quinta-feira, 14 de junho de 2018

Econmia/finanças


Bissau acolhe reunião da Comissão Mista da Administração, Finanças e Política Económica da CEDEAO

Bissau,14 Jun 18 (ANG) – A Guiné-Bissau acolhe de 19 à 23 de Junho uma reunião da Comissão Mista do Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre Administração, Finanças e Controlo do Orçamento e Auditores, política Económica, Sector Privado, Comércio, Alfândegas e Livre Circulação.

A informação consta num comunicado à imprensa do Gabinete de Assessoria de Imprensa do Presidente da Assembleia Nacional Popular entregue hoje a Agência de Notícias da Guiné (ANG).

Segundo o comunicado, a reunião decorre sob o lema “ As políticas Fiscais na África Ocidental- Que fiscalidade adaptada à integração económica da Região? – Que mecanismos de financiamento eficientes das Instituições Comunitárias?”.

O documento indica que o objectivo geral da reunião, é, por um lado, obter conhecimentos globais sobre as políticas fiscais implementadas na África Ocidental, a fim de identificar o sistema fiscal adequado aos objectivos de integração económica da região, e, por outro lado, dar uma especial atenção ao financiamento do orçamento Comunitário para permitir aos deputados definir o melhor método de participação na mobilização dos recursos da taxa Comunitária.

Em relação aos objectivos específicos, conforme a nota do gabinete de imprensa do Presidente da ANP, o encontro visa ainda conhecer as políticas fiscais em vigor junto dos países membros da CEDEAO; Identificar uma fiscalidade adaptada aos objectivos da integração económica da região; conhecer ainda a situação da implementação da Tarifa Externa Comum (TEC/CEDEAO); a definição das áreas de intervenção dos deputados na mobilização dos recursos orçamentais e especialmente na recuperação dos produtos resultantes da Taxa Comunitária líquido/ recuperados ao nível dos Estados membros. 

ANG/LPG/ÂC//SG


 

Greve/Saúde


Doentes queixam-se de falta de assistência no Hospital  Simão Mendes  

Bissau, 14 Jun 18 (ANG) – Os doentes internados no Hospital Nacional Simão Mendes estão a queixar-se de falta de assistência médica e medicamentosa em resultado da greve de três dias decretada pela União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG).
 
Segundo o que apurou o repórter da ANG junto ao maior estabelecimento sanitário do país, os doentes internados afirmam que os serviços mínimos não estão a ser observados de forma a garantir um atendimento aos pacientes.

O repórter constatou que a maioria dos serviços afectos ao Hospital Simão Mendes estavam inoperacionais tendo os pacientes a andarem de um lado para outro a procura de assistência.

Um paciente grávida que não quis identificar, lamentou o que estão a passar devido a greve da UNTG, salientando que muitos doentes estão a abandonar o hospital para procurar outras soluções, uma vez que não há pessoal médico suficiente para atender os doentes.

“Estou desde as primeiras horas da manhã e até agora não fui atendido porque o meu marido não tem possibilidade de levar-me para clinica privada e muitas grávidas estão aqui na mesma situação”, lamentou.

 Por outro lado, um casal proveniente do sector de Nhacra cujo filho padecia de febre alta, disse que foram atendidos graças aos serviços dos Médicos sem Fronteira, porque senão o pior poderia acontecer.

O pai da referida criança que igualmente pediu anonimato, afirmou que a greve decretada pela UNTG é uma demostração clara de que os governantes só se interessam do povo no momento das eleições.

O plano  de serviço mínimo do Hospital Nacional Simão Mendes, à que ANG teve acesso, prevé que os serviços de Urgência tenha  um médico e dois enfermeiros, a Maternidade- uma médica, duas parteiras e um enfermeiro, os Cuidados Intensivos - dois enfermeiros e o Bloco Operatório -  dois técnicos.

Os serviços de Primeira e Quarta Medicina, Cirurgia Mulher, Cirurgia Homem, Ortopedia, Orto-traumatologia, Oftalmologia, Nefrologia e Recobro Queimado, RX Banco de Sangue e Pediatria ambos terão um enfermeiro cada para ajudar nos serviços mínimos.

A ANG tentou falar com os enfermeiros chefes sobre o impacto desta paralisação, mas sem sucesso, com a alegação  de que só podem falar mediante uma autorização superior. 

A segunda vaga de greve decretada pela maior Central Sindical do país  termina na próxima quinta-feira, e os grevistas  exigências   reajuste salarial aos funcionários públicos.

 ANG/MSC/ÂC//SG


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Política



 
Bissau,13 Jun 18(ANG) - O líder do Partido Social Democrata(PSD), Rui Rio, disse terça-feira ter esperança de que a Guiné-Bissau esteja a iniciar um novo trajeto e sublinhou a necessidade de cooperação entre os partidos guineenses para melhorar a vida da população.

"Aquilo que eu tenho para dizer é que, sinceramente, tenho esperança que a Guiné esteja a iniciar um novo trajeto que leve a que situações que vejo de grandes carências, como vi no orfanato e particularmente no hospital, possam ser ultrapassadas, com a ajuda internacional seguramente, mas com o empenho das autoridades da Guiné e do povo como um todo", afirmou Rui Rio.

O líder do PSD falava no final de um encontro com o presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, e com alguns deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

"A Guiné e os guineenses têm direito ao desenvolvimento, como todos os povos do mundo, e este atraso relativamente aquilo que é média no mundo pode ser superado com ajuda e empenho dos próprios", sustentou.

Segundo o presidente socialdemocrata, as grandes dificuldades que o país enfrenta "carecem de um entendimento sério entre os partidos".
"Aquilo que me deu para ver com os contatos com as autoridades da Guiné é que efetivamente há um caminho que neste momento querem todos percorrer em conjunto", afirmou.

Rui Rio pediu também que o espírito de unidade prossiga após as eleições, previstas para novembro, salientando que quem ganha vai liderar o Governo, mas "é bom que depois quem não ganha coopere em vez de estar numa posição cerrada, porque depois quem sofre as consequências é o povo". O líder do PSD terminou terça-feira uma visita à Guiné-Bissau, onde se deslocou para assinalar as comemorações do Dia de Portugal, em 10 de junho. ANG/Lusa