terça-feira, 19 de junho de 2018

Eleições legislativas


 CNJ pretende evitar manipulação de jovens durante  processo eleitoral

Bissau, 19 Jun 18 (ANG) - O Conselho Nacional de Juventude (CNJ) pretende evitar com que os jovens guineenses sejam manipulados pelos políticos durante o processo das eleições legislativas previstas para 18 de Novembro do corrente ano.

A revelação  é da Presidente do CNJ, Aissatu Forbes Djaló, em declaração à imprensa na segunda-feira à margem de uma palestra realizada aos jovens das bancadas informais, com o objectivo de construir uma agenda política da juventude baseada nas propostas e soluções que possam contribuir para o desenvolvimento do país.

“Os jovens sempre são manipulados nas campanhas para as eleições, situações  que acabam por reflectir negativamente na nossa sociedade Assim sendo, este ano vamos fazer  tudo para deixar os mesmos conscientizados de que não recebendo um dinheirinho por parte dos políticos, significa não perder a dignidade no que concerne a conquista e benefício comum”, garantiu.

Forbes Djaló acrescentou que pretendem exigir que aos jovens sejam dadas as oportunidades para concorrem ao cargo de deputado de modo a poderem contribuir “significativamente” para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, tendo sublinhado que os jovens só devem pautar por um partido devido a riqueza do seu programa e não por benéfico temporário.

“Nesta primeira fase se trata apenas dos jovens de bancadas informais, porque são sempre mais aproveitados, mas também vamos abranger as diferentes associações juvenis que existem no país, com a finalidade de juntos possamos fazer o nosso trabalho uma vez que a união faz sempre a força”, explicou.

Aissatu Djaló alertou aos jovens de que as suas preocupações não devem ser apresentadas apenas no período eleitoral, mas também  após as eleições.

ANG/AALS/ÂC//SG

Energia elétrica




Bissau,19 Jun 18(ANG) - O fornecimento de eletricidade à Bissau deverá estar regularizado a partir de outubro com um contrato para a distribuição de fuel óleo, anunciou segunda-feira o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.

O líder do Governo guineense fez o anúncio à margem de um encontro de trabalho com uma missão técnica do Banco Mundial (BM), que se encontra em Bissau para estudar a possibilidade para a melhoria imediata do abastecimento de energia elétrica.

Aristides Gomes avançou que o Governo, apoiado pelo Banco Mundial, estuda com a empresa inglesa Agrekko a possibilidade de revisão do contrato de fornecimento de energia em vigor ao abrigo do qual Bissau recebe 15 megawatts de energia produzida a gasóleo.

É intenção do Governo guineense que a energia passe a ser produzida com base no fuel óleo, combustível que as autoridades acreditam ser impossível de ser roubado como acontece com o gasóleo na central elétrica de Bissau.

Nos últimos meses, a capital guineense conhece cortes sistemáticos de energia. As autoridades indicam que o roubo do gasóleo leva àquela situação.

Para já, a solução é a mudança do tipo de combustível, mas antes do final do ano, o primeiro-ministro quer ter um contrato assinado entre a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) e uma empresa que fornece energia a partir de um barco que ficará ancorado ao largo de Bissau.

Cristina Svensson, a representante do Banco Mundial na Guiné-Bissau, que participou na reunião com Aristides Gomes, disse que a sua instituição "está do lado das autoridades" e vai apoiar, com uma assistência técnica, as iniciativas visando a melhoria da gestão da EAGB.

Svensson anunciou uma assistência de três anos para a melhoria do desempenho da EAGB.

O diretor-geral da empresa, René Barros, pediu calma à população de Bissau, salientando que compreende o défice no fornecimento de energia elétrica, como é reclamado pelos clientes.

O mesmo dirigente afirmou que a Agrego se comprometeu a fornecer 15 megawatts à EAGB, mas neste momento apenas dá 14, devido a uma avaria num grupo eletrogêneo.
René Barros esclareceu que para atender toda população de Bissau, seriam necessários mais de 40 megawatts de energia elétrica. ANG/Lusa

Ciência


Doenças Não Transmissíveis(DNT) responsáveis por 71% das mortes no mundo
Bissau, 19 Jun 18 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde lançou este mês um novo plano para aumentar a prática de actividade física até 2030.
Diz a OMS que, a nível mundial, 1 em cada 5 adultos e 4 em cada 5 adolescentes não pratica actividade física suficiente.
Meninas, mulheres, idosos, pobres, deficientes, doentes crónicos, indígenas e marginalizados são os que têm menos oportunidades de terem uma vida mais activa.
O sedentarismo pode agravar riscos de doenças crónicas não transmissíveis. Segundo a OMS, as DNT são responsáveis por 71 por cento das mortes no mundo, 15 milhões de mortes no mundo por ano na faixa dos 30-70 anos.
ANG/RFI