quinta-feira, 29 de junho de 2017

Justiça



Cidadão da Guiné-Conacri acusa Armando Procel de corrupção no caso “BAO Lda”

Bissau 29 Junho 17 (ANG) – O cidadão da Guiné-Conacri de nome Ibraima Djabi acusou hoje o advogado Armando da Silva Procel de corrupção e abuso de poder no processo que o envolve com a empresa de construção de estradas denominada “BAO lda”

A acusação foi feita hoje em conferência de imprensa através de Faustino Vieira, um amigo deste e durante a qual se falou da decisão do Tribunal sobre o referido processo e que terá favorecido a  Ibraima Djabi, que deverá ser indeminizado pela BAO lda. 

 “Ele devia receber cerca de 500 milhões de francos CFA e mais alguns materiais de trabalho como indeminização pelos danos causados a sua pessoa o que não aconteceu por falta de colaboração do seu advogado Armando Procel “, disse.

Faustino Vieira disse que estão a suspeitar-se do advogado porque souberam da sentença através de terceiros. Disse  que Armando Procel tentou forçar Ibraima Djabi a receber um montante que ronda os 80 milhões para desistir do processo, o que este não aceitou.

 Explicou que o caso teve inicio em 1992 em Conacri quando a empresa em causa por quem Ibraima Djabi trabalhava decidiu instalar-se na Guiné-Bissau trazendo este último como funcionário.

No entanto, segundo Faustino Vieira, a empresa viria a furtar-se de cumprimento de determinadas condições que havia prometido a Ibraima Djabi, e na tentativa de acabar de vez com a questão decidiu acusar à este de roubo “só para não cumprir com o contrato que tinham”.

“Em 2010 a justiça guineense deu razão ao cidadão da Guiné Conacri e já passaram quase sete anos, e fizemos todas as diligências inclusivê de contratar outros advogados, mas como Procel está dentro do sistema nada resultou, tendo recusado centenas de chamadas do tribunal para pronunciar sobre o caso”, explicou o porta-voz.

Faustino sustenta  que foi feito o  aproveitamento da ignorância e o facto de  Ibraima Djabi ser estrangeiro para o humilhar e posteriormente encarcerá-lo .

O porta –voz disse que enviaram uma carta ao Procurador Geral da República , mas não obtiveram ainda resposta por isso recoreram a realização de uma  conferencia de imprensa para  alertar a opinião pública sobre o sucedido.

Segundo a  Rádio Macaré- FM, o Advogado Armando Procel negou todas as acusações tendo afirmado que não recebeu nenhum dinheiro proveniente do processo. 

ANG/MSC/ÂC/JAM



Movimento Sociedade Civil/eleições



Fodé Sanhá defende uma Sociedade Civil mais aberta e inclusiva

Bissau, 29 Jun 17 (ANG) – O Candidato a presidência do Movimento Nacional da Sociedade civil, Fodé Carambá Sanhá garantiu que em caso de vitória, pretende tornar a organização mais aberta e inclusiva, dando  oportunidade à todos para se envolverem.

 Em entrevista exclusiva à ANG, Caramba Sanhá disse que há toda uma necessidade de o Movimento da Sociedade Civil estar dotado de condições e dinamizar as suas estruturas em termos de funcionamento regular. 

Lamentou que tanto os associados aqui dentro, como na diáspora, muitas das vezes, as suas opiniões não enquadram nas acções do movimento aqui no país. 

Fodé Sanhá promete, caso for eleito, que o movimento não se limitará apenas aos aspectos de agir contra  situações de crises políticas, mas zelando pelo desenvolvimento económico e criação de projectos e programas de capacitação do pessoal do movimento e dar assistência aos seus membros. 

 Sanhá advoga ainda tornar o movimento mais autonoma de maneira a que seja mais conciliadora e digna de seu nome.

 “Assegurar a essência da sua criação, que inicialmente era de contribuir para a estabilidade sociopolítica efectiva, consolidação do direito democrático e desenvolvimento sustentável, são objectivos que pensamos consolidar ao assumirmos” prometeu, justificando que deve haver programas de reforço de capacidade do pessoal e  assistência aos membros da organização.

