quarta-feira, 26 de julho de 2017

Desporto/Futebol



Sport Bissau e Benfica precisa de apoio financeiro para participar na próxima prova de liga dos campeões africanos

Bissau, 26 Jul 17 (ANG) – O Sport Bissau e Benfica está a necessitar de apoio financeiro para garantir a sua participação na próxima prova de Liga dos Campeões Africanos, disse hoje  à ANG o seu Director Técnico.

Aristóteles Soares da Gama disse que a direcção dos encarnados já manifestou a sua pretensão de tomar parte na referida prova junto da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).

 “A nossa equipa técnica já está a trabalhar uma lista que possivelmente terá  os nomes dos próximos reforços que o clube irá contratar, a fim de podermos iniciar brevemente a pré-época e preparar um plantel forte para estar a altura de participar na próxima prova da liga dos campeões africanos”, revelou Aristóteles Soares da Gama.

De acordo com o director técnico das águias, seria bom que o Benfica pudesse jogar o seu primeiro jogo em casa, a fim de ter menos custos e confiança na forma de encarrar o jogo da segunda mão.

“O único país que irá participar nesta prova, que até a altura o seu campeonato não foi reconhecido profissionalmente pela FIFA é a Guiné-Bissau. No entanto, gostaríamos que o sorteio nos colocasse na série dos países da Sub-região”, desejou o Director Técnico.

Para Aristóteles Soares da Gama, apesar de Sport Bissau e Benfica estar a ser  visto como o mais fraco na referida prova, “pode ir longe caso trabalhar com  rigorosidade”.  

 ANG/LLA/ÂC/SG  
       

  


Caso RDP/RTP-África



“Decorrem negociações para reabertura desses órgaos”diz Primeiro-ministro 

Bissau, 26 Jul 17 (ANG) – O Primeiro-ministro assegurou  terça-feira em Bissau, que os governos guineense e português estão em “negociações”, com vista a retoma das emissões da Rádio e Televisão lusas no país.

Em declarações aos jornalistas no final da sua visita a nova sede da Agência Nacional de Cajú (ANCA), Umaro Sissoco Embalo disse que deu “orientações ao seu Ministro da Comunicação Social, Victor Pereira, para “responder todas as correspondências” das autoridades portuguesas.

 As relações entre Guiné-Bissau e Portugal ultrapassam os respectivos governos, os simples titulares de órgãos públicos ou RDP/RTP”, declara o chefe do executivo guineense para acrescentar que as mesmas “são seculares entre os dois povos”.

Contudo, o governante guineense salienta que a Guiné-Bissau é um “Estado soberano” pelo que deve ter um tratamento como tal por parte de outros Estados.

No dia 30 de Junho corrente, o Ministro da Comunição Social guineense anunciou publicamente, o encerramento das emissões da Rádio e Televisões públicas portuguesas RDP/RTP-África) por “caducidade”do  acordo e por “falta de cumprimento dos engajamentos” assumidos por Portugal no âmbito do referido acordo.

Ainda, de acordo com Ministro Victor Pereira, o executivo português “não respondeu” várias cartas do governo de Bissau, nas quais se pede a revisão deste memorando de entendimento assinado em 1997 entre os dois Estados.

Por sua vez, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal acusou, na altura, o governo da Guiné-Bissau de “estar a pôr em causa a liberdade de expressão”. 

Em relação a sua visita a nova sede da ANCA, o Primeiro Ministro deixou entender que a mesma visa, essencialmente “homenagear” esta instituição pública reguladora do sector de cajú, “pelo seu papel” , em colaboração com outros actores, para que o caju tivesse “um bom preço”, junto dos camponeses.

De acordo com o Presidente da ANCA, Malam Djaura, até neste momento, se registou a exportação de cerca 140 mil toneladas de castanha de cajú.

Em 2016, de acordo com a informações oficiais, a Guiné-Bissau exportou um pouco mais de 200 mil toneladas deste principal produto de exportação do país. 

