quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Saúde pública



Casos de diabete infantil  aumenta na Guiné-Bissau e  não há insulina

Bissau,09 Nov 17 (ANG) - A Guiné-Bissau tem vindo a registar “um aumento preocuoante” de casos de crianças com diabetes, diz o médico chefe dos serviços dos cuidados intensivos no hospital nacional Simão Mendes Mboma Sanca.

“A diabete sempre existiu no mundo, mas não é normal atacar as crianças”,notou Mboma Sanca,que chama atençao do Governo para a necessidade de se “criar rapidamente uma resposta nacional”.

Segundo Sanca, a Gunié-Bissau conta com programas de combate ao VIH/SIDA, Tuberculose ou malária,mas não tem nada semelhante para lutar contra a diabetes que disse estar a afectar “cada vez mais” os guineenses.

Mboma Sanca acrescentou que “ a situçao é tão grave” pelo facto de a Guiné-Bissau não possuir os medicamentos necessários para tratar doentes atingidos com a diabetes do tipo 1 , tratados com a insulina. 

“Na Guiné-Bissau não temos insulina,porque,,como se sabe, não temos cá fábrica de medicamentos e a insulina é um químico que precisa ser conservado numa determinada temperatura ambiente”,notou o médico.

A maioria dos casos é de diabetes tipo 1.
A preocupação de Mboma Sanca aumenta perante o facto de as crianças com diabetes serem quase todas atingidas com a variante 1 daquela doença,ou seja,as que só podem ser tratadas com a insulina.

Para tentar mudar a situação, o médico está em vias de criar uma associaçao,para já,com uma assistência social guineense,que mora e trabalha na Suíça,também ela diabética,com a finalidade de ajudar as crianças em Bissau.

A ideia é criar uma Casa de Acolhimento de crianças com diabetes. A assistência social recolheria dos apoios, máquinas de medir a glicémia,a insulina e outros medicamentos na Suíça e o médico tratava das crianças em Bissau.  

ANG/Lusa

Futebol/Seleção nacional



Custo de viagem Lisboa-Algarve impede realização do jogo amigável  Guiné-Bissau/Cabo Verde 

Bissau,09 Nov 17(ANG) - O jogo amistoso da selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau com a sua congénere de Cabo-Verde inicialmente marcado para a sexta-feira dia 10, foi cancelado devido a falta de verbas para a cobertura de despesas de deslocação da turma guineense de Lisboa para Algarve.

Segundo o site Sou Djurtu, a informação foi avançada pelo selecionador cabo-verdiano, Lúcio Antunes em declarações à Rádio e Televisão de Cabo Verde.

Segundo o selecionador cabo-verdiano, a selecção guineense está em Portugal, mas longe do Algarve, em Rio Maior e, por isso, já não há jogo particular com Cabo Verde tendo a mesma justificado que seria custosa a sua deslocação até ao Algarve.

Os Djurtus encontram-se estagiados no Rio-Maior,em Lisboa a  preparar as partidas com Feirense e Cabo-Verde, esta última adiada por motivos supracitados.  

ANG/Site Sou Djurtu


Cooperação



Banco Mundial ajuda Guiné-Bissau a melhorar fornecimento de eletricidade e Internet

Bissau,09 Nov 17(ANG) – A vice-presidente do Banco Mundial para a região africana, Mantan Murthy, disse quarta-feira em Bissau que a instituição está empenhada em ajudar a Guiné-Bissau a melhorar os níveis de fornecimento de electricidade e internet à população.

A saída de uma de uma audiência de trabalho com o Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, na presença do ministro das Finanças, João Aladje Fadiá, a responsável avançou aos jornalistas que o Banco Mundial já aprovou os apoios para os dois sectores faltando agora a decisão de Bissau.

Mantan Murthy disse que a Guiné-Bissau é o único país que o Banco Mundial apoia que ainda não está ligado ao cabo submarino, no âmbito do projecto ACE (Àfrica Coast to Europa), cuja instalação foi financiado em 35 milhões de dólares pela instituição mundial.

“O cabo submarino vai permitir melhorar a interligação do país com a informação e tecnologia. A nossa aposta é ajudar a Guiné-Bissau a estar conectada rapidamente para servir a população”, declarou a dirigente do Banco Mundial.

No domínio do fornecimento de energia eléctrica, Mantan Murthy assinalou que até  que a Guiné-Bissau comece a beneficiar da energia da barragem de Kaleta, da vizinha Guiné-Conacri, no âmbito de um projecto sub-regional, dentro de 18 meses, é preciso que o governo promova algumas melhorias no sector.

Murthy indicou que é vontade do Banco Mundial ver a energia a ser distribuída para um maior número da população guineense. 

ANG/Lusa

Política

Presidente da República apela classe política para aplicar “Acordo de Bissau” para acabar com impasse político

Bissau,09 Nov 17(ANG) – O Presidente da República José Mário Vaz apelou quarta-feira aos guineenses para aplicarem o Acordo de Bissau para acabar com o impasse político que se vive no país.
 
Num comunicado à imprensa, o chefe de Estado guineense apela a todos os guineenses, particularmente aos políticos, a aproveitarem o ambiente de fraternidade e, sem violência, sem ameaças nem ultimatos, para aplicarem o Acordo de Bissau, um acordo entre guineenses, para a saída da crise que assola o país.

O Presidente guineense terminou segunda-feira uma visita que realizou a campos agrícolas em várias regiões do país, tendo sido recebido em Bissau por milhares de apoiantes.

No documento, José Mário Vaz lança também um  apelo ao Partido Africano da 
Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) e à Assembleia Nacional Popular(ANP).

