quinta-feira, 1 de junho de 2017

Clima


Retirada dos EUA do acordo de Paris

Bissau, 01 Jun 17 (ANG) - Donald Trump já decidiu que vai retirar os EUA do acordo de Paris sobre alterações climáticas, assinado em Dezembro de 2015 por Barack Obama, revelam vários meios de comunicação norte-americanos.

Apesar de ainda não serem conhecidos os contornos da saída, a Fox News e o site Axios garantem que Trump já tomou a decisão, que vai colocar os EUA ao lado da Nicarágua e Síria, como os únicos países que não se juntaram ao esforço global de redução de emissões poluentes. 

Ambos os meios, que citam fontes próximas de Trump, não detalham quando o Presidente irá fazer o anúncio oficial.

Segundo o site Axios, citado pela agência Reuters, Trump está agora a ponderar os pormenores da decisão. 

Pode anular formalmente a assinatura do acordo de Paris, opção que pode demorar três anos a concretizar, ou retirar os EUA do tratado das Nações Unidas onde se baseia o acordo sobre as alterações climáticas. Uma decisão mais rápida, mas também mais drástica. 

ANG/JA



Política


Primeiro-ministro exorta polícia a usar qualquer método para manter dignidade do Estado

Bissau,01 Jun 17(ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, exortou quarta-feira a polícia a usar "qualquer método, que achar conveniente", para restaurar a dignidade do Estado e não permitir a anarquia no país.

De regresso de uma viagem de trabalho a Israel, Sissoco Embaló reagiu, ainda no aeroporto de Bissau, aos incidentes ocorridos no último sábado, na sequência de uma manifestação de cidadãos inconformados com a crise política, que provocou dezenas de feridos, entre os quais sete polícias.

Para o primeiro-ministro guineense, situações como aquelas não se podem repetir.

Umaro Embaló disse ter trazido de Israel "gás lacrimogéneo" para a polícia "se defender melhor".

"Onde já se viu alguém a agredir a polícia até lhe partir a cabeça. Em que país é que estamos", questionou Embaló, citando outros países democratas onde, disse, a polícia também reage contra os manifestantes quando passam dos limites.

O chefe do governo guineense disse também não compreender o inconformismo dos jovens que se manifestam nas ruas de Bissau, acusando-os de se deixarem misturar "com bandidos" para perturbar a ordem pública.

Sobre a ameaça de haver sanções contra os líderes do país por parte da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), Umaro Sissoco Embaló afirmou que não está minimamente preocupado.

"Até me rio, porque vejo que as pessoas estão a dormir neste país. Sanção contra um Presidente da República, um primeiro-ministro", observou Embaló, que afasta essa possibilidade lembrando que na Guiné-Bissau "não houve golpe de Estado".


"Somos um governo legítimo em funções", sublinhou o primeiro-ministro guineense. 

ANG/Lusa

Crise política


Ramos-Horta quer pulso firme de José Mário Vaz

Bissau, 01 Jun 17(ANG) – A Guiné-Bissau continua confrontada com "grande imbróglio político", que exige uma posição firme do Presidente e uma solução guineense pela via do diálogo, defende José Ramos-Horta, em entrevista exclusiva à DW África.

O Prémio Nobel da Paz, José Ramos-Horta apela à tranquilidade e ao entendimento na Guiné-Bissau. O político timorense pede ao Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, para reunir todas as partes do conflito na base de um diálogo sério com vista a salvar o país. 

A iniciativa presidencial, segundo José Ramos-Horta, deve durar o tempo que for necessário, até que seja possível definir uma agenda comum para os próximos 18 meses, que contribua para a estabilidade do país antes de eleições gerais.

Em Lisboa, José Ramos-Horta concedeu uma entrevista exclusiva à DW África, à margem das conferências do Estoril, que terminou quinta-feira em Cascais, Portugal.