ANG/QC/SG

Transporte Urbano



Más condições de estradas causam abandono de transportes públicos do trajecto Matadouro/Cuntum-Madina

Bissau,26 Jul 17 (ANG) – A maioria das viaturas de transporte urbano (Toca-tocas), que circulam no troço Matadouro/Cuntum-Madina, abandonaram o referido percurso devido às péssimas condições das estradas.
 
Segundo o que apurou hoje o repórter da ANG, junto de alguns motoristas, os proprietários das viaturas optaram por mudar de linha para outros bairros nomeadamente São Paulo, Enterramento e Antula, porque têm estradas em melhores condições.

Os condutores disseram ao repórter da ANG que nesta altura a linha de Cuntum Madina está a ser assegurada por viaturas de outros bairros dentre as quais Bairro Militar, Aeroporto e Antula-Bono.

Os motoristas numa única voz pediram o governo no sentido de asfaltar a estrada de Cuntum-Madina.

Por exemplo, Ricardo Gomes disse que a situação tem a ver com má condição da estrada, apesar dos trabalhos de reabilitação feitos recentemente pelo governo, porque quando chove a via fica quase intransitável por causa da água que cobre a estrada.

Disse que é preciso fazer algo para reduzir o sofrimento que os moradores de Madina enfrentam todos os anos na época das chuvas em termos de transporte.

Landim Badji lamentou a situação da via e reforçou o apelo ao executivo e ao Fundo Rodoviário no sentido de trabalharem na melhoria das estradas, como forma de diminuir os prejuízos provocados  pelo reaparecimento das covas nas estradas.

Enquanto isso, os motoristas da via de Quelelé/ Bôr se congratulam com o trabalho que está a ser feito, mas querem que o troço seja asfaltado para que possam circular em melhores condições à semelhança de os outros bairros.

Além disso, conforme Domingos Batista, os condutores cumprem com as seus deveres, e esperam que o governo cumpra  a sua parte, que passa pelo alcatroamento das estradas que estão numa situação de degradação constante.
O motorista Alberto Nhaga disse que os condutores da via de Quelelé querem uma estrada igual à de outras, como por exemplo de Aeroporto, Bairro militar e Antula, porque prestam o mesmo serviço e cumprem com os deveres e que merecem tratamentos iguais.  
ANG/LPG/ÂC/SG

Campanha de caju 2017


             “País já exportou mais de 138 mil toneladas”, diz Presidente da ANCA

Bissau, 26 Jul 17 (ANG) – O Presidente da Agência Nacional de Caju (ANCA) afirmou terça-feira que “até ao presente momento”, se registou a exportação de cerca 140 mil toneladas de casta de caju da campanha deste ano.

Em declarações à imprensa, momentos depois da visita do Primeiro-ministro a nova sede da ANCA, Malam  Djaura disse que  comparativamente a 2016, o processo “está quase no mesmo ritmo”, não obstante algumas exigências  dos empresários exportadores no que tange aos pagamentos ao Estado.

Fazendo uma perspectiva optimista, este técnico sénior do Ministério do Comércio disse que o sector de caju guineense está a “crescer”. Por isso, entende que deve ser “acompanhado e regulado, ao nível dos produtores, dos intermediários e dos exportadores”. 

“ O processo de regulamentação deve funcionar duma forma, visando que, em cada campanha,  satisfaça interesses legítimos de todos os interveniente no processo, incluindo o Estado, com o pagamento de imposto”, acrescentou.

Malam Djaura salientou que, devido a “concorrência na sub-região e no plano internacional”, o sector de  caju guineense deve estar organizado, por forma a potenciar a “sua capacidade concorrencial”.

Em 2016, de acordo com os dados oficiais, a Guiné exportou mais de 200 mil toneladas da castanha de caju, fundamentalmente para as Repúblicas de Índia e Vietname, onde são transformados , depois a sua amêndoa é comercializada, sobretudo nos mercados norte-americano e europeu.

