terça-feira, 18 de julho de 2017

Desporto



Autoridade Mundial da Basquetebol capacita  técnicos guineenses
 
Bissau, 18 Jul 17 (ANG) – A Federação de Basquetebol da Guiné-Bissau (FBGB ), iniciou hoje uma secção de formação de “sete” dias para treinadores da referida modalidade , para melhorar a pratica da modalidade no pais.

Em declarações à imprensa, o representante da Direcção Geral de Desporto, Alberto Silva Dias considerou  que a iniciativa abre  novos horizontes para a Federação de Basquetebol da Guiné-Bissau.

“Mas ficaria mais satisfeito se daqui ao Junho de próximo ano saber que na estatística da FBGB, aumentou-se o números de treinadores e atletas”, disse .

Alberto  Dias deixou garantias  as federações desportivas  presentes de que a partir de agora a Direcção Técnica de Desporto passará a premiar os méritos desportivos tanto entre treinadores como no seio de  atletas, equipas e de árbitros, para  motivar e reconhecer os que realmente estão a trabalhar para o bem do desporto nacional.

Por seu turno, o vice-presidente da Federação de Basquetebol da Guiné-Bissau, Vladimir Tidjane Silva Sano, disse que a nova  Direcção da Federação de basquetebolque assumiu  o compromisso de alavancar a modalidade e que para o efeito convida a todos para fazer parte desta mudança.

O formador Rui Alves agradeceu a nova Direcção da Federação de Basquetebol da Guiné-Bissau, por ter abarçado o projecto da Autoridade Mundial de Basquetebol (FIBA), e disse  esperar que uma semana de formação de treinadores sirva  ressuscitar a prática de basquete na Guiné-Bissau.   

ANG/LLA/SG



Russia



Supremo tribunal da Rússia confirma proibição das Testemunhas de Jeová

Moscovo, 17 Jul (Inforpress) – O Supremo tribunal russo confirmou hoje a proibição das Testemunhas de Jeová, ao rejeitar o apelo desta organização considerada “extremista” na Rússia.

“O Supremo tribunal russo decidiu rejeitar o apelo da organização contra a sua proibição”, indica a decisão da instância judicial, citada pela agência noticiosa pública RIA-Novosti.

No final de Abril, as Testemunhas de Jeová foram proibidas na Rússia pelo Supremo tribunal, após uma solicitação do Ministério da Justiça que terá detectado neste movimento milenarista “sinais de actividade extremista”.

Esta decisão da justiça russa abriu caminho à liquidação e 395 comunidades locais das Testemunhas de Jeová em território russo, onde a organização reivindica 175.000 membros, e à confiscação dos seus bens.

“Ainda não é o fim”, assegurou Viktor Jenkov, advogado das Testemunhas de Jeová, citado pela agência Interfax.

“Vamos recorrer desta decisão perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos”, sublinhou.

Movimento fundado nos Estados Unidos em 1873 por Charles Russel, as Testemunhas de Jeová reivindicam-se do cristianismo.

Na perspectiva da poderosa Igreja ortodoxa russa, as Testemunhas de Jeová são uma seita perigosa devido designadamente à proibição de transfusões sanguíneas entre os seus membros.

A Rússia já ordenou a dissolução em 2004 de um ramo das Testemunhas de Jeová, uma decisão considerada “injustificada” pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que condenou este país a 70 mil euros de indemnização em 2010 neste caso.

Inforpress/Lusa
Fim

CPLP



Celebrados os 21 anos com “balanço amplamente positivo” 

Bissau, 18 Jul  17 (ANG) -  A secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) traçou segunda-feira um “balanço amplamente positivo” dos 21 anos da organização e defendeu a aposta na mobilidade, na cooperação multilateral e na actividade económica empresarial dos nove Estados-membros.
Foto Arquivo

“Estamos conscientes que 21 anos de existência são insuficientes para uma organização de Estados concretizar na sua plenitude os desígnios que nortearam a sua criação. 

Mas o saldo da CPLP é amplamente positivo”, considerou hoje Maria do Carmo Silveira, numa mensagem de vídeo divulgada na página da Internet da comunidade lusófona, que hoje celebra 21 anos.

Esta data, acrescentou, é uma “oportunidade para reconhecer o quanto a CPLP, que continua a ser uma comunidade em construção, tem progredido no sentido da consolidação dos seus alicerces, procurando estruturar-se e adaptar-se aos novos desafio da actualidade e a corresponder às expectativas e aspirações dos cidadãos dos Estados-membros”.

“O mundo globalizado acarreta facilidades, mas também muitos desafios”, disse, referindo o surgimento de “agentes oportunistas que se têm aproveitado dessas mudanças e dessas facilidades para proliferarem e se fortificarem, pondo em causa a paz, a segurança e consequentemente o almejado desenvolvimento”.

Para se adaptar a um “mundo em constante mutação”, a organização desenvolveu uma nova visão estratégica, aprovada pelos líderes políticos dos nove Estados-membros em Novembro passado, cuja execução “é tão importante como urgente para promover a capacitação institucional, reforçar a coesão interna e alavancar a missão da CPLP”.

Nesse sentido, a secretária-executiva reforçou a necessidade de “reforçar o capital humano dos Estados-membros, através da formação e da socialização de conhecimentos”, de “assumir a actividade económica empresarial como motor de desenvolvimento e progresso económico” e de “acelerar o desenvolvimento de plataformas de cooperação multilateral, multissectorial, que possam dinamizar, integrar e tornar competitiva a economia da CPLP”.

“É fundamental dinamizar a circulação e a mobilidade no espaço da CPLP para uma maior coesão e sentimento de pertença”, além de prestar uma “particular atenção aos sectores estratégicos de cooperação”, como ambiente, mares, energia, segurança alimentar, ciência e tecnologia, educação ou turismo.

A CPLP é, destacou ainda, uma comunidade que “pugna pela defesa dos valores democráticos e dos direitos humanos, pela igualdade jurídica dos Estados, pela solução pacífica dos conflitos e pela promoção do desenvolvimento sustentável”.

A responsável da organização advertiu que “é importante não perder de vista o objectivo primário da sua criação, que é a consolidação de sociedades democráticas e prósperas, aproveitando todas as sinergias disponíveis”.

A mensagem da secretária-executiva antecede o próximo Conselho de Ministros da CPLP, que decorre esta quinta-feira em Brasília, e que decorre sob presidência brasileira, centrada na “Agenda 2030: Avanços e Desafios”.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O membro mais recente é a Guiné Equatorial, que aderiu na cimeira de Díli, há três anos. 

ANG/Inforpress/Lusa