segunda-feira, 29 de maio de 2017

Crise Política


Líder do PAIGC revoltado com espancamento aos manifestantes

Bissau, 29 Mai 17 (ANG) - O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, considerou sábado que a violência das forças de segurança contra os marchantes demonstra a predisposição do Presidente da República em transformar o país “num espaço da sua ditadura e da sua tirania”.

O líder dos libertadores estava no Hospital Nacional Simão Mendes onde deram entrada 10 pessoas vítimas de violência policial.

Numa entrevista exclusiva á Rádio Sol Mansi (RSM), minutos depois de os manifestantes serem dispersos, com gás lacrimogéneo e violência física, pelas forças de defesa e segurança que os impediram de chegar a praça dos heróis nacionais, Simões Pereira disse que fica “simplesmente a proibição da marcha, e que este é o verdadeiro rosto da ditadura e tirania que está a dar o seus últimos sopros”.

“Foi uma marcha completamente pacífica realizada pelos cidadãos livres. Primeiro recebeu uma carga militar completamente desproporcional transformado na violência de uma forma gratuita que põe em causa a integridade física das pessoas, sem qualquer tipo de necessidade porque não estavam a constituir ameaça nem para as instituições e para os titulares de quaisquer tipos de cargo”, critica.

Simões Pereira disse ainda que o acto que aconteceu na manhã de sábado demostra o principio do fim.

“De facto, o povo deve ter coragem de ser livre e de confrontar esta situação, e de uma vez por todas se libertar destas ameaças de tirania”, rematou.

Sabe-se que 10 pessoas deram entrada no Hospital Nacional Simão Mendes e desconhecemos o número dos manifestantes detidos, mas a RSM adianta que alguns polícias foram feridos.

Igualmente ouvido pela RSM o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, disse que o acto enquadra-se na estratégia das forças de segurança de tentar limitar o exercício dos direitos fundamentais na Guiné-Bissau.

“Nós temos assistido, nos últimos dias, informações que visam simplesmente provocar medo aos manifestantes para não poderem exercer os seus direitos. Isto é muito mau na democracia e as pessoas têm que poder exercer livremente os seus direitos sem qualquer receio de represália ou de algumas intervenções a margem da lei por parte dos manifestantes”, sustenta Augusto Mário que afirma que a liga é sempre contra a violência e apela as forças de segurança a serem aludidos nas acções a serem executados e os cidadãos para evitarem  actos de provocação e de vandalismo.

Por seu lado, Fatumata Djau Baldé, activista de defesa dos direitos das mulheres criticou que as autoridades que garantem segurança têm duas faces porque “quando é uma marcha para agradar um grupo é garantida a segurança mas quando é uma marcha para exigir, do outro lado, o cumprimento da Constituição da República a segurança é barrada”. 

ANG/RSM


Transporte público


Autocarros da Transáfrica iniciam carreiras internas em Bissau

Bissau,29 Mai 17(ANG) – Os autocarros da empresa Transáfrica GB SARL, iniciaram no Domingo as suas carreiras regulares de transporte de pessoas na capital Bissau.

Em declarações à imprensa no acto do lançamento oficial, o administrador da empresa Transáfrica GB, António Rodrigues Soares disse que, com a nova dinâmica imposta pela Direcção Geral da Viação e Transportes Terrestres, “conseguimos, de facto, que isto se torne uma realidade o que está a acontecer neste momento”.

A empresa Transáfrica foi constituída no Notariado do Tribunal de Bissau em 6 de Maio de 2004 e está legalizada há mais de 13 anos.

“Nós transportamos milhares de guineenses por mês nos nossos circuítos inter urbanos e somos conhecidos por nossos clientes há muitos anos”, informou.

António Rodrigues Soares sublinhou que este é mais um serviço que pretendem fazer para servir a população neste caso os citadinos de Bissau, acrescentando que esperam ter apoios dos citadinos da capital.

Perguntado sobre quantos autocarros pretendem colocar no circuito urbano de Bissau, o administrador da empresa Transáfrica disse que o projecto inicial previa um total de sete autocarros.

