segunda-feira, 31 de julho de 2017

Peregrinação



Koweit oferece 17 bolsas ao Presidente da República
 
Bissau, 31 Jul 17 (ANG) – O Director de Agência de Koweit Lamine Yakoubi entregou sexta-feira a oferta de 17 bolsas de peregrinação à Meca ao Presidente de República  José Mário Vaz.
 
Em declarações à imprensa, depois do encontro com o chefe de Estado guineense, Lamine Yakoubi disse tratar-se de uma oferta do presidente do Koweit e que cobre todas as despesas dos beneficiários, desde transporte, alojamento, alimentação e seguros de saúde.

Na ocasião, o Comissário adjunto para Peregrinação , Braima Camará disse que o Presidente da República sozinho não pode ajudar todos os candidatos a peregrinação à Cidade Santa de Meca com dificuldades económicas, por isso pede aos empresários e pessoas de boa vontade para ajudarem aqueles que precisam, para que possam cumprir um dos pilares do Alcorão.

Braima Camará afirmou que as bolsas recebidas serão atribuídas aos candidatos nacionais à peregrinação com dificuldades económica.

ANG/LPG/JAM/SG   






sábado, 29 de julho de 2017

Peregrinação a Meca 2017


Comissão Organizadora empossa estrutura nacional

Bissau, 29 jul 17 (ANG) – A Comissão Organizadora da peregrinação 2017 aos lugares santos do Islão procedeu sexta-feira ao empossamento dos elementos que constituem sua estrutura a nível de todas as regiões do país.

São no total 27 membros coordenados por Dino Seidi, actual Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e que tem por competência informar sobre os assuntos ligados a peregrinação e recolha de dinheiro e documento dos que pretendem candidatar-se a ida a Arabia Saudita.

Segundo o comissário nacional adjunto da Peregrinação 2017, 2.5 milhões de francos Cfa é o preço a pagar por cada candidato ao cumprimento do 5 quinto pilar sagrado do Islão e o prazo limite para a deposição deste montante junto ao Comissariado termina no próximo dia 12 de Agosto.

Braima Camara explicou que este ano o governo vai facilitar no máximo os candidatos sem documentos na obtenção dos seus passaportes, tanto assim que criou já um gabinete para resolução de assuntos desta natureza.

“Os candidatos sem passaportes ou bilhete de identidade, devem, simplesmente, depositar junto a este gabinete o talão de depósito bancário do montante exigido, este vai tratar de tudo e depois entregar o documento ao respectivo interessado”, detalhou o comissário adjunto que exortou aos que já o possuam para entregarem rapidamente seus passaportes no sentido de serem enviados a Dakar para efeito de obtenção de vistos de entrada em Jeddah.

O primeiro grupo de peregrinos guineenses deixa Bissau no próximo dia 22 do mês de Agosto e dois dias depois parte os restantes da quota de 751 candidatos queeste ano foi atribuído a Guiné-Bissau pelo pais de acolhimento.

Braima Camara enfatizou que até agora não foi oferecida nenhuma bolsa de peregrinação a Guiné-Bissau pelo que os candidatos não devem estar a espera disso.

“Se vierem a aparecer o comissariado ira tornar isso público e depois distribui-las, mas apenas as pessoas mais carenciadas, ou seja, aquelas sem condições de custear viagem a Meca. 

O Ministro do Estado e do Interior, igualmente Comissário Nacional da Peregrinação lembrou a sua estrutura de que o tempo urge e o momento não deve ser de palavras mas sim de acções concretas para a concretização, com sucesso, desta empreitada.

Botche Cande advertiu aos membros ora empossados a não basearem a selecção dos candidatos nas respectivas regiões em critérios de amizade, família, raça ou tribo e sublinhou que devem priorizar aos que pela primeira vez pretendem ir cumprir a peregrinação. 

“Pelo menos 90 por cento do total devem ser constituídos por pessoas que nunca haviam feito peregrinação, conforme as recomendações deixadas pelo Presidente da República”, avisou.



