quarta-feira, 25 de abril de 2018

Política

Impasse na distribuição de pastas, Missão da CEDEAO ameaça abandonar o país 

Bissau, 25 Abr 18 (ANG) – A Missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que se encontra no país a ajudar na constituição do novo governo inclusivo de Aristides Gomes ameaçou ir embora devido ao impasse sobre a formação política que deve dirigir o Ministério do Interior e da Defesa Nacional.

Segundo a Rádio Sol Mansi, que cita uma fonte da missão da CEDEAO, as partes  voltarão a reunir-se  hoje com o Chefe de Estado, para ver as formas de ultrapassar o impasse na formação do novo governo chefiado pelo Aristides Gomes. 

A Rádio Sol Mansi refere que a delegação da CEDEAO “saturada com posição radical de ambas as partes” em não ceder as pastas do Interior e da Defesa, acabou por decidir abandonar o  país , mas  que foi interceptado  no Aeroporto Osvaldo Vieira, com um pedido do Primeiro-ministro para voltarem a mesa das negociações.

A referida missão vai reunir-se ainda hoje com os dois maiores partidos do país, nomeadamente o PAIGC e PRS com vista a encontrar uma solução para o impasse.
De acordo com a missão, as vítimas de sanções da CEDEAO,(19 personalidades) não farão parte do novo governo.

Esta medida foi confirmada  pelo Secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS), Florentino Mendes Pereira depois do encontro para formação do futuro governo realizado num dos Hotéis da capital.  

ANG/JD/ÂC/SG

Cabo Verde


Liberdade de imprensa “beliscada”, mas ministro de tutela diz não haver violação nenhuma
Bissau, 25 Abr 18 (ANG) – A Liberdade de imprensa em Cabo Verde, divide o Ministro da Cultura que tutela a comunicação social e jornalistas caboverdianos, após críticas do relatório sobre os direitos humanos do departamento de estado americano de 2017.
O relatório afirma que a liberdade de imprensa foi beliscada, o que é reafirmada pelos jornalistas, enquanto o ministro não vê violação nenhuma e agride a imprensa.
Uma vez mais, há leituras diferentes, entre o Ministro caboverdiano da Cultura, que tutela a comunicação social, Abraão Vicente e jornalistas, sobre a liberdade de imprensa e o tratamento da informação por parte dos jornalistas.
O pomo da discórdia desta feita é o relatório do departamento de estado sobre os direitos humanos, em 2017, em Cabo Verde, que afirma que houve uma quebra da liberdade de imprensa naquele país, entre outras denúncias, como uma polícia agressiva, a corrupção ou violência infantil.
O jovem ministro da Cultura, Abraão Vicente, useiro e vezeiro nos seus ataques contra jornalistas, minimizou as denúncias relacionadas com a violência da polícia ou contra crianças, apontando as baterias a jornalistas que praticaram "manipulação de informação do relatório".
O ministro caboverdiano que tutela a comunicação social, acusou ainda os jornalistas caboverdianos, de terem retomado a notícia da agência portuguesa, Lusa, que se referia a "violação da liberdade de imprensa", expressão, que no seu entender, não figura no relatório do departamento de estado americano.
Abraão Vicente, preferiu destacar à TV de Cabo Verde "uma variedade de opiniões" na comunicação social, referida pelo relatório, que, aliás, diz não ser "factual".  
Para além das diferentes denúncias, figura preto no branco, no relatório, a expressão inglesa "infringement of freedom of the press", que num bom português, mais não é que "violação da liberdade de imprensa", "infração ou trangressão à liberdade de imprensa".
A RFI fez questão de saber como  estão a reagir os jornalistas caboverdianos aos ataques recorrentes à imprensa do Ministro Abraão Vicente, ocorridos em março do ano passado, em Cabo Verde.
Para a Presidente da AJOC, a Associação dos jornalistas de Cabo Verde, Carla Lima, o tratamento jornalístico dado ao relatório americano, respeita os cânones da profissão, sublinhando que o ministro Abraão Vicente "desrespeita" os jornalistas, que recorda-se pediram o ano passado a sua demissão.ANG/RFI


Função Pública


Secretário-Geral de UNTG acusa governo de ser principal violador da Lei

Bissau, 25 de Abr 2018 (ANG) - O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) acusou o governo guineense de ser o principal violador de Lei do país, porque não cumpre acordos assinados.

Júlio António Mendonça, falava hoje no acto de abertura das festividades comemorativas do 1º de Maio, Dia Mundial de Trabalhadores, e do Dia da fundação da UNTG, 18 de Maio.
O líder sindical disse que o Governo exige o cumprimento da lei só quando lhe favorece, acrescentando que essa realidade se tornou visível durante a crise política que atualmente assola o país.

"O governo não cumpriu com a lei promulgada pelo Presidente da República, que determina o reajuste de salários dos funcionários públicos" disse o Secretário-geral da UNTG

Exortou ainda os trabalhadores para refletirem sobre as suas condições laborais atuais e exigirem a sua melhoria em vez de esperar pelos políticos.

Júlio Mendonça defende que os trabalhadores devem usufruir dos ganhos das instituições onde prestam serviços, para melhorar a sua condição de vida e a de familiares.

Considerou um contra-senso, o novo controlo electrónica das presenças a ser introduzido em diferentes Ministérios sem se pensar na melhoria das condições laborais dos servidores de Estado.

“As condições de trabalhos são péssimas, mas o governo não importa e só se interessa com as presenças e produções dos trabalhadores”, criticou.

Por sua vez, o Presidente da UNTG, Pedro Soares de Carvalho, referiu-se ao  Pré-aviso de greve para confirmar a paralisação prevista para o dia  07 de Maio, para exigir ao governo o cumprimento do acordo de reajuste salarial.

Pedro de Carvalho pediu a maior adesão dos funcionários públicos à esta reivindicação. 

ANG/CP/ÂC/SG