“O movimento precisa de apoio dos seus parceiros, mas não pode continuar a depender dos mesmos. Deve  criar condições mínimas para seu funcionamento,” disse.
Caso for eleito, Sanhá adverte desde já que o seu relacionamento com o executivo será caracterizado por muitas exigências visando  uma boa governação.
 
Lembrou que nas eleições, os candidatos apresentam seus programas, mas que raras vezes são cumpridos, frisando que o movimento passará a monitorar o programa do governo como forma de cobrar o cumprimento das suas promessas. 

Fodé Caramba Sanhá ingressou no MNSCPD em 1992. Aliás, defendeu que as experiências acumuladas nos últimos anos a frente da associação dos consumidores o impulsionaram para se  candidatar-se a presidência do movimento
“Outra razão, são os trabalhos que tenho feito em prol do movimento ao longo dos dois últimos mandatos, na qualidade de dirigente máximo da organização. Acho que serei capaz de dinamizar as suas estruturas tanto a nível dos sectores, como das regiões do país, “explicou. 

De recordar que o congresso terá lugar no próximo dia 30 a 01 de Julho próximo. 

ANG/JD/JAM/SG



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Crise politica


Nuno na Bian acusa Presidente da República de não ter solução para crise que criou

Bissau,28 Jun 17(ANG) – O líder da Aliança do Povo Unido,  Partido Democrático da Guiné-Bissau(APU-PDGB), acusou hoje o Presidente da República de estar sem solução para a crise política “por ele criada” com a demissão do governo liderado por Domingos Simões Pereira, em 2015.

“Esta crise política criada pelo Presidente da República não tem solução a vista. Foram ensaiadas e postas em perspectivas todas as fórmulas e nada resultou por falta de vontade do chefe de Estado”, disse Nuno Gomes Nabian que reagia através de uma  conferência de imprensa às recentes declarações de José Mário Vaz, que admitiu a hipótese de haver  eleições antecipadas caso a crise política persistir.

Aquele político salientou que o Presidente da República deve ter a coragem de dizer ao povo guineense  que falhou nas suas promessas, e demitir-se das suas funções.

“O Presidente da República deve reconhecer  que perdeu a capacidade de dirigir os destinos deste povo e deve convocar eleições gerais onde irá concorrer em pé de igualdade com todos”, aconselhou.

Nuno Nabian sublinhou que qualquer partido que vier a ganhar as eleições legislativas no país, terá problemas em coabitar com o José Mário Vaz na presidência da República.

Disse que, na qualidade do líder da Aliança do Povo Unido, encetou vários contactos com os actores da crise política de forma a encontrar a solução por via do diálogo mas que  nada surtiu efeitos.

“O Presidente da República afirmou ainda que já tem dinheiro para financiar as próximas eleições. O povo guineense deve saber da origem desses fundos porque José Mário Vaz não pode comprar todo um povo com dinheiro ilícito e de proveniência duvidosa”, referiu.

Nuno Nabian questionou as recentes deslocações do Primeiro-ministro ao Qatar, país que considera ser actualmente isolado por todo o mundo devido a sua alegada ligação com o terrorismo.

“O quê que os nossos governantes foram lá fazer. Que ligação é que a Guiné-Bissau tem com o Qatar senão a pura intenção de vender o nosso país”, frisou, acrescentando que “não vão permitir isso”.

O líder do APU-PDGB disse que ouviu falar de certos projectos que o actual governo tem em carteira, nomeadamente em Bolama, e o da privatização do Porto de Bissau.

“Como é possível conceder a exploração do Porto de Bissau por um período de 100 anos em benefício de um grupinho de pessoas. Só porque têm avultados dívidas que não podem liquidar e querem hipotecar o país”, disse.

Nuno Gomes Nabian acusou o chefe de Estado de estar a criar  milícias para eventual substuição das forças de Ecomib estacionadas no país, que poderão retirara-se após o prazo de três meses dados pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“Os milícias que está a formar é para que finalidade? Temos os nossos militares, polícias e tudo que um Estado deve ter. Onde é que surgiu com essa ideia de criação de milícias. Essas bolsas de formação das milícias podem servir para as nossas forças armadas”, criticou.

