quinta-feira, 19 de abril de 2018

Reabertura da ANP


Cipriano Cassamá exalta importância do  diálogo como forma de grangear consensos

Bissau, 19 Abr 18 (ANG) - O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP)  felicitou o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS) pela aproximação e pelas negociações feitas e que  resultaram na realização da presente sessão extraordinária.

“Mais uma vez, o primado do diálogo venceu e rejubilo-me perante tal facto. Pois comprovadamente ficou demonstrado que todos os problemas por mais complexos que sejam podem e devem ser ultrapassados pela força do diálogo e nunca pela via da força”, disse Cassamá.

Cipriano Cassamá falava na cerimónia de abertura da sessão extraordinária da ANP, convocada para eleger a nova direcção da Comissão Nacional de Eleição e eventual prorrogação de mandato dos deputados que expira no dia 23 do corrente mês.

“É fundamental haver consensos amplos sobre temáticas relevantes para o país. O interesse nacional deve sobrepor-se a quaisquer interesses”, vincou Cipriano Cassamá.
O líder do parlamento afirmou que o entendimento que os partidos políticos acabaram de obter será transcendental para a resolução de futuras questões importantes da Guiné-Bissau.

Acrescentou que a sua responsabilidade está limitada apenas em cumprir com as leis da República e que espera que a crise política vigente no país sirva de lição para os actores políticos.

Cipriano Cassamá disse que o povo guineense é que sai a ganhar com as situações de estabilidade, tendo recomendado que é necessário deixar as guerras de lado e erguer a reconciliação com o objectivo de desenvolver o país.

O presidente do parlamento guineense relembrou aos deputados de que devem trabalhar para a construção e consolidação da democracia e Estado de Direito, de modo a colocar o país na senda de estabilidade e de devolver ao povo da Guiné-Bissau o direito de sonhar e de renovar as suas esperanças.

Dos 102 deputados que deviam estar presente na sessão extraordinária  comparecerem 92.

O acto foi presenciado pelo novo Primeiro-ministro, Aristides Gomes e representantes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Europeia, União Africana entre outros.  

ANP/AALS/ÂC/SG



Síria


Inspetores da ONU no centro da tensão entre Rússia, França e EUA


Bissau, 19 Abr 18 (ANG) – Os Inspectores da ONU chegaram a Damasco no sábado, dia em que EUA, França e Reino Unido lançaram ataques contra armazéns e fábricas de armas químicas do regime sírio.

O objetivo é investigar o ataque químico de 7 de abril em Douma, atribuído às forças sírias. Mas quarta-feira voltaram a adiar a missão, após terem sido alvejados enquanto faziam o reconhecimento do terreno. 

Passados 11 dias sobre o ataque químico a Douma, o novo atraso reforça os receios dos ocidentais, que temem a contaminação do local pelos sírios ou seus aliados russos.

"Como em qualquer local do crime, é essencial chegar o mais rapidamente possível. Aqui já houve uma espera que vai muito além do que preveem os estatutos da  Organização para a Proibição das Armas Quimicas(OPAQ) [24 a 48 horas]", explicou à AFP Olivier Lepick, da Fundação para a investigação estratégica. Mas outros especialistas mostram-se mais otimistas. 

Em declarações ao Le Monde, Ralf Trapp, perito em armas químicas e biológicas, garante que "ir ao local dez dias depois, é tarde, mas não é demasiado tarde". Para o antigo conselheiro científico da OPAQ, "pode haver vestígios, no sangue ou urina, várias semanas após a exposição, sobretudo quando se trata de agentes neurotóxicos como o sarin. É mais complicado para o cloro".

Quando chegarem ao local, os inspetores da ONU deverão recolher provas em feridos e mortos, além de outros procedimentos. Até agora, a entrada dos peritos tem sido adiada por motivos de segurança. Ontem, um dos grupos que fazia o reconhecimento cruzou-se com uma multidão que protestava contra os ataques ocidentais, tendo recuado, o outro foi recebido por tiros e por uma explosão.

O ataque em Douma, na altura ainda sob controlo dos rebeldes, terá feito mais de 40 mortos. O governo sírio, que entretanto recuperou a cidade na região de Ghouta, um subúrbio de Damasco que antes da guerra funcionava como uma espécie de celeiro da capital, garante não ter usado armas químicas. E acusa o ocidente de ter encenado o ataque para justificar a intervenção militar. Com base em informações dos serviços secretos, EUA, França e Reino Unido acreditam que foi usado cloro e um agente nervoso.

Num encontro em Haia, o embaixador dos EUA na OPAQ, Kenneth Ward, disse recear que os militares russos tenham "interferido" no local do ataque, que se acredita terem visitado após ajudarem as tropas do presidente sírio Bashar al-Assad a recuperarem Douma.

 O ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, também disse em comunicado ser "muito provável que provas e elementos essenciais tenham desaparecido".

Na terça-feira, o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, negara qualquer interferência, sublinhando que as alegações em relação a um ataque químico se baseiam em "relatos noticiosos e das redes sociais". E reafirmou que tudo foi "encenado".

ANG/DN

Resolução da crise política


 Organizações  da Sociedade Civil  saúdam empenho da CEDEAO  

Bissau, 18 Abr 18 (ANG) – A Aliança das Organizações da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento (AOSCPDD) felicitou  terça-feira a CEDEAO pelo papel decisivo que vem desempenhando para a saída da crise política que assola o país há mais de dois anos.

A felicitação vem expressa num comunicado à imprensa à que ANG teve acesso, onde a Aliança congratula-se com os resultados saídos na Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estados e de governo realizado em Lomé recentemente.

Por outro lado, a Aliança das Organizações da Sociedade Civil, felicitou ao Aristides Gomes pela nomeação ao cargo de Primeiro-ministro, desejando-lhe votos de sucesso no exercício dessa função”.

 “Aliança se regozije pela retoma de funcionamento da plenária de ANP após quase três anos”, lê-se no comunicado.

A Aliança das Organizações de Sociedade Civil apela a comunidade internacional, em particular a CEDEAO no sentido de continuar com o monitoramento de todo o processo de formação e funcionamento do novo executivo.

 Aconselha a população em geral no sentido de estar sereno e firme na defesa dos seus direitos cívicos. 

ANG/JD/ÂC/JAM/SG