Actualmente, a Guiné-Bissau é o quinto maior produtor mundial de caju, seguido da Índia, Vietname, Brasil e Costa do Marfim. O principal produto de exportação do país é o caju. ANG/QC/SG

Política



        Presidente da República renova apelo ao regresso ao campo de cultivo

Bissau, 26 Jul 17 (ANG) – O chefe de Estado considerou terça-feira que o país não pode avançar se os guineenses não voltarem para o campo de cultivo para recomeçar tudo de novo e desenvolver a Guiné-Bissau.

José Mário Vaz falava  no encontro com o núcleo de apoio ao actual ministro de Estado e do Interior, Botche Cande do Círculo Eleitoral 29, Bairro Militar tendo frisado que se tal desiderato não acontecer a economia nacional não vai crescer porque não haverá hospitais, escolas nem estradas.

“Digo isso porque quem não sabe de onde vem, não saberá onde está e nem para onde vai. O grande problema dos guineenses é que esquecem de onde vêem e se isso acontecer o caminho para o futuro torna confuso “, disse.

O Presidente da República lamentou o êxodo de jovens do campo para as cidades, desafiando-os a voltarem para a lavoura sob pena de virem a perder a terra para os estrangeiros residentes no país.

O Chefe de Estado sublinhou que os guineenses é que devem se empenhar para merecer o respeito dos estrangeiros dentro do seu país e a única forma para que isso seja uma realidade é através de trabalho sério.

Em nome do grupo de apoio ao Botche Candé falou Aliu Maquilo que disse que o encontro serviu para comunicar ao chefe de estado que  o Círculo 29 está com ele no seu projecto agrícola denominado “Mon na Lama “.

Disse que no passado, segundo os mais velhos, a agricultura é que sustentava as famílias guineenses, mas  que actualmente tudo vem de fora o que considera de muito triste.

“É por isso que o chefe de Estado percebeu que temos de voltar as origens cultivando os nossos campos, por isso, encorajamos ao chefe de estado a seguir com o seu propósito rumo ao desenvolvimento do país.
Maquilo elogiou o governo por estar a gerir o pais apenas com receitas internas.

Por seu turno, o ministro de Estado e do Interior Botche Cande agradeceu aos mentores do encontro frisando que o momento é de acção  e não de palavras, tendo afirmado que nas próximas eleições tem a certeza de que o povo vai mostrar aos políticos o que cada um fez.

No encontro tomaram parte centenas de pessoas entre os quais Imame Central do Bairro Militar, grupo de mulheres e jovens.  
ANG/MSC/ÂC/SG

Infraestrutura



China desembolsa 26 milhões de dólares para construção de Porto de Alto Bandim

Bissau, 26 Jul 17 (ANG) – A China vai doar 26 milhões de dólares para financiar a construção do porto de pesca de Alto Bandim, em Bissau, ao abrigo de um acordo terça-feira assinado pelo embaixador Jin Hongjun e o ministro das Pescas da Guiné-Bissau, Orlando Mendes Viegas.
O acordo contempla a construção de uma ponte flutuante junto à rampa já existente, a pavimentação e construção de valas de drenagens, de um reservatório de água com capacidade de mil metros cúbicos e a limpeza de detritos ao redor do tabuleiro da nova infra-estrutura.
O início dos trabalhos, de acordo com o documento ora firmado, está previsto para dentro de três meses e as obras terão a duração de dois anos.
O diplomata chinês considerou o acto  um “passo importante”  para o desenvolvimento do sector pesqueiro da Guiné-Bissau e elogiou os técnicos do Ministério das Pescas do país que se mostraram incansáveis na execução dos trabalhos preliminares.
Jin Hongjun assegurou que a China vai continuar, tal como fez até aqui, a ser solidário para com a Guiné-Bissau, proporcionando-lhe apoio para o desenvolvimento dos sectores das pescas e agricultura.
“Com a conclusão deste projecto, os pescadores da Guiné-Bissau passam a dispor de melhores infra-estruturas para desenvolver as suas actividades”, sublinhou o embaixador da China.
O Ministro Orlando Mendes Viegas agradeceu o gesto da China e destacou que  demonstra a solidariedade daquele pais asiático para com o seu pais.
Prometeu continuar a trabalhar de mãos dadas com o executivo de Pequim para proporcionar ao povo guineense aquilo que ambiciona no sector sob sua alçada e salientou que a nova infra-estrutura irá ajudar, sobretudo, no desenvolvimento das actividades de pesca artesanal.
“O montante disponibilizado demonstra  o valor que a China atribui a este projecto para a Guiné-Bissau”, disse Orlando Mendes Viegas que espera que o povo guineense venha a sentir essa expressão.  
ANG/JAM/SG   

