quarta-feira, 13 de junho de 2018

Literatura


Julho

 
Bissau,13 Jun n18(ANG) - O livro “Itinerários de Amílcar Cabral”, da editora Rosa de Porcelana, vai ser lançado no dia 01 de Julho, no Vaticano, data em que completam 48 anos que Amílcar Cabral e seus compatriotas foram recebidos pelo Papa Paulo VI.

A informação foi dada à Inforpress pela directora executiva da Fundação Amílcar Cabral (FAC), Tatiana Neves, indicando que a obra foi feita com base nos postais que Amílcar Cabral enviava à sua segunda esposa, Ana Maria Cabral.

São postais que abarcam o período dos anos 60 e 70 que foram editados agora num livro e que vai ser apresentado publicamente no Vaticano, no dia 01 de Julho”, anunciou.

A obra vai ter o prefácio de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, como uma homenagem ao autodenominado “soldado anónimo das Nações Unidas”.

Amílcar Cabral se autodenominava como um soldado anónimo das Nações Unidas e as Nações Unidas desempenharam um papel fundamental na diplomacia do PAIGC. Digamos que o PAIGC utilizou bem o palco que era as Nações Unidas para sensibilizar a opinião pública mundial da justeza da sua luta travada na Guiné contra o colonialismo português”, frisou.

Segundo Tatiana Neves, para além de prefaciado por António Guterres, o livro conta com textos do Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e de outras personalidades.

A escolha do Vaticano e do dia 01 de Julho para o lançamento público de “Itinerários de Amílcar Cabral” deve-se ao facto de nessa data completar 48 anos que Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos foram recebidos pelo Papa Paulo VI no Vaticano.

A audiência concedida na altura pelo Papa Paulo VI foi um golpe profundo ao regime colonial português”, frisou a directora executiva da FAC, lembrando que 01 de Julho é também dia da canonização do Papa Paulo VI. ANG/Inforpress

Ramadão


Reino de Marrocos doa 20 toneladas de géneros alimentícios à Presidência da República

Bissau,13 Jun 18(ANG) – O reino de Marrocos ofereceu um donativo constituído de 20 toneladas de diversos géneros alimentícios à presidência da República da Guiné-Bissau, no âmbito das celebrações do ramadão.

Em declarações à imprensa, o embaixador do Reino de Marrocos para a Guiné-Bissau e Senegal, Taleb Barrada afirmou que o gesto enquadra-se nas ações de fraternidade da sua Majestade, o Rei de Marrocos, Mohamed VI ao  povo guineense.

“Como é de conhecimento de todos, as relações de amizade entre a Guiné-Bissau e o Reino de Marrocos, são cordiais. O Reino de Marrocos sempre acompanhou e apoiou ativamente o combate para a libertação e da independência da Guiné-Bissau do jogo colonial”, explicou o diplomata.

Disse que a partir dessa altura as relações de cooperação e amizade entre os dois países e povos tornaram-se mais dinâmicas.

“Essas relações ficaram mais reforçadas com a visita oficial do Rei de Marrocos à Guiné-Bissau em Maio de 2015”, afirmou Taleb Barrada.

Os géneros alimentícios doados são leite, sardinhas, arroz, ervilhas, tâmara, açúcar e óleo alimentar.

 ANG/LLA/ÂC//SG



terça-feira, 12 de junho de 2018

Greve na Função Publica


UNTG fala de adesão na ordem de 60 por cento 

Bissau, 12 Jun 18 (ANG) – Cerca de 60 por cento dos trabalhadores da função pública guineense aderiram à greve de três dias em curso, decretada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), disse o porta-voz da comissão negocial da Central Sindical do país. 
 
José Alves Té que falava hoje em conferência de imprensa em jeito de balanço da segunda vaga de greve, lamentou o facto de o chefe do executivo ter dito que não tinha condições financeiras para satisfazer as exigências do sindicato e que os sindicalistas devem esperar por um governo que  sair das urnas para apresentar as suas necessidades.

Alves Té disse estranhar que, com o documento já assinado,o governo só agora diz que não tem condições para cumprir as reivindicações.

"É de todo  ideal que se crie um fórum no qual saia um pacto  de estabilidade que só vincula o governo pós-eleitoral", considerou.

Acrescentou que não vale a pena fazer nada, porque continuará a haver na administração um grupo de pessoas não ativos que recebem 12 milhões e outros a recebem muito mal, o que não é justo.

Aquele responsável sublinhou que não estão a exigir que todos os trabalhadores tenham  o mesmo salário, mas que não haja  diferença  salarial entre funcionários da mesma categoria.

 José Alves Té prometeu prosseguir com a greve para exigir ao governo o cumprimento do reajuste salarial.

Esta segunda vaga de greve decretada pela maior central síndical guineense, no decurso deste ano termina amanhã, quarta-feira.

 ANG/DMG/LPG//SG