Segundo Nabian as viagens à Marrocos, Congo ou outros países para pedir bolsas de formação para milícias só demonstra a falta de confiança, do Presidente da República  na classe castrense. 

ANG/ÂC/SG





Benfica bicampeão


Director Técnico do clube diz que o segredo foi a união e trabalho de equipa

Bissau, 28 Jun 17 (ANG) – O Director Técnico de Sport Bissau e Benfica afirmou que o título de Bi Campeão conquistado pelo clube encarnado deveu-se, sobretudo, a união e trabalho árduo demostrado por toda a equipa, ao longo da prova.

Em entrevista exclusiva a Agência de Notícias da Guiné (ANG), Benfica bicampeão revelou que no inicio da época, o Sport Bissau e Benfica havia traçado como objectivo principal, a conquista do título, pelo que houve a conjugação de esforços de todos , o que acabou por lograr-se num sucesso.

Aristóteles Soares acrescentou  que nos últimos anos o plantel de Benfica está racheados de bons jogadores, resultado do  bom trabalho demostrado pala sua a Academia de Futebol.

“Neste momento estamos já a pensar na nossa participação na liga dos Campeões Africano que, se tudo correr como previsto, marcaremos presença este ano, porque no ano passado ausentamos por falta de meios financeiros. Para não ficarmos mais uma vez de fora, já estamos a preparar a nossa participação nessa competição”, anunciou o Director Técnico das Águias.

Questionado sobre se a Direcção dos encarnados conseguiu assegurar os melhores jogadores da equipa para a próxima época, aquele responsável sustentou que é muito difícil conseguir isso, uma vez que o Sport Bissau e Benfica trabalha em parceria com a congénere  de Portugal razão pela qual os que se destacaram durante época conseguiram contrato no exterior.

“Mas depois da saída de alguns atletas a Direcção do Benfica procura de imediato contratar outros jogadores que também apresentam boas qualidades para compensar a posição dos que saíram ou então, algumas apostas chegam da Academia de Benfica.

O Spor Bissau e Benfica sagrou-se campeão há duas jornadas para o fim da competição que encerra esta semana.  

ANG/LLA/ÂC/JAM/SG   



     

Eleições antecipadas


Presidente do PCD apelida declarações de José Mário Vaz de “Manobras dilatórias”

Bissau, 28 Jun 17 (ANG) – O Presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD) considera que as intensões do Presidente da República de convocar as eleições, caso mantiver a actual crise política “não passam de manobra dilatória” com o objectivo de cumprir com a sua agenda política.

Em declarações hoje à ANG, em reação a essas declarações de José Mário Vaz, Vicente Fernandes fundamenta que o Chefe de Estado é o principal responsável pela crise política que o país vive há mais de dois anos, “dividindo” a classe política e a sociedade guineense com o propósito de “instalar a ditadura”.

“ O Presidente da República, devia há muito tempo, demitir este governo “ilegal” (de Umaro Embaló), a exemplo do de Baciro e, de seguida convocar, imediatamente as eleições antecipadas”, defende o líder do partido das “Abelhas”.

Este político que acusa Presidente da República de “má fé” na resolução desta crise,  volta a afirmar  que a solução da crise passa pelo cumprimento do “Acordo de Conacri”, assinado em Novembro de 2016 e que prevê, nomeadamente a criação dum governo inclusivo e um Primeiro-ministro de consenso entre os partidos com representação parlamentar, e que mereça a confiança do Chefe do Estado.

Vicente Fernandes que diz congratular-se com a comunidade internacional, por também, defender a implementação do “Acordo de conacri” para sair do impasse, pede ao povo guineense a se manter “atento e activo” para que “  os direitos, liberdades e garantias fundamentais sejam salvaguardados na Guiné-Bissau.

Na segunda-feira, quando recebia os cumprimentos da festa do Ramadão, por parte da comunidade islãmica, o Presidente da República, na sua intervenção no acto, afirmou que, num espaço de três meses, caso o PAIGC, o PRS e o Grupo dos “ 15 deputados” não chegarem ao entendimento que desbloqueie o Parlamento e acabe com a crise, “devolverá o poder ao povo”, através da convocação de eleições legislativas antecipadas.

