terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Política



Comité Central do PAIGC aprova Moção de Solidariedade para com a família dos guineenses mortos na fronteira

Bissau, 20 Fev 18 (ANG) – O Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), aprovou uma Moção de Solidariedade para com a família dos cidadãos guineenses mortos na fronteira com o Senegal e exige esclarecimentos as autoridades competentes do país vizinho. 

A informação consta na resolução final da primeira reunião extraordinária do Comité Central do PAIGC, realizada no passado dia 17 de Fevereiro e presidido pelo presidente do partido, Domingos Simões Pereira. 

O Comité Central dos libertadores aprovou uma Moção de Solidariedade para com os Professores Nacionais pela celebração  do dia 17 de Fevereiro data instituída como o Dia dos Professores Guineenses.

Este órgão máximo do partido no intervalo do Congresso, reconduziu Aly Hijazi ao cargo do Secretário Nacional do PAIGC e foi votado por unanimidade num universo de 308  membros do Comité Central (CC).

O presidente dos libertadores felicitou os membros do CC por terem reconhecido o mérito dos trabalhos desenvolvidos com dedicação pela nova direção 

Simões Pereira destacou que existem  enormes desafios e que os militantes são poucos para os resolver, apelou a unidade e coesão no seio do partido, como factor para a reconquista dos direitos usurpados, apesar de serem vencedores das últimas eleições de 2014.

Domingos Simões Pereira apelou aos paigcistas à uma maior dedicação e cumprimento  dos superiores interesses do partido, como condição para o fortalecimento do  PAIGC e para adotá-lo de capacidades para enfrentar os novos desafios de futuro.

Defendeu  a necessidade de um reforço organizacional ao nível das  diferentes estruturas do partido, de modo a serem ágeis e operacionais para estarem à altura de responder, de forma concreta, aos  desafios que têm pela frente.

ANG/JD/ÂC/SG


Política



Personalidades sancionadas consideram injusta decisão da CEDEAO

Bissau, 20 Fev 18 (ANG) – As 19 personalidades guineenses sancionadas pela CEDEAO marcharam domingo em protesto as sanções acusando à esta organização sub-regional de não ser justa na sua decisão pelo que deve a anular.

A marcha teve participação massiva de militantes do Partido da Renovação Social (PRS), a segunda força política guineense, e de apoiantes do grupo dos 15 e dos 18 partidos sem assento parlamentar. 

O porta-voz do PRS, Victor Pereira leu um manifesto que  o partido enviou aos líderes da CEDEAO no qual considerou que as sanções impostas à seis dirigentes do PRS visam "decapitar a liderança do partido" na perspetiva das próximas eleições. 

Victor Pereira disse esperar que as Nações Unidas, a União Europeia e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se posicionem a favor do levantamento imediato das sanções.

"Queremos dizer ao povo guineense que as ditas sanções são mentirosas. São sanções encomendadas pelo presidente fascista do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e pelo presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, contra os verdadeiros defensores da Guiné-Bissau. Eles é que elaboraram a lista e enviaram para os seus representantes lá fora", disse Camará.

Segundo Braima Camará, seriam Domingos Simões Pereira e Cipriano Cassamá os autores das sanções, com a finalidade de "entregar as riquezas" da Guiné-Bissau aos interesses estrangeiros.
O coordenador do grupo de 15 deputados expulsos do PAIGC advertiu ao Presidente guineense, José Mário Vaz, a convocar eleições legislativas para que se saiba "quem realmente tem o povo do seu lado".

A CEDEAO divulgou no dia  07uma lista de 19 personalidades guineenses, entre as quais  governantes, deputados, magistrados e o filho do Presidente Mário Vaz, como sendo pessoas que estariam a "obstaculizar a aplicação do Acordo de Conacri" e ainda a dificultar o normal funcionamento das instituições democráticas.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela CEDEAO como fórmula para acabar com o impasse político na Guiné-Bissau, que persiste há já três anos.
O acordo prevê que seja escolhida uma figura de consenso para primeiro-ministro de um governo integrado por partidos representados no parlamento.