O antigo Presidente de Timor-Leste, que representou as Nações Unidas em Bissau, depois do golpe de Estado de 2012, liderou a missão do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS, na sigla em inglês), criada para a consolidação da paz no país.

Para Ramos-Horta, o Presidente guineense José Mário Vaz "pode ainda salvar a sua presidência, salvar o país, se for inspirado por essa responsabilidade que é a de um chefe de Estado. Mas é necessário também que os outros deem as mãos, que também deem um passo ao encontro do Presidente".

" É preciso encontrar uma fórmula muito guineense para amenizar as tensões," refere o homem que também foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro de Timor-Leste.

Ramos-Horta sugere que a solução para a crise na Guiné-Bissau deveria contar "com a facilitação de algum amigo, alguém de confiança e com experiência".

"Todos os atores políticos e sociais guineenses participariam para estudarem uma agenda mínima de ano e meio para acalmar o país, resolver algumas questões de urgência e - havendo um acordo mínimo que apazigue os ânimos - vamos então mobilizar apoio da comunidade internacional para ajudar a resolver a falta de pagamentos, sarar algumas feridas económicas e sociais, algum défice que há, para também compensar," considera o político timorense.

Ramos-Horta diz que não quer dar lições a ninguém, mas sim "continuar a ajudar", facilitando o diálogo como observador - depois de ter servido, durante ano e meio, como representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, no tempo de Ban Ki-moon.
"Tenho andado em diálogo com gente das Nações Unidas, alertando o secretário-geral [António Guterres], o Departamento dos Assuntos Políticos, que é necessário fazer algo. 

Não se pode abandonar a Guiné-Bissau. Primeiro, apesar de tudo, o país não está em guerra. Não é Mali, não é República Centro-Africana nem Sudão do Sul. É preciso reconhecer o papel das Forças Armadas, que tem-se mostrado com muita disciplina, muita maturidade, não se imiscuindo mais nas querelas políticas da Guiné-Bissau. Tem que manter essa postura," defende.

José Mário Vaz e Ramos Horta encontraram-se em fevereiro deste ano em Bissau, entre as reuniões de consulta que o Prémio Nobel da Paz teve com várias autoridades e figuras da sociedade civil guineense.

Ramos-Horta esteve no país, na altura, para participar numa conferência sobre reconciliação e não numa missão de mediação – esclarece. Entende as manifestações de protesto contra o Presidente porque, afirma, "o povo está cansado, os jovens estão cansados, as escolas não funcionam, os funcionários não são pagos e, dado o imbróglio político, a comunidade internacional não liberta os dinheiros prometidos - e isso gera então contestação".

Devido a essa situação, "é preciso o Presidente tomar o pulso da situação com inteligência, com pragmatismo e com humildade," acrescenta.

Ramos-Horta dá a conhecer que não tem planos para regressar à Guiné-Bissau, mas deixa as portas abertas caso receba algum convite por parte das instituições soberanas guineenses, prometendo trabalhar sempre com as representações da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana (UA), União Europeia (UE) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). 

ANG/Rádio DW/África


Política


Dissidentes do PAIGC acusam partido de querer instalar caos na Guiné-Bissau

Bissau,01 Jun 17(ANG) - O grupo de dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), principal partido da Guiné-Bissau, acusou quarta-feira a direção daquela formação política de pretender instalar o caos com recurso aos jovens.

A posição foi hoje assumida numa conferência de imprensa proferida por Tumane Mané e Tomás Barbosa, dois elementos do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC.

Segundo aqueles dois dirigentes, o PAIGC "caminha para o abismo" devido à ação da sua liderança e "quer instalar o caos" no país, situação que, disseram, não será aceite pelos militantes do partido.

Mané e Barbosa acusaram a direção do partido liderado pelo ex-primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, de estar a instigar os jovens para protagonizarem atos de violência no país, mesmo que seja enfrentando as forças de ordem.