O Partido da Convergência Democrática (PCD) é a terceira formação política com maior representação parlamentar, com dois deputados. No entanto, actualmente o partido e os seus parlamentares se encontram de costas voltadas, devido as suas posições divergentes sobre a  crise política.


A título de exemplo, Victor Mandinga (antigo Presidente e deputado), expulso do partido, assume a pasta do Ministro do Comércio do actual executivo de Umaro Sissoco Embaló contestado pelo PCD. 

FIM/QC /SG  

Reino Unido


Afinal, o funeral da princesa Diana foi uma mentira

Bissau, 28 Jun 17(ANG) - A 6 de setembro de 1997 todos os olhos do mundo estavam postos naquele caixão. A urna seguia numa carruagem – e depois numa viatura fechada – e atrás caminhavam o príncipe Carlos, os filhos William e Harry, com 15 e 12 anos na altura, e Charles Spencer, irmão de Diana.

Durante os mais de 13 quilómetros de cortejo fúnebre, o mundo acompanhou o caixão da princesa de Gales, pelas ruas de Londres, desde o Palácio de Saint James até à Abadia de Westminster.

Aparentemente, tudo o que vimos é mentira. Pelo menos a parte do caixão, que estaria afinal vazio. Quem o garante é a jornalista Concha Calleja, que investigou o assunto e publicou tudo no livro “Diana. Réquiem por una mentira“.

O William e Kate Middleton sabem que a princesa Diana foi cremada e enterrada com os Spencer. Ele e o seu irmão Harry sempre souberam. E a prova mais forte é que visitaram a Igreja da Virgem Santa Maria, um dia antes do seu casamento”, contou a autora do livro, lançado a 24 de junho, à ‘Vanitatis’.

A jornalista não tem pudor em afirmar que toda esta suposta mentira é um escândalo. “O cortejo fúnebre de Diana em Londres era de mais de 13 quilómetros e foi liderado pelos seus dois filhos, o seu ex-marido e o seu irmão. E o melhor de tudo é que acompanhavam uma caixa de madeira sem restos mortais, porque Diana já estava enterrada na cripta familiar do pai. Pura encenação. E um insulto para os que a amavam”, assegurou Concha.

Segundo refere na entrevista, a cripta da Igreja da Virgem Santa Maria é a mesma que aloja a família Spencer há 20 gerações, e era lá que Diana queria ser enterrada, tendo dito isso mesmo no testamento que deixou.

Mas supostamente, o corpo terá sido sepultado no mausoléu criado, como o próprio irmão o conde de Spencer disse, numa ilha artifical em Althorp.

Para desvendar todas essas mentiras recolhi provas forenses, provas policiais, entrevistas, imagens e documentos não publicados. A primeira vez que visitei a pequena ilha artificial de Althorp, propriedade da família Spencer e na casa de Diana, onde eles dizem que ela foi enterrada e para onde centenas de turistas que viajam todos os anos para a homenagear. 

É sabido que o seu irmão Charles, o nono Conde de Spencer, se apressou em construir um grande mausoléu, que se tornou hoje em todo um negócio”, continuou.

Para adensar a dúvida, a cripta dos Spencer foi aberta a 1 de setembro de 1997 e apenas encerrada a 4 de setembro. O acidente de viação de Lady Di no túnel de Alma, em Paris, foi a 31 de agosto.

“O mais alucinante é que os moradores com quem falei na minha investigação mantêm que na noite de 4 de setembro o crematório de Great Brington estava a funcionar e ninguém tinha falecido naquela terra de 150 habitantes. Apenas poucos se atreveram a reconhecer com sinceridade que a versão oficial sobre o enterro da princesa não é aquela que nos quiseram transmitir oficialmente estes 20 anos”, disse a jornalista.

20 anos depois da morte da ‘Princesa do Povo’, a sua morte continua bem presente.

ANG/ZAP


Portugal


Caixa negra mostra pessoas sem assistência e falhas no SIRESP

Bissau, 28 Jun 17 (ANG) - A chamada “caixa negra” da Proteção Civil, que regista a sequência de todos os acontecimentos e decisões tomadas no combate aos incêndios, revela que muitos pedidos de ajuda não obtiveram resposta devido às falhas nas comunicações, sobretudo do SIRESP.

