segunda-feira, 24 de julho de 2017

Política



PJRT promete salário mínimo de 81 mil fcfa, caso vencer  eleições previstas para 2018

Bissau, 24 Jul 17 (ANG) – O Presidente do Partido para a Justiça, Reconciliação e Trabalho (PJRT) promete salário mínimo de 81 mil Francos CFA na Função Pública, caso esta formação política vencer eleições legislativas de 2018.

Foto Arquivo
Durante uma conferência de imprensa domingo, no quadro das comemorações do primeiro aniversário do partido, Malam Nancó fundamentou que os rendimentos do sector pesqueiro guineense podem contribuir para materializar esta medida com os seus “ 350 mil toneladas de pescado por ano”.

O político falou  de reformas no sector, nomeadamente a criação duma frota nacional com ajuda de parceiros de desenvolvimento, transformação interna do pescado para gerar mais postos de trabalho e o abastecimento do mercado interno para as populações.

“Não podemos continuar nesta política de receber as compensações de pesca com, por exemplo, nove milhões de euros para beneficiar só um número reduzido de pessoas”, criticou Nancó, referindo ao fundo da compensação da União Europeia que tem um acordo de pesca com o país até final deste ano.

Igualmente, o Presidente do PJRT assegura que, caso esta formação política ganhar o próximo escrutínio, irá, entre outros, mecanizar o sector agrário (que considera base do desenvolvimento do país), proporcionar uma educação de qualidade, infra-estruturar o país com mais estradas e lutar por uma “verdadeira justiça”, visando uma reconciliação efectiva na Guiné-Bissau. 

Fazendo o balanço de um ano de vida do partido, o político considera-o de positivo e disse acreditar na vitória no escrutínio de próximo ano. 

Por fim, Malam Nancó pediu um “ diálogo sério” inter-guineense para ultrapassar a crise política no país e considera que “só as eleições” não podem resolver os problemas da Guiné-Bissau.

O Partido para Justiça, Reconciliação e Trabalho – Plataforma de Forças Democráticas (PJRT- PFD) foi criado a 08 de Junho de 2016. 

 ANG/QC/SG

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dandú



ONG IPHD doa equipamentos sanitários ao Centro de Saúde 

Bissau,21 Jul 17 (ANG) – A ONG americana Parceria Internacional para Desenvolvimento Humano(IPHD), procedeu quarta-feira a entrega de uma marquesa de parto, uma cama e um armário ao Centro de Saúde da povoação de Dandú, sector de Bissorã.

Durante o acto, a representante do projecto americano TUFT Université, parceiro da IPHD disse que a oferta dos referidos materiais fez-se  na sequência da sua última deslocação àquela localidade onde constatou que o Centro de Saúde de Dandú carece de tudo.

Susan Roderts disse que pretende ajudar as mulheres grávidas e pessoas doentes.

“Penso que este pequeno apoio será muito útil para a população de Dandú no sentido de minimizar as suas carências em termos sanitários”, disse Susan Roderts.

Para o enfermeiro e agente comunitário do Centro de Saúde de Dandú, Mamadi Seidi, a oferta vai colmatar as dificuldades das populações, em particular, as mulheres.

Na mesma ocasião a referida ONG americana procedeu a entrega de dois pavilhões as autoridades de ensino de Dandú.  

ANG/ÂC/SG  

Sociedade



Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados agenda nova manifestação de protesto para sábado e domingo

 Bissau, 21 Jul 17 ( ANG) – O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados  (MCCI) voltou a agendar  uma marcha pacífica  para  os próximos dias 22 e 23 de Julho para exigir a renuncia do  Presidente da República  a  dissolução do parlamento e demissão do actual governo.

Foto Arquivo
Segundo a  Rádio Nossa, o Porta-Voz do referido movimento, Sumaila Djaló, em Conferencia de Imprensa na quinta-feira confirmou  a realização da manifestação  pacífica coma alegação de que  o país não pode  continuar a ser governado desta forma.

“Vamos voltar mais uma vez  à rua para exigir ao Chefe de Estado a renunciar do seu cargo, e urgentemente convocar eleições gerais”, vincou.

Djaló acrescentou que, um  país democrático  não pode ter medo de eleições, porque a Guiné-Bissau  precisa  renovar os mandatos que dão aos órgãos do Estado, frisando e que as eleições são bases  para afirmar uma democracia.

Questionado pelos Jornalistas sobre o impedimento por parte do Ministério de Interior da última manifestação convocada pelo referido movimento, o Porta-Voz da organização respondeu que vão continuar firme na sua luta, tendo apelado as forças de segurança para reagirem de acordo a lei. 