terça-feira, 25 de julho de 2017

Infra-estruturas



Primeiro-ministro anuncia reabilitação em Setembro do Ministério da Saúde  

Bissau,25 Jul 17 (ANG) – As obras de reabilitação das instalações do Ministério da Saúde Pública, em estado de degradação progressiva, vão começar no mês de Setembro do ano em curso anunciou hoje o Primeiro-ministro.
 
Em declarações à imprensa, depois da visita  àquela instituição sanitária, Umaro Sissoco Embalo disse que neste momento não é possível executar as obras devido as chuvas.
Umaro Sissoco Embaló procedeu na ocasião a reabertura dos Serviços de Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes, totalmente reabilitado e com melhores  condições para acolher e tratar os doentes.

O Chefe do Executivo afirmou  que a recuperação desses serviços  foi possível graças a política adoptada pelo governo, relativamente a concentração das receitas do estado no Ministério da Economia e Finanças ou seja no Tesouro Público.

O Primeiro-ministro aconselhou aos familiares dos doentes internados para não deitarem lixos nos corredores e no recinto do serviço de urgência do hospital.

Por outro lado, referiu que o Centro de hemodiálise do hospital Simão Mendes poderá entrar em funcionamento ainda no decurso deste ano, uma vez que  os técnicos contratados para instalação de equipamentos já se encontram em Bissau.

O Director-geral do Hospital Nacional Simão Mendes garante apoio medicamentoso aos doentes com dificuldade económica.

Instado a falar sobre atendimento tardio dos doentes por falta de dinheiro, o director do hospital, Francisco Aleluia Lopes reconheceu a existencias dessas praticas  mas garantiu que a sua direcção está a tentar combatê-la.

ANG/LPG/JAM/SG










    




Óbito


Governo promove a título póstumo o combatente Tchabo Djata à Major General

Bissau, 25 Jul 17 (ANG) – O ex-inspector-Geral do Ministério do Interior, Tchabo Djata, que hoje foi a enterrar no cemitério de Antula, foi promovido, a título póstumo, à  Major General pelo Primeiro-Ministro, Umaro Sissoco Embaló.

Durante as exéquias fúnebres do malogrado combatente da liberdade de pátria, que teve lugar nas instalações do Ministério do Interior, o chefe do governo qualificou o extinto de património nacional por tudo o que fez em prol da independência e desenvolvimento do país.

“O Ministério do Interior acaba  de perder um dos seus melhores filhos”, lamentou Sissoco Embaló enquanto entregava a viúva a nova patente do ex-comissário Adjunto da Policia de Ordem Publica (POP, que durante cerca de dois anos foi um dos instrutores das forças armadas de Cabo-Verde, na década de 70.

Tchabo Djata, que nasceu a 5 de Julho de 1941, aderiu a luta armada em 1962 e durante o seu percurso profissional ocupou varias funções sobretudo a nível das forcas de segurança, desde chefe de esquadra até a ao cargo de comissário geral adjunto, tendo em 2010 atingido a idade limite e assim ido para reforma com patente de Brigadeiro General.

As cerimónias fúnebres de Tchabo Djata, que faleceu desde o passado dia 21 do mês em curso vítima de doença, contaram com presença de familiares, amigos, membros do governo, corpo diplomático e conselheiros do Presidente da República.


ANG/JAM/SG