ANG/JAM

Fibra óptica



Sindicato de Base da Guinétel insurge contra gerência estrangeira

Bissau, 29 Jul 17 (ANG) – O Presidente do Sindicato de Base das empresas Guiné Telecom e Guinétel (Rede Móvel) pediu quinta-feira o executivo guineense para reconsiderar a sua posição  em relação a possibilidade de atribuição da gestão da fibra óptica e cabo submarino à uma empresa estrangeira em detrimento da firma estatal.

David Mingo fez esta advertência em declarações à imprensa em reação  a assinatura do memorando que cria o consórcio “Bissau Cabo”, cuja validação do projecto da comunicação denominado “WARCIP”, segundo este sindicalista, “mostra claramente que o executivo não está a pensar no bem-estar do povo guineense”. 

Explicou que as acções atribuidas ao Bissau Cabo “visam claramente a   extinção da Guiné Telecom em detrimento de outras”. 

Acrescentando que as empresas multinacionais Orange Bissau e MTN Bissau foram atribuídas 51 por cento das acções, isto é 25,5 por cento cada e as restantes 49 por cento para  o Estado representado na nova empresa  por “Bissau Cabo”.

“Se o governo pode pedir emprestado ao Banco Mundial mais de 31 milhões de dólares americanos para conduzir o cabo submarino a partir das águas territoriais do Senegal até Suru, como é que não consegue pagar a fibra óptica de Suru para Bissau num valor de 8 milhões de dólares americanos”, questionou tendo indicado que o executivo teve que ir tomar este montante nas empresas Orange e MTN Bissau, e, estas passaram a ser maiores accionistas na nova firma.

“A “Bissau Cabo “ foi criada meramente por decreto do conselho de ministros, sem concurso público, o que demonstra claramente que relegaram a Guiné Telecom para segundo plano”, criticou.

David Mingo que reconheceu o esforço do governo no relançamento da da duas empresas estatais da telecomunicação,  pediu ao governo a extinção pura e simplesmente da Bissau Cabo ou anexa-la à Guiné Telecom. 

Mingo pediu a intervenção do Chefe de Estado antes que seja tarde, “porque a partilha das acções feita não vai beneficiar o país”. 

Segundo David Mingo o memorando que cria o consórcio Bissau Cabo foi assinado pelos ministros dos Transportes e Comunicações, da Economia e Finanças e pelos representantes das empresas  MTN e Orange Bissau,  

 ANG/JD/JAM/SG

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Política



RGB Movimento Ba-fatá condena  suspensão da RTP e RDP/ África    
 
Bissau, 28 Jul 17 (ANG) -  O Partido da Resistência da Guiné-Bissau Movimento Ba-fatá  (RGB) condenou esta quinta-feira a suspensão da emissora portuguesa, RTP-África e  RDP – África e ao mesmo tempo a privatização dos Portos de Bissau.

Citado pela Rádio Sol Mansi, o Presidente da RGB Movimento Ba-fatá, Fernando Mendes fez estas declarações na cerimónia de comemoração de 31º ano da existência do partido. 

Mendes acrescentou que o actual executivo não dispõe de um orçamento geral do estado aprovado na Assembleia Nacional Popular (ANP) e nem do Programa de governo, por isso  é considerado inconstitucional e ilegal, e que está a pôr em caausa a liberdade de imprensa.

Adiantou que privatizar os Portos de Bissau e suspender as emissões da RTP e RDP- África deve ser reservado a um governo constitucional e não este actual executivo, razão pela qual condena a decisão governamental.    

Fernando Mendes disse que este tipo de acordo deve ser assinado com o governo constitucional eleito pelo povo através das urnas, e não da forma como tem feito o actual executivo.

Referiu que  o seu  partido celebra trigésimo primeiro aniversário num ambiente em que  a referida formação política vive uma coesão interna na promoção de um debate político e de pluralismo. 

A RGB, Movimento Ba-fatá é um partido sem assento parlamentar. 

ANG/ PFC/SG