segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

VIH/SIDA



Secretário executivo promete diminuição da taxa de prevalência no país

Bissau, 26 Fev 18 (ANG) - O Secretário Executivo de Secretariado Nacional de Luta contra Sida (SNLS) prometeu  quinta-feira trabalhar, no máximo, para reduzir a taxa de prevalência de VIH/SIDA na Guiné-Bissau.

Califa Soares Cassamá falava por ocasião da visita às instalações do SNLS de uma delegação do Fundo Global das Nações Unidas que apoia a luta contra a Sida e outras doenças.

 “Na Guiné-Bissau, a taxa de prevalência actualmente está entre 3.3 por cento, cerca de 12 mil pacientes estão a receber tratamentos anti-retrovirais”, referiu aquele responsável.

Acrescentou que para diminuir a prevalência da doença no país é necessário ter condições de trabalho e que por isso estão a fazer algumas mudanças no sentido de lutar para alcançar o objectivo 3/90 definido pelo Fundo Mundial até 2030. 

Agradeceu ao governo da Guiné-Bissau e o Fundo Mundial pelo gesto de apoiar a reabilitação dos seus edifícios.

Cassamá informou que a taxa de VIH/SIDA no país tem maior incidência  na camada juvenil, em particular nas raparigas.

Por sua vez, o Gestor do  Fundo Global, Joshua Galjour manifestou o seu contentamento pelo resultado dos investimentos feitos na reabilitação do edifício da SNLS.

Joshua Galjour disse que o SNLS é um parceiro privilegiado pelo Fundo Global e que a Guiné-Bissau é um país prioritário pela organização de modo que vão continuar a dar os seus apoios ao país nos próximos três anos. 

Referiu igualmente que acabaram de assinar duas novas subvenções de cerca de 37 milhões de euros para apoiar a luta contra VIH/SIDA, tuberculose entre outras doenças na Guiné-Bissau.  

ANG/AALS/ÂC/JAM/SG


Política



Presidente da República inicia auscultação para marcação das legislativas

Bissau, 26 Fev 18 (ANG)- A Presidência da República anunciou  em comunicado que o chefe de estado, José Mário Vaz inicia na próxima semana consultas aos partidos politicos para a marcação da data de realização das  eleições legislativas.

Segundo o comunicado, nesse âmbito, José Mário Vaz encetou deligências junto do Supremo Tribunal de Justiça  com vista a obtenção de informações sobre a situação dos partidos, no plano legal.

“Em conformidade com as disposições constitucionais e legais, as eleições legislativas deverão ter lugar este ano”, refere o comunicado enviada a redação da ANG, e que reitera o empenho do Presidente da República no cumprimento do calendário eleitoral conforme previsto.

 ANG/SG



ONU

Floresta da Amazónia aproxima-se perigosamente de um ponto de “não retorno”

Bissau, 26 fev 18 (ANG) – A floresta da Amazónia aproxima-se perigosamente de um ponto de “não retorno” se a desflorestação ultrapassar os 20% da sua área original, segundo biólogos da Fundação das Nações Unidas.
 
Num editorial publicado hoje na revista Science Advances, os investigadores norte-americano Thomas Lovejoy e brasileiro Carlos Nobre asseguram que a desflorestação da Amazónia alcançou cerca de 17% da sua vegetação nos últimos 50 anos e advertem que, chegar ao limite de 20%, seria chegar ao abismo climático.
A área amazónica produz aproximadamente metade da sua própria precipitação pluvial ao reciclar a humidade à medida que o ar se move desde o Oceano Atlântico, através da América do Sul, até ao oeste.
Esta humidade é importante para alimentar o ciclo de água da Terra de forma mais ampla, e afecta o bem-estar humano, a agricultura, as estações secas e o comportamento da chuva em muitos países da América do Sul, advertem os especialistas.
Recentemente, factores como as mudanças climatéricas, a desflorestação e o uso generalizado do fogo, influirão no ciclo natural da água nesta região, referem os biólogos.
Os estudos feitos até esta data, apontam para o facto de que interacções negativas entre estes factores significam que o sistema amazónico se alterará.
ANG/Inforpress/Lusa

Visita do Papa



                        Bispo afirma que convite chegou à Vaticano

Bissau, 26 Fev 18 (ANG) – O Bispo de Bissau revelou quinta-feira que o convite para a uma possível visita do Papa Francisco à Guiné-Bissau já foi enviado ao Núncio apostólico em Dakar, Senegal e que certamente já se encontra no Vaticano.