De acordo com o Público, esta “fita do tempo resulta do Sistema de Apoio à Decisão Operacional (SADO) da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) e foi disponibilizada ao primeiro-ministro no passado dia 23.

O primeiro registo deu-se às 19h45 de sábado. O 112 comunicou o pedido de ajuda de três vítimas, no interior de uma habitação, cercadas pelo incêndio na localidade de Casalinho. Cinco minutos depois, o Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra informa que na localidade de Troviscais “um popular e o pai necessitam de ajuda urgente”.

Seguem-se relatos de pessoas que pedem ajuda em vão, como escreve o jornal. Às 21h28, na localidade de Ramalho, é revelada a existência de uma “habitação a arder e vítima queimada”. Às 21h47, um homem de 75 anos que estava sozinho, com a casa a arder, sem água e com problemas respiratórios. Às 22h45, outro homem “interroga a possibilidade de socorrer a esposa que se refugiou dentro da viatura, a casa já ardeu”.

As falhas no SIRESP foram admitidas por volta das 20h55, quando o Centro Nacional de Operações de Socorro (CNOS) contacta o chefe da Divisão de Informática e Comunicações da Proteção Civil a solicitar “o reposicionamento de Antenas SIRESP na zona de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos”.

Segunda-feira, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, exigiu um estudo independente ao funcionamento do SIRESP e uma auditoria pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) à Secretaria-Geral Administração Interna.

Em comunicado, com o título “MAI exige respostas rigorosas ao funcionamento do SIRESP”, é dito que a ministra determinou estes dois procedimentos às duas entidades após “informações de caráter técnico operacional coligidas” e tendo em conta que “foram reportados dificuldades na utilização” do SIRESP “no trágico incêndio de Pedrógão Grande”.

A ministra determinou a realização pelo Instituto de Telecomunicações (IT) a “elaboração de um estudo independente sobre o funcionamento do SIRESP em geral, e em situações de acidente grave ou catástrofe, em particular”.

A governante ordenou também que a Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) faça uma auditoria ao cumprimento, por parte da Secretaria-Geral da Administração Interna, enquanto entidade gestora do SIRESP, das obrigações legal e contratualmente estabelecidas, designadamente ao nível da gestão, manutenção e fiscalização.

Ainda de acordo com o Público, uma cláusula no contrato assinado em 2005 determina que o Estado iliba por completo o SIRESP de qualquer responsabilidade por falhas na rede de comunicações em casos de catástrofe.

“Para os efeitos do contrato, considerar-se-ão casos de força maior imprevisíveis e irresistíveis, cujos efeitos se produzem independentemente da vontade da operadora ou da sua atuação, ainda que indiretos, que comprovadamente impeçam ou tornem mais oneroso o cumprimento das suas obrigações contratuais”, pode ler-se no ponto 1 da cláusula 17.

No ponto 2, especificam-se os tais casos de força maior: “atos de guerra ou subversão, hostilidades ou invasão, rebelião, terrorismo ou epidemias, raios, explosões, graves inundações, ciclones, tremores de terra e outros cataclismos naturais que diretamente afetem as atividades objeto do contrato”, cita o jornal.

O SIRESP, uma Parceria Público-Privada (PPP) promovida pelo Ministério da Administração Interna, tem estado envolvido em polémica, depois de ter falhado nas horas críticas do incêndio que matou 64 pessoas em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria.

O Sistema de Comunicações já tinha tido falhas em anos anteriores, havendo suspeitas em torno dos moldes em que foi assinado logo desde o início. A PPP vai custar, até 2021, 568 milhões de euros ao Estado.

O maior acionista da entidade gestora do SIRESP é a Galilei, empresa agora insolvente que antes era a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que caiu no seguimento da nacionalização do BPN, e que detém 33% das acções.

Os outros acionistas são a tecnológica Datacomp (9,55 por cento), outra empresa do universo Galilei que está em Processo Especial de Revitalização, a PT (30,55por cento), a Motorola (14,9 por cento) e a Esegur, sociedade da CGD e do Novo Banco que sucedeu ao ex-BES (12 por cento). 