No sábado passado, confrontos registados entre manifestantes do Movimento dos Cidadãos Inconformados com a crise política no país e a polícia provocaram dezenas de feridos, entre os quais sete polícias.

"Não podemos aceitar que o PAIGC seja transformado no instrumento de caos e de desestabilização" do país, enfatizou Tumane Mané.

Tomás Barbosa, que também é atual ministro da Cultura e Desporto, defendeu, por sua vez, que é errado quando os jovens "se deixam instrumentalizar" ao ponto de pensarem que a Guiné-Bissau é a mesma coisa que a Venezuela.

"As realidades são distintas", afirmou Tomás Barbosa, pedindo aos pais para não deixarem os filhos participarem em manifestações "encomendadas", disse.


ANG/Lusa

Desporto



Vice-presidente da federação de futebol demitiu-se

Bissau,01 Jun 17(ANG) - Amadu Nogueira, um dos vice-presidentes da federação guineense de futebol, demitiu-se quarta-feira das suas funções, alegando «falta de transparência na gestão» dos assuntos da instituição.

Antigo jogador profissional em Portugal, Amadu Nogueira, que se notabilizou no Gil Vicente nos anos 90, acusa o comité executivo da federação de se ter transformado numa instituição «cada vez mais opaca e com falta de transparência».

«Movo-me por valores, não estou disposto a ser confundido com quem se preocupa apenas em servir-se do futebol», declarou, em carta citada pela  agência Lusa.

Amadu Nogueira afirmou também que os atuais dirigentes o fizeram acreditar que tinham projetos para fazer progredir a modalidade «quando, na verdade, tinham apenas interesses pessoais».

«Renuncio ao cargo para que fui eleito por não ter rigorosamente nada que me identifique com os restantes membros da direção», lê-se ainda na carta dirigida ao comité executivo.

Nogueira sublinhou que se demite para denunciar «a farsa em que se transformou a federação de futebol da Guiné-Bissau.

A demissão do vice-presidente acontece num momento em que os atuais dirigentes da federação estão a ser investigados pela justiça e pelo governo, por suspeitas de má gestão de fundos da FIFA e da Confederação Africana de Futebol (CAF).

As suspeitas recaem sobre a secretária-geral, Virgínia da Cruz, que já foi ouvida no Ministério Público, e Manuel Lopes, o líder do organismo, que deverá ser ouvido esta quinta-feira pela mesma instância. 

ANG/Lusa



Cooperação


CPLP necessita de “mudança interna” devido a “défice de vontade política” ,diz António Monteiro

Bissau, 01 Jun 17 (ANG) – O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e diplomata António Monteiro considerou em Lisboa que a CPLP se tornou numa organização indispensável, mas necessita de uma “mudança interna” devido a “défice de vontade política”.

Ao considerar que o Brasil representa um caso específico, António Monteiro disse que os restantes países “negligenciaram um pouco” o valor da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Estava ali, e iam adiando. Houve durante muito tempo, e ainda há, um défice de vontade política em relação ao que deve ser a própria organização”, assinalou, já no período de perguntas e respostas após a sua conferência “Portugal e o Mundo Lusófono”, no âmbito do ciclo de conferências “Os Interesses de Portugal no Mundo”, promovido pela Universidade Autónoma e jornal Público, que decorre até 26 de Junho.

“Com tanta prioridade, nenhuma é prioritária. Não é possível fazer assim. Alguma mudança interna deve ser feita. Mas o facto de ser um défice da organização, não justifica que se olhe para a CPLP como quase um factor despiciente, um factor político-diplomático apenas para consolar e consolidar o sentimentalismo das nossas relações”, prosseguiu o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de Pedro Santana Lopes (Julho de 2004- Março 2005), ex-diplomata e um “construtor da CPLP”, como foi definido na apresentação pelo embaixador Francisco Seixas da Costa, presente na mesa também com o professor Luís Moita, em representação da universidade.