ANG/DW


Gâmbia



Anunciada moratória sobre a pena de morte

Bissau, 19 Fev 18(ANG) – O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, anunciou no domingo uma moratória sobre a pena de morte, mais de cinco anos após a execução de nove pessoas detidas pelo regime do anterior chefe de Estado Yahya Jammeh.
“Vou aproveitar esta ocasião para anunciar uma moratória sobre o uso da pena de morte na Gâmbia, um primeiro passo para a sua abolição”, afirmou Adama Barrow, no discurso no 53.º aniversário da independência do país.
Em Setembro de 2017, Adama Barrow comprometeu-se perante as Nações Unidas a abolir a pena de morte no país, assinando cinco tratados à margem da assembleia-geral da ONU, entre os quais um que prevê a sua abolição.
“Isto abolirá o medo e garantirá o estado de direito, de modo a que os cidadãos possam expressar os seus directos civis e políticos”, disse na ocasião o chefe de Estado.
No domingo, Adama Barrow referiu que o país derrotou a ditadura, mas “manter a paz para fortalecer” a democracia continua a ser o maior desafio do país.
“Isso requer paciência, tolerância e os erros são inevitáveis, mas nós os corrigiremos à medida que aperfeiçoamos a nova Gâmbia”, declarou.
O Presidente Barrow chegou ao poder ao ganhar as eleições de Dezembro de 2016, pondo fim aos 22 anos de presidência de Yahya Jammeh, antigo militar.
Em Agosto de 2012, Jammeh mandou fuzilar nove detidos, incluindo dois senegaleses, originando uma vaga de protestos no mundo, sobretudo no Senegal.
O ex-Presidente da Gâmbia recusou-se a reconhecer a eleição de Adama Barrow, mas acabou por deixar o cargo e o país em Janeiro seguinte, após uma intervenção militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e de pressões diplomáticas.
ANG/Inforpress/Lusa

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Saúde pública



ANAPROFARM se insurge contra “intenção” de fixação de preço de medicamento pelo governo 

Bissau,16 Fev 18(ANG) – A Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias (ANAPROFARM), insurgiu-se contra as informações que oiçam a circular sobre a suposta intenção do governo de passar a fixar os preços de venda de medicamentos no país.

Em declarações à ANG, o secretário executivo e porta voz da ANAPROFARM, Ahmed Akhdar afirmou que não estão contra a modernização e regularização do sector farmacêutico nacional mas que isso tem que ser na base criação de estruturas adequadas e eficientes, de forma a responder aos desafios do sector privado farmacêutico.

Ahmed Akhdar, igualmente proprietário da Farmácia Moçambique disse que hoje em dia, o governo não reúne as condições mínimas e fundamentais para realizar a homologação e fixação de preços de produtos farmacêuticos porque não dispõe de stock de medicamentos suficientes para abastecer o mercado interno.

“As duas entidades legais que o governo indigitou para serem grossistas de importação de medicamentos não têm capacidades para responder as necessidades das farmácias e muito menos dos doentes”, afirmou.

A título de exemplo, o porta voz da ANAPROFARM explicou que no Senegal a Central de Importação de medicamentos denominada de Laborex tem uma gama de mais de cinco mil variedades de produtos farmacêuticos enquanto que os da Guiné-Bissau têm apenas cerca de 450 e na maioria os genéricos.

Aquele responsável sublinhou que os pedidos de encomendas das farmácias do país são cumpridos em apenas dez por cento da totalidade, o que acarreta enormes dificuldades, não apenas para os fármacos como igualmente para os próprios pacientes.

Akhdar aconselha as autoridades competentes a, antes de avançar com a medida de fixar os preços de medicamentos,  realizarem um estudo profundo com todos os actores do sector privado farmacêutico, e os Ministério das Finanças, Câmara Municipal de Bissau, Ministério da Saúde e do Comércio, Associação de Consumidores e Bens para, em conjunto, definirem  futuras estratégias.

“Isso passará igualmente pela avaliação geral de todas as despesas internas e externas invariaveis das farmácias, a fim de  garantir condição indispensável ao funcionamento normal das farmácias, de forma a não fecharem as suas portas e criar um estrangulamento e problema à saúde pública”, disse.

 ANG/ÂC/SG