sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ensino público



Directores das escolas  prometem “Mão dura”contra comportamentos injustos de professores 

Bissau, 28 Abr 17 (ANG) – Os Directores das Escolas Públicas do país, prometeram hoje tomar “duras medidas” contra os docentes , que por interesse pessoal têm tido comportamento injustos perante alunos.

Imagem Ilustrativo
Em reacção as críticas feitas pelos alunos, a Sub-Directora do Liceu Agostinho Netos Fatu Sonco disse que na verdade teve  conhecimento de que existe professores que obrigam os alunos a comprarem  os seus textos de apoio.

“ Já tomamos medidas relativamente ao assunto, e avisamos à todos os professores, para deixarem os seus textos com o pessoal da fotocópia, para que os alunos possam ter um único local de compra dos textos de que necessitam, em vez de serem os próprios docentes a comercializá-los”, informou a Sub-Directora.

Relativamente a denúncia da ausência dos professores naquele estabelecimento escolar, a Directora sustentou que existem períodos em que a referida prática aconteceu, acrescentando contudo que foi tomada de imediato medidas  tendo a  Direcção ordenado a marcação de  faltas aos professores ausentes nas salas de aulas e ao desconto dessas faltas r nos seus ordenados no final do mês.

“Mas, na realidade, os alunos são mais faltosos que os professores.Nesta altura várias salas de aulas estão com poucos alunos porque já tomaram antecipadamente as suas férias de primeiro de Maio”, revelou Fatu Sonco

Aquela responsável atribuiu  culpa aos alunos que alegam  terem professores com idade avançada já sem capacidades para explicar bem as matérias, porque deviam apresentar queixa à Direcção do Liceu, para que este se digne resolver o assunto.

Demba Baldé, Director do Liceu Rui Barcelo da Cunha revelou que desconhece as queixas apresentadas pelos alunos relativamente as suas expulsão das salas de aulas por não comprarem os textos assim como aqueles que reclamaram por não  não percebem bem a matérias explicadas por certos professores.

Baldé prometeu investigar o caso e resolvê-los de imediato para que nunca mais a referida prática aconteça na escola que dirige.

João Henrique Sambaro Candé, Director da Escola do Ensino Básico Unificado Salvador Allende,  que exerce essas funções há pouco tempo, promete trabalhar no sentido de saber quais os professores que estão a ser injustos para com os alunos .

“Assim que eu descobrir vou puni-los com fortes medidas porque estamos aqui para ajudar os alunos. Imagine que, se nós como trabalhadores andamos as vezes sem dinheiro quanto mais os alunos que simplesmente estão ainda a estudar aonde e que vão arranjar dinheiro”, perguntou.  
ANG/LLA/AC/SG     
    

Ensino público



Alunos criticam o comportamento “ante pedagógico” dos professores
Bissau, 28 Abr 17 (ANG) – Os estudantes de algumas escolas públicas do país criticaram hoje o comportamento que qualificam de “anti-pedagógico” de alguns professores.

Foto Arquivo
Numa auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), Herculino Fernandes e Delio Lopes, ambos estudantes do Liceu Nacional Kwame Nkrumah, revelaram que alguns professores daquele estabelecimento escolar comportam mal com os alunos, ao ponto de alguns, inclusive, ameaçam bater nos alunos.

“Não vamos negar que o nosso Liceu dispõe de bons docentes. Alguns professores estão, de facto, na altura de lesionar e apresentam excelentes qualidades, e também bons em termos de comportamentos”, disse os estudantes.

Por outro lado, apela a Direcção do Liceu Nacional, a seguir de perto o comportamento de alguns professores, porque muitos têm tido comportamentos injustos.  

“A maioria dos professores produz textos de apoio estudantil para vender os alunos à preço de  1.500 FCA mas devido as dificuldades que os país enfrentam muitos não conseguem comprar o texto”, criticou Herculino Fernandes, acrescentando que as vezes pedem o texto aos colegas para copiarem, mas que muitos professores não permitem que o seus textos de apoios fossem copiados, obrigando aos alunos a lhe comprarem directamente esses apontamentos.

De acordo com Herculino Fernandes e Delio Lopeas, várias queixas contra esses procedimentos dos professores foram apresentadas à direcção do liceu mas não tiverem qualquer efeito.

Por seu turno, Rudilsom Rodrigues, estudante do 12º ano do Liceu Rui Barcelo da Cunha, revelou que alguns professores da sua escola apresentam já a idade de reforma, porque já não têm a paciência de explicar bem a matéria e nem sequer tiram dúvidas aos alunos.
“No meu Liceu, as folhas dos trabalhos práticos e chamadas escritas são cobradas 200 francos CFA enquanto que nos outros Liceus custam apenas 50 FCA”, disse.