Ainda numa referência ao défice que detecta numa organização que ajudou a construir, António Monteiro salientou uma “excessiva intergovernamentalização”, que não a favorece e sublinhou as suas “potencialidade”.

No entanto, deixou uma nota positiva: “Mas há uma conquista, hoje em dia nenhum país membro da organização gostaria de sair da CLPL, ou de ser visto como contrário, ou ser suspenso. Temos essa vantagem já é uma organização indispensável”, sustentou o ex-diplomata, hoje envolvido no sector da banca privada.

António Monteiro reconheceu que, quando trabalhou de forma intensa neste projecto, se questionava sobre se esta organização seria uma prioridade para cada um dos governos dos países fundadores, e sem ter obtido uma conclusão definitiva.

“Desde o início, pensei que Portugal devia dar o exemplo e ter nomeado um embaixador junto da CPLP. Se temos embaixadores junto da União Africana, da União Europeia, criamos uma organização e a nossa obrigação e dos países-membros era ter nomeado e criado embaixadas. Passaram-se anos até ser o Brasil a nomear o primeiro embaixador”.

A adesão da Guiné Equatorial à CPLP foi outro assunto abordado no período de perguntas e respostas, com o ex-chefe da diplomacia a admitir tratar-se de “uma questão muito controversa”, relativa a um país “isolado dentro de África do ponto de vista da língua”, por ser um país de língua espanhola.

“A CPLP é uma organização intergovernamental, mas representa apenas governos? Estamos a falar de governos ou estamos a falar de países. Se nós pensarmos que os governos são transitórios e que os países em si são definitivos, julgamos a questão de maneira diferente”, adiantou, frisando que já existem aspectos positivos desta adesão, como a abolição da pena de morte, a melhoria “em alguns aspectos” da vida dos guineenses ou o envio de jovens deste país da África equatorial para escolas portuguesas.

O diplomata recordou que “se houver abusos extremos, também há outras medidas da CPLP a tomar, incluindo a própria suspensão. É muito difícil aplicar isso, porque dentro dos próprios países fundadores também houve problemas, com casos de chefes de Estado assassinados e golpes de Estado sucessivos”.

O ex-diplomata, que iniciou a carreira em Janeiro de 1968 “ainda com Salazar fora da cadeira”, como referiu, definiu no início da intervenção a CPLP como “uma partilha”, destacou os “pontos comuns”, pugnou por uma organização “aberta ao mundo e não fechada sobre si própria” e destacou a “importância fulcral” dos oceanos para este espaço político e cultural unido em torno da língua, “de quem ninguém é dono e que evoluirá”.

Definiu a CPLP como “uma mais-valia na cena internacional, num mundo global onde as afinidades são importantes”, e como “lugar privilegiado” numa era da globalização.

“Mas exige uma responsabilidade de quem governa. Não se pode exigir à CPLP aquilo que a CPLP não pode dar. Também não se pode apoiar uma CPLP que não dá às comunidades que supostamente deve servir uma ideia de utilidade e relevância. É necessário um equilíbrio”, avisou.

António Monteiro deixou também uma certeza sobre o futuro da organização que ajudou a fundar.


“É minha convicção de que a CPLP se vai afirmar cada vez mais como indispensável para o reforço e o progresso de todo o espaço de língua portuguesa e, para tal, tem de ser vista como uma verdadeira parceria. Não estar ao serviço dos interesses individuais de nenhum Estado, mas ao serviço dos interesses legítimos de todos os Estados e povos que a compõe”, concluiu.  

ANG/Inforpress/Lusa

quarta-feira, 31 de maio de 2017

CAN-2019



Divulgada lista de convocados para “Operação Namíbia” sem Bocundji Cá

Bissau, 31 Mai 17 (ANG) – O seleccionador nacional de futebol da Guiné-Bissau divulgou hoje os 23 atletas para o jogo do dia 10 de junho em Bissau contra a Namíbia, referente a primeira mão da fase de eliminatória do grupo K para o CAN-2019 a decorrer nos Camarões.
 