ANG/ Rádio Nossa                    

Finanças pública



Estado da Guiné-Bissau é suportado com receitas  das alfândegas e impostos

Bissau,20 Jul 17(ANG) - O Estado da Guiné-Bissau tem funcionado com receitas geradas internamente e provenientes das alfândegas e dos impostos, disse o ministro das Finanças guineense, João Fadiá.

Foto Arquivo
O que nos tem permitido funcionar são exclusivamente as receitas geradas internamente a nível das alfândegas e a nível dos impostos”, afirmou o ministro à agência Lusa .

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Presidente da República, José Mário Vaz.

O atual Governo não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e o impasse político levou ao encerramento do parlamento, não permitindo a aprovação do programa do atual executivo e do Orçamento do Estado.

Segundo o ministro, o processo de cobrança de receitas também foi melhorado, tendo sido feitas alterações, nomeadamente “resgatar a função soberana do Tesouro”.

“Ser ele (o Tesouro) a receber as suas receitas e canalizar para o banco central e a partir daí passar a ter mão sobre os nossos recursos e geri-los da melhor forma”, disse o ministro, explicando que inicialmente foi feito um empréstimo que ainda está a ser amortizado.

O ministro salientou que o dinheiro serve para pagar salários e com o “pouco que resta” fazem-se “despesas de qualidade, que produzam eficácia junto da população”.


Questionado pela Lusa em que áreas têm sido feitas as “despesas de qualidade”, o ministro referiu a área da saúde, nomeadamente com melhoria no Hospital Nacional Simão Mendes, com a canalização de dinheiro que permita o funcionamento da cozinha hospital, para fornecer alimentação aos doentes internados, e compra de vacinas.

No setor da educação, com o pagamento da dívida aos professores, e no setor agrícola com a compra de sementes que estão a ser distribuídas pelos agricultores, explicou. O ministro disse também que está a ser feita a reabilitação de algumas infraestruturas, incluindo vias rodoviárias.

Conseguimos pagar toda a dívida externa em carteira. Algumas renegociámos e neste momento o país é elegível junto das instituições financeiras internacionais para obter créditos”, sublinhou.

Em maio, o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou a transferência de uma tranche de 3,7 milhões de euros do empréstimo em curso ao país, depois de uma visita técnica.

A proposta de transferência de mais esta tranche faz parte de um plano de financiamento aprovado em 2015, e que pode atingir os 21 milhões de euros, mas que esteve suspenso e que apenas foi retomado em dezembro de 2016, depois de as autoridades guineenses terem recuado na tomada de algumas medidas, das quais a organização financeira internacional discordava.

O FMI não concordou com a compra da carteira de créditos malparados do setor privado à banca comercial e ainda com o destino que se estava a pensar dar a toros de madeira cortada nas florestas do país e que foram confiscados pelo Estado.

A instituição mundial exigiu a anulação da operação da compra da dívida aos bancos e ainda instou as autoridades a venderem a totalidade da madeira confiscada com o dinheiro a reverter para o Tesouro Público.

O FMI prevê um crescimento económico de cinco por cento para este ano e para 2018 para a Guiné-Bissau.

 ANG/Lusa

CHAN-2018


Selecção Nacional local defronta sabado a Guiné-Conacri na segunda mão da Pré- eliminatória 

Bissau, 21 Jul 17 (ANG) – A selecção local de futebol da Guiné-Bissau que tinha perdido em casa por 3-1 no primeiro encontro frente a República vizinha da Guiné-Conacri, defronta este sábado o mesmo adversário, para o jogo da segunda mão de qualificação para o Chan-2018, a decorrer-se no Quénia.

De acordo com o programa desportivo da Rádio Bombolom –FM “Grande Golo”, a turma nacional viajou para a República vizinha da Guine-Conacri, sem qualquer apoio do governo. 

O mesmo programa referiu que a  equipa técnica assim como os atletas estão a preparar o jogo de sábado em Conacri com muitas dificuldades.

Em declarações à imprensa, um dos membros do Comité Executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) Bacar Camará, revelou que tanto os atletas assim como os dois elementos que compõe a equipa técnica que acompanharam a selecção local, não receberam nenhum tipo de subsídio.

“Estamos neste preciso momento a trabalhar com sacrifício e patriotismo. Viajamos sem alguma coisa que possa motivar a equipa. A receita que recolhemos no primeiro encontro em Bissau, foi utilizada no preparativo do jogo”, disse Camará. 

ANG/LLA/SG