprio órgão, ou seja, é a Assembleia Nacional Popular no seu todo que constitui o órgão da soberania e não o seu líder ou a Comissão Permanente”, afirmou. ANG/FGS/SG

Região de Cacheu



Populares pedem medidas contra uso da rede pesca de monofilamento

Bissau,21 Abr 17 (ANG) – Os populares da Região de Cacheu pediram  terça -feria ao Presidente da República  medidas contra o uso da rede de pesca de monofilamento no rio Cacheu.


Foto Arquivo
Em declarações à imprensa,  a saída do encontro com José Mário Vaz,Dede Andrade alegou que existe uma lei neste sentido razão pela qual questiona o reaparecimento da utilização das referidas redes sem que medidas punitivas sejam tomadas contra os infractores.

Disse que durante o encontro manifestaram ao chefe de estado a necessidade de haver maior controlo sobre o rio Cacheu, para  acabar com o conflito que se verifica entre os pescadores nacionais e estrangeiros, bem como a participação do poder tradicional nas actividades de fiscalização marítima do rio  Chaceu e no processo de negociação das canoas apreendidas por prática de pesca ilegal.

 Para além disso, segundo Dede Andrade, solicitaram a reabertura do Porto de Cacheu, que liga a região à  República da Gâmbia e a reactivação dos dois projectos de pescas suspensos há  19 anos, devido a guerra  civil de 1998, nomeadamente a Pescarte e Vice-pesca, para evitar a saida de jovens da região para  Bissau, a procura de melhores condições de vida.

 Em Cacheu, o Presidente da República se reuniu igualmente com as  mulheres e a saída do encontro Maria Bassem,que falou em nome das mulheres, disse  que enquanto vendedoras de peixes precisam de uma câmara frigorífica,porque as duas existentes estão avariadas,bem como a criação de um Banco de crétido local.

A juventude Cacheu, atraves de  Lourenço Mendes apresentaram ao chefe de estado preocupações relacionadas a educação, pedindo a construção de um centro multifuncional, da vias rodoviarias, o reforço da  segurança no sectro de Canchungo e do fornecimento regular da energia electrica.

No sector de Ingoré, o Deputado eleito no circulo 19, Rui  Diã de Sousa juntou a sua voz ao da população desta localidade para apresentar ao Presidente da Republica  as dificuldade com que se deparam,nomeadamente a falta de água potável,as más condições de estradas,assim como a ampliação do centro de saúde  local. 
ANG/LPG/SG

  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Desporto/Judo


              Taciana Lima Baldé conquista quinta medalha de Ouro

Bissau, 21 Abr 17 (ANG) - A atleta guineense,Taciana Lima Baldé conquistou no passado dia 4 de Março a sua quinta medalha de ouro, no decurso do   Campeonato Africano de Judo, decorrido  em Madagascar.
 
Segundo o jornal Nô Pintcha, Taciana que compete na categoria de 48 quilos derrotou a sua congénere da Tunísia, “tornando-se assim na rainha da arena de judo no Continente Africano.

A Judoca agradeceu à Deus, ao comité olímpico da Guiné-Bissau e aos fãs por esta conquista, considerando a data de 14 de Março de “inesquecível”.

Taciana Baldé tem no seu palmarés 10 medalhas entre os quais cinco de ouro. Ela foi campeã Pan-Africana em 2011 quando representava o Brasil e teve a sua primeira experiência competitiva nos jogos olímpicos de Rio de Janeiro em 2016.

 A Judoca  é filha de mãe brasileira e pai guineense, e representava o Brasil mas  em 2013 começou a representar a Guiné-Bissau.

ActualmenteTaciana reside em Lisboa, onde representa o Sporting de Portugal. ANG/AALS/JAM/SG