As novidades da convocatória de Baciro Candé são a chamada de Edgerson Funy de Almeida que milita na equipa de Enian Jiane da China, o regresso de Frederick Mendy que não havia sido chamado no jogo particular contra a África de Sul no mês passado, e não convocação do ex capitão Bocundji Cá. 

Eis a lista completa dos 23 jogadores convocados`, Guarda Redes; Jonas Mendes e Rui Sulemane Dabó.Defesas; Emanuel Gomes Mendy Tomás Soares Dabó, Eridson Mendes Umpeça, Rudinilson Brito e Silva, Agostinho Soares. Médios; Edgerson Funy de Almeida, Muhammad Youssf Candé, Nanisio J. M. Soares, Manconi Soriano Mané, Judinilson M.T. Gomes, Ladislau L. U. Alves, Sana Camara, Aldair Adlai Djaló Baldé, Francisco Santos Da Silva Júnior, José Luís Mendes Lopes, João Mário Nunes Lopes, Piquete Djassi, Toni Brito Silva. Avançados Abel Issa Camará, Cícero C. S. Sanches e Frederick Mendy.
O grupo k é constituído pela Zâmbia, Moçambique, Namíbia e Guiné-Bissau.
ANG/LLA/ÂC


Combate ao Paludismo


Ministro promete mão dura contra desvios de mosquiteiros impregnados

Bissau, 31 Mai 17 (ANG) – O ministro da Saúde Pública prometeu hoje agir de forma implacável contra pessoas que eventualmente tenham desviado para fins comerciais as tendas impregnadas que gratuitamente estão sendo distribuidos as populações.

Carlitos Barai que falava na cerimónia do lançamento oficial da campanha de distribuição dos mosquiteiros, justificou a sua advertência pelo facto de no passado terem aparecido lotes de mosquiteiros a venda nos mercados.

Garantiu que a Inspecção Geral de Saúde Pública vai fiscalizar a distribuição e acrescentou que se eventualmente alguém for apanhado a vender os mosquiteiros este será obrigado a denunciar o técnico de saúde que lhe forneceu o material.

O governante lembrou que na época colonial não havia paludismo no pais, porque, justificou, na altura a Câmara Municipal punia severamente quem deixasse água estagnada a volta da sua casa e também havia campanhas de pulverização com avionetas em todo o país.

“Passados 43 anos depois, os sucessivos governos não conseguiram fazer o mesmo. Há água estagnada em todos os bairros da capital e o paludismo tornou-se numa doença endémica na Guiné-Bissau’, lamentou sem no entanto esclarecer se, enquanto governante, optaria ou não pela solução da época antes da independência.

O ministro da Saúde Pública disse que o tratamento do paludismo exige elevado custos financeiros, materiais e sociais“. O combate ao paludismo não é um problema exclusivo do Ministério da Saúde, mas sim de todos e cabe a cada um cuidar da higiene pessoal e dar devido tratamento ao lixo“, aconselhou. 

Carlitos Barai afirmou que danos causados pela doença da malária na Guiné-Bissau obrigou o Ministério da Saúde em colaboração com seus parceiros, nomeadamente o Fundo Global, a Organização Mundial de Saúde(OMS), 

o Fundo das Nações Unidas para Infância(UNICEF) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) e outros se tenham unidos numa única frente na investida para a redução, senão mesmo, erradicação da doença no pais.

A malaria representa, segundo o PNUD, uma grave ameaca a saude publica e causa de pobreza na Guine-Bissau. Em 2013, mais de 175 mil casos de malaria, dos quais 472 mortes foram reportados.

"Os mais afectados foram criancas menores de 5 anos, representando 41 por cento do total dos casos e 45 das mortes registados", disse na ocasiao o representente do PNUD na Guine-Bissau, Ayigan  Kossi.