ANG/ZAP


Política


Políticos guineenses com diferentes reações a eventuais legislativas antecipadas

Bissau,28 Jun 17(ANG) - A possibilidade de convocação de eleições legislativas antecipadas admitida, na segunda-feira, pelo Presidente guineense, mereceu terça-feira a reação de diferentes líderes políticos, com uns a manifestarem apoio e outros a afirmarem ser uma "manobra" de José Mário Vaz.

Num encontro, na segunda-feira, com líderes da comunidade muçulmana, o Presidente guineense anunciou que poderá ter de convocar eleições legislativas antecipadas caso não houver um entendimento entre os atores políticos dentro nos próximos 90 dias.

Em declarações hoje transmitidas pela rádio privada Bombolom FM, Tomé Vaz, secretário-geral do partido Resistência da Guiné-Bissau (RGB), considerou que caso persista o impasse político no país o Presidente "será obrigado a convocar eleições antecipadas".

Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), afirmou que o Presidente "apenas quer ganhar mais tempo" para não aplicar o Acordo de Conacri e só marcar eleições "justamente no período regular previsto na lei", isto é em meados do próximo ano, disse.

"É mais uma manobra dilatória do Presidente para não respeitar o Acordo de Conacri", defendeu Idrissa Djaló, referindo-se a um acordo patrocinado pela Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) para acabar com o impasse político na Guiné-Bissau.

Paulo Semedo, presidente do Movimento Patriótico (MD), disse, por seu lado, que não entende porque é que o chefe de Estado "mesmo sabendo que dificilmente haverá consenso" entre os atores políticos sobre a governação do país "insiste em só tomar uma decisão" daqui a três meses sobre a convocação de eleições.

"Há muito que andamos a dizer, perante as circunstâncias, que o Presidente só tem que convocar novas eleições e devolver a palavra ao povo", enfatizou Paulo Semedo.

O líder do Movimento Democrático da Guiné (MDG), Silvestre Alves, afirmou que "com a situação atual" não são as eleições que vão resolver o problema do impasse político.

Silvestre Alves entende que o país devia promover reformas da lei eleitoral e da própria Constituição.

Os partidos RGB, PUN, MD e MDG, não têm representação no Parlamento.

ANG/Lusa


Desporto/Futebol


Sport Bissau e Benfica é bicampeão nacional de futebol

Bissau,28 Jun 17 (ANG) - O Sport Bissau e Benfica conquistou o 11º título e segundo consecutivo do campeonato da primeira divisão de futebol na semana passada ao vencer o Nuno Tristão FC “Bula”, por 1-0,em Bissau, no Estádio 24 de Setembro, quando ainda faltavam duas jornadas para o fim do campeonato.

O campeonato nacional estava muito competitivo até ao meio da segunda volta, em que os “cavalos brancos” de Cuntum estavam colados aos encarnados e nalgumas jornadas partilhavam a liderança da maior prova nacional de futebol da Guiné-Bissau.

A competição terminou no passado dia 24 de Junho em curso.

O campeonato deste ano que agora está na sua fase final é a 38.ª edição da 1.ª Divisão em futebol da Guiné-Bissau.

A primeira edição foi realizada em 1975, um ano depois da independência do país. O FC Os Balantas de Mansoa foi o primeiro campeão da Guiné-Bissau em futebol.

No ano seguinte, 1976 a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB) arrebatou o título. Os campeonatos de dois anos posteriores (1977 e 1978) foram ganhos pelo Benfica.
Em 1980, 1981 e 1982 o Benfica conquistou três títulos consecutivos. 1983 e 1984 foram épocas para o Sporting tornar-se bicampeão.

 Em 1979 e em 1995 não houve campeonato. O conflito político-militar de 7 de junho 1998 a 7 de maio de 1999  impediu a realização da competição nesse período. Em 2001 também não se realizou. Em 2012 igualmente não houve campeonato por alegada falta de meios financeiros (ano que ocorreu mais um golpe de Estado no país). 

ANG/Jornal Nô Pintcha