terça-feira, 12 de junho de 2018

São Tomé e Príncipe


Advogados  queimam diplomas em sinal de protesto
Bissau, 12 Jun 18 (ANG) -  Mais de duas dezenas de advogados, magistrados  e juristas  queimaram  simbólicamente os  seus  diplomas, num  acto  de  protesto contra  a interferência de poderes executivo e  legislativo  no poder  judicial .
Queimar os seus diplomas foi o acto simbólico de protesto escolhido para denunciar aquilo que advogados, magistrados e juristas santomenses consideram "ameaça do poder sobre o Estado de direito democráticoem São Tomé e Príncipe.
Para  a   bastonária  da  ordem  de  advogados, Célia Posser,  a  sua  instituição  não  pode  compactuar com esta  situação.
Por seu turno, o advogado  Filinto  Costa Alegre  considera  que é  necessário este  acto.
Outro advogado, Miques Bonfim, disse, por seu lado, que o acto de queima de diplomas visa enviar uma mensagem à comunidade internacional de que "acabou o Estado de direito em São Tomé e Príncipe".
O comunicado da Ordem dos advogados apelara a que os juristas comparecessem com as cópias dos seus diplomas ou certificados com as respectivas indumentárias (toga ou beca).
O documento em causa alega que "nos últimos meses temos sido confrontados com determinadas práticas violadoras dos mais elementares princípios de Direito".
O parlamento, com votos da ADI, partido no poder aprovou uma lei com nomeação excepcional de cinco novos juizes conselheiros para o Supremo Tribunal de justiça, facto que a oposição contestou junto do Tribunal constitucional, apesar da sua promulação pelo chefe de Estado a 30 de Maio.
A Assembleia nacional que exonerara e aposentara de forma compulsiva a 4 de Maio três juizes do Supremo após estes terem decidido devolver a cervejeira Rosema ao empresário angolano Mello Xavier.
Apesar da contestação o chefe de Estado, Evaristo Carvalho, a meados de Maio alegou competir ao parlamento regular "o Estado e as suas instituições, incluindo os tribunais". ANG/RFI



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Justiça


Ministro da Justiça quer que a ANP aprove lei contra tráfico de pessoas 

Bissau 12 Jun. 18 (ANG) – O ministro da Justiça e Direitos Humanos disse segunda-feira que gostaria de ver aprovada na Assembleia Nacional Popular (ANP)  a lei contra tráfico de emigrantes,  do branqueamento de capitais  e do financiamento de  terrorismo.

Iaia Djalo que falava à  TGB  à saída de um encontro segunda-feira com o Presidente do hemiciclo guineense disse que as leis em causa já foram agendadas pela ANP por isso gostaria que estas e outras leis que dizem respeito a magistratura judicial, fossem  discutidas nas próximas reuniões dos deputados.

“Para o político a necessidade de aprovação dessas leis tem a ver com os acordos com organizações internacionais sobretudo a União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) no que se refere a harmonização de políticas no espaço da união”, explicou.

O governante frisou que outros países da UEMOA já ratificaram os diplomas em causa e, disse esperar que a Guiné-Bissau desta vez faça a mesma coisa. 

O ministro da Justiça e Direitos Humanos, revelou que haverá no próximo mês de novembro uma reunião na Gâmbia onde o país deverá apresentar o relatório sobre Crimes contra Tráfico de Emigrantes e Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo que, hoje em dia, são temas de destaque na sub-região.  

ANG/MSC/ÂC//SG

Telecomunicações


“Presidente da República José Mário Vaz enaltece o Grupo MTN pelos trabalhos que tem desenvolvido no sector”, diz presidente do grupo

 Bissau,12 Jun18 (ANG) - O Presidente da República José Mário Vaz enalteceu ao Grupo MTN pelo trabalho que tem vindo a levar a cabo no país, sobretudo na promoção do desenvolvimento sustentável no domínio das telecomunicações.

É o Presidente do Grupo Sul Africano de Telecomunicações (MTN) Rob Shuter, que o diz em declarações à imprensa à saída de uma audiência com o chefe de Estado Mário Vaz.
Shuter disse que a visita serve para agradecer ao Presidente da República pelo apoio que as autoridades nacionais prestaram ao grupo MTN durante a campanha de registo dos clientes, e informá-lo das causas do atraso na construção da sua nova sede.

O Presidente do Grupo MTN reafirmou o seu engajamento para a melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações na Guiné-Bissau.

A MTN, serviço móvel de telefones opera no país  há vários anos, e intervém inclusive nas áreas sociais. 

ANG/LPG/ÂC//SG