 ANG/JD/ÂC/JAM




Marcha dos Inconformados


Primeiro-Ministro “desapontado” com agressão a polícia

Bissau, 31 Mai 17 (ANG) - O Primeiro-Ministro mostrou-se hoje “desapontado” pelas agressões perpetradas no passado sábado em Bissau alegadamente por elementos do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados contra às forças policiais que mantinham a segurança da marcha pacífica.

Foto Arquivo
Umaro Sissoco Embalo Citado falava a Radio Sol Mansi, no seu regresso ao país, após a visita que efectuou a Israel para estabelecimento de novas parcerias.

“Não é normal agredir policias quando estes estão apenas a cumprir as suas missões com base na lei”, condenou tendo lembrado que os agentes da ordem ripostaram “com razão na defesa do ataque”.

Advertiu que as forcas de ordem estarão sempre prontas e disponíveis cumprir com os seus trabalhos e chamou atenção as organizações que promovem marchas para absterem-se de confrontos com as mesmas.

Por outro lado, o chefe do executivo disse que conseguiu assinar um acordo no domínio de agricultura com a República de Israel, tendo sublinhado que esta parceria poderá contribuir para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“Também solicitamos a formação na área da Defesa e Segurança de modo a melhorar as capacidades dos nossos agentes”, concluiu o chefe do governo.

ANG/AALS/ÂC/JAM






Crise política


Especialista em gestão de conflitos defende solução interna como única saída

Bissau,31 Mai 17 (ANG) – O mestre em gestão de conflito e docente universitário Alberto Lopes da Costa disse hoje que a crise política no pais deve ser resolvida pelos próprios guineenses, através do diálogo consubstanciado no principio de “ganhar e ganhar” entre os actores políticos.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné, Alberto da Costa afirmou que a persistência da actual situação política revela a falta de preparação dos políticos guineenses na partilha do poder.

Como solução para ultrapassar a actual situação, Alberto Lopes da Costa pediu aos actores políticos nacionais a sentarem-se a mesma mesa para resolverem o problema.

“Ele é apenas um comunicador que procura ouvir as partes envolvidas na crise” resumiu referindo-se ao papel do mediador designado pela CEDEAO, Alpha Conde.

Na sua óptica os políticos nacionais podem ultrapassar a crise através de um diálogo franco deixando temporariamente os actores internacionais como forma de evitar influências externas que em nada contribuem na resolução da actual situação política do país.

Declarou que, para que o país e a sociedade guineense desenvolvem é necessário que haja um consenso no seio de todos os partidos políticos para que possa haver consensos na implementação de projectos de desenvolvimento. 

 “A guerra que estamos a assistir tem a ver com as reformas internas que a actual direcção do PAIGC pretende implementar na qual encontrou opositores que não estão interessados nesta via”, explicou Alberto Lopes.

Tanto assim que encoraja o líder dos libertadores, Domingos Simões Pereira  a prosseguir com as reformas no partido baseando-se sempre no diálogo, por forma a ultrapassar eventuais querelas e promover o desenvolvimento do pais.

Apesar de reconhecer que deve haver mais respeito às pessoas e instituições da República, lembrou também a estes de que não estão imunes as críticas e quando isso acontece, devem procurar apresentar soluções aos problemas levantados.

ANG/LPG/ÂC/JAM



Solidariedade


Fundação João XXIII promete equipar biblioteca e cozinha da escola de Surdos e Mudos

Bissau, 31 Mai 17 (ANG) – A representante da Fundação João XXIII, Maria Filomena De Oliveira prometeu esta terça-feira equipar a biblioteca, cozinha e quatro salas de aulas da escola de surdos e mudos.

Maria Filomena De Oliveira fez este anúncio durante a cerimónia de entrega de um autocarro pela Fundação Maria Rosa Vaz à escola de surdos e mudos da Guiné-Bissau.