Runise Baldé estudante afecto ao Liceu Agostinho Neto lamentou a ausência dos professores nos últimos tempos naquela instituição escolar.

“Habituamos a dizer que os alunos é que não gostam de ir as aulas, mas  no nosso Liceu é o contrário: são os professores que mais faltam. Pedimos a Direcção para exigirem a comparência dos docentes nas salas de aulas”, referiu, acrescentando que estão sem apontamentos completos e correm o risco de terminar este ano lectivo com o fraco aproveitamento.

Na escola Salvador Allende, segundo Elsa Dias, tudo está a correr bem..
“Os nossos professores aparecem todos os dias para nos dar  aulas, por outro lado comportam muito bem com os alunos, e a única coisa sobre a qual  discordo com a Direcção da Escola e  alguns professores é a obrigação de o aluno comprar texto do professor e ser proibido de o copiar.”, disse Elsa Dias.
ANG/LLA/ÂC/SG  




Sociedade



Empregadas Doméstica denunciam descriminação por parte dos patrões

Bissau, 28 Abr 17 (ANG) - O Presidente da Associação de Empregadas Doméstica ( AMED) lamentou  quinta-feira a situação de descriminação social de que as empregadas domesticas têm sido alvo na sociedade guineense.
 
Foto Arquivo
Citado pela Rádio Pindjiguiti, Sene Bacai Cassamá fez esta declaração no acto da celebração do Dia Internacional das Mulheres Empregadas Doméstica, salientando que  as empregadas domésticas não têm nenhum salário específico  estipulado  por lei, e que trabalham sem  contracto de trabalho.

Bacai Cassamá acrescentou que, por isso, a sua organização está a sensibilizar os patronatos para aceitarem celebrações de contratos cada vez que recorrem aos serviços de uma empregada ou empregado doméstico, a fim de se evitar  eventuais problemas no futuro.

Sene Cassamá lamenta  que as empregadas domésticas grávidas as vezes trabalham até ao mês de parto ou, em alguns casos, chegam a  dar luz no próprio local de trabalho.
O responsável da Associação das Mulheres Empregadas Doméstica criticou a ausência da lei que estipula uma licença de, pelo menos, dois meses, antes do parto.
 ANG/ PFC/JAM/SG



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Política



Fernando Gomes garante regresso para breve de exilados políticos ao país 

Bissau,27 Abr 17(ANG) - O presidente do Movimento Nacional Cívico “ Nô Djunta Mon Pa Fidjus di Tchon Riba Cassa” anunciou esta quarta-feira que os políticos exilados no estrangeiro irão regressar brevemente ao país.
Fernando Gomes que falava após a entrega formal duma petição assinada por mais de 64 mil guineenses ao presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), disse igualmente que as diligências já foram todas tomadas para a chegada dos políticos exilados.

“Este processo é irreversível e já têm as  datas marcadas para regressarem ao nosso país. As diligências já estão tomadas nesse sentido. Regressam a Guiné como filhos desta terra, com os mesmos direitos. O regresso é para breve”, conta Fernando Gomes.

Para isso lembrou que não há nenhum governante que possa impedir os exilados de regressarem ao país, sublinhando depois que os exilados virão porque a terra é de todos os guineenses.

“São eles que manifestaram a intenção de regressar ao país, portanto, não há ninguém que os possa impedir de fazê-lo”, diz.

Os assinantes da petição recomendam uma análise isenta, consciente e responsável a todos aqueles que têm poder decisivo na orientação deste país.

Entre os exilados visados destaca-se o antigo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. ANG/R. Sol Manci

Liberdade de imprensa



Guiné Equatorial é o pior país da CPLP 

Bissau, 27 Abr 17 (ANG) - Segundo o relatório sobre a Liberdade de Imprensa 2017 apresentado quarta-feira pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Guiné Equatorial é o pior país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e um dos piores do mundo, na classificação mundial sobre a Liberdade de Imprensa, posicionando-se em 171º lugar entre 180 países.

Foto Arquivo

Portugal e Cabo Verde, em 18º e 27º lugar, são os países da CPLP melhor classificados. Na mesma lista a Guiné-Bissau ocupa o 77º lugar, Moçambique 93º, Timor-Leste no 98º, Brasil 103º e por fim Angola no 125º lugar. São Tomé e Príncipe não consta na classificação.

O relatório da RSF indica que a Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Holanda são os melhores classificados em termos de liberdade de Imprensa, e a China, Síria, Turquemenistão, Eritreia e Coreia do Norte como os piores.

ANG/ e-Global Notícias em Português