“É contudo uma primeira fase inicial porque acho que temos que fazer esse trabalho como temos feito sempre respeitando as pessoas que existem e em benefício da população e com muita prudência”, afirmou.

Em relação aos preços a praticar, o administrador da Transáfrica sublinhou que vão em conformidade com a tabela em vigor e oficial, porque só compete ao governo da Guiné-Bissau elaborar os  tarifários.

“A tarifa legal em vigor actualmente é de 147 francos para os transportes públicos toca-tocas e autocarros num circuito do Aeroporto/Matadouro o que redonda os 150 francos”, disse.


Instado a dizer sobre se não existem casos de excepção para os idosos, dificientes, estudantes e militares, António Rodrigues Soares respondeu que estão a iniciar a carreira, acrescentando que é evidente que no futuro terá que passar mediante negociações com o governo que eventualmente entrará com uma comparticipação junto da empresa. 

ANG/ÂC/SG   

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Recursos florestais



  Situação da exploração dos recursos florestais é debatida terça-feira em Bissau

Bissau, 26 Mai 17 (ANG) –A sede da ONG Tiniguena em Bissau acolhe na próxima terça-feira um encontro de restituição dos resultados do diagnóstico sobre a situação de exploração dos recursos florestais na Guiné-Bissau, refere um comunicado da União Europeia enviado à ANG.



A iniciativa se realiza no quadro do projecto “Gestão Transparente-Recursos Sustentáveis: projecto de Reforço de Capacidades da Sociedade Civil para a Monitorização da Gestão dos Recursos Naturais, financiado pela União Europeia.

 “O projecto pretende contribuir para uma maior responsabilização das instituições públicas na gestão dos recursos naturais, através de mecanismos de seguimento da exploração desses recursos por parte das organizações da sociedade civil guineense”, refere o comunicado. 

Trata-se de um estudo que analisa o estado em que se encontram as estruturas nacionais de gestão do sector florestal, a perda de controlo sobre os processos de concessão de licenças de exploração dos recursos florestais, com maior destaca para a madeira, os constrangimentos das legislações e os excessos de abates de árvores incentivados pela corrupção.

ANG/SG


Presidência Aberta/Balanço



Presidente da República diz ter sido mal interpretado ao expressar “guerra” e “inimigo” no seu discurso de encerramento

Bissau, 26 Mai 17 (ANG) – O Presidente da República criticou os seus adversários políticos acusando-os de ter desvirtuado completamente as suas palavras.

 O chefe de estado utilizou os termos “inimigo” para dizer adversários político e palavra “guerra” para contextualizar as contradições com os seus constestatários.

“Quando me refiro a expressão guerra, aplico-a de forma positiva, ou seja, procuro incutir na cabeça das pessoas a necessidade de mudanças” vincou José Mário Vaz que sublinhou que a interpretação feita ao seu discurso no último dia da presidência aberta, em Bissau, foi com “ma intenção e no sentido desvirtuado”.  

No último comício da sua campanha de Presidência Aberta que o levou as regiões do pais, o chefe de Estado havia acusado, sem citar nomes, membros do seu governo que estariam a colaborar com o “inimigo”, numa alusão clara aos seus contestatários e advertiu-os para a necessidade de estarem preparados nesta “guerra”, ou seja, a actual crise política.

José Mário Vaz disse que essa estratégia visa desviar-lhe a atenção sobre o essencial, ou seja, “a tarefa de trazer felicidade a todos os guineenses”.

“Tenho objectivos claros e metas a atingir, por isso dispenso estes tipos de preocupações”, disse manifestando a sua intenção de unir e promover os guineenses na base de mérito e competência. 

ANG/JAM/SG




Presidência Aberta



José Mário Vaz afirma-se determinado a projectar a Guiné-Bissau na senda do progresso

Bissau, 26 Mai 17 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz manifestou quinta-feira a sua disponibilidade de trabalhar para que no fim do seu mandato a Guiné-Bissau esteja livre de todos os problemas que obstaculizam o seu desenvolvimento.