“Temos a garantia do padrinho da escola que prometeu ajudar a Fundação João XXIII no sentido de trazermos um contentor de quarenta pés com equipamentos, que se encontram em Portugal para esta escola”, revelou.

Maria Filomena De Oliveira afirmou que o equipamento da cozinha foi um pedido da Cooperação Portuguesa no país, que sublinhou na altura a importância de se equipar o refeitório daquela escola.

“Para a biblioteca temos muitos livros e também vamos oferecer cadeiras para as secretárias”, prometeu a representante da Fundação João XXIII no país que disse ser um prazer estar a apoiar esta escola parceira da sua organização.


ANG/FGS/ÂC/JAM

Fundação Rosa Goudiaby Vaz


Primeira-Dama entrega autocarro a Escola de surdos e mudos

Bissau, 31 Mai. 17 (ANG) – A Primeira-Dama, Maria Rosa Vaz entregou esta terça-feira, um autocarro com capacidade de trinta lugares para transporte dos alunos da escola dos surdos e mudos da Guiné-Bissau.

O gesto da Fundação Rosa Goudiaby Vaz, dirigida pela primeira-Dama, respondeu assim ao pedido da direcção da referida escola graças a ajuda da União Económica Monetária da África de Oeste (UEMOA) que disponibilizou meios financeiros para a sua aquisicao.

Na cerimónia da entrega do veículo, Maria Rosa Vaz considerou o gesto de pequeno, em comparação com o conjunto de carências que a escola enfrenta, nomeadamente falta de equipamentos para salas de aulas e de internato, do refeitório e da rede de electricidade pública.

A Primeira-Dama pediu na ocasião uma boa gestão e manutenção da viatura para o bem dos alunos e da direcção da escola.

“Pensanos fazer mais gestos de género, embora com escassos meios, mas vamos continuar a trabalhar e a pedir apoios externos a favor desta escola”, prometeu Rosa Vaz.

O representante residente da UEMOA no país, Georges Sehoue disse que o apoio da sua organização à Fundação Rosa Gudiaby Vaz demonstra a boa relação de cooperação existente entre a Guiné-Bissau e o espaço económico da sub-região.

“A UEMOA nunca faltou com a sua responsabilidade para com a Guiné-Bissau, por isso para a aquisição deste autocarro, o presidente da comissão UEMOA não hesitou em responder financeiramente favorável”, explicou.

Por sua vez, o padrinho da escola de surdos e mudos, Braima Sanhá falou da necessidade de formação para os professores daquela escola no domínio da linguagem gestual.

Braima sanhá pediu para que o governo apoia a criação de mais escolas de género no interior do país para o beneficiar crianças com deficiências auditivas, visuais e cognitivas.


ANG/FGS/ÂC/JAM

terça-feira, 30 de maio de 2017

Egito



 Aprovada lei controversa sobre ONGs

Bissau, 30 Mai 17 (ANG) - O Egito aprovou uma nova lei que regula o trabalho das organizações não-governamentais (ONG) no país.

Grupos e ativistas de direitos humanos dizem que a lei, na prática, proíbe a sua atuação e dificulta a ação das instituições de caridade.

A medida limita a atividade das ONGs a trabalhos sociais e de desenvolvimento e introduz penas de prisão de até cinco anos nos casos de incumprimento. A lei dá às 46 mil ONGs egípcias um ano para se adaptarem à nova legislação, correndo o risco de serem dissolvidas por um tribunal.

Os ativistas dos direitos humanos denunciam a pior repressão da sua história com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, acusando-o de anular as liberdades conquistadas durante a Primavera Árabe de 2011, que pôs fim aos 30 anos do regime de Hosni Mubarak.
O governo defende que a nova lei é necessária para proteger a segurança nacional, alegando que as ONGs recebem fundos do exterior para semear o caos no país, e várias estão a ser investigadas sobre o seu financiamento.

ANG/ e-Global Notícias em Português