“Ao PAIGC, para que abra os seus braços e as portas da sua sede para promover a reconciliação interna e oferecer uma oportunidade de paz social ao nosso povo. À ANP para que condiciona fortemente o funcionamento do Estado”, lê-se no comunicado.

O Acordo de Bissau  foi assinado em 2016 e é anterior ao Acordo de Conacri, e prevê a constituição de um governo de Unidade Nacional com todos os partidos com representação parlamentar para que haja estabilidade até ao fim da legislatura em 2018.

Desde 2014, a Guiné-Bissau já teve cinco primeiros-ministros e vive um momento de impasse político, com o parlamento encerrado há cerca de dois anos.

O actual governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou eleições o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem ao consenso e ao diálogo entre guineenses.

Sobre as visitas aos campos agrícolas, o Presidente disse esperar um aumento da produção de arroz para o ano em curso. ANG/Lusa

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Fundação Mon Na Lama

Agricultores da região de Cacheu elogiam iniciativa do Presidente da República

Bissau,08 Nov 17(ANG) – Os agricultores da região de Cacheu, norte do país, elogiaram a iniciativa do Presidente da República de apostar na produção do arroz através da Fundação “Mon Na Lama”.
 
Os elogios dos camponeses de Cacheu foram transmitidos ao José Mário Vaz durante a visita que efectuou nos dias 6 à 7 do corrente mês à algumas bolanhas daquela localidade.

O Presidente da República, na companhia do ministro da Agricultura, Floresta e Pecuária e do ministro de Estado e do Interior esteve na bolanha de Bucul, no sector de Canchungo onde se inteirou das dificuldades com que se deparam os camponeses daquela povoação.

O chefe de Estado foi recebido num ambiente de festa pelos populares de Bucul, penetrou a pé num terreno escorregadio até ao meio da bolanha para de seguida exibir uma amarradura de arroz colhida no seu campo de produção em Calequisse.

Na ocasião, o ministro de Agricultura, Florestas e Pecuária, afirmou que constatou com agrado a forma como  os agricultores locais estão a seguir o apelo do Presidente da República para  pôr as mãos na lama.

“A única maneira de salvar o país e tirar o povo da canseira é a produção agrícola”, destacou o governante.

Nicolau dos Santos disse que a maior aposta do governo é  transitar de agricultura manual para a mecanizada, salientando que se tudo continuar tal como está as dificuldades não serão ultrapassadas.

 “A partir da próxima campanha agrícola vamos dar um passo gigantesco no sentido da mecanização agrícola e atingir a auto-suficiência alimentar e combater a fome”, prometeu.

Os agricultores de Bucul pediram ao chefe de Estado apoios em sementes agrícolas, tratores, moto cultivadores e centros de formação agrária para os jovens.

O Governador da região de Cacheu, Justino Coroné Gomes disse que a Fundação Mon Na Lama atingiu actualmente todas as localidades do país, acrescentando que os camponeses devem esforçar para produzir o suficiente de forma a combater a fome.

Seguidamente, a comitiva presidêncial seguiu para a bolanha da povoação de Tchur Bachil com o mesmo objectivo.

O régulo de Tchur Bachil pediu igualmente ao José Mário Vaz apoios em máquinas agrícolas para que possam aumentar a produção de arroz.

Lúcio Rodrigues Balincante, disse que a população local acreditou na Fundação Mon Na Lama e  informou ao chefe de Estado que os agricultores locais fazem os seus cultivos nos terrenos não adequados o que torna mais custosos a produção.

“Queremos pedir apoio do Presidente da República para a recuperação de bolanhas para passarmos a praticar a lavoura ali”, disse o régulo de Tchur Bachil.

Lúcio Balincante entregou à José Mário Vaz um arado tradicional e disse-lhe que pretende em troca um tractor para que possam aumentar a produção de arroz.

O chefe de Estado esteve igualmente na bolanha da povoação de Carabane na secção de Ingoré, de Canton na secção de Suzana, sector de São Domingos e de Nhinté, no sector de Bula ,onde se inteirou das dificuldades com que se deparam os camponeses na produção e colheita de arroz.

Nas referidas localidades os camponeses pediram unanimemente ao Presidente da República apoios em tractores agrícolas, água potável e para a recuperação de bolanhas. ANG/ÂC/SG

Ensino público



Primeiro-ministro promete solucionar problema de sector educativo dentro de 48 horas

Bissau, 08 Nov 17 (ANG) - O Primeiro-ministro, Úmaro Sissoco Embalo prometeu esta terça-feira resolver o problema da greve que se verifica no sector do ensino guineense dentro de 48 horas, para que  os professores possam prosseguir com os seus trabalhos.

Segundo a Radio Sol Mansi, Umaro Sissoco Embaló falava após a reunião do Conselho Permanente de Concertação Social, no qual sublinhou que um país só pode avançar com um ensino de  qualidade.

"Vamos resolver a referida situação de vez, para que fica registada de que o meu governo solucionou um aspecto bastante importante para promoção do desenvolvimento da Guiné-Bissau", disse o chefe do governo.

O Primeiro-ministro sublinhou que, na realidade, a sociedade guineense se encontra do jeito em que está devido a falta de escolas de qualidade e que a situação só irá mudar quando for solucionada. 

Os sindicatos do sector de ensino decretaram uma greve de 15 dias no passado 06 do mês corrente, e  estão a reivindicar o pagamento das dívidas em atraso, aplicação de Estatuto de Carreira Docente, entre outras.ANG/AALS/ÂC/SG