O chefe de Estado vincou esta posição na conferência de imprensa em jeito de balanço da presidência de aberta recentemente concluída em Bissau e que o fez deslocar à todas as regiões do país, tendo nos encontros ali havidos agradecido as populações pela confiança nele depositada e auscultado as aspirações das populações em relação ao futuro do país.

José Mário Vaz revelou que antes de assumir qualquer desafio, sempre se prepara para contra “guerras abertas” de que será alvo, por isso tem registado  sucessos  não só na sua vida pessoal, enquanto empresário mas também nos cargos que ocupou na administração pública.

“Primeiro procuro saber em que situação a instituição está e, como sou homem de resultados, imponho disciplina e rigor para que, de facto, haja resultados positivos”, explicou o primeiro magistrado da nação.

No entanto, confessou ser difícil a tarefa de dirigir um pais que ao longo de muitos anos “esteve desavindo com a realidade”, e de mudar o hábito nocivo “de um dia para o outro”.
Isto porque, segundo o Presidente da República, os guineenses não estão habituados a cultura de trabalho, por isso o país se encontra nestas condições deploráveis.

José Mário Vaz apelou a todos a emprenharem-se, porque, segundo disse, “o segredo de sucesso que se verifica noutros países do mundo se deve a vontade e empenho dos seus cidadãos no trabalho”.

“Até a água de chuva que o céu nos oferece é mal aproveitada na Guiné-Bissau”, indignou-se o chefe de Estado que exortou para a necessidade de dar mais valência a este dom divino para garantir a auto-suficiência alimentar do povo.

O magistrado da nação reiterou as determinações  de mudar o país pela positiva, de ser melhor presidente de todos os tempos. Quer dizer, a partir do seu exercício que a Guiné-Bissau vai conhecer o seu desenvolvimento.

Em termos de balanço da Presidência Aberta, disse ter recolhido as preocupações da população nos locais por onde passou e ainda de ter constatado o sofrimento do povo.
ANG

quinta-feira, 25 de maio de 2017

OMVG



“Obras de colocação de linhas de interconexão da energia iniciam em Junho próximo”, diz Coordenador da Célula Nacional 

Bissau, 19 mai. 17 (ANG) – O Coordenador da Célula Nacional da Organização para Valorização do Rio Gâmbia (OMVG), Inussa Baldé disse hoje que o país vai iniciar no final de Junho , as obras de construção de 218 kilometros (KM) de linha de interconexão elétrica de grande qualidade orçados no valor de cerca de três mil milhões e meio de francos CFA.

Foto Arquivo
Inussa Baldé fez esta declaração  no acto de enceramento do Ateliê de formação do Comité Nacional de Seguimento (CNS) e Comités Locais de Coordenação e Seguimento (CLCS) de Planos de Gestão Ambiental e Social (PGAS) e Plano de Reinstalação (PR), do Projeto Energia da OMVG.

Para o também director-geral dos da Recursos Naturais, este projeto é estruturante e com um financiamento muito avultoso como nunca antes visto no sector da energia ao nível do país.

“Esta construção vai permitir a Guiné-Bissau entrar no sistema de troca de energias não só da sub-região mas também de todo o continente africano”, garantiu.

Segundo um documento facultado aos seminaristas, a linha em questão será dotada de dois cabos de proteção dos quais um é equipado com trinta e seis (36) pares de fibras ópticas que permitem ligar as redes de telecomunicações dos países membros da OMVG com o desenvolvimento da telefonia.

Imagem Ilustrativo
“Esta rede garantirá a evacuação do importante potencial hidroeléctrico do rio Konkuré, na Guiné Conacri (Kaleta, Souapiti, Amaria e Grand Kinkon) favorecendo as trocas de energias entre os países membros graças à descoberta de recursos petrolíferos no Senegal e o seu potencial em energia solar”, refere o documento do atelier.

Por sua vez, o director-geral do Ambiente e Desenvolvimento Durável da OMVG, Kabir Silla Sonko disse que a construção da obra será um grande benefício para o país . 

ANG/FGS/SG