Dom Camnate Na Bissing que falava aos jornalistas depois do almoço oferecido pelo presidente da República aos doentes do hospital de Cumura disse que o documento está a seguir todos os trâmites legais e que Bissau está a aguardar a resposta do Vaticano.

Explicou que neste momento os cristãos católicos estão a celebrar o tempo de quaresma onde todos os fiéis são convidados a viver melhor o jejum, as orações e partilhar o tem com os mais vulneráveis. ANG/JD/JAM/SG

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ONU



            Conselho de Segurança  critica desrespeito por direito a reunião

Bissau,23 Fev 18 (ANG) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas afirmou-se quinta-feira profundamente preocupado com a crise política e institucional na Guiné-Bissau, criticando o desrespeito pelo direito a «reuniões pacíficas», e pediu eleições «livres e credíveis».

«Os membros do Conselho de Segurança expressaram a sua profunda preocupação em relação à prolongada crise política e institucional, devido à falta de disponibilidade dos atores políticos para alcançar a solução consensual e sustentável», considerou este órgão, numa declaração divulgada quinta-feira.

Na sua mensagem, o Conselho de Segurança «lamenta a relatada falta de respeito pelo direito a reuniões pacíficas, reconhecido pela Constituição da Guiné-Bissau», numa alusão ao cerco pela polícia, em janeiro, da sede do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das últimas legislativas), atrasando em dois dias o congresso do partido.

Também deplora o desrespeito pelos «instrumentos legais» das Nações Unidas, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da União Africana.

«Apelaram às autoridades da Guiné-Bissau para garantir um estrito respeito pelas suas obrigações à luz da lei internacional de direitos humanos», acrescenta o documento.

Na mesma posição, o Conselho de Segurança apela à realização de eleições legislativas e presidenciais, respetivamente em 2018 e 2019, que sejam «livres, justas, credíveis e transparentes, incluindo através da total participação das mulheres».

A declaração deste órgão da ONU surge depois de ter ouvido, no passado dia 14, o representante do secretário-geral das Nações Unidas para este país lusófono, Modibo Touré, e o responsável do Gabinete das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, o brasileiro Mauro Vieira.

Modibo Touré tinha defendido perante o Conselho de Segurança que o prolongamento da crise política guineense requer a presença contínua da ONU na Guiné-Bissau, acompanhando «o processo até ao fim».

O Conselho de Segurança também elogia, na declaração divulgada hoje, as instituições de defesa e de segurança da Guiné-Bissau pela sua «posição de não interferência no processo político», defendendo a reforma destas entidades como «uma prioridade chave».

Sobre as sanções decididas pela CEDEAO a 19 personalidades guineenses, pela obstrução ao cumprimento do Acordo de Conacri, o Conselho de Segurança afirma ter «tomado nota».

Para as Nações Unidas, o respeito por este acordo é o «único quadro consensual para encontrar uma solução duradoura para a crise» e cujo pré-requisito é a designação de «um primeiro-ministro de consenso e um Governo inclusivo».

Os membros do Conselho de Segurança expressaram ainda a intenção de continuar a acompanhar a «atual crise política» e manifestaram-se prontos para «tomar medidas adicionais para responder a um agravamento da situação» naquele país.

Na declaração, a ONU também elogia o trabalho de organizações regionais na procura de uma solução e encoraja «esforços continuados» da CEDEAO, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Europeia.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou no mês passado Artur Silva para chefiar um novo Governo, mas o PAIGC já anunciou que o seu partido não iria aceitar qualquer nome que não fosse o do seu dirigente Augusto Olivais, proposto no quadro do Acordo de Conacri.

A Guiné-Bissau vive uma crise política desde a demissão, pelo Presidente José Mário Vaz, do Governo liderado pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015.

Por falta de acordo entre as várias forças políticas, a CEDEAO elaborou o Acordo de Conacri, em outubro de 2016, que prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso.

ANG/Lusa